Autora: Adriana Yumi
Achei bem desafiador participar do MONOBA. Pra mim foi realmente um desafio, já que não escrevo com tanta frequência e nem sou do ramo literário, então tive dificuldade pra escrever um conto com mais detalhes e que ficasse coerente, mas isso foi um ponto bom porque aprendi bastante com essa experiência, mudei um pouco a forma de escrita ao longo dos capítulos e percebi que escrever pode ser mais complexo do que parece.
Gostei bastante da experiência, ter que escrever regularmente um certo número de palavras por semana ajuda a criar um senso de responsabilidade e estimula a criatividade, e achei isso um ponto interessante no projeto. Também gostei da forma como o MONOBA foi planejado e organizado, podendo dar chance aos leitores participarem seja votando, seja fazendo alguma homenagem, etc. Acho bem legal a participação dos leitores para opinar/comentar uma obra, pois eles mesmos acabam ajudando nesse processo de evolução do autor.
Gostaria de agradecer aos que acompanharam a minha história (Pepper & Donuts) e espero que tenham gostado dessa pitadinha do universo de Miki e companhia.
Por fim, gostaria de agradecer à Mid Misha pelo convite, e espero que o projeto possa ter uma segunda edição, com novos autores! =)
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sexta-feira, 19 de setembro de 2014
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Pepper & Donuts [Semana 25]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 22 - Donuts 22: um novo começo
Misaki estava com o coração acelerado enquanto corria pra acompanhar Nathan, que não largava sua mão. O rapaz não falou nada até chegarem num pátio que, naquele momento, estava vazio.
- O que deu em você? Por que saiu correndo daquele jeito? E ainda mais, que negócio é esse de querer que eu seja sua namorada e...
- Mas você não fica quieta mesmo, hein?
- Qualquer pessoa normal faria essas mesmas perguntas!!
- Okay, já vou responder. Só espero que você não fique brava.
- Mas ficar brava com o quê?
Nathan se aproximou rapidamente de Misaki e deu-lhe um beijo em seus lábios. A garota, que não esperava por tal ação, espantou-se por um momento, mas a medida que o beijo se prolongava, ela se acalmava. Era uma sensação estranha mas ao mesmo tempo, reconfortante. Aquele rapaz que implicava com ela e com sua fome por bolachas, naquele momento conseguia ser delicado e gentil.
- Isso responde a sua pergunta?
- Claro que não, seu idiota! O que eu quero saber é porque você veio com esse negócio de ser sua namorada, assim do nada.
- Ué, não consegui esclarecer pra você? Aff, mas você é uma tonta mesmo. Escuta aqui Misaki. Eu realmente gosto de você. Entendeu agora?
- Mas a gente mal se conhece...
- Digamos que eu meio que...me apaixonei a primeira vista por você. Depois com o contato na escola, percebi que era alguém especial. Sei que o pedido foi meio de repente, mas se você deixar...queria poder te conhecer melhor. Fazer parte da sua vida.
- Hum...acho que podemos tentar. Pra falar a verdade, foi a primeira vez que alguém falou aquilo pra mim.
- Então temos um acordo amigável?
- Acho que sim.
Nathan sorri e dá um beijo na bochecha de Misaki, que fica corada. A garota tenta esconder o desconforto, mas o rapaz percebe e faz um comentário infeliz.
- Você parece uma maçã de tão vermelha que ficou.
- Seu idiota, vou te matar!!
- Misaki! Nathan! Finalmente achei vocês!
Akihiko apareceu e foi em direção aos meninos com uma expressão nada boa no rosto. Misaki gelou.
- Vocês dois, pra minha sala. AGORA.
Na sala dos professores, Akihiko começou sua tempestade de sermões.
- Muito bem, posso saber o que vocês dois estavam fazendo lá fora quando deviam ter voltado para a aula? Quando perguntei pro Abel, ele não soube responder direito, aí vou procurá-los e encontro os dois no pátio.
- Er, é uma situação muito complicada, tio, digo...professor.
- Sim, tudo é muito complicado com você.
- Professor, eu posso explicar. A culpa foi minha.
Nathan se adiantou e explicou todo o incidente pra Akihiko, incluindo que fora ele quem puxou Misaki para o pátio e sobre sua confissão amorosa para a garota. À medida que o professor ouvia a explicação de Nathan, Misaki ficava mais e mais vermelha.
- Aiai, tudo bem que vocês são jovens, mas dá pra resolver esses problemas amorosos fora da escola, não? Vou ficar de olho em vocês dois a partir de hoje. Se eu pegá-los fora por causa de namorico, não será comigo que vão se entender, e sim com o Senhor Abreu. Regras da escola, vocês sabem disso.
- Okay... - dizem os dois ao mesmo tempo.
- E Misaki...boa sorte pra contar isso pro seu pai - Akihiko dá um sorriso maroto.
- Hã? M-mas não é como se eu tivesse aceitado namorar esse pastel agora, só vamos tentar nos conhecer melhor!
- Haha, estou brincando. Mas aproveite a companhia do Nathan. Sei que tem tido muita pressão do seu pai por causa do vestibular, então é bom ter uma pessoa pra contar nessas horas.
- Ok, obrigada tio!
- Muito bem, agora que tudo se resolveu...vamos voltar pra aula?
-----------
Uma semana depois.
- Prima! Me espere!
- Vamos logo, Aiko! Senão vamos nos atrasar pra exposição da Kelly!
Misaki e Aiko estavam indo pra exposição de jovens pintores, no prédio do colégio. Era uma iniciativa que a escola preparava todo ano pra prestigiar os alunos que gostavam de desenhar, pintar, fazer esculturas, ou tocar algum instrumento. Kelly participava desde o primeiro ano expondo suas pinturas e Misaki sempre ia ao evento ver os trabalhos da amiga.
- Estou bem curiosa pra ver a exposição!! A Kelly mostrou as amostras do trabalho dela, são lindas!
Er...elas são bem profundas mesmo.
Misaki parou um tempo pra pensar em como classificar as obras de arte de sua amiga, que sempre tinham um quê de sombrio. No meio do caminho para o metrô, as garotas encontraram Nathan.
- Ah. Vocês demoraram.
- Desculpe, a Aiko ficou toda enrolada pra escolher as roupas dela e atrasamos um pouco.
- Hey, heeey! Você também demorou quase meia hora pra escolher a roupa, prima. Principalmente porque você disse que queria surpreender o Nathan e-
Como se fosse por impulso, Misaki tampou a boca de Aiko bem forte pra que a prima não falasse mais nada.
- Não queria surpreender ninguém!! V-vamos logo pra exposição antes que a Kelly comece a encher meu celular de mensagens!
- Humm, é verdade. Você está diferente, Miki. Parece mais...feminina - comenta Nathan.
- Você fala como se eu nunca fosse feminina...viu, Aiko? É por isso que eu falo que não adianta perder tempo com esse idiota e-
Nathan segura nos ombros de Misaki e lhe dá um beijo.
- Sua idiota. Você ficou muito bonita assim.
- O-obrigada...
- Só não deixe de ser você mesma por causa disso, OK?
- Pode ficar tranquilo, não vou deixar de gostar de luta livre e video-games. Mas dar uma arrumada no visual de vez em quando não faz mal, né?
- Ih, o Abel acabou de mandar mensagem perguntando onde estamos. A Kelly tá quase desesperada querendo saber se a gente vai vir mesmo - diz Aiko, olhando o celular.
- Então o que estamos esperando? Vamos!
Capítulo 22 - Donuts 22: um novo começo
Misaki estava com o coração acelerado enquanto corria pra acompanhar Nathan, que não largava sua mão. O rapaz não falou nada até chegarem num pátio que, naquele momento, estava vazio.
- O que deu em você? Por que saiu correndo daquele jeito? E ainda mais, que negócio é esse de querer que eu seja sua namorada e...
- Mas você não fica quieta mesmo, hein?
- Qualquer pessoa normal faria essas mesmas perguntas!!
- Okay, já vou responder. Só espero que você não fique brava.
- Mas ficar brava com o quê?
Nathan se aproximou rapidamente de Misaki e deu-lhe um beijo em seus lábios. A garota, que não esperava por tal ação, espantou-se por um momento, mas a medida que o beijo se prolongava, ela se acalmava. Era uma sensação estranha mas ao mesmo tempo, reconfortante. Aquele rapaz que implicava com ela e com sua fome por bolachas, naquele momento conseguia ser delicado e gentil.
- Isso responde a sua pergunta?
- Claro que não, seu idiota! O que eu quero saber é porque você veio com esse negócio de ser sua namorada, assim do nada.
- Ué, não consegui esclarecer pra você? Aff, mas você é uma tonta mesmo. Escuta aqui Misaki. Eu realmente gosto de você. Entendeu agora?
- Mas a gente mal se conhece...
- Digamos que eu meio que...me apaixonei a primeira vista por você. Depois com o contato na escola, percebi que era alguém especial. Sei que o pedido foi meio de repente, mas se você deixar...queria poder te conhecer melhor. Fazer parte da sua vida.
- Hum...acho que podemos tentar. Pra falar a verdade, foi a primeira vez que alguém falou aquilo pra mim.
- Então temos um acordo amigável?
- Acho que sim.
Nathan sorri e dá um beijo na bochecha de Misaki, que fica corada. A garota tenta esconder o desconforto, mas o rapaz percebe e faz um comentário infeliz.
- Você parece uma maçã de tão vermelha que ficou.
- Seu idiota, vou te matar!!
- Misaki! Nathan! Finalmente achei vocês!
Akihiko apareceu e foi em direção aos meninos com uma expressão nada boa no rosto. Misaki gelou.
- Vocês dois, pra minha sala. AGORA.
Na sala dos professores, Akihiko começou sua tempestade de sermões.
- Muito bem, posso saber o que vocês dois estavam fazendo lá fora quando deviam ter voltado para a aula? Quando perguntei pro Abel, ele não soube responder direito, aí vou procurá-los e encontro os dois no pátio.
- Er, é uma situação muito complicada, tio, digo...professor.
- Sim, tudo é muito complicado com você.
- Professor, eu posso explicar. A culpa foi minha.
Nathan se adiantou e explicou todo o incidente pra Akihiko, incluindo que fora ele quem puxou Misaki para o pátio e sobre sua confissão amorosa para a garota. À medida que o professor ouvia a explicação de Nathan, Misaki ficava mais e mais vermelha.
- Aiai, tudo bem que vocês são jovens, mas dá pra resolver esses problemas amorosos fora da escola, não? Vou ficar de olho em vocês dois a partir de hoje. Se eu pegá-los fora por causa de namorico, não será comigo que vão se entender, e sim com o Senhor Abreu. Regras da escola, vocês sabem disso.
- Okay... - dizem os dois ao mesmo tempo.
- E Misaki...boa sorte pra contar isso pro seu pai - Akihiko dá um sorriso maroto.
- Hã? M-mas não é como se eu tivesse aceitado namorar esse pastel agora, só vamos tentar nos conhecer melhor!
- Haha, estou brincando. Mas aproveite a companhia do Nathan. Sei que tem tido muita pressão do seu pai por causa do vestibular, então é bom ter uma pessoa pra contar nessas horas.
- Ok, obrigada tio!
- Muito bem, agora que tudo se resolveu...vamos voltar pra aula?
-----------
Uma semana depois.
- Prima! Me espere!
- Vamos logo, Aiko! Senão vamos nos atrasar pra exposição da Kelly!
Misaki e Aiko estavam indo pra exposição de jovens pintores, no prédio do colégio. Era uma iniciativa que a escola preparava todo ano pra prestigiar os alunos que gostavam de desenhar, pintar, fazer esculturas, ou tocar algum instrumento. Kelly participava desde o primeiro ano expondo suas pinturas e Misaki sempre ia ao evento ver os trabalhos da amiga.
- Estou bem curiosa pra ver a exposição!! A Kelly mostrou as amostras do trabalho dela, são lindas!
Er...elas são bem profundas mesmo.
Misaki parou um tempo pra pensar em como classificar as obras de arte de sua amiga, que sempre tinham um quê de sombrio. No meio do caminho para o metrô, as garotas encontraram Nathan.
- Ah. Vocês demoraram.
- Desculpe, a Aiko ficou toda enrolada pra escolher as roupas dela e atrasamos um pouco.
- Hey, heeey! Você também demorou quase meia hora pra escolher a roupa, prima. Principalmente porque você disse que queria surpreender o Nathan e-
Como se fosse por impulso, Misaki tampou a boca de Aiko bem forte pra que a prima não falasse mais nada.
- Não queria surpreender ninguém!! V-vamos logo pra exposição antes que a Kelly comece a encher meu celular de mensagens!
- Humm, é verdade. Você está diferente, Miki. Parece mais...feminina - comenta Nathan.
- Você fala como se eu nunca fosse feminina...viu, Aiko? É por isso que eu falo que não adianta perder tempo com esse idiota e-
Nathan segura nos ombros de Misaki e lhe dá um beijo.
- Sua idiota. Você ficou muito bonita assim.
- O-obrigada...
- Só não deixe de ser você mesma por causa disso, OK?
- Pode ficar tranquilo, não vou deixar de gostar de luta livre e video-games. Mas dar uma arrumada no visual de vez em quando não faz mal, né?
- Ih, o Abel acabou de mandar mensagem perguntando onde estamos. A Kelly tá quase desesperada querendo saber se a gente vai vir mesmo - diz Aiko, olhando o celular.
- Então o que estamos esperando? Vamos!
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sexta-feira, 5 de setembro de 2014
Pepper & Donuts [Semana 24]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 21 - Donuts 21: uma condição
Misaki teve que perguntar novamente para ter certeza do que Abel havia pedido e se certificar de que não era uma brincadeira.
- ….você quer que eu te ajude a ficar IMPOPULAR?
- Sim, você é a única garota que posso contar nesse momento.
- Mas eu faço a mínima ideia de como fazer isso, Abel...sei lá, talvez se você mudar sua aparência ou atitude..?
- Poxa, mas eu gosto do meu cabelo...hum, acho que seria melhor mudar minha atitude então. O que você propõe?
- Ah, finalmente achei vocês dois.
Nathan acabara de virar o corredor e encontra Abel segurando as duas mãos de Misaki, que por sua vez não sabia o que falar ou dizer, a não ser o fato de que estava numa situação um tanto constrangedora.
- O professor pediu pra ver como estava o Abel. Mas se vocês vão ficar namorando aí, eu vou embora.
- Quê?! Não é nada disso, seu pastel!! Só estou ajudando o Abel com um problema...AH, JÁ SEI!
-...já sabe o que?
- Abel! Porque você não se inspira nele? - Misaki aponta o dedo pra Nathan.
- Huh?
- Hã? Não entendi, Misaki.
- Você não quer ficar impopular? Ele é a impopularidade em pessoa! Veja só, tem cara de resmungão, gosta de provocar os outros, aparece nos momentos mais inconvenientes...e mais um monte de coisa! Acho que você vai aprender bastante com ele!
- Você acha mesmo? Nesse caso-
- Espera aí, eu não concordo com isso.
- E por que não?
Nathan toma a rédea da conversa, e encara Misaki com uma expressão gélida. A garota retribui o olhar e encara o rapaz com fulgor nos olhos. Abel fica num canto sem saber o que falar, quando finalmente resolve quebrar o clima de tensão entre os dois.
- Olha pessoal, acho melhor eu resolver o problema sozinho, desculpem se eu incomodei vocês...
- Eu aceito ajudar o Abel com o problema dele, mas com uma condição.
- Qual?
- Quero que a Misaki aceite ser minha namorada.
- … hã?
O cérebro de Misaki parou por uns instantes para processar a informação. Ela realmente ouviu a condição de Nathan? Ele quer que ela, uma menina meio moleque, que gosta de luta livre e donuts, aceite ser sua namorada? Para Misaki, ter um namorado era algo tão surreal quanto seu pai começar a dar mais atenção pra ela. A garota sempre achava que pra conseguir um namorado era preciso se parecer bonita e bem arrumada, duas coisas que ela não era. Não que Misaki se importasse com essas coisas, muito pelo contrário, tampouco se importava com isso.
- Abel, vou roubar a Misaki um pouco.
- Espera aí, eu não respondi ainda e- AHHH!!
Nathan puxou o braço de Misaki com tudo e correu com ela em direção às escadarias que davam pro pátio.
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Capítulo 21 - Donuts 21: uma condição
Misaki teve que perguntar novamente para ter certeza do que Abel havia pedido e se certificar de que não era uma brincadeira.
- ….você quer que eu te ajude a ficar IMPOPULAR?
- Sim, você é a única garota que posso contar nesse momento.
- Mas eu faço a mínima ideia de como fazer isso, Abel...sei lá, talvez se você mudar sua aparência ou atitude..?
- Poxa, mas eu gosto do meu cabelo...hum, acho que seria melhor mudar minha atitude então. O que você propõe?
- Ah, finalmente achei vocês dois.
Nathan acabara de virar o corredor e encontra Abel segurando as duas mãos de Misaki, que por sua vez não sabia o que falar ou dizer, a não ser o fato de que estava numa situação um tanto constrangedora.
- O professor pediu pra ver como estava o Abel. Mas se vocês vão ficar namorando aí, eu vou embora.
- Quê?! Não é nada disso, seu pastel!! Só estou ajudando o Abel com um problema...AH, JÁ SEI!
-...já sabe o que?
- Abel! Porque você não se inspira nele? - Misaki aponta o dedo pra Nathan.
- Huh?
- Hã? Não entendi, Misaki.
- Você não quer ficar impopular? Ele é a impopularidade em pessoa! Veja só, tem cara de resmungão, gosta de provocar os outros, aparece nos momentos mais inconvenientes...e mais um monte de coisa! Acho que você vai aprender bastante com ele!
- Você acha mesmo? Nesse caso-
- Espera aí, eu não concordo com isso.
- E por que não?
Nathan toma a rédea da conversa, e encara Misaki com uma expressão gélida. A garota retribui o olhar e encara o rapaz com fulgor nos olhos. Abel fica num canto sem saber o que falar, quando finalmente resolve quebrar o clima de tensão entre os dois.
- Olha pessoal, acho melhor eu resolver o problema sozinho, desculpem se eu incomodei vocês...
- Eu aceito ajudar o Abel com o problema dele, mas com uma condição.
- Qual?
- Quero que a Misaki aceite ser minha namorada.
- … hã?
O cérebro de Misaki parou por uns instantes para processar a informação. Ela realmente ouviu a condição de Nathan? Ele quer que ela, uma menina meio moleque, que gosta de luta livre e donuts, aceite ser sua namorada? Para Misaki, ter um namorado era algo tão surreal quanto seu pai começar a dar mais atenção pra ela. A garota sempre achava que pra conseguir um namorado era preciso se parecer bonita e bem arrumada, duas coisas que ela não era. Não que Misaki se importasse com essas coisas, muito pelo contrário, tampouco se importava com isso.
- Abel, vou roubar a Misaki um pouco.
- Espera aí, eu não respondi ainda e- AHHH!!
Nathan puxou o braço de Misaki com tudo e correu com ela em direção às escadarias que davam pro pátio.
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sexta-feira, 29 de agosto de 2014
Pepper & Donuts [Semana 23]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 20 - Donuts 20: uma proposta
Misaki levou Abel até a enfermaria. O rapaz aparentava estar tranquilo, chegando a sorrir em alguns momentos para a garota enquanto andavam pelos corredores do colégio. Chegando na enfermaria, Abel disse ao médico responsável o que aconteceu na aula prática de laboratório. Misaki resolveu esperar um pouco até ter certeza de que o machucado no dedo de Abel não era grave pra poder voltar a aula e avisar seu tio.
- Pelo que vi, não foi um corte profundo. Você não mexeu com ácido nem nada de reagentes, certo? Então só vou passar esse medicamento aqui e colocar um curativo e você está liberado pra voltar para a aula.
- Certo, obrigado, doutor! Misaki, você pode esperar até o médico acabar de colocar o curativo? Não queria voltar pra sala sozinho.
- Ahn....Okay.
Misaki estava quase se preparando pra voltar para a sala quando sentiu Abel puxar sua mão. A garota levou um susto, mas se recompôs depois e consentiu que sim com a cabeça. Ela ficou esperando o médico terminar de colocar o curativo em seu dedo e assim que terminou, saiu com Abel em direção à sala de aula. Os dois caminharam por um corredor e subitamente, Abel para de caminhar.
- Hey Misaki. Se importa de pegar um outro caminho até o laboratório?
- Hã? Tudo bem.
Abel e Misaki vão para o outro lado, um corredor um pouco mais vazio e que tinha um pequeno jardim no meio. Durante a caminhada, Abel começou a falar, olhando pra garota.
- Sabe, faz um tempo que venho te observando, e percebi que você é uma garota diferente das outras. Você não se preocupa com o que os outros pensam de você.
- Bom...eu tento ser eu mesma...por mais que os outros achem estranho.
- Muitas garotas vão atrás de mim, mas será que elas realmente gostam de mim? Ou é porque eu sou o menino mais popular da sala?
- Isso eu realmente não saberia responder...
- Resolvi mudar pra sua sala pra ver se alguma coisa mudava. Mas as meninas da sua turma também continuam com os mesmos olhares de interesseiras pra cima de mim. E eu confesso, isso é um tanto irritante.
- Imagino...
- Aí eu pensei se teria algo que eu poderia fazer pra mudar isso, e você veio na minha cabeça! Aí eu queria propor uma coisa.
- Hã...o que seria?
- Você aceita me ajudar com esse problema? Como faço pra ficar impopular?
- … o QUÊ?
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Capítulo 20 - Donuts 20: uma proposta
Misaki levou Abel até a enfermaria. O rapaz aparentava estar tranquilo, chegando a sorrir em alguns momentos para a garota enquanto andavam pelos corredores do colégio. Chegando na enfermaria, Abel disse ao médico responsável o que aconteceu na aula prática de laboratório. Misaki resolveu esperar um pouco até ter certeza de que o machucado no dedo de Abel não era grave pra poder voltar a aula e avisar seu tio.
- Pelo que vi, não foi um corte profundo. Você não mexeu com ácido nem nada de reagentes, certo? Então só vou passar esse medicamento aqui e colocar um curativo e você está liberado pra voltar para a aula.
- Certo, obrigado, doutor! Misaki, você pode esperar até o médico acabar de colocar o curativo? Não queria voltar pra sala sozinho.
- Ahn....Okay.
Misaki estava quase se preparando pra voltar para a sala quando sentiu Abel puxar sua mão. A garota levou um susto, mas se recompôs depois e consentiu que sim com a cabeça. Ela ficou esperando o médico terminar de colocar o curativo em seu dedo e assim que terminou, saiu com Abel em direção à sala de aula. Os dois caminharam por um corredor e subitamente, Abel para de caminhar.
- Hey Misaki. Se importa de pegar um outro caminho até o laboratório?
- Hã? Tudo bem.
Abel e Misaki vão para o outro lado, um corredor um pouco mais vazio e que tinha um pequeno jardim no meio. Durante a caminhada, Abel começou a falar, olhando pra garota.
- Sabe, faz um tempo que venho te observando, e percebi que você é uma garota diferente das outras. Você não se preocupa com o que os outros pensam de você.
- Bom...eu tento ser eu mesma...por mais que os outros achem estranho.
- Muitas garotas vão atrás de mim, mas será que elas realmente gostam de mim? Ou é porque eu sou o menino mais popular da sala?
- Isso eu realmente não saberia responder...
- Resolvi mudar pra sua sala pra ver se alguma coisa mudava. Mas as meninas da sua turma também continuam com os mesmos olhares de interesseiras pra cima de mim. E eu confesso, isso é um tanto irritante.
- Imagino...
- Aí eu pensei se teria algo que eu poderia fazer pra mudar isso, e você veio na minha cabeça! Aí eu queria propor uma coisa.
- Hã...o que seria?
- Você aceita me ajudar com esse problema? Como faço pra ficar impopular?
- … o QUÊ?
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sexta-feira, 22 de agosto de 2014
Pepper & Donuts [Semana 22]
Autora: Adriana Yumi
- Sem capítulo esta semana -
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sexta-feira, 15 de agosto de 2014
Pepper & Donuts [Semana 21]
Autora: Adriana Yumi
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Pepper & Donuts [Semana 20]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 19 - Donuts 19: Dupla problemática
Capítulo 19 - Donuts 19: Dupla problemática
- Misaki e Nathan! - disse o professor.
- O quê?! Droga, caí justo com aquele chato!
- Eu estou ouvindo tudo, ô aspirador de bolachas.
Nathan aparece logo atrás de Misaki. O rapaz era a última pessoa com quem gostaria de realizar uma atividade de laboratório.
- E eu não retiro o que disse. Parece que seu passatempo é pegar no meu pé.
- Impressão sua. Pra não dar problema, que tal fingirmos ser bons colegas enquanto fazemos a atividade, aí depois você pode me xingar de tudo quanto é nome. Acertado?
Nathan oferece sua mão para Misaki. A garota parece recusar no início mas logo depois aperta a mão do rapaz.
- Hunf...por mim, tudo bem. Até porque preciso continuar com as boas notas em química mesmo...
- Bom saber disso, assim não tenho que pegar muito no seu pé então. Acho que só com as bolachas.
- Hey, e o tal acordo? Nada de provocações, seu metido!!
- Okay, já parei. Vamos começar o experimento?
Os alunos começaram a realizar a atividade proposta por Akihiko. Cada dupla ficou responsável por preparar os reagentes e pegar os equipamentos de vidraria necessários, e nesse meio-tempo, Misaki se impressionou com a habilidade de Nathan no manuseio e preparo dos reagentes.
- Hey, preste atenção!
- Ah! D-desculpe! Mas é que...bem....você tem bastante facilidade pra mexer com essas coisas, hein?
- Eu gosto de química desde criança e de vez em quando fazia alguns experimentos em casa. Nada muito perigoso e sofisticado também, mas me ajudou a saber como mexer com essas coisas.
- Entendi...então quer ser químico?
- Sim. Vou prestar vestibular pra química no final do ano. Bom, já estou no terceiro ano e meus pais já estão cobrando pra que curso, faculdade vou prestar...essas coisas.
Misaki percebeu que apesar das brincadeiras e deboches de Nathan, o rapaz possuía um lado maduro. Ele já estava a alguns passos na frente, pensando no futuro. A garota se sentiu um pouco deprimida por não saber que carreira seguir, ela gostava de números mas não sabia se fazer Engenharia ou Matemática seria a melhor opção. Seus pensamentos foram interrompidos por um grito, que veio do outro lado da bancada.
- Ahh!! Professor!! O Abel cortou o dedo!!
Todos os olhares da sala se voltaram para a dona da voz. A parceira de Abel não sabia o que fazer ao ver o dedo de Abel sangrando.
- Calma, o que aconteceu aqui?
- Professor, o béquer* escorregou da minha mão enquanto fui lavar e acho que um dos cacos pegou e cortou meu dedo.
- Deixe-me ver...por sorte o corte não foi muito profundo. Vou pedir que um dos alunos te leve até a enfermaria. Misaki, você pode acompanhar o Abel?
- Certo tio- digo, professor.
Misaki não soube explicar porque, mas sentiu faíscas de ódio saindo dos olhos de várias garotas enquanto saía do laboratório com Abel.
* béquer = vidraria de laboratório
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- O quê?! Droga, caí justo com aquele chato!
- Eu estou ouvindo tudo, ô aspirador de bolachas.
Nathan aparece logo atrás de Misaki. O rapaz era a última pessoa com quem gostaria de realizar uma atividade de laboratório.
- E eu não retiro o que disse. Parece que seu passatempo é pegar no meu pé.
- Impressão sua. Pra não dar problema, que tal fingirmos ser bons colegas enquanto fazemos a atividade, aí depois você pode me xingar de tudo quanto é nome. Acertado?
Nathan oferece sua mão para Misaki. A garota parece recusar no início mas logo depois aperta a mão do rapaz.
- Hunf...por mim, tudo bem. Até porque preciso continuar com as boas notas em química mesmo...
- Bom saber disso, assim não tenho que pegar muito no seu pé então. Acho que só com as bolachas.
- Hey, e o tal acordo? Nada de provocações, seu metido!!
- Okay, já parei. Vamos começar o experimento?
Os alunos começaram a realizar a atividade proposta por Akihiko. Cada dupla ficou responsável por preparar os reagentes e pegar os equipamentos de vidraria necessários, e nesse meio-tempo, Misaki se impressionou com a habilidade de Nathan no manuseio e preparo dos reagentes.
- Hey, preste atenção!
- Ah! D-desculpe! Mas é que...bem....você tem bastante facilidade pra mexer com essas coisas, hein?
- Eu gosto de química desde criança e de vez em quando fazia alguns experimentos em casa. Nada muito perigoso e sofisticado também, mas me ajudou a saber como mexer com essas coisas.
- Entendi...então quer ser químico?
- Sim. Vou prestar vestibular pra química no final do ano. Bom, já estou no terceiro ano e meus pais já estão cobrando pra que curso, faculdade vou prestar...essas coisas.
Misaki percebeu que apesar das brincadeiras e deboches de Nathan, o rapaz possuía um lado maduro. Ele já estava a alguns passos na frente, pensando no futuro. A garota se sentiu um pouco deprimida por não saber que carreira seguir, ela gostava de números mas não sabia se fazer Engenharia ou Matemática seria a melhor opção. Seus pensamentos foram interrompidos por um grito, que veio do outro lado da bancada.
- Ahh!! Professor!! O Abel cortou o dedo!!
Todos os olhares da sala se voltaram para a dona da voz. A parceira de Abel não sabia o que fazer ao ver o dedo de Abel sangrando.
- Calma, o que aconteceu aqui?
- Professor, o béquer* escorregou da minha mão enquanto fui lavar e acho que um dos cacos pegou e cortou meu dedo.
- Deixe-me ver...por sorte o corte não foi muito profundo. Vou pedir que um dos alunos te leve até a enfermaria. Misaki, você pode acompanhar o Abel?
- Certo tio- digo, professor.
Misaki não soube explicar porque, mas sentiu faíscas de ódio saindo dos olhos de várias garotas enquanto saía do laboratório com Abel.
* béquer = vidraria de laboratório
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semana 20
sexta-feira, 1 de agosto de 2014
Pepper & Donuts [Semana 19]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 18 - Donuts 18: O aluno transferido
Capítulo 18 - Donuts 18: O aluno transferido
Os alunos teriam uma aula no laboratório de química do colégio. O professor Akihiko, que era o responsável pela matéria, apareceu na frente do laboratório acompanhado de Abel, o mesmo rapaz que Misaki havia visto no outro dia.
- Bom dia pessoal! Antes de começar o experimento, tenho uma notícia pra dar a vocês. O Abel, aluno da outra turma, agora vai começar a frequentar as aulas com vocês. Espero que todos o recebam bem.
Misaki achou que era impressão sua, mas sentiu que Abel estava fitando-a enquanto o tio o apresentava para o resto da turma. Assim que terminou, o rapaz deu um sorriso e foi em sua direção.
- Hey, você é a garota de ontem. Coincidência você ser da mesma sala em que eu fui transferido, hein?
- Eer...pois é, hehe.
Misaki ficou sem graça e corou levemente, mas o bastante para Kelly, que estava do seu lado, perceber. Os alunos estavam agitados com a notícia, muitas garotas da sala admiravam Abel e deram gritinhos quando receberam a notícia. Levou um tempo para que Akihiko conseguisse acalmar os ânimos da turma.
- Okay, pessoal! Depois do intervalo vocês vão ter um tempo pra conversar com o Abel, agora vamos começar o experimento de hoje. Como vocês viram na aula de ontem, falamos sobre eletroquímica e potenciais de redução. O que vamos fazer agora é um experimento simples pra entender melhor esses conceitos. Como vocês são muitos e o laboratório aqui não é grande, não vai ter como cada um fazer o experimento individualmente, então vamos nos organizar em duplas, OK?
Os alunos começaram a se organizar em duplas após ouvirem as últimas palavras do professor. Misaki e Kelly se entreolharam, indicando que iriam fazer o experimento juntas. Porém, tal comoção durou pouco tempo.
- Epa, mas o que vocês estão fazendo? Eu disse pra organizar duplas, mas não são vocês que vão escolher!
- O quê?
- Eu vou escolher as duplas!
- Ah, não!
- E sem chiar! Já vou explicar aqui. Sei que muitos de vocês preferem fazer com algum amigo mais próximo esse tipo de coisa, mas quando forem pro mercado de trabalho, vão ter que suportar todo tipo de pessoas e isso inclui fazer trabalhos em grupo. Por isso vou aproveitar essa oportunidade pra que vocês treinem esse tipo de habilidade, vai ser muito útil pra vocês no futuro. Agora vamos lá, vou chamar as duplas e indicar seus lugares. Karen e Rodrigo...
Misaki faz uma cara de tacho e olha feio pro tio.
- Ahhh que chato! Queria fazer o experimento com a Kelly....
- Pelo jeito o seu tio vai fazer parzinho, espero não cair com nenhum menino chato.
- Kelly e Leonardo! - grita Akihiko.
- Ah, o Léo é gente boa. Deu sorte, Kelly!
- Vou lá com meu parceiro então! Boa sorte, Miki!
- Obrigada! Só espero não pegar o Nat-
- Misaki e Nathan!
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- Bom dia pessoal! Antes de começar o experimento, tenho uma notícia pra dar a vocês. O Abel, aluno da outra turma, agora vai começar a frequentar as aulas com vocês. Espero que todos o recebam bem.
Misaki achou que era impressão sua, mas sentiu que Abel estava fitando-a enquanto o tio o apresentava para o resto da turma. Assim que terminou, o rapaz deu um sorriso e foi em sua direção.
- Hey, você é a garota de ontem. Coincidência você ser da mesma sala em que eu fui transferido, hein?
- Eer...pois é, hehe.
Misaki ficou sem graça e corou levemente, mas o bastante para Kelly, que estava do seu lado, perceber. Os alunos estavam agitados com a notícia, muitas garotas da sala admiravam Abel e deram gritinhos quando receberam a notícia. Levou um tempo para que Akihiko conseguisse acalmar os ânimos da turma.
- Okay, pessoal! Depois do intervalo vocês vão ter um tempo pra conversar com o Abel, agora vamos começar o experimento de hoje. Como vocês viram na aula de ontem, falamos sobre eletroquímica e potenciais de redução. O que vamos fazer agora é um experimento simples pra entender melhor esses conceitos. Como vocês são muitos e o laboratório aqui não é grande, não vai ter como cada um fazer o experimento individualmente, então vamos nos organizar em duplas, OK?
Os alunos começaram a se organizar em duplas após ouvirem as últimas palavras do professor. Misaki e Kelly se entreolharam, indicando que iriam fazer o experimento juntas. Porém, tal comoção durou pouco tempo.
- Epa, mas o que vocês estão fazendo? Eu disse pra organizar duplas, mas não são vocês que vão escolher!
- O quê?
- Eu vou escolher as duplas!
- Ah, não!
- E sem chiar! Já vou explicar aqui. Sei que muitos de vocês preferem fazer com algum amigo mais próximo esse tipo de coisa, mas quando forem pro mercado de trabalho, vão ter que suportar todo tipo de pessoas e isso inclui fazer trabalhos em grupo. Por isso vou aproveitar essa oportunidade pra que vocês treinem esse tipo de habilidade, vai ser muito útil pra vocês no futuro. Agora vamos lá, vou chamar as duplas e indicar seus lugares. Karen e Rodrigo...
Misaki faz uma cara de tacho e olha feio pro tio.
- Ahhh que chato! Queria fazer o experimento com a Kelly....
- Pelo jeito o seu tio vai fazer parzinho, espero não cair com nenhum menino chato.
- Kelly e Leonardo! - grita Akihiko.
- Ah, o Léo é gente boa. Deu sorte, Kelly!
- Vou lá com meu parceiro então! Boa sorte, Miki!
- Obrigada! Só espero não pegar o Nat-
- Misaki e Nathan!
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sexta-feira, 25 de julho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 18]
Autora: Adriana Yumi
- Sem capítulo esta semana -
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sexta-feira, 18 de julho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 17]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 17 - Donuts 17: Perdão
Capítulo 17 - Donuts 17: Perdão
Misaki ouve um barulho de fechadura, em seguida a porta do quarto se abre. Depois disso, a garota só sentiu um vulto de cabelos vermelhos indo em sua direção, abraçando-a. A dona dos cabelos vermelhos, Aiko, não conseguia mais conter suas lágrimas naquele momento.
- Prima!! Eu...o-obrigada....
- Aiko!! Me...me desculpe....por todos esses anos...
Misaki não conseguiu conter a emoção, e lágrimas começaram a sair. As duas ficaram abraçadas no meio do corredor, porém sem perceber que havia uma terceira pessoa ali, que estava observando toda a cena. Era Masaki. O rapaz sorriu e voltou para seu quarto, ele sabia que agora era hora das duas garotas conversarem e resolver o problema de uma vez por todas. E foi isso que aconteceu. Misaki e Aiko passaram um bom tempo da noite conversando e resgatando a antiga amizade da infância. A noite passou, e a tensão que abrigava aquela casa também.
Masaki ficou responsável por preparar o café da manhã no dia seguinte. Enquanto fritava uma omelete, ouviu barulhos de passos constantes e um grito que pertencia à Misaki.
-Ah, essa não! Vou me atrasar!!
- Ué, acordando tarde, Miki? Ainda bem que o pai já foi pra faculdade, senão ia ser mais um sermão pra sua lista.
- Fiquei conversando com a Aiko até uma da manhã e depois lembrei que tinha que fazer uma tarefa pra hoje...vou indo! Como qualquer coisa no intervalo!
- Mas você vai aguentar ficar sem comer nada até as 10? Aqui, leva uns pacotes de bolacha pra ir comendo no meio do caminho.
- Ok...obrigada!! Fui!
Misaki saiu que nem um relâmpago em direção à estação de metrô, correndo apressada para pegar o primeiro trem que parasse na estação. Lá, encontrou além da multidão que normalmente ia pro trabalho ou escola naquele horário, Nathan, que estava esperando pelo próximo trem para embarcar.
- E aí. Vejo que pelo menos tá aprendendo a lição e comendo algo pra não desmaiar depois.
- Aff, você de novo?! O que é agora, perseguição?
- Não. Eu só moro aqui perto, nada de mais.
- Hunf, não vou deixar você estragar meu ótimo bom humor hoje!
- Pelo visto, você conseguiu resolver o problema que estava te perturbando, não?
- Hum? Ah, aquilo...
- Não é bom quando a gente tira esse peso nas costas? Resolver um problema parece que te dá mais motivação.
Misaki pensou que por um momento estava vendo coisas porque não havia dormido bem a noite anterior, mas logo percebeu que era real. Nathan lhe deu um sorriso.
- Ah, o metrô está vindo. Vamos entrar?
- S-sim!! Vamos.
Por uma questão de segundos, Misaki pensou que Nathan poderia ser uma boa pessoa, até ele começar a caçoar de seu enorme apetite ao comentar que aquele era o seu segundo pacote de bolachas.
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- Prima!! Eu...o-obrigada....
- Aiko!! Me...me desculpe....por todos esses anos...
Misaki não conseguiu conter a emoção, e lágrimas começaram a sair. As duas ficaram abraçadas no meio do corredor, porém sem perceber que havia uma terceira pessoa ali, que estava observando toda a cena. Era Masaki. O rapaz sorriu e voltou para seu quarto, ele sabia que agora era hora das duas garotas conversarem e resolver o problema de uma vez por todas. E foi isso que aconteceu. Misaki e Aiko passaram um bom tempo da noite conversando e resgatando a antiga amizade da infância. A noite passou, e a tensão que abrigava aquela casa também.
Masaki ficou responsável por preparar o café da manhã no dia seguinte. Enquanto fritava uma omelete, ouviu barulhos de passos constantes e um grito que pertencia à Misaki.
-Ah, essa não! Vou me atrasar!!
- Ué, acordando tarde, Miki? Ainda bem que o pai já foi pra faculdade, senão ia ser mais um sermão pra sua lista.
- Fiquei conversando com a Aiko até uma da manhã e depois lembrei que tinha que fazer uma tarefa pra hoje...vou indo! Como qualquer coisa no intervalo!
- Mas você vai aguentar ficar sem comer nada até as 10? Aqui, leva uns pacotes de bolacha pra ir comendo no meio do caminho.
- Ok...obrigada!! Fui!
Misaki saiu que nem um relâmpago em direção à estação de metrô, correndo apressada para pegar o primeiro trem que parasse na estação. Lá, encontrou além da multidão que normalmente ia pro trabalho ou escola naquele horário, Nathan, que estava esperando pelo próximo trem para embarcar.
- E aí. Vejo que pelo menos tá aprendendo a lição e comendo algo pra não desmaiar depois.
- Aff, você de novo?! O que é agora, perseguição?
- Não. Eu só moro aqui perto, nada de mais.
- Hunf, não vou deixar você estragar meu ótimo bom humor hoje!
- Pelo visto, você conseguiu resolver o problema que estava te perturbando, não?
- Hum? Ah, aquilo...
- Não é bom quando a gente tira esse peso nas costas? Resolver um problema parece que te dá mais motivação.
Misaki pensou que por um momento estava vendo coisas porque não havia dormido bem a noite anterior, mas logo percebeu que era real. Nathan lhe deu um sorriso.
- Ah, o metrô está vindo. Vamos entrar?
- S-sim!! Vamos.
Por uma questão de segundos, Misaki pensou que Nathan poderia ser uma boa pessoa, até ele começar a caçoar de seu enorme apetite ao comentar que aquele era o seu segundo pacote de bolachas.
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quinta-feira, 10 de julho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 16]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 16 - Donuts 16: Início
Capítulo 16 - Donuts 16: Início
Misaki e o irmão acabaram de voltar da padaria, onde puderam conversar com mais calma e a garota descansar sua mente. Ela estava precisando de um ânimo emocional, sempre que estava com algum problema na cabeça, Misaki recorria aos seus donuts favoritos. E dessa vez não foi diferente.
Ao chegarem em casa, a garota decidiu conversar com a prima e resolver as pendências do passado que tanto a atormentavam. Foi até o quarto das visitas e tentou bater na porta, mas não conseguiu. Ao invés disso, sentou-se no chão, atrás da porta, e começou a pensar em como iniciar a conversa com a prima. Misaki pensou em simplesmente começar com um “Olá, prima, podemos conversar?”, mas as palavras não saíam de seus lábios, apesar de estarem tão bem claras em sua mente. Pensou em dar um “Boa noite, prima!” meio animado, mas não achou que o momento seria adequado para isso. Mergulhada em tantos pensamentos, a garota impulsivamente bateu 3 vezes na porta.
- Hã? Tem alguém aí fora?
- Ah! Não tem ninguém!! Quer dizer, eu....
- …............................
Misaki não sabia o que fazer. Ela podia muito bem fingir que não era nada e ir embora, mas sentiu necessidade de ficar lá, custe o que custar, até conseguir conversar direito com a prima.
- Prima...eu acho que fui meio seca com você e queria conversar...bom, na verdade seria mais...pedir desculpas por ter agido de forma tão egoísta com você, er...não só agora mas também no passado, quando eu gritei com você e não respondia suas ligações ou cartas.
Misaki fez uma pausa pra esperar uma resposta da prima. Silêncio. Mesmo assim, continuou.
- Sabe, quando fui morar naquele ano com a vovó e o tio Akihiko, ela guardou todas as suas cartas de pedido de desculpa, mas nunca tive coragem pra ler. Elas estão guardadas comigo agora...sei que parece besteira, mas tenho medo de abri-las e ficar ainda mais mal por não ter reconsiderado naquela época e entendido a situação financeira dos tios. Eu meio que me arrependo daquelas coisas que disse a você mas por outro lado, tinha meu orgulho ferido. Não queria dar o braço a torcer.
Mais uma pausa e sem sinal de alguma resposta de Aiko. Misaki suspeitou que talvez a prima tenha ficado com raiva, resolveu ignorá-la e a deixou falar sozinha ali no corredor escuro.
- Tive dificuldade pra conviver sem você por perto, porque acabei perdendo a confiança em fazer novos amigos, com medo deles me abandonarem ou coisa assim. No fundamental, uma menina andava comigo só por causa das minhas notas. Assim que desconfiei da suposta “amizade” dela, parei de ajudá-la com exercícios. Não deu outra, ela começou a falar mal de mim pra todo mundo. Aí no ensino médio conheci a Kelly. Ela era meio desajeitada e todo mundo caçoava dela, um dia as meninas passaram dos limites e eu intervi. Acabamos nos tornando ótimas amigas desde então.
Misaki ouve um barulho de fechadura.
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Ao chegarem em casa, a garota decidiu conversar com a prima e resolver as pendências do passado que tanto a atormentavam. Foi até o quarto das visitas e tentou bater na porta, mas não conseguiu. Ao invés disso, sentou-se no chão, atrás da porta, e começou a pensar em como iniciar a conversa com a prima. Misaki pensou em simplesmente começar com um “Olá, prima, podemos conversar?”, mas as palavras não saíam de seus lábios, apesar de estarem tão bem claras em sua mente. Pensou em dar um “Boa noite, prima!” meio animado, mas não achou que o momento seria adequado para isso. Mergulhada em tantos pensamentos, a garota impulsivamente bateu 3 vezes na porta.
- Hã? Tem alguém aí fora?
- Ah! Não tem ninguém!! Quer dizer, eu....
- …............................
Misaki não sabia o que fazer. Ela podia muito bem fingir que não era nada e ir embora, mas sentiu necessidade de ficar lá, custe o que custar, até conseguir conversar direito com a prima.
- Prima...eu acho que fui meio seca com você e queria conversar...bom, na verdade seria mais...pedir desculpas por ter agido de forma tão egoísta com você, er...não só agora mas também no passado, quando eu gritei com você e não respondia suas ligações ou cartas.
Misaki fez uma pausa pra esperar uma resposta da prima. Silêncio. Mesmo assim, continuou.
- Sabe, quando fui morar naquele ano com a vovó e o tio Akihiko, ela guardou todas as suas cartas de pedido de desculpa, mas nunca tive coragem pra ler. Elas estão guardadas comigo agora...sei que parece besteira, mas tenho medo de abri-las e ficar ainda mais mal por não ter reconsiderado naquela época e entendido a situação financeira dos tios. Eu meio que me arrependo daquelas coisas que disse a você mas por outro lado, tinha meu orgulho ferido. Não queria dar o braço a torcer.
Mais uma pausa e sem sinal de alguma resposta de Aiko. Misaki suspeitou que talvez a prima tenha ficado com raiva, resolveu ignorá-la e a deixou falar sozinha ali no corredor escuro.
- Tive dificuldade pra conviver sem você por perto, porque acabei perdendo a confiança em fazer novos amigos, com medo deles me abandonarem ou coisa assim. No fundamental, uma menina andava comigo só por causa das minhas notas. Assim que desconfiei da suposta “amizade” dela, parei de ajudá-la com exercícios. Não deu outra, ela começou a falar mal de mim pra todo mundo. Aí no ensino médio conheci a Kelly. Ela era meio desajeitada e todo mundo caçoava dela, um dia as meninas passaram dos limites e eu intervi. Acabamos nos tornando ótimas amigas desde então.
Misaki ouve um barulho de fechadura.
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sexta-feira, 4 de julho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 15]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 15 - Donuts 15: Proteção
Capítulo 15 - Donuts 15: Proteção
Da cozinha onde Masaki e sua mãe estavam, dava-se pra ouvir os gritos de Misaki e do pai. A cada resposta que Misaki dava, vinha-se outra repreensão do pai. A discussão perdurou por mais alguns minutos, até que Masaki levantou-se abruptamente da cadeira.
- Não aguento mais!! Vou lá interferir!
- Filho!!
No mesmo momento, os gritos e toda a discussão pararam. Ouviu-se uma voz feminina, que não era de Misaki dessa vez. Era Aiko.
- Aiko!!
- Essa não, o que ela foi fazer lá...?
Masaki e a mãe correram para a sala, quando viram Aiko confrontando o pai de Misaki. Misaki estava logo atrás da garota, sem saber o que falar.
- Chega disso, tio!! Não percebe que a Miki está sofrendo? A culpa não foi dela, foi minha! Eu nunca devia ter voltado pra cá sem saber como a minha prima se sentia em relação a mim.
Aiko se virou e olhou para Miki.
- Miki, desculpa. Eu vou ver se fico na casa da vovó. Se eu soubesse que você ainda estava se sentindo mal por causa do que aconteceu quando eu fui embora, eu...nem teria aparecido.
Aiko dá um sorriso e sai da sala. Miki, que até o momento estava encarando a prima com uma expressão pálida, desabou no chão.
- Misaki, você vai ajudar sua mãe na cozinha e limpar a casa essa semana. Esse é seu castigo, entendido?
Misaki não respondeu. Estava muito abalada pelas palavras da prima para responder qualquer coisa. O pai virou-se e também saiu da sala, acompanhado pela mãe, que estava apreensiva. Masaki foi até a irmã e sentou-se perto dela.
- Miki, espero que tenha percebido o quanto a sua prima se importa com você. Mesmo depois de todo esse tempo, ela ainda consegue entender seus sentimentos. Isso já não é o bastante pra você voltar a conversar com ela?
Miki virou a cabeça para cima e o irmão lhe deu um sorriso. Em seguida, deu pequenos petelecos em sua cabeça.
- Ai!! Isso dói, Masaki!!
- Agora que você está melhor, que tal ir lá conversar com a Aiko, hein?
- ….não sei.
- Vamos lá, eu compro uns donuts pra você na padaria da esquina e depois você promete que vai resolver as coisas com ela?
- Okay. Masaki...
- O que foi?
- Obrigada. Eu fico sempre implicando com você mas no final é você que me salva das besteiras que faço...
- Bom, sou seu irmão. Sei que a gente ficou meio afastado durante um tempo, mas eu quero poder compensar aquele ano que você ficou morando com a vovó e o tio Akihiko. Além do mais, não fui quem te salvou hoje.
- Hã?
- Foi a Aiko. Que nem aquele dia lá no parque, não?
- Sim...verdade.
O coração de Misaki encheu-se de alegria ao lembrar-se do gesto da prima, há alguns minutos atrás. A turbulência havia cessado.
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- Não aguento mais!! Vou lá interferir!
- Filho!!
No mesmo momento, os gritos e toda a discussão pararam. Ouviu-se uma voz feminina, que não era de Misaki dessa vez. Era Aiko.
- Aiko!!
- Essa não, o que ela foi fazer lá...?
Masaki e a mãe correram para a sala, quando viram Aiko confrontando o pai de Misaki. Misaki estava logo atrás da garota, sem saber o que falar.
- Chega disso, tio!! Não percebe que a Miki está sofrendo? A culpa não foi dela, foi minha! Eu nunca devia ter voltado pra cá sem saber como a minha prima se sentia em relação a mim.
Aiko se virou e olhou para Miki.
- Miki, desculpa. Eu vou ver se fico na casa da vovó. Se eu soubesse que você ainda estava se sentindo mal por causa do que aconteceu quando eu fui embora, eu...nem teria aparecido.
Aiko dá um sorriso e sai da sala. Miki, que até o momento estava encarando a prima com uma expressão pálida, desabou no chão.
- Misaki, você vai ajudar sua mãe na cozinha e limpar a casa essa semana. Esse é seu castigo, entendido?
Misaki não respondeu. Estava muito abalada pelas palavras da prima para responder qualquer coisa. O pai virou-se e também saiu da sala, acompanhado pela mãe, que estava apreensiva. Masaki foi até a irmã e sentou-se perto dela.
- Miki, espero que tenha percebido o quanto a sua prima se importa com você. Mesmo depois de todo esse tempo, ela ainda consegue entender seus sentimentos. Isso já não é o bastante pra você voltar a conversar com ela?
Miki virou a cabeça para cima e o irmão lhe deu um sorriso. Em seguida, deu pequenos petelecos em sua cabeça.
- Ai!! Isso dói, Masaki!!
- Agora que você está melhor, que tal ir lá conversar com a Aiko, hein?
- ….não sei.
- Vamos lá, eu compro uns donuts pra você na padaria da esquina e depois você promete que vai resolver as coisas com ela?
- Okay. Masaki...
- O que foi?
- Obrigada. Eu fico sempre implicando com você mas no final é você que me salva das besteiras que faço...
- Bom, sou seu irmão. Sei que a gente ficou meio afastado durante um tempo, mas eu quero poder compensar aquele ano que você ficou morando com a vovó e o tio Akihiko. Além do mais, não fui quem te salvou hoje.
- Hã?
- Foi a Aiko. Que nem aquele dia lá no parque, não?
- Sim...verdade.
O coração de Misaki encheu-se de alegria ao lembrar-se do gesto da prima, há alguns minutos atrás. A turbulência havia cessado.
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sexta-feira, 27 de junho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 14]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 14 - Donuts 14: Confronto
Capítulo 14 - Donuts 14: Confronto
O pai de Misaki era professor universitário na mesma faculdade que Masaki estudava e às vezes conseguia voltar no horário de almoço para almoçar com a família. Misaki almoçou com a mãe e Aiko, que tentou em vão conversar com a garota durante a refeição. Porém, a garota de cabelos azuis ficou quieta o tempo todo, e após terminar sua refeição, trancou-se no quarto.
- Tenho tarefa pra entregar amanhã. Vou estudar no quarto.
- Tudo bem, filha...
Na verdade a garota nem tinha tanta coisa assim pra adiantar, mas não sentia-se a vontade em ficar junto da prima. Além disso, tinha o seu pai, que provavelmente iria lhe dar um sermão bem forte. Pensando nisso, Misaki ficou o dia todo jogando videogames e revendo as lutas do Mosqueteiro Rosa até que chegou o horário da conversa com o pai.
- Miki! O pai está esperando você lá na sala.
- Ok. Já tô indo.
Misaki saiu do quarto e encontrou seu pai a esperando, de pé, com um ar severo.
- Posso saber que comportamento mais mesquinho foi esse ontem?! Nós tínhamos visitas!
- Não estava bem ontem, só isso.
- Isso não é motivo pra ficar se escondendo no seu quarto!! Imagina se eu trago algum colega do trabalho aqui e você me faz isso, onde vou enfiar a cara? Vão achar que eu tenho uma esquisita em casa!
Depois da última frase que ouvira do pai, Misaki perdeu o controle.
- Se você vai ficar me xingando de “estranha”, “bicho do mato” e outras porcarias que você fala sempre que é pra ficar dando exemplo, então me dá logo a droga do castigo que eu vou lá quietinha fazer!!
- Escuta aqui, sua boca-suja. Não te eduquei pra você ficar falando assim comigo, tenha mais respeito com o seu pai!
- ME EDUCAR?! Hahahaha, ONDE?! Você praticamente me jogou de casa em casa quando era criança!! Primeiro foi com os tios da Aiko, aí depois foi com a vovó e o tio Akihiko e agora quer dar uma de pai bonzão, cobrando coisa que você DEVERIA ter feito?!
- Você ainda me deve respeito, entendeu mocinha? Quem paga a sua escola sou eu, quem paga a comida e as roupas que você veste sou eu. Exijo mais respeito de você sim! E enquanto você estiver morando sob esse teto, você vai estar sob as minhas regras!
- Grande porcaria essas regras se eu nunca tive um pai presente, diferente do Masaki que você mima até onde não pode né?
Masaki e a mãe estavam ouvindo os gritos da cozinha.
- Mãe, não é melhor a gente ir lá...? A Miki e o pai sempre discutem mas acho que dessa vez eles estão passando um pouco dos limites.
- Vamos esperar mais um pouco e depois vamos lá, filho...
Masaki ficou apreensivo, pois temia pelo rumo em que a discussão estava tomando.
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- Tenho tarefa pra entregar amanhã. Vou estudar no quarto.
- Tudo bem, filha...
Na verdade a garota nem tinha tanta coisa assim pra adiantar, mas não sentia-se a vontade em ficar junto da prima. Além disso, tinha o seu pai, que provavelmente iria lhe dar um sermão bem forte. Pensando nisso, Misaki ficou o dia todo jogando videogames e revendo as lutas do Mosqueteiro Rosa até que chegou o horário da conversa com o pai.
- Miki! O pai está esperando você lá na sala.
- Ok. Já tô indo.
Misaki saiu do quarto e encontrou seu pai a esperando, de pé, com um ar severo.
- Posso saber que comportamento mais mesquinho foi esse ontem?! Nós tínhamos visitas!
- Não estava bem ontem, só isso.
- Isso não é motivo pra ficar se escondendo no seu quarto!! Imagina se eu trago algum colega do trabalho aqui e você me faz isso, onde vou enfiar a cara? Vão achar que eu tenho uma esquisita em casa!
Depois da última frase que ouvira do pai, Misaki perdeu o controle.
- Se você vai ficar me xingando de “estranha”, “bicho do mato” e outras porcarias que você fala sempre que é pra ficar dando exemplo, então me dá logo a droga do castigo que eu vou lá quietinha fazer!!
- Escuta aqui, sua boca-suja. Não te eduquei pra você ficar falando assim comigo, tenha mais respeito com o seu pai!
- ME EDUCAR?! Hahahaha, ONDE?! Você praticamente me jogou de casa em casa quando era criança!! Primeiro foi com os tios da Aiko, aí depois foi com a vovó e o tio Akihiko e agora quer dar uma de pai bonzão, cobrando coisa que você DEVERIA ter feito?!
- Você ainda me deve respeito, entendeu mocinha? Quem paga a sua escola sou eu, quem paga a comida e as roupas que você veste sou eu. Exijo mais respeito de você sim! E enquanto você estiver morando sob esse teto, você vai estar sob as minhas regras!
- Grande porcaria essas regras se eu nunca tive um pai presente, diferente do Masaki que você mima até onde não pode né?
Masaki e a mãe estavam ouvindo os gritos da cozinha.
- Mãe, não é melhor a gente ir lá...? A Miki e o pai sempre discutem mas acho que dessa vez eles estão passando um pouco dos limites.
- Vamos esperar mais um pouco e depois vamos lá, filho...
Masaki ficou apreensivo, pois temia pelo rumo em que a discussão estava tomando.
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sexta-feira, 20 de junho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 13]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 13 - Donuts 13: Desabafo
Capítulo 13 - Donuts 13: Desabafo
Enquanto pensava, ainda sentada no banco do corredor, Misaki não pôde deixar de escorrer algumas lágrimas, principalmente ao se lembrar de todos os momentos felizes com que passara com a prima. Porém, seus pensamentos foram cortados por um grito que veio do final do corredor.
- Miki!! Aí está você!
Era Kelly. A amiga foi em direção ao banco aonde Miki sentou-se, e notando que a mesma enxugava rapidamente o rosto, perguntou com um quê de preocupação.
- A-aconteceu alguma coisa?
- Ah...não foi nada não...eu só lembrei de umas coisas meio chatas, haha...ah sim! Vamos comer alguma coisa antes que o intervalo acabe? Eu ia te contar sobre o problema lá em casa.
- Ahn...certo. Vamos!
Kelly acompanhou a amiga até a cantina do colégio. Ainda assim, ela continuava preocupada com Misaki, não era normal a garota demonstrar fraqueza em público. Desde que a conhecera, na sétima série, Misaki era daquele jeito: hiperativa, teimosa e sempre demonstrando uma personalidade forte e determinada para as pessoas. Mas no fundo, a amiga sabia que ela escondia uma outra face...a de uma menina frágil e sentimental. “Se a Misaki estava chorando no meio do corredor, em público é porque ela se lembrou de algo muito doloroso”, pensou Kelly. Neste momento, ela resolveu fazer o que sabia de melhor: animar a melhor amiga.
- Ei, Miki! Que tal irmos no shopping amanhã?
- Hum? Por que isso assim, de repente?
- Ué, não foi você que disse que tava querendo ir assistir um filme esses dias? E eu preciso comprar mais material. Aí vamos na loja de materiais de desenho e de lá pro shopping!
- Ah...ok, já entendi. Obrigada, Kelly! Desculpe se eu pareci meio depressiva essa manhã...
- Ora, todo mundo tem seus problemas, não é? Mas não é legal ficar depressiva sempre! Por isso, trate de contar o que aconteceu na sua casa ontem que desabafando você vai se sentir melhor!
Misaki contou à amiga sobre o ocorrido de ontem. Kelly apenas escutou e em seguida comentou algo parecido com o que o tio Akihiko havia conversado anteriormente: dar uma segunda chance à prima. A garota sabia que estava sendo teimosa, afinal era algo que aconteceu há tanto tempo, ela não tinha motivos pra não perdoar a prima. Porém, o que Misaki tinha de teimosa ela tinha de orgulhosa e por hora, preferiu se manter distante e ficar sem conversar com a prima, como fizera de manhã, antes de sair pro colégio. Sua maior preocupação naquele momento não era Aiko, e sim, seu pai. Ao chegar no apartamento, a mãe de Misaki estava esperando na sala.
- Filha, seu pai vai conversar com você assim que voltar do trabalho, lá pras sete da noite. Hoje ele não vai conseguir voltar pra almoçar, nem o Masaki. Ele vai ficar o dia todo na faculdade.
- Tudo bem, mãe.
- Vamos almoçar?
Misaki sentiu um alívio ao ver que o pai não estava.
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- Miki!! Aí está você!
Era Kelly. A amiga foi em direção ao banco aonde Miki sentou-se, e notando que a mesma enxugava rapidamente o rosto, perguntou com um quê de preocupação.
- A-aconteceu alguma coisa?
- Ah...não foi nada não...eu só lembrei de umas coisas meio chatas, haha...ah sim! Vamos comer alguma coisa antes que o intervalo acabe? Eu ia te contar sobre o problema lá em casa.
- Ahn...certo. Vamos!
Kelly acompanhou a amiga até a cantina do colégio. Ainda assim, ela continuava preocupada com Misaki, não era normal a garota demonstrar fraqueza em público. Desde que a conhecera, na sétima série, Misaki era daquele jeito: hiperativa, teimosa e sempre demonstrando uma personalidade forte e determinada para as pessoas. Mas no fundo, a amiga sabia que ela escondia uma outra face...a de uma menina frágil e sentimental. “Se a Misaki estava chorando no meio do corredor, em público é porque ela se lembrou de algo muito doloroso”, pensou Kelly. Neste momento, ela resolveu fazer o que sabia de melhor: animar a melhor amiga.
- Ei, Miki! Que tal irmos no shopping amanhã?
- Hum? Por que isso assim, de repente?
- Ué, não foi você que disse que tava querendo ir assistir um filme esses dias? E eu preciso comprar mais material. Aí vamos na loja de materiais de desenho e de lá pro shopping!
- Ah...ok, já entendi. Obrigada, Kelly! Desculpe se eu pareci meio depressiva essa manhã...
- Ora, todo mundo tem seus problemas, não é? Mas não é legal ficar depressiva sempre! Por isso, trate de contar o que aconteceu na sua casa ontem que desabafando você vai se sentir melhor!
Misaki contou à amiga sobre o ocorrido de ontem. Kelly apenas escutou e em seguida comentou algo parecido com o que o tio Akihiko havia conversado anteriormente: dar uma segunda chance à prima. A garota sabia que estava sendo teimosa, afinal era algo que aconteceu há tanto tempo, ela não tinha motivos pra não perdoar a prima. Porém, o que Misaki tinha de teimosa ela tinha de orgulhosa e por hora, preferiu se manter distante e ficar sem conversar com a prima, como fizera de manhã, antes de sair pro colégio. Sua maior preocupação naquele momento não era Aiko, e sim, seu pai. Ao chegar no apartamento, a mãe de Misaki estava esperando na sala.
- Filha, seu pai vai conversar com você assim que voltar do trabalho, lá pras sete da noite. Hoje ele não vai conseguir voltar pra almoçar, nem o Masaki. Ele vai ficar o dia todo na faculdade.
- Tudo bem, mãe.
- Vamos almoçar?
Misaki sentiu um alívio ao ver que o pai não estava.
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 12]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 12 - Donuts 12: Adeus
Capítulo 12 - Donuts 12: Adeus
Os pais de Aiko assustaram assim que viram a garota parada, de pé, com uma expressão confusa.
- Ah...na verdade ainda não é certeza, querida...Por que não vai dormir?
- Isso mesmo! Nós também já vamos dormir.
- Mas...eu não quero ficar longe da Miki.
Aiko mudou a sua expressão de confusa para triste e seus pais não sabiam o que falar pra garota. A mãe apenas colocou sua mão no ombro da filha e a levou para seu quarto, em silêncio. Alguns dias se passaram e os pais de Aiko evitaram comentar sobre qualquer coisa relacionada ao que a garota ouviu naquela noite.
Após quatro meses vivendo com as economias da poupança e com um dinheiro emprestado dos pais de Misaki, os pais de Aiko resolveram recorrer ao último recurso: tentar a vida no outro lado do mundo, no “país do sol nascente”. Misaki iria morar com os avós e com seu tio Akihiko, já que o pai ainda achava a garota uma distração para seu filho mais velho. A notícia sobre a mudança repentina dos tios e da prima para o Japão chocou a garota. Desde aquela noite em que ouviu parte da conversa dos pais, Aiko não comentou nada com a prima, pois achava que os pais não iriam tomar uma decisão tão drástica assim.
- Japão?! Mas por quê?
- O pai e a mãe disseram que não tem jeito...que as contas estão aumentando e nenhum emprego aceita meu pai por causa da idade dele.
- E se você ficar aqui? Você pode ficar na casa dos avós, não pode, Aiko?!
- N-não sei...escuta, Miki...
- Huh?
- E-eu não queria esconder isso de você, mas...eu meio que...já sabia desse negócio de ir pro Japão...
- ...como?
- Quando meu pai foi demitido, eu ouvi ele e a minha mãe falando de ir pro Japão e tal, mas não achei que eles fossem levar isso a sério...
- O que? Você já sabia disso e não me contou?!
- Eu achei que não era nada...essa notícia deles me pegou de surpresa também...
- Nós prometemos não esconder nada uma da outra, não é? Sua mentirosa!!
- Espera, Miki!
- É melhor que você vá embora mesmo!
- Miki!!
Depois da discussão, Misaki juntou todas as suas roupas e pertences e pediu aos tios que a levassem pra casa dos avós. Sim, era um gesto mesquinho e precipitado mas a garota não ligava, por dentro sentiu como se tivesse levado uma apunhalada no coração. Promessa era algo que a garota valorizava e levava a sério. Aiko tentou conversar com Misaki várias vezes, mas a garota não respondia as ligações e não queria conversar com a prima. Uma semana depois, ela e os pais foram pro Japão.
As memórias de Misaki a respeito de Aiko pararam ali.
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- Ah...na verdade ainda não é certeza, querida...Por que não vai dormir?
- Isso mesmo! Nós também já vamos dormir.
- Mas...eu não quero ficar longe da Miki.
Aiko mudou a sua expressão de confusa para triste e seus pais não sabiam o que falar pra garota. A mãe apenas colocou sua mão no ombro da filha e a levou para seu quarto, em silêncio. Alguns dias se passaram e os pais de Aiko evitaram comentar sobre qualquer coisa relacionada ao que a garota ouviu naquela noite.
Após quatro meses vivendo com as economias da poupança e com um dinheiro emprestado dos pais de Misaki, os pais de Aiko resolveram recorrer ao último recurso: tentar a vida no outro lado do mundo, no “país do sol nascente”. Misaki iria morar com os avós e com seu tio Akihiko, já que o pai ainda achava a garota uma distração para seu filho mais velho. A notícia sobre a mudança repentina dos tios e da prima para o Japão chocou a garota. Desde aquela noite em que ouviu parte da conversa dos pais, Aiko não comentou nada com a prima, pois achava que os pais não iriam tomar uma decisão tão drástica assim.
- Japão?! Mas por quê?
- O pai e a mãe disseram que não tem jeito...que as contas estão aumentando e nenhum emprego aceita meu pai por causa da idade dele.
- E se você ficar aqui? Você pode ficar na casa dos avós, não pode, Aiko?!
- N-não sei...escuta, Miki...
- Huh?
- E-eu não queria esconder isso de você, mas...eu meio que...já sabia desse negócio de ir pro Japão...
- ...como?
- Quando meu pai foi demitido, eu ouvi ele e a minha mãe falando de ir pro Japão e tal, mas não achei que eles fossem levar isso a sério...
- O que? Você já sabia disso e não me contou?!
- Eu achei que não era nada...essa notícia deles me pegou de surpresa também...
- Nós prometemos não esconder nada uma da outra, não é? Sua mentirosa!!
- Espera, Miki!
- É melhor que você vá embora mesmo!
- Miki!!
Depois da discussão, Misaki juntou todas as suas roupas e pertences e pediu aos tios que a levassem pra casa dos avós. Sim, era um gesto mesquinho e precipitado mas a garota não ligava, por dentro sentiu como se tivesse levado uma apunhalada no coração. Promessa era algo que a garota valorizava e levava a sério. Aiko tentou conversar com Misaki várias vezes, mas a garota não respondia as ligações e não queria conversar com a prima. Uma semana depois, ela e os pais foram pro Japão.
As memórias de Misaki a respeito de Aiko pararam ali.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014
Pepper & Donuts [Semana 11]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 11 - Donuts 11: Sorriso
Capítulo 11 - Donuts 11: Sorriso
Misaki petrificou.
Não conseguiu se mover, apenas seus olhos cheios de medo pareciam ter vida naquele momento. Ela queria fazer algo, fugir, gritar, pedir por socorro, fazer qualquer coisa, mas seus membros não obedeciam. O rapaz avançou em direção à Misaki, mas antes que pudesse fazer qualquer mal à garota, notou um barulho vindo de trás. Era Aiko.
- Saiam de perto dela ou eu começo a gritar tão alto que todo mundo vai vir aqui!!
- Ih sujou! Vamos embora!
- Deixa a piveta aí, cara! Vamos vazar antes que a coisa fique feia!
- Aff, se safou menina. Vamos embora então!!
Os arruaceiros saem correndo, deixando o parque. Diante da comoção de Aiko, alguns curiosos, que estavam ali no parque de passagem, observam o ocorrido, mas percebendo que não era nada grave, voltaram a caminhar ou a continuar seus afazeres. Misaki baixou a cabeça e passado o susto, sentiu suas mãos trêmulas, porém não largava das correntes que estavam presas ao banquinho, ao invés disso, as apertava com mais força. O vento balançava espontaneamente o balanço onde estava sentada, como se quisesse confortá-la. Aiko se aproxima da garota e lhe dá um sorriso.
- Miki, até quando você vai fazer essa cara? Vamos brincar!!
Ao notar as palavras e o sorriso de Aiko, Misaki sentiu seu mundo ganhando uma nova cor. Aquela garota tímida e fria estava com um sorriso radiante, um sorriso que abria e aquecia o coração da pessoa mais depressiva do mundo.
- Vamos sim!!
Misaki se levanta do balanço e as duas garotas vão brincar no parquinho até tarde da noite, fazendo os pais de Aiko irem até lá procurar por elas. Apesar da bronca que as meninas levaram por ficarem fora de casa até tão tarde, após esse incidente a amizade das duas cresceu. Elas compartilhavam quase tudo juntas, iam para a mesma escola, conversavam e brincavam bastante, de forma que ambas resolveram fazer uma promessa: a de nunca se separarem. Como prova da promessa, Misaki fez duas pulseiras coloridas, uma pra ela e outra pra Aiko, onde ambas usavam pra tudo quanto era lugar. Elas não sabiam, porém, que os pais de Aiko estavam sofrendo com as despesas da casa, que aumentavam a cada mês que passava. E a gota d'água veio num dia chuvoso de inverno.
- Não acredito!! Por que eles te demitiram, querido?!
- Disseram que era corte de funcionários...como eu era o mais novo, fui um dos primeiros a sair...eu e mais uns 10 de lá foram demitidos, praticamente.
- E agora, como vamos fazer pra criar duas meninas? Tudo bem que estão enviando dinheiro pra custear as despesas da Misaki, mas mesmo assim...
- Já faz um tempo que estava pensando...pode parecer loucura, mas...
- O que foi?
- Por que não tentamos algo no Japão?
- No Japão...?
- Japão? Eu vou ter que ir embora...?
Aiko ouve sem querer a conversa.
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Não conseguiu se mover, apenas seus olhos cheios de medo pareciam ter vida naquele momento. Ela queria fazer algo, fugir, gritar, pedir por socorro, fazer qualquer coisa, mas seus membros não obedeciam. O rapaz avançou em direção à Misaki, mas antes que pudesse fazer qualquer mal à garota, notou um barulho vindo de trás. Era Aiko.
- Saiam de perto dela ou eu começo a gritar tão alto que todo mundo vai vir aqui!!
- Ih sujou! Vamos embora!
- Deixa a piveta aí, cara! Vamos vazar antes que a coisa fique feia!
- Aff, se safou menina. Vamos embora então!!
Os arruaceiros saem correndo, deixando o parque. Diante da comoção de Aiko, alguns curiosos, que estavam ali no parque de passagem, observam o ocorrido, mas percebendo que não era nada grave, voltaram a caminhar ou a continuar seus afazeres. Misaki baixou a cabeça e passado o susto, sentiu suas mãos trêmulas, porém não largava das correntes que estavam presas ao banquinho, ao invés disso, as apertava com mais força. O vento balançava espontaneamente o balanço onde estava sentada, como se quisesse confortá-la. Aiko se aproxima da garota e lhe dá um sorriso.
- Miki, até quando você vai fazer essa cara? Vamos brincar!!
Ao notar as palavras e o sorriso de Aiko, Misaki sentiu seu mundo ganhando uma nova cor. Aquela garota tímida e fria estava com um sorriso radiante, um sorriso que abria e aquecia o coração da pessoa mais depressiva do mundo.
- Vamos sim!!
Misaki se levanta do balanço e as duas garotas vão brincar no parquinho até tarde da noite, fazendo os pais de Aiko irem até lá procurar por elas. Apesar da bronca que as meninas levaram por ficarem fora de casa até tão tarde, após esse incidente a amizade das duas cresceu. Elas compartilhavam quase tudo juntas, iam para a mesma escola, conversavam e brincavam bastante, de forma que ambas resolveram fazer uma promessa: a de nunca se separarem. Como prova da promessa, Misaki fez duas pulseiras coloridas, uma pra ela e outra pra Aiko, onde ambas usavam pra tudo quanto era lugar. Elas não sabiam, porém, que os pais de Aiko estavam sofrendo com as despesas da casa, que aumentavam a cada mês que passava. E a gota d'água veio num dia chuvoso de inverno.
- Não acredito!! Por que eles te demitiram, querido?!
- Disseram que era corte de funcionários...como eu era o mais novo, fui um dos primeiros a sair...eu e mais uns 10 de lá foram demitidos, praticamente.
- E agora, como vamos fazer pra criar duas meninas? Tudo bem que estão enviando dinheiro pra custear as despesas da Misaki, mas mesmo assim...
- Já faz um tempo que estava pensando...pode parecer loucura, mas...
- O que foi?
- Por que não tentamos algo no Japão?
- No Japão...?
- Japão? Eu vou ter que ir embora...?
Aiko ouve sem querer a conversa.
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sexta-feira, 30 de maio de 2014
Pepper & Donuts [Semana 10]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 10 - Donuts 10: Um novo lar
Capítulo 10 - Donuts 10: Um novo lar
- A partir de hoje, você vai ficar sob os cuidados da sua tia, Misaki.
O pai de Misaki era muito rígido com a educação do seu filho mais velho, Masaki. Ao perceber que suas notas estavam caindo, ele decidiu deixar Misaki sob os cuidados dos pais daquela que seria sua primeira amiga, Aiko. Misaki, que até o momento estava acostumada com o irmão, não recebeu a notícia muito bem.
- Buááááá´! Quero ir embora!! Quero ver meu irmão!
- Calma, Miki! Venha aqui, vamos ver TV, tá passando um desenho muito legal! E tem a sua priminha pra brincar também!
- Não quero! Eu quero o meu irmão!!
Os tios de Misaki tentavam a todo custo acostumar a sobrinha na sua nova rotina, mas ainda sofriam com a constante choradeira da garota e a falta que sentia do irmão mais velho. Outro fator que acabava dificultando era a própria filha, Aiko. A garota era bastante tímida e raramente saia do seu quarto. Durante as primeiras semanas, ela e Misaki quase não se falavam. Essa rotina persistiu por mais algumas semanas, até que Misaki começou a acostumar a conviver com os tios, e aos poucos os berros e a choradeira cessaram. Um dia, Misaki resolveu ir ao parquinho para brincar um pouco.
- Tios, vou sair pra brincar lá no parquinho.
- Ah, você vai ao parquinho, Miki? Leve a Aiko junto.
Aiko estava lendo um livro em seu quarto e não pareceu muito interessada em ir com a prima, mas após uma série de insistências dos pais, a garota foi junto. Misaki pensou em convidar a prima para brincar no balanço, mas ao notar que ela estava levando em sua mochila um livro, achou melhor ir brincar sozinha.
- Ahn...eu vou brincar lá no balanço...tá?
-...tá bom.
Naquele momento, Misaki sentiu um aperto no coração. Apesar de sempre brincar sozinha no parque, era a primeira vez que ela vinha com alguém que não fosse seu irmão. Ao pensar no irmão, a garota logo sentiu falta dele e começou a pensar no que ele estaria fazendo naquele momento. Porém, seus pensamentos foram interrompidos por um grupo de baderneiros que estavam falando alto perto do balanço.
- Hahaha! Aí eu falei pra aquele velho idiota o seguinte...
- Ih, tá vindo uma pirralha aí!
Misaki queria brincar no balanço. Ela andou em direção ao balanço mais afastado do grupo que estava falando alto e ficou ali quieta, balançando seu corpo levemente.
- Ô pirralha, cê não tem mais o que fazer, não?
- Ei, deixa ela brincar aí! Ela não tá fazendo nada mesmo.
- É que não tô gostando do jeito que ela tá me olhando...
Misaki não gostou da atitude daqueles homens, e começou a encará-los friamente, como se estivesse dizendo pra eles “caiam fora”. Um dos arruaceiros perdeu a paciência e foi em direção ao balanço onde estava a garota.
- Agora você vai ver, sua fedelha!!
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O pai de Misaki era muito rígido com a educação do seu filho mais velho, Masaki. Ao perceber que suas notas estavam caindo, ele decidiu deixar Misaki sob os cuidados dos pais daquela que seria sua primeira amiga, Aiko. Misaki, que até o momento estava acostumada com o irmão, não recebeu a notícia muito bem.
- Buááááá´! Quero ir embora!! Quero ver meu irmão!
- Calma, Miki! Venha aqui, vamos ver TV, tá passando um desenho muito legal! E tem a sua priminha pra brincar também!
- Não quero! Eu quero o meu irmão!!
Os tios de Misaki tentavam a todo custo acostumar a sobrinha na sua nova rotina, mas ainda sofriam com a constante choradeira da garota e a falta que sentia do irmão mais velho. Outro fator que acabava dificultando era a própria filha, Aiko. A garota era bastante tímida e raramente saia do seu quarto. Durante as primeiras semanas, ela e Misaki quase não se falavam. Essa rotina persistiu por mais algumas semanas, até que Misaki começou a acostumar a conviver com os tios, e aos poucos os berros e a choradeira cessaram. Um dia, Misaki resolveu ir ao parquinho para brincar um pouco.
- Tios, vou sair pra brincar lá no parquinho.
- Ah, você vai ao parquinho, Miki? Leve a Aiko junto.
Aiko estava lendo um livro em seu quarto e não pareceu muito interessada em ir com a prima, mas após uma série de insistências dos pais, a garota foi junto. Misaki pensou em convidar a prima para brincar no balanço, mas ao notar que ela estava levando em sua mochila um livro, achou melhor ir brincar sozinha.
- Ahn...eu vou brincar lá no balanço...tá?
-...tá bom.
Naquele momento, Misaki sentiu um aperto no coração. Apesar de sempre brincar sozinha no parque, era a primeira vez que ela vinha com alguém que não fosse seu irmão. Ao pensar no irmão, a garota logo sentiu falta dele e começou a pensar no que ele estaria fazendo naquele momento. Porém, seus pensamentos foram interrompidos por um grupo de baderneiros que estavam falando alto perto do balanço.
- Hahaha! Aí eu falei pra aquele velho idiota o seguinte...
- Ih, tá vindo uma pirralha aí!
Misaki queria brincar no balanço. Ela andou em direção ao balanço mais afastado do grupo que estava falando alto e ficou ali quieta, balançando seu corpo levemente.
- Ô pirralha, cê não tem mais o que fazer, não?
- Ei, deixa ela brincar aí! Ela não tá fazendo nada mesmo.
- É que não tô gostando do jeito que ela tá me olhando...
Misaki não gostou da atitude daqueles homens, e começou a encará-los friamente, como se estivesse dizendo pra eles “caiam fora”. Um dos arruaceiros perdeu a paciência e foi em direção ao balanço onde estava a garota.
- Agora você vai ver, sua fedelha!!
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sexta-feira, 23 de maio de 2014
Pepper & Donuts [Semana 09]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 09 - Donuts 9: Encontro inesperado
Capítulo 09 - Donuts 9: Encontro inesperado
A garota queria acreditar nas palavras do tio, mas uma ponta de dúvida brotava em seu coração ao se lembrar do passado. Assim que olhou pro fim do corredor, notou uma silhueta familiar parada, encostada em uma das paredes, como se estivesse esperando-a. Era Nathan.
- E aí. Comeu muito?
Misaki não respondeu à pergunta de Nathan. Ao invés disso, andou silenciosamente até o rapaz e de repente, deu-lhe um chute nas pernas, fazendo Nathan cair no chão.
- AI, MINHAS PERNAS! SUA MALUCA!
- Isso é pelo papelão de hoje de manhã! Seu idiota retardado!!! O que você tem na cabeça?! Um cérebro de minhoca?
- Mas qual é?! Você tava quase caindo no meio da rua hoje de manhã! Tá fazendo dieta pra emagrecer, por acaso?
- Claro que não! Eu só estava com alguns problemas em casa, okay?
- Mesmo estando com problemas, não é bom ficar de barriga vazia. Não presta atenção nas aulas de biologia, não?
- Não gosto de biologia. E não sei por que estou perdendo meu tempo discutindo com você, a Kelly deve estar me esperando.
Misaki virou as costas e estava se preparando para ir embora antes que perdesse ainda mais a calma, mas ao dar o primeiro passo, ouviu a voz de Nathan.
- Se não puder resolver os problemas de imediato então tente não pensar neles. Ou senão essa sua preocupação vai te consumir e você não vai conseguir fazer nada enquanto não lidar com isso.
- ...isso era pra ser um conselho?
- Isso é um conselho. Você é lerda mesmo...enfim, fui. E obrigado pelo chute nas minhas pernas.
Misaki observou Nathan levantar-se e caminhar em direção ao pátio. A garota tentou pedir desculpas pelo chute e agradecer pela preocupação, mas seu orgulho falou mais alto e apenas observou a silhueta do rapaz desaparecer à medida que ele se afastava dela. Realmente Nathan tinha razão nesse ponto, ela precisava enfrentar os problemas antes que isso a afetasse demais. Porém, Misaki não sabia como enfrentar tudo isso.
Ao invés de encontrar-se com sua amiga Kelly, a garota preferiu sentar num dos bancos que havia ali no corredor. Fechou os olhos e começou a relembrar certas coisas do seu passado.
Como tudo realmente começou.
Era verão e estava bem quente. A maioria das crianças aproveitava que as férias escolares começaram para brincar na rua, ou num parquinho que havia perto da casa onde Misaki morava na época. As crianças que brincavam no parque tinham um certo receio de Misaki, pois ela sempre mantinha uma expressão séria no rosto, e por isso não conseguia fazer amigos. Mas ela não ligava. “Tenho meu irmão pra brincar comigo todos os dias!”, pensava a garota.
Masaki tinha 13 anos na época. Como os pais trabalhavam, o garoto cuidava de Misaki após a escola. Além disso, também cozinhava, brincava e ajudava a irmã nos estudos.
E essa rotina se seguiu nos próximos dias. Até que algo aconteceu.
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- E aí. Comeu muito?
Misaki não respondeu à pergunta de Nathan. Ao invés disso, andou silenciosamente até o rapaz e de repente, deu-lhe um chute nas pernas, fazendo Nathan cair no chão.
- AI, MINHAS PERNAS! SUA MALUCA!
- Isso é pelo papelão de hoje de manhã! Seu idiota retardado!!! O que você tem na cabeça?! Um cérebro de minhoca?
- Mas qual é?! Você tava quase caindo no meio da rua hoje de manhã! Tá fazendo dieta pra emagrecer, por acaso?
- Claro que não! Eu só estava com alguns problemas em casa, okay?
- Mesmo estando com problemas, não é bom ficar de barriga vazia. Não presta atenção nas aulas de biologia, não?
- Não gosto de biologia. E não sei por que estou perdendo meu tempo discutindo com você, a Kelly deve estar me esperando.
Misaki virou as costas e estava se preparando para ir embora antes que perdesse ainda mais a calma, mas ao dar o primeiro passo, ouviu a voz de Nathan.
- Se não puder resolver os problemas de imediato então tente não pensar neles. Ou senão essa sua preocupação vai te consumir e você não vai conseguir fazer nada enquanto não lidar com isso.
- ...isso era pra ser um conselho?
- Isso é um conselho. Você é lerda mesmo...enfim, fui. E obrigado pelo chute nas minhas pernas.
Misaki observou Nathan levantar-se e caminhar em direção ao pátio. A garota tentou pedir desculpas pelo chute e agradecer pela preocupação, mas seu orgulho falou mais alto e apenas observou a silhueta do rapaz desaparecer à medida que ele se afastava dela. Realmente Nathan tinha razão nesse ponto, ela precisava enfrentar os problemas antes que isso a afetasse demais. Porém, Misaki não sabia como enfrentar tudo isso.
Ao invés de encontrar-se com sua amiga Kelly, a garota preferiu sentar num dos bancos que havia ali no corredor. Fechou os olhos e começou a relembrar certas coisas do seu passado.
Como tudo realmente começou.
Era verão e estava bem quente. A maioria das crianças aproveitava que as férias escolares começaram para brincar na rua, ou num parquinho que havia perto da casa onde Misaki morava na época. As crianças que brincavam no parque tinham um certo receio de Misaki, pois ela sempre mantinha uma expressão séria no rosto, e por isso não conseguia fazer amigos. Mas ela não ligava. “Tenho meu irmão pra brincar comigo todos os dias!”, pensava a garota.
Masaki tinha 13 anos na época. Como os pais trabalhavam, o garoto cuidava de Misaki após a escola. Além disso, também cozinhava, brincava e ajudava a irmã nos estudos.
E essa rotina se seguiu nos próximos dias. Até que algo aconteceu.
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sexta-feira, 16 de maio de 2014
Pepper & Donuts [Semana 08]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 08 - Donuts 8: Mudança
Capítulo 08 - Donuts 8: Mudança
O garoto que estava na porta na sala dos professores impressionou Misaki. Era alto, tinha cabelos cinza-prateados e olhos claros. Parecia um príncipe. A garota ficou encantada com a beleza e elegância do rapaz, até que se lembrou que era o garoto mais popular da outra sala, o qual sua amiga Kelly havia comentado uma vez. Akihiko levantou-se e foi em direção ao rapaz.
- Então, Abel. Ela está ocupada resolvendo umas burocracias do colégio. Se for muito urgente, eu a aviso pra vir te atender.
- Ah, era só pra tratar sobre a mudança de sala. Cheguei a conversar com ela ontem, mas eu queria saber se seria mesmo possível já que estamos no meio do semestre...
- Mudança de sala? Por quê? Aconteceu algo pra você querer sair da sala B?
- Ahn....bom, eu não gostaria de ter que comentar com o professor, mas...me sinto um pouco incomodado na sala.
- Ahh, entendi. Por causa das garotas?
- Er...sim.
- Bom, você sabe que mudando de sala não vai ajudar muito a resolver seu problema de popularidade, não é? Mas enfim, quem vai decidir isso é a diretora, não eu.
- Hehe, sei bem disso, professor. Enfim, outra hora eu converso com a diretora. E desculpe interromper a conversa.
Antes de sair da sala, Abel fitou Misaki e lhe deu um sorriso, que deixou a garota constrangida. Era a primeira vez que alguém dava um sorriso são formoso e gentil que Misaki não soube como responder. Akihiko notou a garota corar levemente, enquanto observava o príncipe ir em direção aos corredores, cercado novamente por suas admiradoras.
- Não vá se apaixonar por ele você também, hein? O Abel já tem uma fila imensa de garotas atrás dele.
- Ah! Claro que não, tio! Você acha que eu ligo pra essas coisas?!
- Garotas da sua idade gostam desse tipo de coisa...
- Hunf, mas eu não sou como elas e tô muito bem sem namorado nenhum, já vi o Masaki ter dor de cabeça com a ex-namorada dele ano passado e foi um saco.
Akihiko ri, como se tivesse previsto que a garota iria dizer aquilo. O rapaz volta a sentar-se na cadeira e substitui o ar descontraído pelo semblante sério que demonstrava antes de Abel interromper a conversa.
- Mas voltando ao assunto que ainda não acabei...Misaki, você sabe que me preocupo com você tanto quanto seus pais e seu irmão, não é? Afinal, você morou comigo um bom tempo, então é como se você fosse minha irmã na prática, apesar de sermos tio e sobrinha. Sei que meu irmão...digo, seu pai, é muito rígido com você, então qualquer problema, venha me procurar. Okay?
- Certo, tio...
- E por favor, reconsidere fazer as pazes com a Aiko.
- Vou pensar no caso...
Misaki deixou a sala dos professores com um misto de tristeza e indecisão.
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- Então, Abel. Ela está ocupada resolvendo umas burocracias do colégio. Se for muito urgente, eu a aviso pra vir te atender.
- Ah, era só pra tratar sobre a mudança de sala. Cheguei a conversar com ela ontem, mas eu queria saber se seria mesmo possível já que estamos no meio do semestre...
- Mudança de sala? Por quê? Aconteceu algo pra você querer sair da sala B?
- Ahn....bom, eu não gostaria de ter que comentar com o professor, mas...me sinto um pouco incomodado na sala.
- Ahh, entendi. Por causa das garotas?
- Er...sim.
- Bom, você sabe que mudando de sala não vai ajudar muito a resolver seu problema de popularidade, não é? Mas enfim, quem vai decidir isso é a diretora, não eu.
- Hehe, sei bem disso, professor. Enfim, outra hora eu converso com a diretora. E desculpe interromper a conversa.
Antes de sair da sala, Abel fitou Misaki e lhe deu um sorriso, que deixou a garota constrangida. Era a primeira vez que alguém dava um sorriso são formoso e gentil que Misaki não soube como responder. Akihiko notou a garota corar levemente, enquanto observava o príncipe ir em direção aos corredores, cercado novamente por suas admiradoras.
- Não vá se apaixonar por ele você também, hein? O Abel já tem uma fila imensa de garotas atrás dele.
- Ah! Claro que não, tio! Você acha que eu ligo pra essas coisas?!
- Garotas da sua idade gostam desse tipo de coisa...
- Hunf, mas eu não sou como elas e tô muito bem sem namorado nenhum, já vi o Masaki ter dor de cabeça com a ex-namorada dele ano passado e foi um saco.
Akihiko ri, como se tivesse previsto que a garota iria dizer aquilo. O rapaz volta a sentar-se na cadeira e substitui o ar descontraído pelo semblante sério que demonstrava antes de Abel interromper a conversa.
- Mas voltando ao assunto que ainda não acabei...Misaki, você sabe que me preocupo com você tanto quanto seus pais e seu irmão, não é? Afinal, você morou comigo um bom tempo, então é como se você fosse minha irmã na prática, apesar de sermos tio e sobrinha. Sei que meu irmão...digo, seu pai, é muito rígido com você, então qualquer problema, venha me procurar. Okay?
- Certo, tio...
- E por favor, reconsidere fazer as pazes com a Aiko.
- Vou pensar no caso...
Misaki deixou a sala dos professores com um misto de tristeza e indecisão.
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semana 08
sexta-feira, 9 de maio de 2014
Pepper & Donuts [Semana 07]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 07 - Donuts 7: Segunda chance
Capítulo 07 - Donuts 7: Segunda chance
Misaki encontrou-se com Akihito, na sala dos professores, depois que as aulas no primeiro período da manhã terminaram. O professor ofereceu um misto quente para Misaki antes de iniciar a conversa com a garota.
- Miki, pegue isso. Fiquei sabendo do aluno novo, o Nathan, que você estava com fome essa manhã.
- Ah, não precisava, tio...
Os pensamentos interiores de Misaki queriam a todo custo esganar Nathan e sua língua afiada. Antes que pudesse pensar em mais maneiras de se vingar do garoto, o tio sentou-se numa das poltronas e iniciou a conversa, com um ar bastante sério.
- Fiquei sabendo que a Aiko vai morar na sua casa.
- Sim...minha mãe contou pra mim ontem à noite.
- Também fiquei sabendo da sua mãe que você não recebeu muito bem a notícia. Misaki, você ainda está com rancor da sua prima?
- N-não é bem rancor, eu só não posso mais confiar numa pessoa que quebrou uma promessa comigo.
- Sabe, as pessoas estão sempre errando. Por mais que a gente tente, nunca vamos ser perfeitos, e aprender a perdoar o erro de uma pessoa é o primeiro passo. Claro que tem coisas que não tem como dar uma segunda chance, mas você não concorda comigo que não foi culpa da Aiko?
Misaki permaneceu quieta e com a cabeça baixa, sem ao menos tocar no misto quente.
- Os pais dela precisavam ir pro Japão, estavam sem condições financeiras de criar a filha aqui. Talvez na época fosse complicado de entender porque crianças costumam levar muito a sério qualquer tipo de promessa que fazem a elas, mas agora que se passou todo esse tempo...não acha que é tempo demais pra ficar segurando tanto rancor?
- N-não sei, tio...
- A partir da semana que vem, sua prima vai começar a frequentar essa escola também.
- Sim...o Masaki comentou algo hoje de manhã.
- E...
Akihiko pausou a conversa nesse momento, ao se lembrar de algo desagradável para perguntar à Misaki. Nesse momento, o rapaz baixou os olhos e fitou o chão, pressentindo a resposta que a garota iria dar.
- ...e seu pai...ele já falou com você sobre isso?
- Ainda não...é regra lá de casa, se eu faço algo de errado meu pai espera um dia pra me dar sermão. Então hoje à noite terei que ouvir poucas e boas dele, mas tudo bem...já estou acostumada com isso.
- Misaki...
A conversa foi interrompida por um aluno que estava em frente à porta dos professores, e que pareceu ter ouvido boa parte da conversa.
- Olá, Abel! Algum problema?
- Professor Akihiko, precisava falar com a diretora. Ela está?
Ir para o próximo capítulo de "Pepper & Donuts"
- Miki, pegue isso. Fiquei sabendo do aluno novo, o Nathan, que você estava com fome essa manhã.
- Ah, não precisava, tio...
Os pensamentos interiores de Misaki queriam a todo custo esganar Nathan e sua língua afiada. Antes que pudesse pensar em mais maneiras de se vingar do garoto, o tio sentou-se numa das poltronas e iniciou a conversa, com um ar bastante sério.
- Fiquei sabendo que a Aiko vai morar na sua casa.
- Sim...minha mãe contou pra mim ontem à noite.
- Também fiquei sabendo da sua mãe que você não recebeu muito bem a notícia. Misaki, você ainda está com rancor da sua prima?
- N-não é bem rancor, eu só não posso mais confiar numa pessoa que quebrou uma promessa comigo.
- Sabe, as pessoas estão sempre errando. Por mais que a gente tente, nunca vamos ser perfeitos, e aprender a perdoar o erro de uma pessoa é o primeiro passo. Claro que tem coisas que não tem como dar uma segunda chance, mas você não concorda comigo que não foi culpa da Aiko?
Misaki permaneceu quieta e com a cabeça baixa, sem ao menos tocar no misto quente.
- Os pais dela precisavam ir pro Japão, estavam sem condições financeiras de criar a filha aqui. Talvez na época fosse complicado de entender porque crianças costumam levar muito a sério qualquer tipo de promessa que fazem a elas, mas agora que se passou todo esse tempo...não acha que é tempo demais pra ficar segurando tanto rancor?
- N-não sei, tio...
- A partir da semana que vem, sua prima vai começar a frequentar essa escola também.
- Sim...o Masaki comentou algo hoje de manhã.
- E...
Akihiko pausou a conversa nesse momento, ao se lembrar de algo desagradável para perguntar à Misaki. Nesse momento, o rapaz baixou os olhos e fitou o chão, pressentindo a resposta que a garota iria dar.
- ...e seu pai...ele já falou com você sobre isso?
- Ainda não...é regra lá de casa, se eu faço algo de errado meu pai espera um dia pra me dar sermão. Então hoje à noite terei que ouvir poucas e boas dele, mas tudo bem...já estou acostumada com isso.
- Misaki...
A conversa foi interrompida por um aluno que estava em frente à porta dos professores, e que pareceu ter ouvido boa parte da conversa.
- Olá, Abel! Algum problema?
- Professor Akihiko, precisava falar com a diretora. Ela está?
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