Semana 24 do MONOBA
A penúltima semana do MONOBA já está no ar! Nesta semana não teremos "Neocene II - nanoships" novamente. Confira as histórias clicando nos links abaixo, nas abas de cada obra ou navegando pelo blog. A votação já está aberta e vai até dia 10 de setembro (quarta-feira), valendo ainda mais pontos do que a semana anterior. A 25º semana - a última - estará no ar dia 12 de setembro. Ansiosos pelo desfecho das histórias e desta batalha? Boa leitura e divirtam-se!
Pepper & Donuts: Capítulo 21 - Donuts 21: uma condição
Nave Fantasma: Dados.
Filho das Profundezas: Parte XXIV - Finta
Wild Hunt: Capitulo 23: Zhaitan
Contos do Amante da Morte: Capítulo 20: Pagamento Devido.
Resultado da semana 23
Totalizando 15 votos - apesar de alguns problemas técnicos -, apresentamos os vencedores da semana:
Em primeiro lugar, com 7 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 4 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (que disputou a colocação com "Wild Hunt", de Marlon Kalango, em uma votação interna de desempate).
Seguidos de "Wild Hunt", de Marlon Kalango (2 votos) e "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (sem voto). "Neocene II - nanoships", de Moonlance está a duas semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá um ponto negativo (-1).
Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes em "Ranking".
Pontuação e Regra Especial neste mês de finalização do MONOBA
Assim como uma história pode ter uma grande reviravolta, a nossa batalha também pode ter! O projeto exigiu bastante empenho dos escritores até agora e nos momentos finais exigirá ainda mais. Então a pontuação também acompanhará este empenho.
A pontuação seguirá às seguintes determinações:
Semana 21 - terá a pontuação normal (9 pontos para o 1º lugar, 6 para o 2º, 3 para o 3º e 1 ponto para os demais).
Semana 22 - 12 / 9 / 6 - demais: 2
Semana 23 - 15 / 12 / 9 - demais: 3
Semana 24 - 18 / 15 / 12 - demais: 4
Semana 25 - ?? / ?? / ?? - demais: 5
A pontuação da semana 25 só será revelada junto com a publicação das histórias dessa semana. Além disso, também temos uma pontuação secreta e simbólica de 5 pontos. O escritor premiado será revelado apenas no resultado final do projeto. O bônus de vencedor do mês irá para 9 / 6 / 3 dos anteriores 3 / 2 / 1. Caso haja algum empate entre as três primeiras colocações no ranking final, ocorrerá uma votação pública na quinta-feira, 18 de setembro, para desempate.
Como uma regra especial, na última semana (semana 25), os escritores terão o dobro de palavras para finalizar com chave de ouro suas histórias. De mínimo de 400 e máximo de 500, passará a ter mínimo de 800 e máximo de 1000 palavras neste último capítulo.
Boa sorte para todos os escritores nessa reta final!
Última Atividade Extra
Esta é a última chance de ajudar os escritores a ganhar pontos extras e mudar o destino dessa batalha! Crie uma ilustração ou fanfic (texto criado por fã, baseado em alguma história existente) do que você gostaria de ver nestes momentos finais da sua história favorita no MONOBA. Por ser a última atividade extra - e também de uma dificuldade maior - cada homenagem valerá 3 pontos extras no lugar de apenas 1. A pontuação da melhor homenagem também vai aumentar. Para o primeiro, segundo e terceiro lugar consecutivamente: 9, 6 e 3 dos 3, 2 e 1 pontos das atividades anteriores. Então o que você está esperando? Você tem até dia 10 de setembro para enviar sua homenagem! Todas as homenagens serão postadas na nossa página do Facebook (www.facebook.com/mobilenovelbattle) no dia 12 de setembro, juntamente com a semana 25 do MONOBA, o mesmo dia que serão lançados os capítulos finais, para que os escritores não se influenciem. Para saber mais como mandar sua homenagem, confira "Atividade Extra". As regras são bem simples. Esperamos por você!
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Semana 24 + Resultado da semana 23 + Pontuação e Regra Especial + Última Atividade Extra
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Neocene II – nanoships [Semana 24]
Autor: Moonlance
- Sem capítulo esta semana -
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Pepper & Donuts [Semana 24]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 21 - Donuts 21: uma condição
Misaki teve que perguntar novamente para ter certeza do que Abel havia pedido e se certificar de que não era uma brincadeira.
- ….você quer que eu te ajude a ficar IMPOPULAR?
- Sim, você é a única garota que posso contar nesse momento.
- Mas eu faço a mínima ideia de como fazer isso, Abel...sei lá, talvez se você mudar sua aparência ou atitude..?
- Poxa, mas eu gosto do meu cabelo...hum, acho que seria melhor mudar minha atitude então. O que você propõe?
- Ah, finalmente achei vocês dois.
Nathan acabara de virar o corredor e encontra Abel segurando as duas mãos de Misaki, que por sua vez não sabia o que falar ou dizer, a não ser o fato de que estava numa situação um tanto constrangedora.
- O professor pediu pra ver como estava o Abel. Mas se vocês vão ficar namorando aí, eu vou embora.
- Quê?! Não é nada disso, seu pastel!! Só estou ajudando o Abel com um problema...AH, JÁ SEI!
-...já sabe o que?
- Abel! Porque você não se inspira nele? - Misaki aponta o dedo pra Nathan.
- Huh?
- Hã? Não entendi, Misaki.
- Você não quer ficar impopular? Ele é a impopularidade em pessoa! Veja só, tem cara de resmungão, gosta de provocar os outros, aparece nos momentos mais inconvenientes...e mais um monte de coisa! Acho que você vai aprender bastante com ele!
- Você acha mesmo? Nesse caso-
- Espera aí, eu não concordo com isso.
- E por que não?
Nathan toma a rédea da conversa, e encara Misaki com uma expressão gélida. A garota retribui o olhar e encara o rapaz com fulgor nos olhos. Abel fica num canto sem saber o que falar, quando finalmente resolve quebrar o clima de tensão entre os dois.
- Olha pessoal, acho melhor eu resolver o problema sozinho, desculpem se eu incomodei vocês...
- Eu aceito ajudar o Abel com o problema dele, mas com uma condição.
- Qual?
- Quero que a Misaki aceite ser minha namorada.
- … hã?
O cérebro de Misaki parou por uns instantes para processar a informação. Ela realmente ouviu a condição de Nathan? Ele quer que ela, uma menina meio moleque, que gosta de luta livre e donuts, aceite ser sua namorada? Para Misaki, ter um namorado era algo tão surreal quanto seu pai começar a dar mais atenção pra ela. A garota sempre achava que pra conseguir um namorado era preciso se parecer bonita e bem arrumada, duas coisas que ela não era. Não que Misaki se importasse com essas coisas, muito pelo contrário, tampouco se importava com isso.
- Abel, vou roubar a Misaki um pouco.
- Espera aí, eu não respondi ainda e- AHHH!!
Nathan puxou o braço de Misaki com tudo e correu com ela em direção às escadarias que davam pro pátio.
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Capítulo 21 - Donuts 21: uma condição
Misaki teve que perguntar novamente para ter certeza do que Abel havia pedido e se certificar de que não era uma brincadeira.
- ….você quer que eu te ajude a ficar IMPOPULAR?
- Sim, você é a única garota que posso contar nesse momento.
- Mas eu faço a mínima ideia de como fazer isso, Abel...sei lá, talvez se você mudar sua aparência ou atitude..?
- Poxa, mas eu gosto do meu cabelo...hum, acho que seria melhor mudar minha atitude então. O que você propõe?
- Ah, finalmente achei vocês dois.
Nathan acabara de virar o corredor e encontra Abel segurando as duas mãos de Misaki, que por sua vez não sabia o que falar ou dizer, a não ser o fato de que estava numa situação um tanto constrangedora.
- O professor pediu pra ver como estava o Abel. Mas se vocês vão ficar namorando aí, eu vou embora.
- Quê?! Não é nada disso, seu pastel!! Só estou ajudando o Abel com um problema...AH, JÁ SEI!
-...já sabe o que?
- Abel! Porque você não se inspira nele? - Misaki aponta o dedo pra Nathan.
- Huh?
- Hã? Não entendi, Misaki.
- Você não quer ficar impopular? Ele é a impopularidade em pessoa! Veja só, tem cara de resmungão, gosta de provocar os outros, aparece nos momentos mais inconvenientes...e mais um monte de coisa! Acho que você vai aprender bastante com ele!
- Você acha mesmo? Nesse caso-
- Espera aí, eu não concordo com isso.
- E por que não?
Nathan toma a rédea da conversa, e encara Misaki com uma expressão gélida. A garota retribui o olhar e encara o rapaz com fulgor nos olhos. Abel fica num canto sem saber o que falar, quando finalmente resolve quebrar o clima de tensão entre os dois.
- Olha pessoal, acho melhor eu resolver o problema sozinho, desculpem se eu incomodei vocês...
- Eu aceito ajudar o Abel com o problema dele, mas com uma condição.
- Qual?
- Quero que a Misaki aceite ser minha namorada.
- … hã?
O cérebro de Misaki parou por uns instantes para processar a informação. Ela realmente ouviu a condição de Nathan? Ele quer que ela, uma menina meio moleque, que gosta de luta livre e donuts, aceite ser sua namorada? Para Misaki, ter um namorado era algo tão surreal quanto seu pai começar a dar mais atenção pra ela. A garota sempre achava que pra conseguir um namorado era preciso se parecer bonita e bem arrumada, duas coisas que ela não era. Não que Misaki se importasse com essas coisas, muito pelo contrário, tampouco se importava com isso.
- Abel, vou roubar a Misaki um pouco.
- Espera aí, eu não respondi ainda e- AHHH!!
Nathan puxou o braço de Misaki com tudo e correu com ela em direção às escadarias que davam pro pátio.
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Nave Fantasma [Semana 24]
Autor: Lucas Suwgamm
Dados.
Samara conseguiu chegar em segurança ao computador da ponte de comando, ninguém havia percebido o seu deslocamento ate ali, todos estavam concentrado na eliminação dos Nêcromos além de toda habilidade assassina de Milene, que já recuperada do desmaio, matava majestosamente uma a uma daquelas bestas, era uma bela dança aos olhos dos Renegados ali presentes, com a assistência dos disparos precisos de Foster, Carlos e Edgar.
Quando a última besta caiu ao chão, Carlos ordenou que seus subordinados abandonassem a nave, dizia que muitas vidas foram perdidas ali hoje e não tinha mais sentido para eles continuarem ali.
Foster, como um sinal de boa fé, falou que ninguém atacasse os Renegados mais e também ordenou que Milene e Edgar abandonassem a nave também e levassem o corpo de Michael. Edgar agachou e pegou o seu companheiro morto e com um sussurro agradeceu o seu sacrifico. Foster apenas acenou com a cabeça para eles irem. Ia permanecer na sala, esperando Samara terminar sua tarefa.
O último renegado tinha corrido para fora da sala e a turma da união se preparava para o mesmo, tudo corria bem só faltava completar a sua missão, no entanto, quando a hábil moça estava prestes a concluir o seu trabalho um feixe de luz atravessou a sua mão. Carlos se aproximou, com o seu característico sorriso.
– Espero não ter te machucado muito, pequena dama.Contudo, preciso destes dados – Piscou rapidamente para Samara.
A moça soltou um grito de dor e caiu de joelhos ao chão, segurando sua mão gravemente machucada. Seus companheiros olharam assutado para a cena, sem entender muito o que ocorreu, a gigante ruiva ameaçou avançar para o local do acidente, no entanto, Foster entrou em sua frente.
– Rápido, siga a minha ordem e saim dessa nave – Olhava sério para Milene.
A mesma olhou para sua companheira ao chão e olhou para Foster e virou-se, fez um sinal para Edgar acompanhá-la, após muitas missões juntas ela aprendeu a confiar em seu capitão.
-– deixe a Samara ir! – Gritou para o velho capitão renegado. – Eu não vou te atacar! – estendeu os seus braços para os lados.
Carlos apenas acenou com a cabeça, Samara reuniu um pouco mais de força, conseguiu se levantar, sua mão não doía mais, o seu traje já havia anestesiado a região do ferimento dando força para ela correr. Quando passou pelo Foster olhou para ele e viu sua expressão seria, não sabia o que ele estava planejando, no entanto não duvidaria do seu sucesso.
Quando todos entraram pelo corredor, Foster caminhou na direção de Carlos olhando para ele.
– Você não vai ficar com estes dados.– Parou de caminhar e apontou o seu braço para ele, pronto para disparar.
– Você ainda não me entende? – Apertou um botão no painel e sorriu para Foster – Agora você vai ver a verdade.
Dados.
Samara conseguiu chegar em segurança ao computador da ponte de comando, ninguém havia percebido o seu deslocamento ate ali, todos estavam concentrado na eliminação dos Nêcromos além de toda habilidade assassina de Milene, que já recuperada do desmaio, matava majestosamente uma a uma daquelas bestas, era uma bela dança aos olhos dos Renegados ali presentes, com a assistência dos disparos precisos de Foster, Carlos e Edgar.
Quando a última besta caiu ao chão, Carlos ordenou que seus subordinados abandonassem a nave, dizia que muitas vidas foram perdidas ali hoje e não tinha mais sentido para eles continuarem ali.
Foster, como um sinal de boa fé, falou que ninguém atacasse os Renegados mais e também ordenou que Milene e Edgar abandonassem a nave também e levassem o corpo de Michael. Edgar agachou e pegou o seu companheiro morto e com um sussurro agradeceu o seu sacrifico. Foster apenas acenou com a cabeça para eles irem. Ia permanecer na sala, esperando Samara terminar sua tarefa.
O último renegado tinha corrido para fora da sala e a turma da união se preparava para o mesmo, tudo corria bem só faltava completar a sua missão, no entanto, quando a hábil moça estava prestes a concluir o seu trabalho um feixe de luz atravessou a sua mão. Carlos se aproximou, com o seu característico sorriso.
– Espero não ter te machucado muito, pequena dama.Contudo, preciso destes dados – Piscou rapidamente para Samara.
A moça soltou um grito de dor e caiu de joelhos ao chão, segurando sua mão gravemente machucada. Seus companheiros olharam assutado para a cena, sem entender muito o que ocorreu, a gigante ruiva ameaçou avançar para o local do acidente, no entanto, Foster entrou em sua frente.
– Rápido, siga a minha ordem e saim dessa nave – Olhava sério para Milene.
A mesma olhou para sua companheira ao chão e olhou para Foster e virou-se, fez um sinal para Edgar acompanhá-la, após muitas missões juntas ela aprendeu a confiar em seu capitão.
-– deixe a Samara ir! – Gritou para o velho capitão renegado. – Eu não vou te atacar! – estendeu os seus braços para os lados.
Carlos apenas acenou com a cabeça, Samara reuniu um pouco mais de força, conseguiu se levantar, sua mão não doía mais, o seu traje já havia anestesiado a região do ferimento dando força para ela correr. Quando passou pelo Foster olhou para ele e viu sua expressão seria, não sabia o que ele estava planejando, no entanto não duvidaria do seu sucesso.
Quando todos entraram pelo corredor, Foster caminhou na direção de Carlos olhando para ele.
– Você não vai ficar com estes dados.– Parou de caminhar e apontou o seu braço para ele, pronto para disparar.
– Você ainda não me entende? – Apertou um botão no painel e sorriu para Foster – Agora você vai ver a verdade.
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semana 24
Filho das Profundezas [Semana 24]
Autor: Marco Fischer
Parte XXIV - Finta
-Você não sabe com o que está se metendo! – disse a oriental com seriedade, deixando os braços penderem de lado enquanto o monstro crustáceo se inclinava na direção de Violka – Aquele garoto carrega a próxima linhagem de nossa Ordem. Eu recebi a honra de ser sua consorte, e trazer ao mundo uma prole abençoada pelo nosso senhor do mar.
-E então ele te deixou esperando vestida de noiva? Mas que tragédia! – respondeu a capitã, ocultando a ferida que sentia ser tocada dentro de si. Muitos de seu povo não gostavam do fato dela ser uma mulher independente e solteira, e mais de uma família havia se ofendido com a recusa de um pretendente. A liberdade de que dispunha não havia sido conquistada sem um custo, e por isso lhe era tão preciosa.
Violka circulava lentamente de costas pela sala enquanto era seguida pela criatura. Fugir não seria fácil, então teria que ficar e lutar. Mas sua inimiga não precisava saber disso. Sempre com a espada em riste, ela se aproximou da escada e fingiu que tentaria subir. O monstro marinho atacou com sua garra, abrindo a guarda enquanto a capitã dardejava em sua direção como um pássaro veloz.
A criatura emitiu um assovio de dor, recuando desajeitada enquanto seus olhos eram feridos pela ponta aguda da espada de Violka. Seus tentáculos rapidamente agarraram o braço da capitã, tentando puxá-la para as mandíbulas ocultas abaixo deles. Violka sentiu então seus músculos se anestesiarem, tocados por alguma forte toxina secretada pelo monstro.
Usando o calor da batalha para resistir à paralisia, ela agarrou os tentáculos e se balançou na direção da criatura. Um chute certeiro fez o crustáceo assoviar mais alto, esguichando um líquido escuro pela carapaça. A oriental observou intrigada enquanto tentava manter-se equilibrada, o que ficou mais difícil quando outro chute acertou o monstro logo abaixo da cabeça.
Violka já havia analisado a situação. Uma criatura grande e pesada em um salão em ruínas literalmente só precisava de um empurrãozinho. As lâminas escondidas nas suas botas, impulsionadas por molas, eram a melhor carta na manga que possuía. Pego de surpresa, o monstro a derrubou enquanto trombava nas paredes desorientado.
Sem espaço e parcialmente cego, o crustáceo sacudia suas grandes tenazes tentando acertar Violka, mas só o que conseguia era danificar ainda mais a estrutura do lugar, que começava a desabar. Agarrando a lanterna de lótus, Violka correu para as escadas, mas seu caminho foi bloqueado por um jato de ácido fluorescente.
Livre do monstro, a oriental havia usado seus tentáculos gelatinosos para alcançar uma posição mais acima, e já se preparava para lançar outro projétil cáustico contra a capitã. Ela estaria vulnerável na subida, e sem tempo para perder com as ruínas indo abaixo.
Foi o cheiro do mar que fez a capitã ter o impulso de saltar dentro do poço escuro no centro do salão. O cheiro do mar e uma voz que começava a falar em sua mente, e fazia seus olhos se cobrirem de um piche negro.
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Parte XXIV - Finta
-Você não sabe com o que está se metendo! – disse a oriental com seriedade, deixando os braços penderem de lado enquanto o monstro crustáceo se inclinava na direção de Violka – Aquele garoto carrega a próxima linhagem de nossa Ordem. Eu recebi a honra de ser sua consorte, e trazer ao mundo uma prole abençoada pelo nosso senhor do mar.
-E então ele te deixou esperando vestida de noiva? Mas que tragédia! – respondeu a capitã, ocultando a ferida que sentia ser tocada dentro de si. Muitos de seu povo não gostavam do fato dela ser uma mulher independente e solteira, e mais de uma família havia se ofendido com a recusa de um pretendente. A liberdade de que dispunha não havia sido conquistada sem um custo, e por isso lhe era tão preciosa.
Violka circulava lentamente de costas pela sala enquanto era seguida pela criatura. Fugir não seria fácil, então teria que ficar e lutar. Mas sua inimiga não precisava saber disso. Sempre com a espada em riste, ela se aproximou da escada e fingiu que tentaria subir. O monstro marinho atacou com sua garra, abrindo a guarda enquanto a capitã dardejava em sua direção como um pássaro veloz.
A criatura emitiu um assovio de dor, recuando desajeitada enquanto seus olhos eram feridos pela ponta aguda da espada de Violka. Seus tentáculos rapidamente agarraram o braço da capitã, tentando puxá-la para as mandíbulas ocultas abaixo deles. Violka sentiu então seus músculos se anestesiarem, tocados por alguma forte toxina secretada pelo monstro.
Usando o calor da batalha para resistir à paralisia, ela agarrou os tentáculos e se balançou na direção da criatura. Um chute certeiro fez o crustáceo assoviar mais alto, esguichando um líquido escuro pela carapaça. A oriental observou intrigada enquanto tentava manter-se equilibrada, o que ficou mais difícil quando outro chute acertou o monstro logo abaixo da cabeça.
Violka já havia analisado a situação. Uma criatura grande e pesada em um salão em ruínas literalmente só precisava de um empurrãozinho. As lâminas escondidas nas suas botas, impulsionadas por molas, eram a melhor carta na manga que possuía. Pego de surpresa, o monstro a derrubou enquanto trombava nas paredes desorientado.
Sem espaço e parcialmente cego, o crustáceo sacudia suas grandes tenazes tentando acertar Violka, mas só o que conseguia era danificar ainda mais a estrutura do lugar, que começava a desabar. Agarrando a lanterna de lótus, Violka correu para as escadas, mas seu caminho foi bloqueado por um jato de ácido fluorescente.
Livre do monstro, a oriental havia usado seus tentáculos gelatinosos para alcançar uma posição mais acima, e já se preparava para lançar outro projétil cáustico contra a capitã. Ela estaria vulnerável na subida, e sem tempo para perder com as ruínas indo abaixo.
Foi o cheiro do mar que fez a capitã ter o impulso de saltar dentro do poço escuro no centro do salão. O cheiro do mar e uma voz que começava a falar em sua mente, e fazia seus olhos se cobrirem de um piche negro.
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Wild Hunt [Semana 24]
Autor: Marlon Kalango
Capitulo 23: Zhaitan
Capitulo 23: Zhaitan
Não passamos mais que dois dias em Hoelbrak. Expliquei o que havia acontecido à Arawn, e ele se mostrou preocupado com a situação. Pegamos suprimentos e partimos da terra dos Norn no raiar do dia. A viajem foi tranquila por maior parte do tempo, mas ao chegarmos perto da Floresta Caledon hordas de Risen (servos do dragão morto-vivo Zhaitan) infestavam o lugar, e tivemos que abrir nosso caminho. Eu e meu companheiro canino partimos para o ataque, com precisão. Arawn também entrou em batalha, convocando seus servos e lançando feitiços necromanticos. Minha flechas cortavam o ar com zunidos, atingindo e derrubando inimigos. Quando algum deles tentava nos pegar de surpresa, mãos cadavéricas brotavam do chão e os agarravam, controladas pela magia de Arawn. Em determinado momento, havia alguns Risen Krait entre os inimigos. Reconheci o Krait que enfrentei no inicio da minha jornada, maior que os outros e armadurado.
Ele avançou sobre nós, lançando adagas. Consegui desviar por pouco, e Arawn foi atingido de raspão na perna. O inimigo serpenteava ao nosso redor, tentando atacar pelos flancos, e em determinado momento, ele abriu sua bocarra e cospiu uma nuvem verde de aparencia tóxica e nefasta. Nos afastamos dali imediatamente. Percebemos então, que mais Risen se aproximavam. Ficariamos em uma enorme desvantageme em breve.
-Arawn! - Gritei- Temos que recuar.
-Criamos uma distração e partimos daqui. Isso está fora de controle! - Ele respondeu, já preparando alguma magia.
-Vajra! Vem, garoto! - chamei meu cão de volta, ele estava mancando. Havia muitos inimigos.
O necromante sumonou uma pequena horda de servos para atrasar os inimigos, e eu me concentrei, invocando o poder da deusa Melandru, e lancei meu ataque barragem. Fugimos dali, mas por pouco. Continuamos viagem no melhor ritmo que podiamos, sem parar até acharmos uma patrulha que nos levou até o bosque, e tratou nossas feridas. Estavamos cansados, e descansamos até o anoitecer. Após uma grata refeição e mais cuidados, fomor ter com a Mãe Árvore. Subimos até sua camara, e ela já nos esperava, com um ar solene. Ajoelhei-me perante a ela, e Arawn fez o mesmo.
-Salve, Fonte Abençoada.
-Ah, meu bravo filho. - ela me comprimentou de volta, tocando meu rosto e me erguer. Então fez o mesmo com Arawn. - E você, valente aliado. Gostaria que os tempos fossem outros para podermos celebrar sua vitória sobre o Dragão de Gelo, mas a escuridão se espalha pela floresta, e isto lhe diz respeito, Etherdry. A todos nós.
-Mãe, minha missão ainda não acabou?
-Temo que não, filho meu. Uma sombra se ergueu do oceano nas praias decaidas de Orr. E seus servos corruptos agora atacam com mais força que nunca nosso lar.
-Pelos Espíritos. Então...? - Arawn exclamou.
-Um grande mal ameaça destruir todo nosso mundo.O Dragão Morto-Vivo, Zhaitan, despertou. - Ela olhou-me nos olhos, e novamente tocou meu rosto. Minha mãe estava triste - Meu filho. Seu caminho o leva a Orr. E lá, está a ultima parte do teu sonho. Deves matar Zhaitan.
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Ele avançou sobre nós, lançando adagas. Consegui desviar por pouco, e Arawn foi atingido de raspão na perna. O inimigo serpenteava ao nosso redor, tentando atacar pelos flancos, e em determinado momento, ele abriu sua bocarra e cospiu uma nuvem verde de aparencia tóxica e nefasta. Nos afastamos dali imediatamente. Percebemos então, que mais Risen se aproximavam. Ficariamos em uma enorme desvantageme em breve.
-Arawn! - Gritei- Temos que recuar.
-Criamos uma distração e partimos daqui. Isso está fora de controle! - Ele respondeu, já preparando alguma magia.
-Vajra! Vem, garoto! - chamei meu cão de volta, ele estava mancando. Havia muitos inimigos.
O necromante sumonou uma pequena horda de servos para atrasar os inimigos, e eu me concentrei, invocando o poder da deusa Melandru, e lancei meu ataque barragem. Fugimos dali, mas por pouco. Continuamos viagem no melhor ritmo que podiamos, sem parar até acharmos uma patrulha que nos levou até o bosque, e tratou nossas feridas. Estavamos cansados, e descansamos até o anoitecer. Após uma grata refeição e mais cuidados, fomor ter com a Mãe Árvore. Subimos até sua camara, e ela já nos esperava, com um ar solene. Ajoelhei-me perante a ela, e Arawn fez o mesmo.
-Salve, Fonte Abençoada.
-Ah, meu bravo filho. - ela me comprimentou de volta, tocando meu rosto e me erguer. Então fez o mesmo com Arawn. - E você, valente aliado. Gostaria que os tempos fossem outros para podermos celebrar sua vitória sobre o Dragão de Gelo, mas a escuridão se espalha pela floresta, e isto lhe diz respeito, Etherdry. A todos nós.
-Mãe, minha missão ainda não acabou?
-Temo que não, filho meu. Uma sombra se ergueu do oceano nas praias decaidas de Orr. E seus servos corruptos agora atacam com mais força que nunca nosso lar.
-Pelos Espíritos. Então...? - Arawn exclamou.
-Um grande mal ameaça destruir todo nosso mundo.O Dragão Morto-Vivo, Zhaitan, despertou. - Ela olhou-me nos olhos, e novamente tocou meu rosto. Minha mãe estava triste - Meu filho. Seu caminho o leva a Orr. E lá, está a ultima parte do teu sonho. Deves matar Zhaitan.
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Contos do Amante da Morte [Semana 24]
Autora: Mari-Youko-Sama
“Até hoje um pensamento permeia as minhas opacas lembranças e sempre se ‘reaviva’, quando releio essas linhas: Por que ela me traiu?”
Capítulo 20: Pagamento Devido.
O tempo parecia ter congelado. Matheus estava inerte, seu peito sequer se movia, a mulher estava de pé, observando os irmãos com um olhar frio e penetrante, Marcos parecia ter perdido o fôlego em meio a situação. Apenas a borboleta dourada se debatia dentro da lamparina em um ritmo hipnótico, fazendo as sombras projetadas pelos corpos parecerem estar se debatendo também.
A boca do jovem Blackwood estava seca, todo o seu corpo parecia submetido a um peso invisível gigante. Sentia-se como um animal acuado: estava apavorado, seu coração palpitava com tanta força que chegava a ser incômodo. Então, a outra deu um passo à frente, e como numa reação involuntária, Marcos gritou… apesar de bela, aquela mulher era aterrorizante:
– PARE! NÃO NOS MATE! – agarrou o corpo do irmão e o pressionou contra o próprio peito, em um gesto protetor, então pôde notar como o corpo do outro estava frio – M-Matheus!?
– Se demorar, vai acabar perdendo-o também, primogênito dos Blackwood.
– Por que está fazendo isso?
– Essa é uma pergunta retórica – comentou como se fosse uma resposta muito óbvia – mas… voltando ao seu singelo pedido de misericórdia, me diga: por que deveria mantê-los vivos? Que tipo de valia vocês teriam para alguém como eu?
– Alguém como você? Valia? – A expressão de Marcos passava de medo à indignação. – Eu bem que gostaria de saber por que coisas como vocês estão atrás de mim e do meu irmão?
– Coisas? Muito indelicado da sua parte – a mulher se abaixou e levou a mão ao queixo de Marcos com um gesto feminino e o segurou delicadamente – não sei dizer se é apenas ingênuo ou se é tolice sua acreditar que tem alguma qualidade excepcional, para que tenhamos de ir “atrás de vocês”.
– Se… se não fosse v-verdade – Marcos gaguejou, não sabia bem até onde aquela conversa o levaria, mas tinha uma certeza – por que ainda estamos vivos? Se quisesse já nos teria matado, você quer alguma coisa que só… – fez uma pausa, pois algumas coisas lhe faziam sentido, se não fosse o medo lhe deixando insano, talvez fosse “a verdade” – somente eu posso lhe dar. Diga-me, o que você quer para deixar o meu irmão vivo?
– Então é somente ingênuo – sibilou uma risada de contentamento – o que eu quero é muito mais do que você está disposto a pagar, jovem Blackwood.
– Você não faz ideia do que eu já tive de pagar, então apenas diga! – sentia o corpo de seu irmão tornando-se ainda mais frio e tinha certeza que a outra também sabia e se divertia com a cena.
– Você não é um homem de honra jovem blackwood, você mesmo admitiu, mas vou lhe conceder a chance de provar que pode cumprir com sua palavra. – Abaixou-se e sussurrou ao ouvido de Marcos, este que contorceu seu rosto em uma careta de surpresa e pavor. – será que pode pagar?
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“Até hoje um pensamento permeia as minhas opacas lembranças e sempre se ‘reaviva’, quando releio essas linhas: Por que ela me traiu?”
Capítulo 20: Pagamento Devido.
O tempo parecia ter congelado. Matheus estava inerte, seu peito sequer se movia, a mulher estava de pé, observando os irmãos com um olhar frio e penetrante, Marcos parecia ter perdido o fôlego em meio a situação. Apenas a borboleta dourada se debatia dentro da lamparina em um ritmo hipnótico, fazendo as sombras projetadas pelos corpos parecerem estar se debatendo também.
A boca do jovem Blackwood estava seca, todo o seu corpo parecia submetido a um peso invisível gigante. Sentia-se como um animal acuado: estava apavorado, seu coração palpitava com tanta força que chegava a ser incômodo. Então, a outra deu um passo à frente, e como numa reação involuntária, Marcos gritou… apesar de bela, aquela mulher era aterrorizante:
– PARE! NÃO NOS MATE! – agarrou o corpo do irmão e o pressionou contra o próprio peito, em um gesto protetor, então pôde notar como o corpo do outro estava frio – M-Matheus!?
– Se demorar, vai acabar perdendo-o também, primogênito dos Blackwood.
– Por que está fazendo isso?
– Essa é uma pergunta retórica – comentou como se fosse uma resposta muito óbvia – mas… voltando ao seu singelo pedido de misericórdia, me diga: por que deveria mantê-los vivos? Que tipo de valia vocês teriam para alguém como eu?
– Alguém como você? Valia? – A expressão de Marcos passava de medo à indignação. – Eu bem que gostaria de saber por que coisas como vocês estão atrás de mim e do meu irmão?
– Coisas? Muito indelicado da sua parte – a mulher se abaixou e levou a mão ao queixo de Marcos com um gesto feminino e o segurou delicadamente – não sei dizer se é apenas ingênuo ou se é tolice sua acreditar que tem alguma qualidade excepcional, para que tenhamos de ir “atrás de vocês”.
– Se… se não fosse v-verdade – Marcos gaguejou, não sabia bem até onde aquela conversa o levaria, mas tinha uma certeza – por que ainda estamos vivos? Se quisesse já nos teria matado, você quer alguma coisa que só… – fez uma pausa, pois algumas coisas lhe faziam sentido, se não fosse o medo lhe deixando insano, talvez fosse “a verdade” – somente eu posso lhe dar. Diga-me, o que você quer para deixar o meu irmão vivo?
– Então é somente ingênuo – sibilou uma risada de contentamento – o que eu quero é muito mais do que você está disposto a pagar, jovem Blackwood.
– Você não faz ideia do que eu já tive de pagar, então apenas diga! – sentia o corpo de seu irmão tornando-se ainda mais frio e tinha certeza que a outra também sabia e se divertia com a cena.
– Você não é um homem de honra jovem blackwood, você mesmo admitiu, mas vou lhe conceder a chance de provar que pode cumprir com sua palavra. – Abaixou-se e sussurrou ao ouvido de Marcos, este que contorceu seu rosto em uma careta de surpresa e pavor. – será que pode pagar?
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