Semana 3 do MONOBA
A terceira semana de "novels" acabou de sair do forno para você! Não deixe de conferir a continuação das oito histórias que estão disputando um lugar no pódio!
Neocene II - nanoships: Capítulo 03 : Todos a bordo?
Pepper & Donuts: Capítulo 03: Donuts 3: Visita inesperada
Nave Fantasma: Fim de jogo.
Filho das Profundezas: Parte 3 - Conflito
Requiem: Não Olhe nos Olhos de um Estranho
Wild Hunt: Capitulo 3: Os Silenciosos.
"SentiMente" [Semana 03]
Contos do Amante da Morte: Capítulo 02 - Folhas ao vento.
Desejo a todos uma boa leitura! Não se esqueça de votar na sua história favorita para ajudar o seu escritor favorito a chegar ao topo. A votação irá até às 23:59 do dia 16 de abril (quarta feira). Cada voto pode mudar o destino desta batalha. Participe! Sinta-se à vontade para comentar, mandar sugestões ou críticas para os escritores e também para o MONOBA.
A quarta rodada de "novels" estará no ar no dia 18 de abril (sexta-feira). Então não percam!
Resultado da votação da semana 2
Ao final de 6 dias de votação e totalizando 29 votos, parabenizamos os vencedores da semana 2 do MONOBA:
Em primeiro lugar, com 8 votos, a história "Requiem", de Natalie Bear.
Em segundo lugar, com 6 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em terceiro lugar, com 5 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer (que disputou a colocação com "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm, em uma votação interna de desempate).
Em seguida temos "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (5 votos); Wild Hunt, de Marlon Kalango (3 votos); "SentiMente", de Silvia Verlene (2 votos); Neocene II - nanoships, de Moonlance (sem voto) e Pepper & Donuts, de Adriana Yumi (sem voto).
Parabéns aos vencedores!
Confiram o ranking geral na aba de "Ranking".
Atividade: Homenagem para os escritores [Atividade Extra]
Se você pensou que poderia ajudar seu escritor apenas votando, alegre-se, pois agora você pode ajudá-lo muito mais!
Como eu posso ajudar meu escritor favorito?
Para ajudar o seu escritor ainda mais, basta homenageá-lo com ilustrações ou fanfics (textos criados por fãs, baseado em alguma história existente). Você pode fazer mais de uma homenagem por história ou de várias histórias. Deixe sua imaginação tomar conta! Cada homenagem valerá 1 ponto para o autor referido e, no final da atividade, as 3 melhores homenagens entrarão em votação, valendo mais pontos para os escritores. O prazo de entrega das homenagens é até às 23:59 do dia 23 de abril (quarta-feira). Envie seu trabalho para: midmisha@outlook.com com o título "MONOBA - Atividade Extra". No corpo do e-mail não se esqueça de deixar o seu nome ou apelido, idade e o nome da obra homenageada. As ilustrações devem ter tamanho superior a 600x600px e estar em .jpg ou .png. Já os textos devem estar em .doc, .docx ou .rtf e devem possuir no mínimo 160 caracteres (não utilizar abreviações e linguagem de "internet" como: vc, pq, eh, tbm, entre outros). Para maiores detalhes, dê uma olhada na aba "Atividade Extra".
Mas não pensem que vocês estarão sozinhos nessa corrida! Os escritores também mostrarão os seus talentos homenageando as obras de seus companheiros!
Todos os trabalhos enviados serão postados na nossa página do Facebook! Então fique de olho em www.facebook.com/mobilenovelbattle e não perca essa divertida batalha!
Boa sorte para todos!
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sexta-feira, 11 de abril de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 03]
Autor: Moonlance
Capítulo 03 : Todos a bordo?
No museu estratosférico, Tess-Stella Kacey encontrou-se com a amigável Vicki Kirsken – a biologista. As duas garotas por sua vez depararam-se, surpresas, com uma recém-chegada do espaço! Sim, AQUELA pessoa tinha enfim retornado! Mas que raios que não tinha avisado ninguém! Tess-Stella e Vicki – deixando Sasha Kacey entreter-se sozinha, em meio aos goles de sua inseparável grafteína, com a cyber-exposição da tecnologia Trobotz – correm na direção ao amplo balcão de recepção creme metálico, de onde Polly Kennathon as perecebeu de relance, mas um pouco cabisbaixa...
– Polly...!! - lançou Vicki com um franco sorriso, aproximando-se com certo acanhamento. – Estou muito feliz por você voltar!! Faz tanto tempo! Voltou mais cedo...? Por que você... – observando a reação adinâmica de sua amiga manager, a biologista inquietou-se.
– O que há com ela, hein, Kirsken? – indagou sem receios Tess-Stella, que vinha junto, apontando para sua amiga viajante do espaço.
– (Eu preciso investigar!) – respondeu-lhe Vicki, discretamente.
– Ahhh...! Será que ela não tá deprimida? – disse Tess-Stella, ao passo em que dava – super-feliz! – um vigoroso abraço úrsulo na frágil Polly, a qual mal conseguia se esforçar para sorrir ou balbuciar alguma palavra tímida.
– Polly...? – disse Vicki, que chegava na frente da impassível garota, mirando em profundidade seus olhos.
Foi somente depois do evento que se sucedeu, que Polly resumiu a conversar com as colegas de uma maneira um pouco mais normal...! Seus olhos ressecados, ela os fechara e deitara a testa no peito de Vicki Kirsken, que era mais ou menos da mesma estatura – um pouquinho maior talvez. Uma longa trajetória errática! um fracasso que talvez necessitasse de habilidade e energia para cicatrizar. Evidentemente, Tess-Stella Kacey – que continuava entusiasmada de qualquer jeito – resolveu chamar sua irmã a fim de lhe apresentar sua amiga. Talvez, pela cabeça de Tess-Stella passasse a intuição de que Polly e Sasha tinham tudo a ver...! – não que isso fizesse muito sentido.
Naquele dia, Sasha Kacey tinha ficado ainda mais intrigada, por ter conhecido alguém atualmente apto a dispor de uma nave Trobotz; é fato que os Kennathon tinham se tornado a organização responsável por aquela tecnologia e pelo seu uso no monitoramento de setores intra-galácticos. A notícia chocou Polly, que – pobrezinha – pedia agora tempo para pensar um pouco, e processar tudo o que aquilo significava para o futuro de seus concidadãos. Entretanto, a repentina realidade que se lhe impunha, logo ao pôr os pés em sua terra-natal, embaralhou sua mente e sentimentos, de tal modo a re-ativar nela algum brilho, em meio ao gris betuminoso e sonolento. Polly teria dito a Sasha, firmemente:
– Então, vou precisar na nano-nave, também de 1 quantificista, de 1 estruturalista...... Hmm... – “E o que mais...?” perguntava-se.
– Já prescrevi as indicações, Polly!! – estabelecia Vicki, contente por poder contribuir incisivamente.
– S-sério...? Obrigada, Kirsken. – disse Polly confusa, que é claro não contava com a caderneta de contatos de sua grande amiga. – … Ah! E também preciso... precisamos... – corrigia-se – de 1 adjunto!
– Ele já veio junto com a nave; e seu nome é 'Miho'. – afirmou Sasha, satirizando o suspense.
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Capítulo 03 : Todos a bordo?
No museu estratosférico, Tess-Stella Kacey encontrou-se com a amigável Vicki Kirsken – a biologista. As duas garotas por sua vez depararam-se, surpresas, com uma recém-chegada do espaço! Sim, AQUELA pessoa tinha enfim retornado! Mas que raios que não tinha avisado ninguém! Tess-Stella e Vicki – deixando Sasha Kacey entreter-se sozinha, em meio aos goles de sua inseparável grafteína, com a cyber-exposição da tecnologia Trobotz – correm na direção ao amplo balcão de recepção creme metálico, de onde Polly Kennathon as perecebeu de relance, mas um pouco cabisbaixa...
– Polly...!! - lançou Vicki com um franco sorriso, aproximando-se com certo acanhamento. – Estou muito feliz por você voltar!! Faz tanto tempo! Voltou mais cedo...? Por que você... – observando a reação adinâmica de sua amiga manager, a biologista inquietou-se.
– O que há com ela, hein, Kirsken? – indagou sem receios Tess-Stella, que vinha junto, apontando para sua amiga viajante do espaço.
– (Eu preciso investigar!) – respondeu-lhe Vicki, discretamente.
– Ahhh...! Será que ela não tá deprimida? – disse Tess-Stella, ao passo em que dava – super-feliz! – um vigoroso abraço úrsulo na frágil Polly, a qual mal conseguia se esforçar para sorrir ou balbuciar alguma palavra tímida.
– Polly...? – disse Vicki, que chegava na frente da impassível garota, mirando em profundidade seus olhos.
Foi somente depois do evento que se sucedeu, que Polly resumiu a conversar com as colegas de uma maneira um pouco mais normal...! Seus olhos ressecados, ela os fechara e deitara a testa no peito de Vicki Kirsken, que era mais ou menos da mesma estatura – um pouquinho maior talvez. Uma longa trajetória errática! um fracasso que talvez necessitasse de habilidade e energia para cicatrizar. Evidentemente, Tess-Stella Kacey – que continuava entusiasmada de qualquer jeito – resolveu chamar sua irmã a fim de lhe apresentar sua amiga. Talvez, pela cabeça de Tess-Stella passasse a intuição de que Polly e Sasha tinham tudo a ver...! – não que isso fizesse muito sentido.
* * *
Naquele dia, Sasha Kacey tinha ficado ainda mais intrigada, por ter conhecido alguém atualmente apto a dispor de uma nave Trobotz; é fato que os Kennathon tinham se tornado a organização responsável por aquela tecnologia e pelo seu uso no monitoramento de setores intra-galácticos. A notícia chocou Polly, que – pobrezinha – pedia agora tempo para pensar um pouco, e processar tudo o que aquilo significava para o futuro de seus concidadãos. Entretanto, a repentina realidade que se lhe impunha, logo ao pôr os pés em sua terra-natal, embaralhou sua mente e sentimentos, de tal modo a re-ativar nela algum brilho, em meio ao gris betuminoso e sonolento. Polly teria dito a Sasha, firmemente:
– Então, vou precisar na nano-nave, também de 1 quantificista, de 1 estruturalista...... Hmm... – “E o que mais...?” perguntava-se.
– Já prescrevi as indicações, Polly!! – estabelecia Vicki, contente por poder contribuir incisivamente.
– S-sério...? Obrigada, Kirsken. – disse Polly confusa, que é claro não contava com a caderneta de contatos de sua grande amiga. – … Ah! E também preciso... precisamos... – corrigia-se – de 1 adjunto!
– Ele já veio junto com a nave; e seu nome é 'Miho'. – afirmou Sasha, satirizando o suspense.
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semana 03
Pepper & Donuts [Semana 03]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 03 - Donuts 3: Visita inesperada
Capítulo 03 - Donuts 3: Visita inesperada
O metrô no horário de almoço estava lotado. Muitas pessoas aproveitavam o horário para almoçar, voltar para casa ou simplesmente resolver suas pendências. Mesmo com tantas pessoas, Misaki conseguiu um lugar para se sentar em um dos assentos, próximo as portas de saída. Os pensamentos da garota estavam intensos, em sua mente haviam vários planos para o resto do dia.
“Hum...chegando em casa eu tenho que fazer os deveres de casa... que droga. Acho que tem tarefa de matemática e o tio passou um monte de exercício... Ah, fora que depois de amanhã acho que tem uma prática de laboratório... será que vamos explodir alguma coisa? Seria legal, hehe.”
Uma mãe e um garoto de 5 anos sentam-se na frente de Misaki após algumas pessoas descerem na estação atual. O garoto aponta pra cara de Misaki, que naquela hora apresentava um misto de empolgação e era possível ver um brilho misterioso em seus olhos.
“Ah, mas antes eu necessito assistir à luta livre! O grande e glamouroso Mosqueteiro Rosa estará lutando pela honra, justiça e glamour!!”
- Mãe, olha a cara dela!
- Diego! É feio ficar apontando pros outros!
Misaki nota o garoto apontando para ela e fica vermelha. Nisso, ela olha para a janela e percebe que perdeu a estação em que ia descer.
- Não!! Droga, parem esse trem!!
Descendo uma ladeira, Misaki faz uma cara de frustrada assim que recoloca os fones de ouvido.
- Droga...tive que descer na outra estação...ainda bem que daqui eu consigo chegar em casa...
A garota descia uma rua mais residencial onde passavam poucas pessoas, acompanhada das músicas de sua banda de rock favorita, que saiam pelos fones de ouvido. Enquanto caminhava ela assobiava a melodia das músicas que estava ouvindo, ansiosa para chegar em casa. Ao virar a esquina, já era possível ver o prédio amarelo onde morava. Misaki toca o interfone, o porteiro responsável a reconhece e abre o portão.
- Olá, senhor Arruda!
- Boa tarde, Misaki! Você parece feliz hoje! Arranjou um namorado na escola?
- Haha, que isso, senhor Arruda! Não tô em época de me preocupar com isso ainda.
- Como não? Eu tenho uma sobrinha da sua idade que já tá namorando! Tem que aproveitar essa época boa enquanto pode, porque depois é faculdade, é trabalho e você não tem mais tempo pra isso, não!
- Ah, eu tenho outras coisas pra me preocupar por enquanto!
- Sei, sei...seu pai fica de olho nas suas notas não é?
Misaki entra no elevador, animada e pensativa.
“ Finalmente vou ter um quarto só pra mim!! Eu quero colocar um mega poster do Mosqueteiro Rosa na parede! Bem, algo de bom tem que acontecer comigo nessa vida, não é? Ainda mais que meu terceiro colegial vai ser parado...”
Quando a garota abre a porta do apartamento, ela se depara com uma garota de cabelos vermelhos e roupas extravagantes, que a abraça fortemente.
- PRIIIMAAAAA!!!
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“Hum...chegando em casa eu tenho que fazer os deveres de casa... que droga. Acho que tem tarefa de matemática e o tio passou um monte de exercício... Ah, fora que depois de amanhã acho que tem uma prática de laboratório... será que vamos explodir alguma coisa? Seria legal, hehe.”
Uma mãe e um garoto de 5 anos sentam-se na frente de Misaki após algumas pessoas descerem na estação atual. O garoto aponta pra cara de Misaki, que naquela hora apresentava um misto de empolgação e era possível ver um brilho misterioso em seus olhos.
“Ah, mas antes eu necessito assistir à luta livre! O grande e glamouroso Mosqueteiro Rosa estará lutando pela honra, justiça e glamour!!”
- Mãe, olha a cara dela!
- Diego! É feio ficar apontando pros outros!
Misaki nota o garoto apontando para ela e fica vermelha. Nisso, ela olha para a janela e percebe que perdeu a estação em que ia descer.
- Não!! Droga, parem esse trem!!
Descendo uma ladeira, Misaki faz uma cara de frustrada assim que recoloca os fones de ouvido.
- Droga...tive que descer na outra estação...ainda bem que daqui eu consigo chegar em casa...
A garota descia uma rua mais residencial onde passavam poucas pessoas, acompanhada das músicas de sua banda de rock favorita, que saiam pelos fones de ouvido. Enquanto caminhava ela assobiava a melodia das músicas que estava ouvindo, ansiosa para chegar em casa. Ao virar a esquina, já era possível ver o prédio amarelo onde morava. Misaki toca o interfone, o porteiro responsável a reconhece e abre o portão.
- Olá, senhor Arruda!
- Boa tarde, Misaki! Você parece feliz hoje! Arranjou um namorado na escola?
- Haha, que isso, senhor Arruda! Não tô em época de me preocupar com isso ainda.
- Como não? Eu tenho uma sobrinha da sua idade que já tá namorando! Tem que aproveitar essa época boa enquanto pode, porque depois é faculdade, é trabalho e você não tem mais tempo pra isso, não!
- Ah, eu tenho outras coisas pra me preocupar por enquanto!
- Sei, sei...seu pai fica de olho nas suas notas não é?
Misaki entra no elevador, animada e pensativa.
“ Finalmente vou ter um quarto só pra mim!! Eu quero colocar um mega poster do Mosqueteiro Rosa na parede! Bem, algo de bom tem que acontecer comigo nessa vida, não é? Ainda mais que meu terceiro colegial vai ser parado...”
Quando a garota abre a porta do apartamento, ela se depara com uma garota de cabelos vermelhos e roupas extravagantes, que a abraça fortemente.
- PRIIIMAAAAA!!!
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semana 03
Nave Fantasma [Semana 03]
Autor: Lucas Suwgamm
Fim de jogo.
Outro cromo era colocado sobre a superfície transparente levemente azulada, um pequeno clarão roxo emanava do objeto posto. Logo após, acima da carta jogada, brotava a figura de uma fera com três cabeças de lobo. — Tema a minha besta de Urier! — Esbravejava Brian, apontando o indicador na direção de Yukina.
A moça oriental enrolava uma de suas mechas verde no seu dedo, enquanto visualizava o campo holográfico do jogo; parou de mexer no cabelo e fez uma careta pensativa, movimentando levemente o seu pequeno nariz. Retirou uma carta de um aparelho vermelho que ficava sobre mesa e colocou junto as outras guardadas em sua mão.
Abriu um leve sorriso – foi uma boa jogada, meus parabéns. No entanto...você perdeu. — puxava um dos cartões em sua mão, quando, há alguns metros, uma tela translúcida iniciava uma transmissão de Foster.
— Capitão Foster para Alvorada. Alguém na escuta? — Foster falava com uma voz apressada.
As cartas de Yukina caiam lentamente sobre a mesa, após a moça sobressaltar e correr na direção do monitor.
— Capitão, aconteceu algo? — Reparou no olhar preocupado do homem.
— Não sei lhe informar, nossos sensores estão se comportando estranhamente... — O video começou a falhar, cortando a mensagem de Foster.- Capitão?! Responda! Foster? — Segurou as laterias da tela com as mãos, enquanto encostava a testa na mesma.
Arregalou os olhos depois de um longo suspiro, olhou para o painel de controle da nave – Brian, não é mais hora de jogar, você será o meu co-piloto.
— Como? O que houve? — O jovem rapaz de pele clara estava confuso.
— Estão bloqueando o nosso sistema de comunicação – Yukina já estava sentando na poltrona do piloto.
— Bloqueando? Como assim? — Lentamente aproximava-se da cadeira ao lado da moça.
— Pare de perguntar, homem! E faça o que eu ordeno! — Usava um tom de comando, enquanto jogava a sua longa cabeleira para trás do assento.
— Sim senhora! — Moveu rapidamente o seu corpo atlético, sentando no lugar ordenado.
— Muito bem Alvorada, está na hora de um pouco de ação. — colocou as mãos nos braços da poltrona do piloto, fazendo a nave sair da hibernação, religando-se por inteira, inclusive, o motor.
— Agora você pode me explicar o que está acontecendo? — Indagava o co-piloto, ao mesmo tempo que mantinha seus olhos pretos fixados nas informações que emergiam em uma tela logo a frente.
— O nosso sinal com o resto da tripulação foi cortado. — Estava altamente concentrada, visualizando todas as imagens periféricas da nave, que era transmitido diretamente para o seu córtex visual – Te ensinaram na academia quem são os únicos capazes de bloquear a comunicação de um sistema da União?
— Desertores... — Brian expressava desapontamento na fala – Logo na minha primeira missão?!
Uma grande explosão branca surgiu na frente da cabine do piloto; no esmaecer da luz, brotou uma nave escura, levemente maior do que a da tripulação de Foster, passando rapidamente pelos olhares de Yukina e Brian, que puderam observar uma grande caveira pintada no casco da nave.
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Fim de jogo.
Outro cromo era colocado sobre a superfície transparente levemente azulada, um pequeno clarão roxo emanava do objeto posto. Logo após, acima da carta jogada, brotava a figura de uma fera com três cabeças de lobo. — Tema a minha besta de Urier! — Esbravejava Brian, apontando o indicador na direção de Yukina.
A moça oriental enrolava uma de suas mechas verde no seu dedo, enquanto visualizava o campo holográfico do jogo; parou de mexer no cabelo e fez uma careta pensativa, movimentando levemente o seu pequeno nariz. Retirou uma carta de um aparelho vermelho que ficava sobre mesa e colocou junto as outras guardadas em sua mão.
Abriu um leve sorriso – foi uma boa jogada, meus parabéns. No entanto...você perdeu. — puxava um dos cartões em sua mão, quando, há alguns metros, uma tela translúcida iniciava uma transmissão de Foster.
— Capitão Foster para Alvorada. Alguém na escuta? — Foster falava com uma voz apressada.
As cartas de Yukina caiam lentamente sobre a mesa, após a moça sobressaltar e correr na direção do monitor.
— Capitão, aconteceu algo? — Reparou no olhar preocupado do homem.
— Não sei lhe informar, nossos sensores estão se comportando estranhamente... — O video começou a falhar, cortando a mensagem de Foster.- Capitão?! Responda! Foster? — Segurou as laterias da tela com as mãos, enquanto encostava a testa na mesma.
Arregalou os olhos depois de um longo suspiro, olhou para o painel de controle da nave – Brian, não é mais hora de jogar, você será o meu co-piloto.
— Como? O que houve? — O jovem rapaz de pele clara estava confuso.
— Estão bloqueando o nosso sistema de comunicação – Yukina já estava sentando na poltrona do piloto.
— Bloqueando? Como assim? — Lentamente aproximava-se da cadeira ao lado da moça.
— Pare de perguntar, homem! E faça o que eu ordeno! — Usava um tom de comando, enquanto jogava a sua longa cabeleira para trás do assento.
— Sim senhora! — Moveu rapidamente o seu corpo atlético, sentando no lugar ordenado.
— Muito bem Alvorada, está na hora de um pouco de ação. — colocou as mãos nos braços da poltrona do piloto, fazendo a nave sair da hibernação, religando-se por inteira, inclusive, o motor.
— Agora você pode me explicar o que está acontecendo? — Indagava o co-piloto, ao mesmo tempo que mantinha seus olhos pretos fixados nas informações que emergiam em uma tela logo a frente.
— O nosso sinal com o resto da tripulação foi cortado. — Estava altamente concentrada, visualizando todas as imagens periféricas da nave, que era transmitido diretamente para o seu córtex visual – Te ensinaram na academia quem são os únicos capazes de bloquear a comunicação de um sistema da União?
— Desertores... — Brian expressava desapontamento na fala – Logo na minha primeira missão?!
Uma grande explosão branca surgiu na frente da cabine do piloto; no esmaecer da luz, brotou uma nave escura, levemente maior do que a da tripulação de Foster, passando rapidamente pelos olhares de Yukina e Brian, que puderam observar uma grande caveira pintada no casco da nave.
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semana 03
Filho das Profundezas [Semana 03]
Autor: Marco Fischer
Parte 3 - Conflito
-O que quer de mim? – perguntou o garoto anfíbio, flutuando de pé na água enquanto balançava os pés suavemente. –Veio me pedir uma graça?
-Eu vim lhe trazer uma graça – respondeu Violka se inclinando de leve, fazendo com que o Maleko notasse uma tatuagem de beija-flor sobre o ombro da capitã. – Vou te libertar desse lugar e levá-lo para conhecer o mundo.
-E quem disse que quero sair daqui? – respondeu o rapaz se afastando um pouco, com uma expressão contrariada. – Eu não vou voltar para o mar!
Violka suspirou paciente, olhando por um breve momento para trás onde estavam os nativos observando impacientes na areia antes de se voltar outra vez para o garoto.
-Você não pode continuar aqui por muito tempo. As pessoas que vivem aqui no arquipélago, os Hui, estão te tratando bem porque estão na estação de colheita, quando têm fartura de comida, e por isso podem dividi-la com os náufragos e visitantes. Mas daqui a alguns meses começará a estação das guerras, quando os clãs irão lutar entre si pelo controle das ilhas, e você vai acabar sendo morto na confusão.
O rapaz franziu o cenho, uma centelha de dúvida parecendo piscar em seus olhos de constelação. Ele hesitou antes de falar com desconfiança:
-Isso parece ruim... Mas porque você quer me levar? E para onde? Eu não sei nem de onde você saiu.
-Assim como não sabe de onde você mesmo saiu, se o que o pessoal ali atrás me disse é verdade. Não gostaria de descobrir? Eu poderia te ajudar se você viesse comigo.
-Não sei se quero saber – disse o Maleko desviando os olhos para a areia que se agitava no fundo com seu nado agora nervoso.
-Mas eu quero. Sou uma caçadora de histórias, e estou te oferecendo uma chance de encontrar a sua. Você pode vir comigo ou pode ficar aqui esperando até que os Hui comecem a brigar e você termine enfiado em um espeto como um peixe frito.
-Eu vou morrer de qualquer jeito se voltar para o mar – disse o garoto com uma careta de repulsa.
-Não se a gente estiver bem acima dele – a capitã retrucou com um sorriso enigmático, piscando um olho.
-O que quer dizer com isso? – o rapaz perguntou curioso, mas antes que tivesse qualquer resposta, um farfalhar chamou a atenção dos dois para a selva que rodeava o lago de água salgada, e dos arbustos floridos surgiu um senhor grisalho de costeletas com um longo casaco marrom, usando uma cartola baixa e um apetrecho dourado no lugar do olho direito que lembrava a extremidade de uma luneta.
-Peço perdão pela intromissão, cavalheiros! – disse o velho de forma cortês, apoiando o largo mosquete que usava nos ombros enquanto um grupo de marinheiros surgia atrás dele. – Mas em nome do Império de Windlan declaro que este espécime aquático está agora em posse de Vossa Majestade, e eu, Capitão Faulkner dos Arautos do Vapor, me declaro no direito de transferi-lo até o navio onde será estudado.
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Parte 3 - Conflito
-O que quer de mim? – perguntou o garoto anfíbio, flutuando de pé na água enquanto balançava os pés suavemente. –Veio me pedir uma graça?
-Eu vim lhe trazer uma graça – respondeu Violka se inclinando de leve, fazendo com que o Maleko notasse uma tatuagem de beija-flor sobre o ombro da capitã. – Vou te libertar desse lugar e levá-lo para conhecer o mundo.
-E quem disse que quero sair daqui? – respondeu o rapaz se afastando um pouco, com uma expressão contrariada. – Eu não vou voltar para o mar!
Violka suspirou paciente, olhando por um breve momento para trás onde estavam os nativos observando impacientes na areia antes de se voltar outra vez para o garoto.
-Você não pode continuar aqui por muito tempo. As pessoas que vivem aqui no arquipélago, os Hui, estão te tratando bem porque estão na estação de colheita, quando têm fartura de comida, e por isso podem dividi-la com os náufragos e visitantes. Mas daqui a alguns meses começará a estação das guerras, quando os clãs irão lutar entre si pelo controle das ilhas, e você vai acabar sendo morto na confusão.
O rapaz franziu o cenho, uma centelha de dúvida parecendo piscar em seus olhos de constelação. Ele hesitou antes de falar com desconfiança:
-Isso parece ruim... Mas porque você quer me levar? E para onde? Eu não sei nem de onde você saiu.
-Assim como não sabe de onde você mesmo saiu, se o que o pessoal ali atrás me disse é verdade. Não gostaria de descobrir? Eu poderia te ajudar se você viesse comigo.
-Não sei se quero saber – disse o Maleko desviando os olhos para a areia que se agitava no fundo com seu nado agora nervoso.
-Mas eu quero. Sou uma caçadora de histórias, e estou te oferecendo uma chance de encontrar a sua. Você pode vir comigo ou pode ficar aqui esperando até que os Hui comecem a brigar e você termine enfiado em um espeto como um peixe frito.
-Eu vou morrer de qualquer jeito se voltar para o mar – disse o garoto com uma careta de repulsa.
-Não se a gente estiver bem acima dele – a capitã retrucou com um sorriso enigmático, piscando um olho.
-O que quer dizer com isso? – o rapaz perguntou curioso, mas antes que tivesse qualquer resposta, um farfalhar chamou a atenção dos dois para a selva que rodeava o lago de água salgada, e dos arbustos floridos surgiu um senhor grisalho de costeletas com um longo casaco marrom, usando uma cartola baixa e um apetrecho dourado no lugar do olho direito que lembrava a extremidade de uma luneta.
-Peço perdão pela intromissão, cavalheiros! – disse o velho de forma cortês, apoiando o largo mosquete que usava nos ombros enquanto um grupo de marinheiros surgia atrás dele. – Mas em nome do Império de Windlan declaro que este espécime aquático está agora em posse de Vossa Majestade, e eu, Capitão Faulkner dos Arautos do Vapor, me declaro no direito de transferi-lo até o navio onde será estudado.
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Requiem [Semana 03]
Autora: Natalie Bear
Não Olhe nos Olhos de um Estranho
Aqueles dois outra vez…
O homem pálido, alto, que escondia a o topo quase calvo da cabeça com uma boina de lã e seu companheiro de delitos, mais baixo e de fortes ombros largos, com uma grande e assustadora barba loura espetada em seu rosto marcado por uma feia cicatriz na testa. Eles estavam metros atrás do sujeito que dizia chamar-se Lawrence, porém não ficaram ali por mais do que um minuto. Logo estavam avançando com certa pressa no passo, embora não parecessem interessados em correr até a moça. Talvez por causa do homem e seu cão parados bem no meio, de costas para eles.
Rebeca dava curtos passos para trás, esquecendo-se totalmente que Xerife e seu dono estavam entre ela e os malfeitores. Concentrava-se em procurar no ambiente à sua volta uma forma de escapar deles. Mesmo que corresse o resto do corredor até a parte mais ampla do convés, os homens provavelmente lhe alcançariam, já que não era uma boa corredora. A moça tentou, desesperadamente, abrir a “porta estanque” que estava logo atrás dela, na parede ao seu lado, forçando o giro do volante que a trancava sem sucesso. O objeto de aço não se moveria nem um milímetro.
- P-p-por favor.. Me.. Deixem…Ir... - a mocinha balbuciava em meio ao olhar catatônico, sem mais nenhum resquício de esperança de sair daquela horrível situação.
- Com licença. - o sujeito de boina pousou a mão sobre o ombro de Lawrence que continuava parado no meio do caminho, observando a garota em pânico.
- Não. - com um veloz e inesperado movimento do braço, o estranho de longos cabelos castanhos acertou o cotovelo no pescoço do sujeito que o tocara, conseguindo empurra-lo para longe de seu ombro. O calvo caiu sentado e atordoado, sentindo falta de ar.
O cachorro pareceu reagir ao ato violento do dono, correndo em disparada entre as pernas do meliante que ainda estava em pé, provocando sua queda.
- Xerife! - Lawrence chamou sua atenção, apontou na direção da mocinha às suas costas e assoviou. O cão deu uma meia volta, quase derrapando, e passou correndo velozmente ao lado do malfeitor que derrubara. O barbudo até tentou agarra-lo, para vingar-se do tombo dolorido que teve, mas o dono impediu, chutando o sujeito para trás e liberando a passagem de seu companheiro canino.
- Siga-o. - Lawrence comandou à moça e voltou-se aos sujeitos, que levantavam-se do chão e não demonstravam estar nada contentes com o que acabara de lhes acontecer.
Rebeca sentiu seu corpo petrificar novamente diante dos atos inusitados que presenciava. Suas pernas fraquejavam e relutavam em lhe obedecer e seus olhos não queriam abandonar os três homens que demonstravam estarem prestes a se confrontarem violentamente. Foi com um alto latido de Xerife que a moça conseguiu retornar a si e reagir, virando o rosto no mesmo momento em que Lawrence sofria um violento golpe no maxilar. Ela seguiu o cãozinho correndo, sem olhar para trás, temendo o que poderia encontrar se o fizesse.
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Não Olhe nos Olhos de um Estranho
Aqueles dois outra vez…
O homem pálido, alto, que escondia a o topo quase calvo da cabeça com uma boina de lã e seu companheiro de delitos, mais baixo e de fortes ombros largos, com uma grande e assustadora barba loura espetada em seu rosto marcado por uma feia cicatriz na testa. Eles estavam metros atrás do sujeito que dizia chamar-se Lawrence, porém não ficaram ali por mais do que um minuto. Logo estavam avançando com certa pressa no passo, embora não parecessem interessados em correr até a moça. Talvez por causa do homem e seu cão parados bem no meio, de costas para eles.
Rebeca dava curtos passos para trás, esquecendo-se totalmente que Xerife e seu dono estavam entre ela e os malfeitores. Concentrava-se em procurar no ambiente à sua volta uma forma de escapar deles. Mesmo que corresse o resto do corredor até a parte mais ampla do convés, os homens provavelmente lhe alcançariam, já que não era uma boa corredora. A moça tentou, desesperadamente, abrir a “porta estanque” que estava logo atrás dela, na parede ao seu lado, forçando o giro do volante que a trancava sem sucesso. O objeto de aço não se moveria nem um milímetro.
- P-p-por favor.. Me.. Deixem…Ir... - a mocinha balbuciava em meio ao olhar catatônico, sem mais nenhum resquício de esperança de sair daquela horrível situação.
- Com licença. - o sujeito de boina pousou a mão sobre o ombro de Lawrence que continuava parado no meio do caminho, observando a garota em pânico.
- Não. - com um veloz e inesperado movimento do braço, o estranho de longos cabelos castanhos acertou o cotovelo no pescoço do sujeito que o tocara, conseguindo empurra-lo para longe de seu ombro. O calvo caiu sentado e atordoado, sentindo falta de ar.
O cachorro pareceu reagir ao ato violento do dono, correndo em disparada entre as pernas do meliante que ainda estava em pé, provocando sua queda.
- Xerife! - Lawrence chamou sua atenção, apontou na direção da mocinha às suas costas e assoviou. O cão deu uma meia volta, quase derrapando, e passou correndo velozmente ao lado do malfeitor que derrubara. O barbudo até tentou agarra-lo, para vingar-se do tombo dolorido que teve, mas o dono impediu, chutando o sujeito para trás e liberando a passagem de seu companheiro canino.
- Siga-o. - Lawrence comandou à moça e voltou-se aos sujeitos, que levantavam-se do chão e não demonstravam estar nada contentes com o que acabara de lhes acontecer.
Rebeca sentiu seu corpo petrificar novamente diante dos atos inusitados que presenciava. Suas pernas fraquejavam e relutavam em lhe obedecer e seus olhos não queriam abandonar os três homens que demonstravam estarem prestes a se confrontarem violentamente. Foi com um alto latido de Xerife que a moça conseguiu retornar a si e reagir, virando o rosto no mesmo momento em que Lawrence sofria um violento golpe no maxilar. Ela seguiu o cãozinho correndo, sem olhar para trás, temendo o que poderia encontrar se o fizesse.
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Wild Hunt [Semana 03]
Autor: Marlon Kalango
Capitulo 3: Os Silenciosos.
Capitulo 3: Os Silenciosos.
Eu viajava há algumas horas pela Floresta Caledon quando, ao longe, pude
ouvir barulhos inquietantes. Sons de luta. Apressei-me na direção da qual
vinham, e avistei uma pequena ilha,
rodeada por um dos grandes rios. Nela havia uma aldeia, com os mesmos padrões
arbóreos do meu povo. Eles estavam sendo atacados por Krait.
Os Krait são uma
raça cruel de homens-serpente, que se espalham pelas águas de Tyria, destruindo
e escravizando vilarejos e povoados próximos às fontes de água. Eles não tem
pena, respeito, ou noção de bondade. Um povo alienado por uma religião
fanática, que visa escravizar todas as outras raças. Mergulhei nas águas do lago,
e nadei o mais rápido de pude em direção à ilha. Sylvari sendo atacados e levados como
prisioneiros, gritando e pedindo por ajuda. Não havia tempo a perder!
Saquei meu arco e
dei voz de comando ao meu cão de caça. Ele avançou e pulou, veloz, sobre o primeiro
Krait em seu caminho, o desequilibrando. Ele levantou sua adaga para atacar,
mas ja era tarde, quando a primeira das minha flexas atravessou seu pescoço.
Outros inimigos próximos me notaram, e investiram contra mim. Eu desviava dos
golpes com agilidade e passos calculados, disparando flexa atrás de flexa. Meu
fiel companheiro também me mantendo á salvo, atacando aqueles que eu não podia
ver. Um dos Krait me pegou desprevenido, acertando um golpe na minha lateral.
Eu poderia ter caido ali, mas dei outro salto, disparando cinco flexas em
sequencia, atingindo-o. Após alguns minutos de batalha, uma patrulha proxima
avistou o conflito e vinha em nossa direção. Os Krait, furiosos e perdendo cada
vez mais homens, foram obrigados a recuar.
-aaaahhhgg -um deles, maior e melhor armadurado que os outros bradou. -
vosscê, sssylvari asszul. Nósss nosss lembraremosss dissso!!
-E melhor que lembrem mesmo, Krait! - Eu rebati, ainda apontando meu
arco, pronto para o disparo . - Deixe essas pessoas em paz. Não volte, nunca
mais. Ou encontrará seu fim na ponta de uma das minha flexas.
Outro hissar de
ódio, e ele desapareceu nas profundezas obscuras do rio. A batalha terminou,
mas não sem casualidades. Alguns sylvari haviam sido mortos no confllito,
e outros feridos. Com a chegada da
patrulha, eles estavam seguros por hora. Uma sylvari, de folhagem rósea, se
aproximou de mim, com algo em suas mãos.
-Deixe-me cuidar das suas feridas. -Ela colocou em mim um unguento,
feito de ervas. O alívio para o ardor do corte foi quase imediato. - Obrigado
por salvar meu povo.
-Seu povo? - indaguei, confuso. - Somos todos sylvari, somos um unico
povo.
-Não. Um dia fomos, assim como você, filhos da mãe árvore. mas não mais.
Eu ja tinha ouvido
falar nisso. Atráves do Sonho, experimentamos o que o mundo nos oferece, e
aprendemos. Mas assim como há alegrias, há tristeza no Sonho. Daqueles que
vieram antes de nós, mas pereceram na jornada. Sentimos sua dor. Alguns não
suportam, e cortam esse elo com a mãe.
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Wild Hunt
“SentiMente” [Semana 03]
Autora: Silvia Verlene
Estrondo...
Com a extinção da luminosidade, seguro pelos membros metálicos de RS-3, percebo-o levantando-se com veloz movimento, enquanto outra explosão luminosa nos abarca pela direita. A parede ótica, já não mais resistente, emite um som agudo de fibras óticas rompidas, enquanto a imagem se desfaz em foscas luzes coloridas falhas. Minha cabeça lateja em uma dor lancinante, à medida que meu corpo tremelica em um formigamento paralisante. Nesse meio tempo, RS-3 gira o corpo hábil, jogando-se por uma abertura oval na parede criada pela falha de dados, em meio ao céu iluminado de publicidade noturna, caindo entre textos e gravuras vívidas de propagandas sensitivas. Experimento os sabores doce, azedo, salgado e amargo; sinto os cheiros etéreo, aromático, balsâmico, ambrosíaco, aliáceo, empireumático, caprílico, repulsivo e nauseante; ouço ruídos, falas, músicas de todos os tipos e até mesmo momentos de silêncio; visualizo luzes de imagens aleatoriamente disformes com variantes de todos os padrões; minha pele recebe sensações de esmagamento pelo contato com o ar de temperatura oscilante pelo qual atravessa; o grande impacto se faz presente: chegamos ao chão. Agarrado ao meu parceiro, observo Ciborgans Civis entre prédios e transportes de luz; em poucos segundos de pouso e relaxamento corpóreo, os passos de RS-3 tocam firmes o piso imagético, alterando sua composição visual. Em nosso encalço, 7 Ciborgans Governamentais em alta velocidade descendente, atirando mais 3 bombas de energia. RS-3, sem hesitar, salta para um poste de titânio à frente, em seguida girando o tronco metálico em impulso contrário com direção ao chão, visando as crateras abertas pelas explosões, resguardando-se por suas paredes ainda aquentadas para diminuir a termopercepção de nosso material corpóreo. Três Ciborgans alcançam o chão já se direcionando a nós, enquanto os demais iniciam o modo de desaceleração flutuante, em círculo, no intuito de nos cercar para a prisão cupular, estratégia mais usada para eventos de captura Rebelde Ciborgan. Em sua atitude sempre lógica e planejada, RS-3 toma outro impulso, saltando de cratera em cratera, acelerando a cada metro percorrido, rotacionando de um lado para outro sempre que necessário para aproveitar ao máximo sua composição ciborgue ao fazer as manobras de fuga. Ouço o barulho característico de preparação do lançamento da Armadilha Cúpula quando já estamos saindo da terceira cratera, mas não me alarmo a não ser em olhar para os Ciborgans flutuando, já lançando energia por suas palmas esféricas dentro de nosso raio de alcance. Em um feixe simples de movimento, RS-3 cambalhota atingindo o primeiro inimigo terrestre à direta com um impacto corporal certeiro, cabeceando o segundo à frente e chutando longe o que chegava por trás, aproveitando o refluxo para um ganho de velocidade ainda maior, conseguindo nos tirar do raio de risco. A este momento, os quatro inimigos aéreos já preparam outro lançamento da armadilha, à medida que meu companheiro e eu fugimos rapidamente por entre as construções cibernéticas dos arredores...
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Estrondo...
Com a extinção da luminosidade, seguro pelos membros metálicos de RS-3, percebo-o levantando-se com veloz movimento, enquanto outra explosão luminosa nos abarca pela direita. A parede ótica, já não mais resistente, emite um som agudo de fibras óticas rompidas, enquanto a imagem se desfaz em foscas luzes coloridas falhas. Minha cabeça lateja em uma dor lancinante, à medida que meu corpo tremelica em um formigamento paralisante. Nesse meio tempo, RS-3 gira o corpo hábil, jogando-se por uma abertura oval na parede criada pela falha de dados, em meio ao céu iluminado de publicidade noturna, caindo entre textos e gravuras vívidas de propagandas sensitivas. Experimento os sabores doce, azedo, salgado e amargo; sinto os cheiros etéreo, aromático, balsâmico, ambrosíaco, aliáceo, empireumático, caprílico, repulsivo e nauseante; ouço ruídos, falas, músicas de todos os tipos e até mesmo momentos de silêncio; visualizo luzes de imagens aleatoriamente disformes com variantes de todos os padrões; minha pele recebe sensações de esmagamento pelo contato com o ar de temperatura oscilante pelo qual atravessa; o grande impacto se faz presente: chegamos ao chão. Agarrado ao meu parceiro, observo Ciborgans Civis entre prédios e transportes de luz; em poucos segundos de pouso e relaxamento corpóreo, os passos de RS-3 tocam firmes o piso imagético, alterando sua composição visual. Em nosso encalço, 7 Ciborgans Governamentais em alta velocidade descendente, atirando mais 3 bombas de energia. RS-3, sem hesitar, salta para um poste de titânio à frente, em seguida girando o tronco metálico em impulso contrário com direção ao chão, visando as crateras abertas pelas explosões, resguardando-se por suas paredes ainda aquentadas para diminuir a termopercepção de nosso material corpóreo. Três Ciborgans alcançam o chão já se direcionando a nós, enquanto os demais iniciam o modo de desaceleração flutuante, em círculo, no intuito de nos cercar para a prisão cupular, estratégia mais usada para eventos de captura Rebelde Ciborgan. Em sua atitude sempre lógica e planejada, RS-3 toma outro impulso, saltando de cratera em cratera, acelerando a cada metro percorrido, rotacionando de um lado para outro sempre que necessário para aproveitar ao máximo sua composição ciborgue ao fazer as manobras de fuga. Ouço o barulho característico de preparação do lançamento da Armadilha Cúpula quando já estamos saindo da terceira cratera, mas não me alarmo a não ser em olhar para os Ciborgans flutuando, já lançando energia por suas palmas esféricas dentro de nosso raio de alcance. Em um feixe simples de movimento, RS-3 cambalhota atingindo o primeiro inimigo terrestre à direta com um impacto corporal certeiro, cabeceando o segundo à frente e chutando longe o que chegava por trás, aproveitando o refluxo para um ganho de velocidade ainda maior, conseguindo nos tirar do raio de risco. A este momento, os quatro inimigos aéreos já preparam outro lançamento da armadilha, à medida que meu companheiro e eu fugimos rapidamente por entre as construções cibernéticas dos arredores...
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Contos do Amante da Morte [Semana 03]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 02 – Folhas ao vento.
As trilhas que uniam os vilarejos daquela região serpenteavam a paisagem em linhas tortas de terra batida vermelha. Marcos guiava sua velha carroça que rangia sobre cada deformidade que a estrada mostrava, seu irmão do meio, Matheus, era um silencioso acompanhante sentado junto aos sacos carregados.
O vento de outono balançava as árvores e era o único som durante horas de viagem. Marcos lançava olhares discretos em direção ao irmão que aparentava estar em algum tipo de oração muda. Era sempre daquela forma, desde o falecimento da mãe deles, aquele “silêncio” se repetia quando ficavam a sós. Finalmente a carroça parou em uma bifurcação:
– Daqui você segue sozinho. Devo regressar em dois dias, fique de olho nos menores, certo?
– São apenas crianças... – comentou desinteressado.
– Algo errado? Você é normalmente calado, mas não distraído Matheus. O que lhe atormenta os pensamentos?
– Atormenta? Parece muito ciente do que estou pensando meu irmão… – finalmente encarava o maior. – Você ouviu a “boa nova”? – o escárnio evidente na voz.
– Acredito que as fofocas cheguem aos templos primeiro. – com certeza era uma balela dita por algum sacerdote, embora se fosse aquele boato, já tinha escutado. – O que seria então?
– É a prova do nosso abandono! – o rosto dele se contorceu em uma careta. – Eu sempre lhe disse que ele nunca se importou conosco e eis a comprovação desse fato. – sua expressão era um misto de raiva e desaprovação.
– Então é isso… – coçou o queixo – Até onde eu sabia era um “boato”. – se a conversa chegou nele, isso explicava a raiva do menor.
– Talvez não tenha entendido, mas vou esclarecer. – com voz levemente alterada. – nós fomos trocados, rejeitados como se fôssemos… ilegítimos. – a última palavra saiu com nojo.
– Você sabe que ele e nossa mãe nunca tiveram uma união em templo. – a voz era neutra. – Então, você que é estudioso… o que isso faz de nós?
As palavras não ousaram sair da boca de Matheus, ele estava tão ciente quanto Marcos e por isso não conseguia responder.
– Aos demônios, Marcos! Nós temos nossos direitos! – o comentário tentava convencer mais a si mesmo.
– Sabe por que você não se chama Matheus, O Noviço? – lançou um olhar afiado para o irmão. – “Blackwood” é a madeira da sombra, ou seja, a parte da árvore que fica no escuro. Nossa mãe dizia: “nós somos as raízes dele, é onde ele está seguro”. – lhe sorriu carinhosamente – O que ele tinha de fazer por nós, ele fez, somos livres, diferente desse nosso novo irmão.
O último trecho atingiu Matheus como um soco no rosto até finalmente alguma palavra sair de sua boca:
– Eu acho que entendo. Você sempre enxerga o melhor dos outros, meu irmão, espero que um dia isso não seja sua ruína. – despediu-se com um aceno breve e seguiu seu caminho.
Marcos acompanhou com o olhar até o irmão desaparecer de sua visão, para logo após partir com sua velha carroça.
“Máscaras: todo indivíduo usa, escondendo seus desejos e seu verdadeiro ser. Por quanto tempo elas podem ser mantidas?”
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Capítulo 02 – Folhas ao vento.
As trilhas que uniam os vilarejos daquela região serpenteavam a paisagem em linhas tortas de terra batida vermelha. Marcos guiava sua velha carroça que rangia sobre cada deformidade que a estrada mostrava, seu irmão do meio, Matheus, era um silencioso acompanhante sentado junto aos sacos carregados.
O vento de outono balançava as árvores e era o único som durante horas de viagem. Marcos lançava olhares discretos em direção ao irmão que aparentava estar em algum tipo de oração muda. Era sempre daquela forma, desde o falecimento da mãe deles, aquele “silêncio” se repetia quando ficavam a sós. Finalmente a carroça parou em uma bifurcação:
– Daqui você segue sozinho. Devo regressar em dois dias, fique de olho nos menores, certo?
– São apenas crianças... – comentou desinteressado.
– Algo errado? Você é normalmente calado, mas não distraído Matheus. O que lhe atormenta os pensamentos?
– Atormenta? Parece muito ciente do que estou pensando meu irmão… – finalmente encarava o maior. – Você ouviu a “boa nova”? – o escárnio evidente na voz.
– Acredito que as fofocas cheguem aos templos primeiro. – com certeza era uma balela dita por algum sacerdote, embora se fosse aquele boato, já tinha escutado. – O que seria então?
– É a prova do nosso abandono! – o rosto dele se contorceu em uma careta. – Eu sempre lhe disse que ele nunca se importou conosco e eis a comprovação desse fato. – sua expressão era um misto de raiva e desaprovação.
– Então é isso… – coçou o queixo – Até onde eu sabia era um “boato”. – se a conversa chegou nele, isso explicava a raiva do menor.
– Talvez não tenha entendido, mas vou esclarecer. – com voz levemente alterada. – nós fomos trocados, rejeitados como se fôssemos… ilegítimos. – a última palavra saiu com nojo.
– Você sabe que ele e nossa mãe nunca tiveram uma união em templo. – a voz era neutra. – Então, você que é estudioso… o que isso faz de nós?
As palavras não ousaram sair da boca de Matheus, ele estava tão ciente quanto Marcos e por isso não conseguia responder.
– Aos demônios, Marcos! Nós temos nossos direitos! – o comentário tentava convencer mais a si mesmo.
– Sabe por que você não se chama Matheus, O Noviço? – lançou um olhar afiado para o irmão. – “Blackwood” é a madeira da sombra, ou seja, a parte da árvore que fica no escuro. Nossa mãe dizia: “nós somos as raízes dele, é onde ele está seguro”. – lhe sorriu carinhosamente – O que ele tinha de fazer por nós, ele fez, somos livres, diferente desse nosso novo irmão.
O último trecho atingiu Matheus como um soco no rosto até finalmente alguma palavra sair de sua boca:
– Eu acho que entendo. Você sempre enxerga o melhor dos outros, meu irmão, espero que um dia isso não seja sua ruína. – despediu-se com um aceno breve e seguiu seu caminho.
Marcos acompanhou com o olhar até o irmão desaparecer de sua visão, para logo após partir com sua velha carroça.
“Máscaras: todo indivíduo usa, escondendo seus desejos e seu verdadeiro ser. Por quanto tempo elas podem ser mantidas?”
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