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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Wild Hunt - Considerações Finais

Autor: Marlon Kalango

Why, hello there!!

Caramba, 25 semanas passaram mais rápido do que pareceu!! Foi até esquisito depois desse tempo começar a semana sem ter mais historia pra escrever! Hehe

Eu já tinha falado no e-mail pra Mid, mas quero expressar aqui também toda minha gratidão por ela me convidar pra esse projeto. Foi muito gratificante pra mim participar aqui ao lado dos outros autores, e suas historias (mesmo alguns tendo que infelizmente, deixar o monoba por motivos de força maior). Eu sou TERRÍVEL com despedidas/agradecimentos e etc, então, só queria deixar aqui meu mais sincero obrigado!

Esses seis meses foram uma aventura pra mim, e por horas pensei mesmo que não daria pra entregar os capítulos a tempo (comecei a trabalhar em período integral pouco depois que o projeto começou), espremia meu cérebro pra conseguir inspiração muitas vezes. Mas chegamos aqui! Wild Hunt já era um projeto que eu tinha em mente fazia muito tempo, mas só tinha alguns esboços (em inglês, porque publicava no meu tumblr), e foi muito gostoso finalmente dar forma na história do Etherdry. Espero que tenham gostado! (e desculpa qualquer errinho no enrredo XD)

Então é isso! Muito obrigado, aos Leitores e aos colegas Autores também. Pra Mid, por me proporcionar essa experiência, e espero que tenhamos uma 'segunda temporada' em algum momento. Enquanto isso, vejo vocês no 'Sonho'.

Marlon Kalango.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Wild Hunt [Semana 25]

Autor: Marlon Kalango
Cap 24: Wild Hunt

As palavras da Mãe Arvore ainda ecoavam em minha mente. A Batalha nas Montanhas Shiverpeaks contra o Garra tinha sido feroz, mortal para muitos, e ele era apenas um dos subordinados do dragão Jormag, que ainda dorme. Derrotar um dos campeões dos dragões não era um feito fácil, quem dirá derrotar um dragão de verdade. Minha cabeça estava pesada com tantas informações ao mesmo tempo. O sono não foi fácil naquela noite, e nem pelas que se seguiram. Passamos um mês repousando e nos recuperando, nos preparando também para a batalha que se seguiria. Forças de toda nação agora uniam forças e mandavam contingentes de seus batalhões para lutar contra a ameaça iminente.

Eu e Arawn logo nos juntariamos a eles. Após mais dois dias de preparação, partimos em direção à costa que banhava a floresta, e embarcamos em um porto militar em um grande navio. Seu destino: Litorais Amaldiçoados. Outrora um lugar de beleza sem igual, mas que sucumbiu ao longo do tempo devido à corrupção de Zhaitan. Agora, com seu despertar, as praias estavam repletas de Risen e corrupção. Era naquelas areias que travaria minha ultima grande batalha. O fim da minha Wild Hunt.

-Nervoso? - O necromante perguntou, aproximando-se de mim.

-Quem não estaria? - respondi, estremecendo. - Iremos nos juntar ao maior exercito que este mundo já viu.

-Derrotamos o Garra. Podemos fazer isso.

-O Garra era apenas um servo do dragão. E poderoso. - suspirei, pensando em quantos poderiamos perder nesta batalha. Senti as mãos de Arawn alcançarem meu rosto, e olhei em seus olhos. Ele havia removido sua marca do espectro, então eles estavam na sua cor natural que acho tão bonita.

-Etherdry, os dragões foram derrotados no passado. Mesmo que há tanto tempo que não saibamos direito como, mas foram. Acredite, podemos fazer isto.

Sorri para ele. De fato, alguns seculos atrás, há relatos de que os dragões haviam sido derrotados. Feridos, eles entraram em um profundo sono secular, mas sua influencia ainda se faz sentir no mundo. Mesmo que os registros não sejam claros em como isso aconteceu, todos concordam em uma coisa: o despertar de um dragão sempre tras caos e destruição ao mundo. Agora, viajamos rumo ao desconhecido para enfrentar esse perigo.

-Sim. - suspirei, enfim, olhando o oceano a minha frente. Uma aura sombria começava a cobrir os céus enquanto começavamos a avistar as praias corrompidas.- Vamos prevalecer.

****
Dois anos se passaram desde então. Lutamos incessantemente contra ordas e mais ordas de Risen, e eventualmente, campeões enviados pelo dragão. Sua corrupção continuava a se espalhar, mas perseveravamos. Perdemos muitos dos nossos ao longo deste tempo, mas não sem antes fazer danos consideráveis às forças inimigas. Agora, eu tinha alcançado o posto de comandante e Arawn era meu braço direito. Estavamos há quase uma semana lutando na parte mais distante adentro nos Litorais Amaldiçoados, às portas da Arah, a cidade em ruinas. Ultimos resquícios do que foi uma poderosa civilização, mas sucumbiu no ultimo despertar dos dragões, e agora era o covil de Zhaitan.

Avançavamos por terra, para dar reforço às tropas aliadas, levando nossos canhões de guerra e artilharia pesada. Mil e quinhentos homens e mulheres confiavam suas vidas a mim, ao meu comando. E eu faria o possível para mantê-los em segurança. Meu companheiro se aproximou de mim com meu cão de caça, agora também usando uma armadura animal para sua proteção. Ao longe podiamos ouvir os rugidos da besta ecoando pelo lugar.

-Ainda nervoso? - ele me perguntou, um sorriso se formando em seus lábios.

-Não. Não posso. Meus soldados dependem da minha confiança e estratégia nessa batalha. - respondi, acariciando meu cão.

Subito, à nossa frente, a cidade irrompeu numa grande explosão e o dragão alçou seu vôo finalmente. Sua sombra gigantesca cobrindo o sol, seu corpo grotesco como se fossem pedaços de dragões decompostos formando um único ser: uma cabeça bizarra, de onde suas línguas eram várias outras cabeças menores que serpenteavam pelo ar. O corpo alongado, apenas com o torço completo, e seu final terminando em tripas por caudas, das quais saiam vários pares de asas. Uma visão grotesca e aterrorizante: O Dragão Morto-Vivo, Zhaitan.

Ele Voôu sobre nós, e o imenso exercito marchou para a batalha, abrindo caminho cotra o próprio exercito de Risen do dragão. O som do bater de espadas, explosões e todos outros estrondos da colossal batalha explodiram pelo ar em segundos. Minhas tropas também aguardavam minhas ordens.

-Soldados! - bradei, segurando meu novo arco mágico- Hoje, marchamos para esta batalha. Trazemos a luta até o Dragão, e lutaremos com ferocidade! - Meus soldados soltaram brados de excitação e gritos de guerra. - Nossos canhões junto com os dos outros cuidarão de derrubar a besta dos céus. Tyrianos, hoje mostraremos que nós, de todas as raças e nações, unidos, podemos derrotar até mesmo um Dragão Ancião. Hoje entramos para a história!

Virei-me em direção à batalha, colocando meu elmo. Erguendo meu arco, disparei uma única flecha que explodiu num sinal luminoso metros acima, dando sinais para as outras tropas de canhoneiros.
 -AVANÇAR!

Os carros de batalham começaram a se mover. Meu coração batia frenetico no meu peito, e podia sentir a tensão percorrendo meu corpo. Era uma sensação como nunca antes havia sentido. Arawn discretamente veio para meu lado, e segurou minha mão por um instante.

-Você está bem? - Ele disse, baixo mas audível.

-Estou. - respondi sincero. - Independente do que aconteça hoje, estou feliz de ter conhecido você. Feliz de dividir minha vida com você, até aqui, meu bravo Lobo.

-Estou feliz conosco também, Etherdry. - Ele segurou minha mão mais forte. - Os espíritos me abençoaram com você, com seu amor.

-Passaremos por isso, Arawn!- Falei, o acariciando uma ultima vez antes de soltá-lo, para entrar na batalha. - Não é o final da nossa história aqui. Eu sinto. Apenas uma conclusão.

-E de quê? - Ele perguntou-me erguendo seu cajado, e eu sorri, confiante.

-Do meu chamado. Minha Wild Hunt!

Fim

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Wild Hunt [Semana 24]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 23: Zhaitan

Não passamos mais que dois dias em Hoelbrak. Expliquei o que havia acontecido à Arawn, e ele se mostrou preocupado com a situação. Pegamos suprimentos e partimos da terra dos Norn no raiar do dia. A viajem foi tranquila por maior parte do tempo, mas ao chegarmos perto da Floresta Caledon hordas de Risen (servos do dragão morto-vivo Zhaitan) infestavam o lugar, e tivemos que abrir nosso caminho. Eu e meu companheiro canino partimos para o ataque, com precisão. Arawn também entrou em batalha, convocando seus servos e lançando feitiços necromanticos. Minha flechas cortavam o ar com zunidos, atingindo e derrubando inimigos. Quando algum deles tentava nos pegar de surpresa, mãos cadavéricas brotavam do chão e os agarravam, controladas pela magia de Arawn. Em determinado momento, havia alguns Risen Krait entre os inimigos. Reconheci o Krait que enfrentei no inicio da minha jornada, maior que os outros e armadurado.

Ele avançou sobre nós, lançando adagas. Consegui desviar por pouco, e Arawn foi atingido de raspão na perna. O inimigo serpenteava ao nosso redor, tentando atacar pelos flancos, e em determinado momento, ele abriu sua bocarra e cospiu uma nuvem verde de aparencia tóxica e nefasta. Nos afastamos dali imediatamente. Percebemos então, que mais Risen se aproximavam. Ficariamos em uma enorme desvantageme em breve.

-Arawn! - Gritei- Temos que recuar.

-Criamos uma distração e partimos daqui. Isso está fora de controle! - Ele respondeu, já preparando alguma magia.

-Vajra! Vem, garoto! - chamei meu cão de volta, ele estava mancando. Havia muitos inimigos.

O necromante sumonou uma pequena horda de servos para atrasar os inimigos, e eu me concentrei, invocando o poder da deusa Melandru, e lancei meu ataque barragem. Fugimos dali, mas por pouco. Continuamos viagem no melhor ritmo que podiamos, sem parar até acharmos uma patrulha que nos levou até o bosque, e tratou nossas feridas. Estavamos cansados, e descansamos até o anoitecer. Após uma grata refeição e mais cuidados, fomor ter com a Mãe Árvore. Subimos até sua camara, e ela já nos esperava, com um ar solene. Ajoelhei-me perante a ela, e Arawn fez o mesmo.

-Salve, Fonte Abençoada.

-Ah, meu bravo filho. - ela me comprimentou de volta, tocando meu rosto e me erguer. Então fez o mesmo com Arawn. - E você, valente aliado. Gostaria que os tempos fossem outros para podermos celebrar sua vitória sobre o Dragão de Gelo, mas a escuridão se espalha pela floresta, e isto lhe diz respeito, Etherdry. A todos nós.

-Mãe, minha missão ainda não acabou?

-Temo que não, filho meu. Uma sombra se ergueu do oceano nas praias decaidas de Orr. E seus servos corruptos agora atacam com mais força que nunca nosso lar.

-Pelos Espíritos. Então...? - Arawn exclamou.

-Um grande mal ameaça destruir todo nosso mundo.O Dragão Morto-Vivo, Zhaitan, despertou. - Ela olhou-me nos olhos, e novamente tocou meu rosto. Minha mãe estava triste - Meu filho. Seu caminho o leva a Orr. E lá, está a ultima parte do teu sonho. Deves matar Zhaitan.


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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Wild Hunt [Semana 23]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 22: Chamado

Passamos mais dois dias naquele acampamento nas montanhas. A noticia da derrota do Garra se espalhara rápido, e celebrações estavam sendo preparadas para os soldados e aliados que voltariam para casa, assim como condolencias por aqueles que sucumbiram no campo de batalha. Conosco não foi diferente. O dia estava no seu inicio, e o sol já aparecia por entre as montanhas gélidas. Nos preparavamos para voltar para Hoelbrak quando um soldado entrou em nossa tenda, procurando por mim. Ele trazia uma carta.

-Boas notícias? - Arawn perguntou, se aproximando.

-Não sei ainda. - respondi, abrindo o envelope. Era um recado curto na verdade. - É do Malomedies. Ele nos felicita pela vitória contra o campeão do dragão e diz que A Arvore Pálida nos convoca para falarmos diretamente com ela.

-Bem, isso é uma boa noticia... não é?

-Talvez. Não sou o único Sylvari deste acampamento, entretanto apenas eu pareço ter recebido um comunicado destes. - Franzi o cenho. Havia algo a mais naquela mensagem. - Vamos. Temos um longo caminho até Hoelbrak, e de lá até o Bosque.

Iniciamos nossa jornada de volta. Com a derrota da besta, vimos poucas nevascas em nosso caminho, e um sentimento de paz nos acompanhou. Encontramos algumas tropas em nosso retorno, patrulhando e procurando por Filhos de Svanir que ainda estivessem na região. Acampamos naquela noite, conversamos sob as estrelas e nos aquecemos perto do fogo. Arawn pensava em passar algum tempo comigo no Bosque, e eu faria o mesmo com ele em Hoelbrak. Isto era tão novo, empolgante, e ao mesmo tempo me deixava nervoso. Em meu despertar, aprendi como lutar, aprendi como sobreviver, aprendi muitas coisas sobre este mundo. Mas nada havia me preparado para este sentimento por outra pessoa, nem mesmo as memórias do sentimento de Lyla me mim. Adormecemos e em meu sono, ouvi um chamado. Uma voz distante que me guiava na escuridão para lugares longínquos. Acordei me sentindo incomodado com aquilo. Eu havia concluido minha missão, então, o que poderia ser essa sensação de inquietude?

Chegamos em Hoelbrak, e Arawn e seus familiares prestaram seu ultimo adeus à Blader. Ele havia sido cremado, e o Necromante trouxe suas cinzas de volta, onde elas seriam espalhadas do alto do monumento do lobo, para honrar sua memória. O dia foi passando, e enquanto a tarde vinha e consequentemente a noite, a sensação de inquietação em mim foi almentando. Sentei-me na mesma pedra próxima ao lago da ultima vez que estive aqui. Minha folhagem transpirava apesar do clima, e então, ouvi uma voz familiar em minha mente. A voz da minha mãe.

-Meu bravo filho. Apressai os teus passos, pois uma sombra se ergue no oeste...

-Mas mãe – pensei confuso. - Eu derrotei o dragão. Eu não entendo.

-Filho meu, não te enganes. Tua Wild Hunt ainda não acabou.

E então, o silêncio. A voz e a inquietação haviam sumido, mas agora, a duvida se instalara em minha mente. Ainda não era o fim da minha missão.


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sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Wild Hunt [Semana 22]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 21: Sentimento.

Eu abri meus olhos lentamente. Ainda estava meio grogue do sonho, e estava em um lugar que não conhecia. Era um tipo de tenda, e havia uma fogueira próxima que iluminava, parecia que estava de noite. Havia outros ao meu redor, soldados, todos deitados em camas de palha e com bandagens. Era uma tenda médica, deduzi. Ao lado da minha cama, Arawn dormia apoiado, segurando minha mão esquerda com suas enormes mãos de Norn. Eu podia me lembrar de cada detalhe do sonho, ainda vivido na minha memória. Sorri. Meu fiel cão de caça logo apareceu e pulou na cama, me saudando com lambidas de felicidade, e acordando o necromante, que me olhou supreso e aliviado, e me abraçou.

-Oh, pelos espíritos!! - Ele sussurrou ao me abraçar, um pouco forte demais.- Que susto você me deu, meu amigo.

-Hey, hey... -lhe disse gentilmente abrindo um pouco de espaço, mas retribuindo o abraço. - apenas me deixe respirar, ou vou morrer sufocado, Arawn.

-Me desculpe. Mas estava preocupado que você não fosse mais acordar.

-Quanto tempo estive inconsciente?

-Quase dois dias. Você desmaiou e não deu sinais de resposta desde então.

Lembrei que tinhamos acabado de achar o corpo de Blader quando perdi os sentidos. Olhei Arawn em seus olhos violetas, tocando seu rosto.

-Seu irmão?

-...-Ele suspirou, tocando minha mão em seu rosto. - Resgatamos o corpo de Blader. Ele não tinha nenhum sinal de corrupção, mas perdeu um braço. Eu e alguns Norn do acampamento lhe demos uma cerimonia de enterro nos costumes do meu povo. Ele esta em paz agora. Está com os Espíritos.

-Entendo. -Suspirei. Ele parecia triste ao lembrar do fato. Mas ainda precisava falar com ele. Sobre Blader e sobre meu sonho. E tudo que o conectava à minha Wild Hunt.

Expliquei para Arawn tudo o que me ligava a ele. Desde antes do meu despertar no meu Sonho, e as experiencias que tinha em alguns sonhos posteriores. E de como desde que ele entrou em minha vida, tudo me levava mais e mais a ele, e ao misterio de seu irmão. E agora, após esse ultimo apagão de consciência, todas as peças finalmente se encaixaram. Contei a ele sobre como seu irmão lutou com bravura e foi honrado até o fim, contei seu amor por Lyla, e como os Espiritos estiveram com ele no fim. E acho, que até para a minha própria surpresa, contei a ele como meus sentimentos afloraram no tão pouco tempo em que estivemos juntos.

Eu nunca vou me esquecer a expressão em seus olhos naquela noite, ou as lagrimas que rolaram por meu rosto. Jamais me esquecerei como eu tremia, e não só pelo frio, mas também pela sensação estranha de nervosismo em minha barriga. E também, gravei para sempre a sensação dos lábios de Arawn sobre os meus pouco depois e quando ele sussurou suavemente, com meu rosto em suas mãos: “Eu também te amo, Etherdry.”


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sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Wild Hunt [Semana 21]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 20: Lembranças de outra vida.

Novamente, estava naquele sonho. Desta vez, do ponto onde havia parado: eu era Blader novamente, e estava em frente ao garra. Bradei meu desafio ao dragão, e a explosão aconteceu. Mas desta vez, pude ver que, joguei minha mochila no focinho da fera segundos antes da explosão. O clarão se seguiu, e a onda de impacto me jogou para longe. Cai da beira do penhasco em uma parte mais baixa. A Fera fugira, gritando em dor. A corrupção aparentemente também parou de se espalhar por meu corpo, mas eu sabia que isso não seria para sempre. Não tinha mais forças para nada. Havia perdido um braço, estava sentindo dores enormes por todo meu corpo, e não tinha forças para sequer tentar me por em pé. Se quisesse sair dali, teria que escalar o paredão ou arriscar me jogar nas aguas gélidas do lago abaixo e ferido desse jeito, nenhuma das duas opções era viável. Respirei fundo, e imediatamente me arrependi soltando um grunhido ao sentir a dor de alguma costela quebrada.

-Oh Espíritos....Que o Lobo tenha piedade da minha alma, e eu possa ter paz...

O vendo gélido me castigava. Comecei a entoar uma melodia aos Espíritos Selvagens. A musica era harmoniosa, porém triste. E ao mesmo tempo, uma prece: para que meu espirito tivesse paz. Para que meus entes queridos pudessem viver bem. Que eu não sucumbisse à corrupção de Jormag. Meu espirito foi o que me deu forças. Vez ou outra, olhava para baixo, para o lago. Vi um Quaggan que olhava de volta, estendendo suas pequenas mãos. Quis alcançá-lo, mas não tinha forças. Minha canção continuou. E por dois dias e duas noites, eu a entoei.

E então, na manhã do terceiro dia, eu senti uma brisa quente e acolhedora. Os raios de sol tocaram minha pele, e senti como se uma mão me acariciasse. Senti cheiro de lírios, e sorri. Minha  hora havia chegado. Eu não seria um servo do dragão, e meu grande amor veio me buscar.

-Oh, minha amada Lyla. Minha linda flor da primavera, você veio me buscar enfim.

-Meu eterno amor- Ela sorriu, e minha alma se aqueceu com aquilo. - Você terá a paz que merece, e estaremos sempre juntos agora. E não se preocupe quanto aos que você ama. Os Espíritos olharão por eles, e seu coração sempre estará com eles. Isso, eu lhe garanto. Meu amor por você seguirá para sempre, nesta missão. Agora vamos, Blader. Para os campos do Sonho.

Eu estava em paz. Estava inteiro novamente. Sem dor, sem corrupção, e com meu grande amor. Fui em direção à luz, ao calor confortante e tudo ficou claro. Descansei.

E ao fim do brilho dourado, de amor e paz, uma nova alma emergiu e sorri. E pude ver atravez dela. Pude ouvir em sua consciência o chamado por meu querido irmão, e o amor de Lyla. Pude ouvir, com muito carinho, aquele nome familiar e abençoado, despertando naquela noite de primavera: “Meu nome é Etherdry.”


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sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Wild Hunt [Semana 20]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 19: O preço da batalha.

Continuavamos nossa batalha violenta contra o dragão naquelas montanhas. A besta, enfraquecida, agora mantinha uma aura de vento gelado que machucava os soldados, nos fazendo ter de lutar à distancia. Enormes estacas de gelo surgiam do chão, e ordas de icebrood eram invocadas por ele para nos deter. Minutos tornaram-se horas, nosso exercito já havia diminuido consideravelmente de tamanho, mas não desistiriamos. Eu e outros rangers atacavamos o mais longe que podiamos com nossos arcos, e em determinado momento, invocamos o auxilio da deusa da natureza, Melandru. Pela segunda vez na minha jornada, disparei meu ataque de barragem, agora junto de outros companheiros. Uma chuva de flechas começou a cair do céu, incapacitando e derrubando nossos inimigos, e até mesmo chegando a atingir o Garra. Nossos aliados se afastaram brevemente em segurança, e ao fiz do ataque, apenas o dragão restava... e ele estava se afastando cada vez mais. Percebi naquele momento, que o vento havia cessado.

-O vento parou  - gritei o mais alto que pude- O VENTO PAROU! É NOSSA CHANCE DE ATACAR DE PERTO AGORA!!

Isso logo se espalhou como fogo selvagem, e o que restou do nosso exercido investiu em direção à fera moribunda. Uma onda impiedosa de ataques de espadas, armas de fogo, flechas e magia caiu sobre o Garra de Jormag, e sem mais forças para lutar e sem ter como fugir, ele caiu no lago congelado, soltando um ultimo grito de revolta. Foi escrito na história que naquela tarde, que no ano de 1325 AE, no 27 dia do ciclo de Scion, nas montanhas gélidas dos Shiverpeaks, um pequeno exercito lutou com tudo que tinha, e derrotou o Garra de Jormag, o campeão do dragão de gelo. Tyria estava livre de uma de suas maiores ameaças naquela região. Companheiros de juntavam e comemoravam, e a notícia foi enviada à Hoelbrak.

Nossa comemoração foi breve, apesar de tudo. Após a batalha, era hora de ver quem havia sobrevivido, e encontrar nossos mortos (que não foram poucos). Estavamos cansados, muitos feridos, mas eu e Arawn nos juntamos às equipes de busca. Meu cão recebia cuidados para suas feridas junto com outros animais dos rangers que lutaram conosco. Procuravamos próximo à beira do penhasco, onde o dragão caiu, por eventuais soldados que foram pegos no caminho. Ajudavamos os feridos, e carregavamos os valentes que sucumbiram até onde pudessem ser pegos pelos soldados responsáveis e devidamente cuidados quando tudo terminasse.

Um soldado nos avistou e pediu nossa ajuda. Aparentemente havia um norn que tinha caido do penhasco numa pedra e estava lá. Fomos até ele, e ao chegar lá, ambos paramos.

-Oh, pelos espíritos... - Arawn exclamou, caindo de joelhos.

-Eu...sinto muito...-o soldado disse, e se retirou com pesar, assim que notou a diferença entre o corpo congelado e Arawn. Ele não havia morrido naquela baralha, mas muito tempo antes. Era o irmão de Arawn.

-Oh, meu amigo... -Toquei o ombro de meu amigo, o consolando... e pela ultima vez em minha jornada, minha consciência apagou.


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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Wild Hunt [Semana 19]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 18: A queda da besta.

Enquanto iamos colina acima, o Garra lançava seus ataques. Disparamos contra a besta, o ferindo. Ele levantou uma de suas enormes patas e a bateu no chão, levantando uma parede solida de gelo corrompido. Soldados da linha de frente disparavam contra ela agora, e o dragão lançava projeteis de gelo e servos corrompidos, protegido de nossos ataques. Fomos até a beirada, e junto com mais um pequeno contingente, disparavamos incessantemente. Um grupo de Icebrood foi lançado perto de nós e avançava.

-Inimigo se aproximando pela esquerda, perarem-se! - Um soldado ao meu lado gritou. Havia outros dois necromantes no nosso grupo, apenas notei isso quando eles e Arawn invocaram seus servos para batalhar contra os Icebrood. Meu cão de guarda também engajou em combate, nunca se afastando demais de mim.

Estilhaços de gelo foram lançados em nossa direção, ferindo alguns companheiros. Mesmers evitavam maior dano com magias de barreira. Mas o tempo estava passando, e a muralha ainda precisava ser derrubada. Ao olhar para trás, vi um outro grupo de aproximando. Eram Charr, os homens-felino. Aproximadamente dez deles, com mochilas de explosivos. Outros soldados os protegiam, enquando eles faziam seu caminho pela mutidão de combatentes. Se dirigiam a parede. O soldado que havia gritado mais cedo olhou para nós.

-Ok, cavalheiros. Cuidado agora, e protejam os ouvidos. Vai ser um estouro!

Nos abaixamos brevemente, meu cão vindo até mim. Mesmers novamente conjurando suas barreiras magicas, e então, a parede de gelo explodiu. O impacto causado derrubando soldados, icebrood, e distraindo a besta. Novamente avançamos, disparando as charrzokas contra a besta. Desta vez, os ataques surtindo efeito. Ondas e mais ondas de Icebrood surgiam para proteger o campeão de Jormag, tornando as coisas ainda mais dificeis. Minutos tornaram-se horas, houveram perdas para os dois lados. Meu cão agora mal saia do meu lado, exausto e com uma pata ferida. O Garra também demonstrava sinais de cansaço e começou a recuar. Iria alçar vôo.

A besta nos derrubou com um poderoso bater de asas, e ganhou os ceus novamente. Estava fugindo. Os soldados remanescentes começaram a perseguição por terra, enquanto outros ainda lutavam contra inimigos. Colina abaixo, o comandante ainda estava nos canhões e novamente mirava. Mesmo à distancia, pudemos ouvi-lo gritar, e nunca me esquecerei daquele momento.

-Canhões ajustados. Desta vez vamos derrutar esta besta, de uma vez por todas. Fogo!

Os canhões novamente dispararam. O mesmo efeito que antes derrubara a fera desta vez mais forte, pois sua couraça estava danificada devido aos ataques dos soldados. Um balaço no peito, dois na asa esquerda, a despedaçando e fazendo a besta cair das alturas batendo na colina e deslizando pelo gelo quase caindo lado congelado, no lugar que eu e Arawn antes buscavamos. Tive  um deja vu. Era o mesmo lugar do meu sonho. Ordenei à meu cão que ficasse perto dos canhões, não estava em codições de lutar. Seguimos novamente. Para o lugar onde o irmão de Arawn sumiu. O lugar onde o Garra de Jormag iria morrer.


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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Wild Hunt [Semana 18]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 17: Começa o confronto.

Era uma visão impressionante. Centenas e centenas de soldados, todos marchando na mesma direção, munidos de artilharia pesada e montarias de batalha. Mais à frente, próximo à parte mais elevada de um dos picos, três enormes canhões de guerra atiravam para cima, tentando derrubar o dragão que sobrevoava e eventualmente lançava ataques para baixo. Eu e Arawn iamos em um dos pelotões adiante, onde alguns dos soldados distribuiam lança foguetes para alguns outros, e vieram até onde estavamos.

-Não precisamos disso, - Arawn falou. - temos nossas próprias armas.

-Oh, tenho certeza disto. – o soldado disse, entregando os lança foguetes mesmo assim. - Mas se o Garra cair, vocês vão precisar destes aqui. Armas comuns não surtem efeito na couraça da besta, e dizem os rumores que ele é capaz de conjurar gigantescas paredes de gelo que o protejem de ataques mais poderosos enquanto ele ataca em segurança.

-Vamos ficar com as armas. - disse, me lembrando imediatamente do sonho. - Desta vez, Arawn. Este não é um inimigo comum, como os Svanir.

-...- Ele respirou fundo, mas aceitou a arma. Não podiamos baixar nossas guardas aqui. - Tudo bem, meu amigo. Vamos enfentar esta besta.

Logo alcançamos o lugar onde estavam os canhões. Um comandante dava ordens aos canhoneiros, e vários soldados mechiam constantemente em suas engrenagens enquanto outros atiravam. O dragão desviava dos tiros em evasivas aereas, outros disparos as vezes o acertavam de raspão. O comandante veio mais afrente em determinado momento.

-Os canhões foram ajustados. Mesmers, magia de aceleração temporal em todas as três unidades! - Os mesmers começaram seus encantamentos, e os canhões ganharam uma leve aura lilás. O comandante mantinha os olhos no céu. - Mirrar na altura dos picos... esperem. - O dragão se aproximava, a tensão palpável no ar. - Esperem... DISPARAR!

Os três canhões dispararam ao mesmo tempo, suas balas ainda envoltas na magia de aceleração temporal. O dragão se preparava para mais um rasante, quando os projeteis aceleraram a uma velocidade incrivel, o acertando em cheio. Um rugido surpreso ecoou pelas montanhas enquanto a fera caia, e a terra tremeu com seu impacto. O Garra estava no chão!

-TODAS AS UNIDADES DE TERRA, AVANÇAR!! - O comandante bradou, enquanto o exercito marchava em direção à besta ainda desnorteada. - Todos os soldados estejam com suas charrzokas para poder ferir o dragão! Elementalistas da brigada medica, estejam a postos para tratar feridos! Necromantes peparem servos para distrair os icebrood. Rangers mantenham seus animais afastados em posição defensiva. Mesmers, magia temporal e campo de reflexão nas tropas. Avancem!

Era a hora da luta, enfim. Desta vez, lutaria com o Garra mas não em sonho. Dei a ordem ao meu cão que ficasse em guarda. Avançamos colina acima. O dragão se erguia novamente, e deu um grito ensurdecedor. Uma onda de vento tão gelado que cortava a pele nos atingiu, parando-nos um breve momento. Continuamos a avançar. Desta vez, nada iria nos deter. Desta vez, seria uma real luta até a morte.


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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Wild Hunt [Semana 17]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 16: Garra de Jormag – parte II

Aquela figura gigantesca estava sobre mim, sua sombra cobrindo o sol. Aquele frio absurdo que chegava a machucar a pele não era da nevasca, mas do terrível dragão de gelo do qual ela se originava. Senti medo, como nunca em toda minha vida. Eu levantei minha arma, e atirei contra ele (no sonho, era um rifle). As balas simplesmente não penetravam a couraça dura de gelo corrompido de sua pele. Comecei a correr, e notei que haviam outras pessoas ao meu redor, várias delas, de várias raças: humanos, asura, norn, sylvari. Havia uma sylvari em específico, de tom lilás. Agarrei sua mão, e corremos pelas montanhas gélidas, o dragão impiedoso facilmente nos alcançando, e matando-nos um a um. Estava brincando. Chegamos à beira de um penhasco e o lago congelado lá embaixo. Fim da linha.

-Oh, pela Mãe Árvore. - A sylvari chorou ao me abraçar. Nos beijamos. - Blader, eu te amo. Sempre vou amar. Que Grenth tenha piedade de nós.

-Eu também te amo, minha linda Lyla, minha bela flor. Que os Espíritos sejam bondosos conosco.Eu...

Não pude terminar a sentença. Uma rajada de gelo nos atingiu em cheio; sopro de dragão. Consegui desviar mas muito mal. Meu braço direitose fora, e com ele minha companheira, congelados para sempre pelo sopro da besta. Gritei quando a dor escruciante se fez sentir segundos depois. Apenas eu havia restado. A besta me encarava, mortal, preparando seu ultimo e mortal ataque. Eu peguei algo na bolsa que carregava, meu ultimo recurso. Um explosivo.

-Um dia, você e seu mestre irão cair, Garra!! - gritei a plenos pulmões, ficando de pé, e então respirei fundo. Pude sentir a corrupção do dragão começando a se espalhar do que sobrou do meu braço para o resto do meu corpo. - Não vou dar a Jormag o gosto de me ter com servo. Arawn...meu irmão querido...acho que não vou poder voltar pra casa para o jantar, afinal...

Encarei o monstro, e fui em direção a ele. Meu ultimo brado, foi com uma explosão. E então, tudo ficou branco.

-ARAWN!! - Acordei. Era eu novamente. Eu estava nos braços de Arawn, e ele abraçava forte. Perto, meu cão gania baixinho, assustado.

-Tudo bem, Ether. Eu estou aqui, foi só um pesadelo.

-... - Não, não foi. Mas ao menos, havia descoberto em parte, o significado daquele sonho. Era realmente uma memória, a última, de Blader, irmão de Arawn. Talvez isso seja parte da memória da sylvari a qual ele amava? Não, a memória era dele...então...?

Senti os lábios de Arawn em minha testa, num consolo cuidadoso, e o abracei. Era estranho, sentir aquele afeto tão forte por alguém que mal conhecia, e aquilo me deixava confuso. Mas nosso momento não durou muito. Ao longe, pude ouvir o barulho dos soldados se agitando no lado de fora da barraca. Foi quando ouvimos ao longe aquele mesmo rugido abismal do meu sonho. O Garra de Jormag estava aqui.Respeirei fundo e olhei para Arawn.

-Vamos.Chegou a hora.


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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Wild Hunt [Semana 16]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 15: Garra de Jormag – parte I

As montanhas gelidas com certeza eram um obstaculo, mas isso não nos impediu de continuar nosso caminho. Não conseguimos chegar até o destino no mesmo dia, apesar de tudo. Em fato, demorou quase dois dias, o lado era bem maior do que parecia, e com as constantes nevascas mesmo que quisesse, estava difícil achar qualquer rastro na neve recém caída e fofa. Vasculhamos aquela area, mas sem nenhum sucesso em encontrar pistas que revelassem se o irmão de Arawn estivera por ali. No terceiro dia de nossa busca, estavamos cansados, e mesmo com fogueira, estava dificil se manter aquecido por muito tempo, ou comer uma refeição que ficasse quente por muito tempo. Por sorte, avistamos um posto avançado dos soldados Vigil, uma das três ordens guardiãns de Tyria. Fomos até ele, e decidimos pedir por abrigo ali. Havia uma pequena comoção acontecendo, soldados indo e vindo, artilharia pesada sendo transportada.

-Nom dia, soldado – disse a um deles que se aproximava, uma mulher. - Podemos pedir abrigo em seu posto por algumas horas?

-Vocês são bem vindos contanto que não causem confusão, Sylvari. - Ela disse. Por baixo de uma capa de frio, dava pra notar uma armadura pesada, e uma espada bastarda. - Não posso garantir seu descaso, também. Estamos em uma situação de movimentação aqui, e esperamos conflito.

-Problemas com os Filhos de Svanir ou Icebrood? - Arawn perguntou.

-Antes fossem eles. Mas temos problemas...maiores, sobre nossas cabeças – Ela apontou para as montanhas mais alem do posto. No céu, pudemos ver uma sombra gigante sobrevoando. Um dragão.- O tenente de Jormag, O Garra, está sobrevoando esta area e lançando cristais de gelo corrompido. Estamos fazendo tudo ao nosso alcance para dete-los antes que a corrupção se espalhe, mas ordas de Icebrood vem junto. Esperamos um ataque direto a qualquer momento.

Troquei um olhar serio com meu companhiro. Um tenente de dragão não é qualquer inimigo. Sua força está muito alem de qualquer servo comum, e seus poderes são terríveis. Arawn tinha algo a mais em seu olhar, aquela mesma revolta de antes. Eu sabia o que ele iria fazer.

-Nos deixe ajudar. - Ele disse. - Só pedimos uma refeição quente e algumas horas de descanso, e então podemos ajudar em sua luta.

-Ora, pois! - A soldado respondeu com um sorriro animado – Então seja muito bem vindo ao nosso acampamento, amigo! Pode entrar e relatar isto a qualquer soldado perto das barracas de suprimentos, eles irão lhe dar uma direção. Agora, se me dão licensa.

Ela pertiu e adentramos o acampamento. Um soldado nos ajudou a nos situar e comemos enfim. Senti um enorme cansaço após isso, e cai num sono profundo logo. Ouvi palavras vindo até mim, aquele frio novamente. O sonho. Comecei a reparar nas coisas...o gelo, as arvores. Eu reconhecia esta paisagem. Estava próximo a ela agora mesmo. Então, ouvi um grito absurdamente alto, isso era novo. Uma sombra se abateu sobre mim, e olhei para cima. Eu vi um dragão.


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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Wild Hunt [Semana 15]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 14: Elo

Eu cuidava das feridas do gentil e assustado quaggan, enquanto Arawn entoava uma prece aos seus Espíritos Selvagens. Um canto tão lindo quanto triste. Acompanhei o pequeno morador das profundezas até o rio próximo, e dissemos nosso adeus, ele profundamente agradecido. Antes de mergulhar nas aguás gélidas, ele virou-se e me disse:

-Coo, Quaggan tem que dizer algo ao héroi salvador. - Ele me disse, no jeito peculiar de sua raça. - Quaggan viu um Norn, parecido com seu amigo, lá no outro lado do lago, no alto de um morro. Quaggan não podia ajudar tão alto, mas ele cantava a mesma melodia que seu amigo. Um dia ele sumiu.

-E você sabe se ele ainda está vivo? - Perguntei, mas dificilmente esperando alguma resposta positiva.

-Quaggan não sabe. Quaggan pede desculpas, mas é tudo que Quaggan sabe.

-Tudo bem. - sorri. Particularmente, eu tinha uma compaixão enorme pelos Quaggan. Uma raça tão doce e gentil, expulsa de seu lar pelos Krait, e tentando reconstruir suas cidades submersas nas aguas rasas de Tyria.- Muito obrigado por ter me dito isso, amigo. Vá em paz, e em segurança.

Ele sorriu e desapareceu nas aguas. Retornei a Arawn, em sua prece, e toquei-lhe o ombro. Ele não estava com sua marca necromantica no rosto, e pude ver seus olhos vermelhos pelas lágrimas. Senti uma urgência em mim, lágrimas vindo aos meus próprios olhos, e o abracei. A diferença de tamanho era absurda, e mesmo ele estando de joelhos e eu de pé, tive que me esticar um pouco para alcançar seu pescoço. Ele retribuiu o gesto, soltando um suspiro profundo e sentido.

-Se recomponha, Arawn! - Disse-lhe, o olhando nos olhos. - O Quaggan pode ter visto seu irmão no outro lado deste rio. Vamos encontrá-lo!

-Ainda com vida? - A pergunta foi mais pra ele mesmo que para mim.- Desculpe, meu amigo. Creio que é dificil para você entender o quão profundos são os laços familiares de nosso povo. Especialmente os nacidos wolfborn como eu. O mero pensamento de um ente querido morrer é como um golpe na alma. Familia é uma extensão do...

-...seu próprio ser, e abençoado pelos Espíritos Selvagens. -disse, me surpreendendo. Franzi as sobrancelhas em confusão e Arawn me olhou igualmente surpreso. - Arawn, creio que talvez um sylvari tenha viajado com seu irmão, e atravez do sonho, eu tenha recebido algumas de suas memórias. Por algum motivo, minha Wild Hunt me liga a você. Eu prometo, não vou descansar até que encontremos seu irmão.

Ele me olhou com ternura, e sorriu. A dor em seu peito pareceia ter aliviado um pouco.

-Obrigado, meu amigo.- Nem percebi, mas ainda estavamos abraçados. Nos soltamos, ele se pos de pé, cobrindo os olhos com sua marca novamente. O vento começava a soprar forte novamente. - Temos um bom caminho pela frente. Vamos ao outro lado deste lago!


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sexta-feira, 27 de junho de 2014

Wild Hunt [Semana 14]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 13: Wolfborn

As palavras de Arawn ficaram suspensas no ar por segundos. Subito, senti algo em meu interior queimar, como uma lembrança dolorosa em forma de dor fisica. Eu nem percebi meu corpo se movendo por conta própria e me posicionando na beira do morro. Dei ordem ao meu cão e ele disparou morro abaixo como um relampago. Os Filhos de Svanir mal notaram sua aproximação,e ficaram pasmos com o vulto verde que passou veloz arrastando consigo o Quaggan para longe. Cinco flechas estavam em minha mão, posicionadas já na corda do arco, em minha mente uma prece que não conhecia entoava o nome da deusa da natureza, Melandru. Eu disparei as flechas aos ceus, e um único sussuro partiou de meus lábios nesse momento:

-Barragem.

Um zunido se ouviu, e então dezenas e mais dezenas de flechas começaram a chover dos céus direto no grupo inimigo. Eles foram pegos de surpresa, e não tiveram como fugir do ataque. As flechas desciam impiedosas, rasgando carne, roupas, e perfurando atravez da pele. Eles cairam, e dos cinco, três nunca mais iriam se levantar. Dois, munidos de escudos, conseguiram ainda sobreviver ao ataque quando ele finalmente cessou. Cambaleei um pouco pra trás, e Arawn me segurou.

-O que foi isso? - Ele me perguntou, surpreso.

-Não faço ideia, mas funcionou. - Olhei, e vi os dois ultimos inimigos se pondo de pé. - Ainda não acabou, vamos!

Descemos o morro. Disparei uma flecha que foi prontamente defendida pelo escudo de um deles. Arawn murmurava encantos, e com um movimento de seu cetro, vi mãos cadavéricas sairem do chão e agarrar as pernas dos dois Filho de Svanir, desequilibrando-os. Mais um movimento, dessa vez de sua adaga, e um enxame de insetos negros foi em direção a eles. Ambos gritaram, e feridas brotavam em sua pele.Disparei mais uma vez, abatendo um. Arawn foi em direção ao outro, calmo. Não havia mais escapatória. Ele pisou sobre o peito do inimigo caido, fazendo-o cuspir sangue.

-O que vocês fazem aqui, Svanirs? Porque o Quaggan? - Ele disse, numa assustadora furia calma.

-hehe.. -O svanir riu, sangue escorrendo de sua boca. - Jormag vai quebrar seus ossos, moleque. Ele fez uma vez, e vai fazer de novo... Wolfborn.

-O que? - Arawn disse, atônito.- Que Wolfborn? O QUE ISSO QUER DIZER, VERME!?

Morto. Não havia mais o que perguntar, e Arawn parecia aflito. Ao longe, vi meu cão retornando, o Quaggan ao seu lado, e parecia bem. Me aproximei de meu amigo, tocando seu ombro levemente.

-Arawn...o que houve?

-Wolfborn...você ouviu? -Ele engoliu em seco. Lembrei-me então, dele me dizer que ele era um wolfborn. - Ele disse que Jormag quebraria meus ossos novamente. Mas ele nunca quebrou.

-O qu...? - Ia perguntar, mas subitamente, algo me ocorreu. - Qual era o espírito do seu irmão...?

-Ele era da minha matilha. Compartilhavamos algumas semelhanças também. - Ele olhou em meus olhos, e mesmo com sua marca necromantica, percebi o olhar de uma criança perdida. - Blader era wolfborn.


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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Wild Hunt [Semana 13]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 12: Icebrood

O dia raiou e com ele tomamos nosso rumo às partes mais longínquas das Montanhas Shiverpeaks. Despedimo-nos da calorosa e acolhedora cidade de Hoelbrak e seguimos pelas trilhas gélidas e cenários nevados. Havia beleza e morbidez ao mesmo tempo. A incrível vida selvagem, sobrevivendo ao frio implacável, e aqueles que não resistiam ao mesmo. Arawn viajava agora sem seus servos necromânticos, pois segundo ele 'Carne exposta congela fácil no gelo'. Logo, eles não durariam muito.

Mesmo vestindo um espesso casaco de couro, sentia um frio incomodo. Também não evitou que eu perdesse algumas folhas de meus longos cabelos vinhosos. Perto do meio dia, nos abrigamos em uma caverna próxima e fizemos uma fogueira para preparar o almoço. Ouvi vozes ao longe e Arawn se pôs em guarda. Ele parecia tenso, como se soubesse de algo perigoso ali que eu desconhecia. Olhei na direção onde ele observava e vi pessoas ao longe, aparentemente Norn. Mas ele parecia nada feliz em vê-los.

-Tudo bem, meu amigo? - arrisquei.

-Talvez. Eles não parecem estar vindo nessa direção, então podemos evitar um combate desnecessário.

-Eles? - levantei, aproximando-me. - Não são Norn?

-Eram. - Ele se aproximou da parece da caverna. Ao longe, o grupo sumia em meio à neve. - Eles se denominam Filhos de Svanir. Renderam-se à corrupção do dragão de gelo, Jormag. E agora fazem atrocidades em seu nome. Que os espíritos nos guiem por caminhos distantes deles, meu amigo.

Arawn comeu em silencio. Parecia chateado, indignado. Comi também em silencio, e então descansamos até a nevasca dar uma trégua em seus ventos impiedosos. Após um bom tempo descansando na caverna, seguimos em jornada novamente. Após algumas horas de caminhada, Vajra demonstrou sinais de inquietação: as orelhas em pé, cauda rija, folhas visivelmente eriçadas, mesmo sobre a proteção de couro macio que lhe dei para proteger do frio.

-O que foi garoto? - abaixei-me, tocando-lhe a cabeça - mostre-me.

Com um latido baixo, ele saiu em disparada pela neve. Arawn e eu trocamos um breve olhar e seguimos atrás. Corremos por alguns bons metros e começamos a ouvir vozes. Gritos. Dei ordem ao meu cão que ficasse em guarda e nos esgueiramos por cima de um morro. Lá em baixo, partes escassas de vegetação e um rio. O mesmo grupo de Norn que havia passado próximo a nos mais cedo. Ao centro, eles cutucavam com lanças e atormentavam um Quaggan. A doce e pacífica raça aquática de Tyria. Ele gritava e implorava por misericórdia, mas não lhe davam ouvidos.

-Temos que agir agora. - Arawn falou subitamente, apontando para baixo. - Aquelas pontas de lança que eles levam é gelo corrompido.

-O que isso quer dizer? - respondi, já tomando meu arco em mãos.

-Que se não salvarmos o Quaggan logo, todo esse tormento e as feridas daquele gelo irão contaminá-lo com a corrupção do dragão, tornando-o um de seus servos abomináveis. - Ele engoliu em seco, e sua revolta era quase palpável no ar. - Vai se tonar um Icebrood.


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sexta-feira, 13 de junho de 2014

Wild Hunt [Semana 12]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 11: Destino.

Meus pensamentos estavam confusos, sentia a cabeça começar a rodar. Meu Sonho talvez não fosse meu? Será? Mas se não, então porque eu via aquelas imagens? Porque sentia aquelas sensações de frio, desesperança, e desespero? Eram tantas dúvidas, uma mais perplexa que a outra, que senti que iria vomitar. Levantei-me de súbito, alarmando Arawn.

-Tudo bem, meu amigo? - perguntou, preocupado com meu gesto brusco.

-Sim, sim... -menti.- Apenas, acho que a comida talvez possa não ter me caido tão bem

-Oh, céus. Quer que eu o leve até minha casa pra tomar algo, ou...?

-Não! não precisa. olhe, vou dar uma volta por ai, pra espairecer. Só preciso de um tempo, e tudo ficará bem. Eu o encontro mais tarde em sua casa, tudo bem?

-Hum...tudo bem. - ele me olhou confuso. - Te vejo depois então. Tome cuidado por ai.

Deixei Arawn me sentindo culpado e com uma aflição me apertando o peito. Uma sensação de vazio me acometeu, e senti que minha cabeça iria explodir. Vaguei pela vasta cidade dos Norn, até chegar num alto pico congelado. Sentei-me, confuso, soltando um longo suspiro.

-Oh, doce Melandru. Que confusão em minha cabeça. Oh, Abençoada Mãe...preciso tanto de seu conselho. -Pensei na Mãe Árvore, e como gostaria de seu calor acolhedor, e sua voz serena para me guiar. Neste momento, ouvi um sussurro que era mais uma sensação. Ele foi aumentando mais e mais, até que palavras nítidas vinham em minha mente. Era a voz da Mãe Árvore.

-Não se aflija, filho meu. -Sua voz doce e serena, acalmando minha alma. - Sinto uma perturbação muito grande em seu espírito. Mas não estás só.

-Oh Mãe, minha cabeça dói. O que é toda está dúvida? será que meu sonho não é realmente meu?

-Etherdry, você diferente de outros sylvari, nasceu sob circunstancias muito especiais. Tem um grande futuro à sua frente. Mas para alcançá-lo, você terá que descobrir fundo em sí mesmo, o real significado do seu sonho, e passar por provações que apenas você pode superar.

-Mas...me sinto tão perdido, Mãe.  - suspirei, cansado.

-Querido filho, sinto não poder tirar sua aflição por completo. Mas isto lhe digo: Seu lugar é ao lado do Norn. E assim como apenas você pode desvendar esse mistério, apenas ele pode lhe ajudar em sua jornada. Esteja em paz, Valente. Ventari o guie...

A sensação foi sumindo aos poucos, ate que quando percebi, estava em frente à porta de Arawn. Não fazia idéia de como havia chegado ali.A dúvida ainda estava lá, mas agora eu tinha uma pista. Aonde Arawn fosse, minha jornada estava ligada à ele. Entrei em sua casa e o encontrei dormindo, seu servo ao lado, e ele com o rosto sereno. Sorri, enfim. Quando o sol surgisse, eu sentia, tudo estaria melhor.


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sexta-feira, 6 de junho de 2014

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Wild Hunt [Semana 10]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 10: Suspeita.

Não pensei que poderia me sentir tão em casa fora do Bosque, como me senti em Hoelbrak. Seus cenários gélidos, a enormes fogueiras, escuturas gigantescas de gelo que não derretia há seculos. Era tudo tão novo, tão diferente, e ao mesmo tempo parecia-me tão familiar. Especialmente a casa de Arawn. Ao chegarmos a lareira estava acesa, e um calor aconchegante nos recebeu. Havia um servo lá, pouco maior do que o vi pela primeira vez quando acordei no hospital.

-Ah, estou de volta, Morten! - Arawn disse, e a criatura de jogou em seus braços, balançando a diminuta calda, como um cãozinho. - Este pequenino aqui foi meu primeiro servo, Ether. Não o destruo como os outros, e ele cuida da minha casa enquanto estou fora. Pequeno, mas não subestime o que ele pode fazer.

-Entendo -Disse, despindo-me do espesso casaco de couro que me protegeu do frio durante a viajem. Em verdade, estava começando a fica um pouco encomodado com 'roupa por cima da roupa'. - Então, aqui é seu lar.

-Sim. Ficaremos por algum tempo, pra relaxar e recobrar as forças antes de seguir adentro nas montanhas.

Ele respirou fundo, e com um gesto simples tocou o rosto. Creio ter ouvido algo sussurrado brevemente. Arawn tirou também seu casaco, e agora eu podia ver que a pintura e marcas em seu rosto haviam sumido. O esbranquiçado fúnebre em seus olhos deu lugar à um vivido e profundo violeta, com leves tons castanhos. Ele percebeu minha surpresa.

-Você não pensou que aquele era meu tom natural de olhos, não é? -Ele riu

-Bem...é dificil dizer.

-Haha. Não, aquela era a marca do espectro. Todo necromante tem uma marca com um dos espíritos da morte com quem tem mais afinidade. A minha é a do espectro.

Fiz um gesto de afirmação. Arawn parecia tão diferente assim,mais gentil, quase tímido. Algo que me atraía a sua personalidade já calma. A tarde foi indo embora dando lugar à noite, e saímos pela enorme cidade. Jantamos especiarías típicas do lugar, e era uma mais saborosa que a outra. Contemplamos as estrelas, sob arvores no grande lago congelado dos Norn.

-Arawn, o que você busca em sua jornada? -perguntei enfim, tanto por curiosidade como em busca de pistas da minha própria jornada ligada a ele.

Oh, meu amigo. - O Norn suspirou, e eu vi em verdade, o pesar em seus olhos. - Meu irmão, Blader. Há pouco mais de um ano, ele saiu em missão investigando os Icebrood, servos do dragao de gelo, Jormag. Foi a ultima vez que o ví. Todos desistiram de procurá-lo após cinco meses. Eu não.

Senti-me culpado, e ao mesmo tempo, senti compaixão. Perder alguém importante deve ser uma dor além do que conheço, só podia imaginar. E então, lembrei-me do meu sonho. A neve, como gritava por Arawn na tempestade, e como o frio congelava até minha alma. Arregalei os olhos subitamente, numa suspeita....Aquele não era eu no sonho.


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sexta-feira, 23 de maio de 2014

Wild Hunt [Semana 09]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 9: Hoelbrak.

Duas semanas haviam se passado desde que partimos da Floresta de Caledon. O conhecido cenário verdejante havia ficado para trás, e agora entravamos em paisagens mais diversificadas. Poderiamos ter chego na cidade de Arawn naquele mesmo dia, atravéz dos portais Asura que nos teleportan de cidade em cidade. Mas ele, assim como eu, compartilha uma paixão natural em explorar o selvagem, e ver lugares de beleza natural (algo que pensei ser pouco comum á necromantes, tão ligados aos assuntos da morte e coisas morbidas). Já haviamos passado pelas belíssimas Colinas Kassex, com seu conhecido lago Viatan e suas vilas de gentis pescadores, navios de temerários piratas e lar dos terríveis krait e dos amáveis Quaggan. Mais adiante, paramos para comprar mantimentos na cidade marco de Lion's Arch. Fiquei fascinado pelas diferentes culturas que se achavam ali, centenas de mercadores, atrações, pessoas vestidas com as roupas mais diferentes, e todas as principais raças de Tyria. Passamos apenas um dia, mas foi maravilhoso a cada momento.

Saímos da cidade e seguimos viajem pela Passagem de Lornar. O clima agora mudava drasticamente, e o verde ao qual estava tão habituado dava lugar ao manto branco da neve, caracteristico das regiões próximas ás Montanhas Shiverpeaks. O vento frio tocava meu rosto me causando estranheza à primeira vez, mas Arawn abriu um largo sorriso. Estavamos na noite do nosso segundo dia ali, ao redor fogueira, e eu pensava, tentando achar sentido na minha Wyld Hunt.

-Você parece preocupado, meu amigo. - Ele disse. Não percebi que talvez tivesse passado mais tempo em silencio do que havia pensado.

-Não se preocupe, Arawn. Estou apenas pensando em assuntos do meu povo, e em nossa viajem. -lhe disse, contenplando as estrelas acima. - Eu não pensei que deixaria a floresta tão cedo. Mas minha jornada ja tomou esse rumo, e estou grato.

-Heh - ele sorriu. - Eu sabia que os espíritos o tinham colocado em meu caminho por um motivo. Imagino que tudo tem um motivo maior para ser, Etherdry. Eu não tenho uma Wyld Hunt como você, mas meu caminho e meu objetivo é fazer minha própria lenda. E lendas não se fazem sem aqueles que a presenciem. Eu creio que, sendo um wolfborn, o Espírito do Lobo me agraciou com o instinto de matilha. Fico feliz que você seja o primeiro companheiro em minha busca.

-Entendo. -Eu sabia que ele buscava por uma pessoa. Mas ainda não sabia se era hora de perguntar mais sobre isso. Fomos dormir.

Nos levantamos cedo no dia seguinte, e seguimos nosso rumo. Antes do meio dia, eu podia avistar: portões colossais, gravuras magníficas entalhadas na madeira e aço, e figuras quase tão grandes quanto ele acenavam. Senti algo em meu peito se agitar, um sentimento estranho, algo que não sabia dizer o que. Mas estava feliz. Chegamos ao nosso destino.

-Bem vindo, meu amigo. - Arawn disse, abrindo os braços para sua cidade. - Bem vindo ao lar de todos os Norn. Bem vindo à Hoelbrak.


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sexta-feira, 16 de maio de 2014

Wild Hunt [Semana 08]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 8: O próximo passo.

Arawn Phelan, o nome oculto em meu sonho. Era ele quem eu via em meio aquela nevasca? Era por ele a quem eu chamava sem conseguir exprimir minha voz? Eu estava atônito e confuso. Talvez minha jornada ainda estivesse longe de terminar. Arawn era um Norn, e vindo das Montanhas Shiverpeaks, não era surpresa o clima gelado. E essa foi, talvez, minha dica para o que poderia vir a seguir. Passei mais dois dias me recuperando, e apressei minha saída do hospital. O Cervo Branco agora residia no Bosque, sob os cuidados da Mãe Árvore. E foi até ela que fui assim que pude me por firme em pé.

Cheguei ate a parte mais alta de nossa cidade arbórea, e me deixei banhar pela luz morna e acolhedora, tando da Árvore Pálida, quanto do Cervo, que estava a seu lado. Aproximei-me, e o animal veio até mim. Estendi minha mão, e ele inclinou-se para o carinho, sereno e em paz.

-Ah, minha criança! -A Mãe disse, e eu estava prestes a me ajoelhar, com dificuldade, quando ela me parou, tocando-me o rosto. - Não, não há necessidade disto. Você ainda sofre por seu ferimento, e eu quero o bem de meus filhos. Foi um grande feito ter salvo o Cervo, Etherdry. Toda a floresta de Caledon está em débito com você, e eu não poderia estar mais orgulhosa.

-Apenas cumpri minha jornada, Abençoada Mãe. E – suspirei fundo -  minha wild hunt parece estar longe de terminar.

-Duvida permeia seu semblante, jovem. Isto tem haver com o Norn, eu assumo.

-Sim. Ao encontrá-lo, eu lembrei de fragmentos obscuros do meu Sonho. E, sinto que meu próximo passo é seguir com ele em jornada, até as gélidas montanhas ao leste. O que pode significar isto, Mãe? O quão longe seus galhos alcançam o Sonho?

-Filho, eu não controlo o Sonho. Sou tão somente sua guardiã, neste e naquele mundo. O que ele significa, apenas você pode desvesdar. Mas saiba isto, para seu próximo passo, deve-se fazer pressa. O Necromante parte de nossas terras hoje ao final da tarde.

-Entendo. Então, partirei com ele. Devo me preparar agora. -Fiz uma reverencia, e ela beijou minha testa. Senti-me invadido por um sentimento de amor, segurança, e subitamente, toda minha dor desapareceu.

-Tens minha benção, meu valente filho. Que os bons ventos o levem em segurança, e o tragam de volta para nós.

Despedi-me dela e do Cervo, e segui meu caminho. Peguei suprimentos, uma roupa de pele de animais (para o frio) e me dirigi aos limites da cidade. A tarde ia chegando ao fim, e não demorou muito até aquela figura gigantesca passar por mim.

-Oh, que grata visão os espíritos me concedem. Veio se despedir de mim, amigo?

-Mais que isso, Arawn – o olhei com um sorriso. - Vou seguir com você, se me permitir.

-Oh! -Ele deu um sorriso, e passou adiante.- Os espíritos são bons comigo. Adiante, então. Temos um longo caminho pela frente.


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sexta-feira, 9 de maio de 2014

Wild Hunt [Semana 07]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 7: Necromante.

Eu estava no meio de uma nevasca. Ventos fortes do ar gelado me empurravam pelo caminho, e eu tropeçava constantemente. Ao longe, alguém gritava meu nome. Eu apenas podia ver sua silhueta, ao longe, mas não conseguia ver seu rosto, obscurecido pela densa neve que caia. Tentava gritar de volta, mas nada saía. Sentia frio, e tudo começava a escurecer...

-Oh, ele está acordando! -ouvi uma voz falar. Abri lentamente os olhos, e a luminosidade machucou meus olhos. Pisquei algumas vezes até consegui focar a visão – Olá, Etherdry. Como se sente?

-Eu me sinto...-Tentei sentar e parei imediatamente, com dores fortes, tocando as costelas. Lembrei de tudo que havia acontecido. - O Cervo?

-Ele está bem, está a salvo aqui no Bosque. Bem, você acordou, o que é ótimo após uma semana desacordado.

-Uma semana!? - Era bastante tempo.O que teria acontecido em todo este tempo, e como eu estava vivo?- Como eu cheguei de volta ao Bosque?

-Oh, isso. Bem... - O sylvari que cuidava de mim apontou para o canto do quarto. Vi uma criatura pequena, sua cabeça era um cranio e o corpo parecia algo como um grande rato, mas em carne viva...- Ele deixou esse servo ai pra saber quando você acordasse.

O ser levantou a cabeça e me encarou, e eu acenei. Ela deu um pequeno grito e explodiu numa massa de sangue e viceras. Uma das coisas mais estranhas que eu vi em toda minha curta vida.

-Ugh...e agora eu vou ter que limpar isso. Nercomantes e seus truques com a morte, tão nojento. -O sylvari disse, se retirando do quarto. - Eu volto já.

Minutos depois, um homem alto entrou no quarto. Muito alto. Ele teve que se abaixar um pouco para poder entrar. Encarou o batente da porta com uma careta, e então, sentou-se numa cadeira próxima, sorrindo para mim. Havia uma listra azul passando pela area dos seus olhos, e outras marcas escuras menores. Seus olhos eram estranhamente brancos, mas ele parecia me ver perfeitamente.

-Então você acordou. Bom saber que está bem. Eu não estaria em paz com meu espírito até saber qual teria sido o destino que os espíritos selvagens haviam lhe reservado.

-Você é um Norn. Está bem longe de casa. - Respondi. Ele tinha facilmente mais de dois metros e meio de altura, e era gigantesco. E era isso que o diferenciava de um humano. Norn é a raça dos guerreiros das terras geladas das montanhas Shiverpeaks. - E...acho que lhe devo minha vida. Sou eternamente grato. Sou Etherdry.

-Prazer em conhecê-lo, Etherdry. Me chamo Arawn. Arawn Phelan.

E naquele momento, algo dentro de mim despertou. Aquele nome, eu conhecia, mesmo nunca o tendo visto. Aquilo me atingiu como um soco. Ele era o dono da voz em meu sonho. Ele era a parte oculta da minha Wild Hunt.


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