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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Semana 23 + Resultado da semana 22 + Pontuação e Regra Especial + Última Atividade Extra

Semana 23 do MONOBA

A nova semana do MONOBA já está no ar! Faltam apenas 2 semanas para o fim desta batalha! Infelizmente esta semana não teremos "Neocene II - nanoships" nesta semana. Confira as histórias clicando nos links abaixo, nas abas de cada obra ou navegando pelo blog. A votação vai até dia 3 de setembro (quarta-feira), lembrando que temos pontos especiais nesta reta final! A semana 24 - a penúltima - estará no ar dia 5 de setembro (sexta-feira). Boa leitura e divirtam-se!


Pepper & Donuts: Capítulo 20 - Donuts 20: uma proposta

Nave Fantasma: Olhos Lacrimejando

Filho das Profundezas: Parte XXIII - Chuul

Wild Hunt: Capitulo 22: Chamado

Contos do Amante da Morte: Capítulo 19: Desesperado e Confinado.


Resultado da semana 22

Com um total de 13 votos, segue a colocação da semana:

Em primeiro lugar, com 7 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em segundo lugar, com 6 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em terceiro lugar, sem voto, a história "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (que disputou a colocação com "Wild Hunt", de Marlon Kalango, em uma votação interna de desempate).

Seguidos de "Wild Hunt", de Marlon Kalango  (sem voto). "Neocene II - nanoships", de Moonlance não participou essa semana, então não receberá pontos. "Pepper & Donuts" está a duas semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá um ponto negativo (-1).

Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes em "Ranking".


Pontuação e Regra Especial neste mês de finalização do MONOBA

Assim como uma história pode ter uma grande reviravolta, a nossa batalha também pode ter! O projeto exigiu bastante empenho dos escritores até agora e nos momentos finais exigirá ainda mais. Então a pontuação também acompanhará este empenho.

A pontuação seguirá às seguintes determinações:

Semana 21 - terá a pontuação normal (9 pontos para o 1º lugar, 6 para o 2º, 3 para o 3º e 1 ponto para os demais).

Semana 22 - 12 / 9 / 6 - demais: 2

Semana 23 - 15 / 12 / 9 - demais: 3

Semana 24 - 18 / 15 / 12 - demais: 4

Semana 25 - ?? / ?? / ?? - demais: 5

A pontuação da semana 25 só será revelada junto com a publicação das histórias dessa semana. Além disso, também temos uma pontuação secreta e simbólica de 5 pontos. O escritor premiado será revelado apenas no resultado final do projeto. O bônus de vencedor do mês irá para 9 / 6 / 3 dos anteriores 3 / 2 / 1. Caso haja algum empate entre as três primeiras colocações no ranking final, ocorrerá uma votação pública na quinta-feira, 18 de setembro, para desempate.

Como uma regra especial, na última semana (semana 25), os escritores terão o dobro de palavras para finalizar com chave de ouro suas histórias. De mínimo de 400 e máximo de 500, passará a ter mínimo de 800 e máximo de 1000 palavras neste último capítulo.

Boa sorte para todos os escritores nessa reta final!


Última Atividade Extra

Esta é a última chance de ajudar os escritores a ganhar pontos extras e mudar o destino dessa batalha! Crie uma ilustração ou fanfic (texto criado por fã, baseado em alguma história existente) do que você gostaria de ver nestes momentos finais da sua história favorita no MONOBA. Por ser a última atividade extra - e também de uma dificuldade maior - cada homenagem valerá 3 pontos extras no lugar de apenas 1. A pontuação da melhor homenagem também vai aumentar. Para o primeiro, segundo e terceiro lugar consecutivamente: 9, 6 e 3 dos 3, 2 e 1 pontos das atividades anteriores. Então o que você está esperando? Você tem até dia 10 de setembro para enviar sua homenagem! Todas as homenagens serão postadas na nossa página do Facebook (www.facebook.com/mobilenovelbattle) no dia 12 de setembro, juntamente com a semana 25 do MONOBA, o mesmo dia que serão lançados os capítulos finais, para que os escritores não se influenciem. Para saber mais como mandar sua homenagem, confira "Atividade Extra". As regras são bem simples. Esperamos por você!

Neocene II – nanoships [Semana 23]

Autor: Moonlance

- Sem capítulo esta semana -

Pepper & Donuts [Semana 23]

Autora: Adriana Yumi
Capítulo 20 - Donuts 20: uma proposta

Misaki levou Abel até a enfermaria. O rapaz aparentava estar tranquilo, chegando a sorrir em alguns momentos para a garota enquanto andavam pelos corredores do colégio. Chegando na enfermaria, Abel disse ao médico responsável o que aconteceu na aula prática de laboratório. Misaki resolveu esperar um pouco até ter certeza de que o machucado no dedo de Abel não era grave pra poder voltar a aula e avisar seu tio.

- Pelo que vi, não foi um corte profundo. Você não mexeu com ácido nem nada de reagentes, certo? Então só vou passar esse medicamento aqui e colocar um curativo e você está liberado pra voltar para a aula.
- Certo, obrigado, doutor! Misaki, você pode esperar até o médico acabar de colocar o curativo? Não queria voltar pra sala sozinho.
- Ahn....Okay.

Misaki estava quase se preparando pra voltar para a sala quando sentiu Abel puxar sua mão. A garota levou um susto, mas se recompôs depois e consentiu que sim com a cabeça. Ela ficou esperando o médico terminar de colocar o curativo em seu dedo e assim que terminou, saiu com Abel em direção à sala de aula. Os dois caminharam por um corredor e subitamente, Abel para de caminhar.

- Hey Misaki. Se importa de pegar um outro caminho até o laboratório?
- Hã? Tudo bem.

Abel e Misaki vão para o outro lado, um corredor um pouco mais vazio e que tinha um pequeno jardim no meio. Durante a caminhada, Abel começou a falar, olhando pra garota.

- Sabe, faz um tempo que venho te observando, e percebi que você é uma garota diferente das outras. Você não se preocupa com o que os outros pensam de você.
- Bom...eu tento ser eu mesma...por mais que os outros achem estranho.
- Muitas garotas vão atrás de mim, mas será que elas realmente gostam de mim? Ou é porque eu sou o menino mais popular da sala?
- Isso eu realmente não saberia responder...
- Resolvi mudar pra sua sala pra ver se alguma coisa mudava. Mas as meninas da sua turma também continuam com os mesmos olhares de interesseiras pra cima de mim. E eu confesso, isso é um tanto irritante.
- Imagino...
- Aí eu pensei se teria algo que eu poderia fazer pra mudar isso, e você veio na minha cabeça! Aí eu queria propor uma coisa.
- Hã...o que seria?
- Você aceita me ajudar com esse problema? Como faço pra ficar impopular?
- … o QUÊ?


Ir para o próximo capítulo de "Pepper & Donuts"

Nave Fantasma [Semana 23]

Autor: Lucas Suwgamm
Olhos Lacrimejando

Foster suspirou ao ver aquele enxame de Nêcromos olhou para os seus companheiros, Samara estava desesperada atirando com descuidada errando quase todos os disparos, Edgar parecia estar recuperado, mesmo que não tivesse a situação exigia o uso de sua habilidade. Milene começa acordar.

— Me de cobertura. — disse a Carlos, enquanto saltou sobre o entulho a sua frente para correr na direção dos seus companheiros.

Ao chegar perto de Milene, agachou e apoiou a cabeça dela sobre suas pernas – O que aconteceu aqui? – Perguntou tristemente.

Fomos emboscados pelos renegados, quando entramos na ponte de comando – o homem de traje negros olhava para frente disparando, enquanto falava com o seu comandante – eles nos levariam para a nave deles, contudo,  Yukina, começou uma batalha no espaço, conseguiu atingir a nave deles com a arma principal da Alvorada e ao mesmo atingiu a área da ponte de comando; Causando toda essa bagunça que você vê. Aproveitando essa brecha, eu, Milene, Samara e Michael começamos a atacar os renegados, para fugirmos. – Fez uma expressão seria e pensativa ao mesmo tempo. – Tudo indicava que teríamos sucesso, no entanto... um escombro caiu sobre mim, Milene me empurrou para trás, foi acertada na cabeça e desmaiou.

– E … o Michael? – Seu olhar era triste ao ver seu companheiro caído no campo de batalha.

– ….fuuu – Edgar respirou fundo,  continuava disparando, mas sua mente estava distante – Ele ergueu os escombros e colocou a ruiva sobre os seus ombros, ordenou que eu e Samara fossemos ate o computador central da ponte e pegássemos oque viemos pegar...– parou de falar, parecendo que não conseguiria mais continuar.

– Edgar, é melhor você se focar ema tirar, eu continuo a história – Samara pois a mão no ombro do seu companheiro atirador – Os renegados começaram a atirar e atigram a perna de Michael, que caiu de joelhos no chão, Edgar estava indo ao seu auxilio, mas o Michael não deixou, ordenou que continuasse o que foi ordenado, conseguiu se erguer, mesmo carregando a Milene, ate que... – olhou para Foster com os olhos lacrimejando – Estava chegando perto destes entulhos e foi novamente atingido, mas... mas... antes de cair ao chão, arremessou a Milene para cá.

– Aquele idiota! – Os punhos de Foster estavam cerrados e socou o chão, seus olhos lacrimejaram, no entanto, conseguiu segurar o choro. – E com o braço Edgar, o que aconteceu – apontou par ao machucado que não aprecia ser muito grave.

– Bom...–  a pequena moça continuava a falar – eu me apav....

– Nada, não aconteceu nada! – Edgar seriamente interrompeu a fala de Samara.

Foster percebeu que aconteceu algo de estranho, mas não quis prolongar mais no assunto. Olhou novamente para Samara – Você vai cuidadosamente ate o computador completar a nossa missão. Enquanto eu e Edgar damos um jeito nestas bestas. - Olhou para a Milene que já estava quase recuperada – Assim que você conseguir, nós fugiremos ate a Alvorada! - Parou por uns instantes enquanto olhava nos olhos de todos. - VAMOS TERMINAR ISSO POR MICHAEL!! – Não segurou mais o seu choro.


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Filho das Profundezas [Semana 23]

Autor: Marco Fischer
Parte XXIII - Chuul

Quanto mais tentava se afastar de Ula-Yhloa, mais o Maleko sentia a ilha arrastá-lo de volta. Seu corpo estava pesado, e estava ficando quase impossível se orientar na água turva e arroxeada, com reflexos de um verde brilhante cintilando de forma fantasmagórica acima. Os corais brancos se estendiam como uma floresta sem vida, e ele tinha a impressão de avistar grandes torres de pedra escura na distância.

Ao chegar mais perto, ele tinha a certeza de enxergar enormes pilares, entalhados com formas monstruosas parecidas com os híbridos-peixe que haviam atacado o navio. Um choque percorreu seu corpo e ele teve vontade de nadar o mais rápido possível para longe daquelas estruturas, mas seu corpo havia parado de obedecê-lo e se deixava afundar no estupor daquelas águas.

Uma escuridão esverdeada o envolveu e trouxe com ela uma presença esmagadora, que tornava a água mais densa apenas de estar ali. Não era como o Arauto de Kanaloa no fundo do abismo de areia. Era algo ainda maior, um ser de tamanho impensável que o rodeava de todas as direções. Uma confusão de bioluminescências, tentáculos colossais e formas grotescas de peixes abissais.

Ainda assim, o Maleko tentou se defender como daquela vez, os olhos se tingindo de negro e o redemoinho de pensamentos subconscientes se formando ao seu redor. Mas a entidade simplesmente ignorou o turbilhão psíquico, como se ele estivesse girando na palma de uma mão invisível. Sentindo sua mente mergulhar nas trevas infindáveis do que havia tentado tocar, o garoto-peixe entendeu o motivo de seus poderes não terem surtido efeito.

Aquilo não era algo distinto dele. Aquilo era algo como ele, e ele era apenas uma pequena parte daquilo.

Violka saltou para o lado a tempo de evitar a garra deformada que tentou apanhá-la. Com a lanterna habilmente colocada sobre o chão e a rapieira em riste, ela se colocou em postura de desafio diante da criatura que terminava de erguer seu corpo através do poço no centro do salão.

Era um ser repugnante, que de longe lembrava os entalhes das sentinelas nas paredes. Uma carapaça amarelada e áspera o cobria, e quatro longas patas o sustentavam além das outras duas que terminavam em tenazes exageradas. A cabeça exibia apenas um par de olhos minúsculos, e uma franja de tentáculos se contorcia onde deveria estar a boca.

Quando o monstro crustáceo terminou de emergir sacudindo sua cauda de lagosta, outra figura surgiu sobre suas costas. Era a mulher oriental mais uma vez, apoiada sobre a criatura com seu vestido gelatinoso como uma anêmona sobre um caranguejo-ermitão, e portando uma elegante sombrinha violeta. Violka deu um sorriso torto e logo falou provocativa:

-Trouxe um amiguinho pra brincar? Estava começando a estranhar sua demora.

-Já chega de sua insolência, pirata! – sibilou a outra com um olhar severo. – Nós teremos o garoto de volta e você e sua tripulação serão reduzidos a nada!

-Eu já falei que vocês não mandam no destino dele! – retrucou a capitã, estreitando o olhar – E muito menos no nosso.


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Wild Hunt [Semana 23]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 22: Chamado

Passamos mais dois dias naquele acampamento nas montanhas. A noticia da derrota do Garra se espalhara rápido, e celebrações estavam sendo preparadas para os soldados e aliados que voltariam para casa, assim como condolencias por aqueles que sucumbiram no campo de batalha. Conosco não foi diferente. O dia estava no seu inicio, e o sol já aparecia por entre as montanhas gélidas. Nos preparavamos para voltar para Hoelbrak quando um soldado entrou em nossa tenda, procurando por mim. Ele trazia uma carta.

-Boas notícias? - Arawn perguntou, se aproximando.

-Não sei ainda. - respondi, abrindo o envelope. Era um recado curto na verdade. - É do Malomedies. Ele nos felicita pela vitória contra o campeão do dragão e diz que A Arvore Pálida nos convoca para falarmos diretamente com ela.

-Bem, isso é uma boa noticia... não é?

-Talvez. Não sou o único Sylvari deste acampamento, entretanto apenas eu pareço ter recebido um comunicado destes. - Franzi o cenho. Havia algo a mais naquela mensagem. - Vamos. Temos um longo caminho até Hoelbrak, e de lá até o Bosque.

Iniciamos nossa jornada de volta. Com a derrota da besta, vimos poucas nevascas em nosso caminho, e um sentimento de paz nos acompanhou. Encontramos algumas tropas em nosso retorno, patrulhando e procurando por Filhos de Svanir que ainda estivessem na região. Acampamos naquela noite, conversamos sob as estrelas e nos aquecemos perto do fogo. Arawn pensava em passar algum tempo comigo no Bosque, e eu faria o mesmo com ele em Hoelbrak. Isto era tão novo, empolgante, e ao mesmo tempo me deixava nervoso. Em meu despertar, aprendi como lutar, aprendi como sobreviver, aprendi muitas coisas sobre este mundo. Mas nada havia me preparado para este sentimento por outra pessoa, nem mesmo as memórias do sentimento de Lyla me mim. Adormecemos e em meu sono, ouvi um chamado. Uma voz distante que me guiava na escuridão para lugares longínquos. Acordei me sentindo incomodado com aquilo. Eu havia concluido minha missão, então, o que poderia ser essa sensação de inquietude?

Chegamos em Hoelbrak, e Arawn e seus familiares prestaram seu ultimo adeus à Blader. Ele havia sido cremado, e o Necromante trouxe suas cinzas de volta, onde elas seriam espalhadas do alto do monumento do lobo, para honrar sua memória. O dia foi passando, e enquanto a tarde vinha e consequentemente a noite, a sensação de inquietação em mim foi almentando. Sentei-me na mesma pedra próxima ao lago da ultima vez que estive aqui. Minha folhagem transpirava apesar do clima, e então, ouvi uma voz familiar em minha mente. A voz da minha mãe.

-Meu bravo filho. Apressai os teus passos, pois uma sombra se ergue no oeste...

-Mas mãe – pensei confuso. - Eu derrotei o dragão. Eu não entendo.

-Filho meu, não te enganes. Tua Wild Hunt ainda não acabou.

E então, o silêncio. A voz e a inquietação haviam sumido, mas agora, a duvida se instalara em minha mente. Ainda não era o fim da minha missão.


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Contos do Amante da Morte [Semana 23]

Autora: Mari-Youko-Sama

“A partir daqui as memórias se tornam nubladas e os relatos se tornam imprecisos, não sei dizer se na época foi escrito o que verdadeiramente aconteceu, o que Marcos supostamente entendeu ter acontecido, ou se simplesmente criei essa fantasia para me satisfazer, mas a forma como as próximas linhas serão compreendidas nunca dependeu de mim…”.

Capítulo 19: Desesperado e Confinado.

O jovem Blackwood caminhava seguindo o rastro de sangue, a tocha improvisada causava uma chama fraca que não iluminava muito bem. Em passos cuidadosos e lentos, tentava reconhecer o entorno, mas em meio às sombras deformadas de arbustos e árvores que dançavam ao vento noturno, tudo aparentava ser ameaçador e estranho.

Quando finalmente avistou uma pequena construção, no batente de uma das janelas, uma lamparina emanava uma luz amarela opaca diferente do tipo de luminescência de uma tocha. Marcos pode ouvir um ruído estridente como se algo pesado fosse arrastado e logo o ruído se repetiu em outro cômodo, parecia que uma silhueta humana tinha passado de um lado ao outro:

– Será uma briga? – sussurrou para si mesmo, não demorou e apagou sua própria tocha para não denunciar sua posição.

Seus pés passavam levemente pela terra úmida do outono e prosseguia quase como se fizesse parte das sombras, estas que suavemente acompanhavam a lamparina estranha que balançava hipnotizando os vultos noturnos. Ao encostar o corpo junto à parede da residência, o jovem Blackwood, pode fitar algo que se movia dentro da lamparina, como se estivesse preso:

– Será uma mariposa? Mas… está brilhando… – então a casa se aquietou, o vento sessou e tudo ficou incrivelmente silencioso, exceto pelo bater de asas desesperado da borboleta dourada dentro da lamparina.

Marcos ficou deslumbrado e ao mesmo tempo aterrorizado, o que estava acontecendo afinal? Por que tinha encontrado Lirou e Apony? Será que era realmente ela? Por que os rastros de sangue o levaram para aquela residência estranha no meio do nada. Marcos se sentia tão desesperado para fugir quanto aquela bela criatura confinada na lamparina.

Então um grito rompeu o silêncio, um gemido de dor. O moreno se levantou em solavanco, e ao observar pela janela viu a imagem do seu irmão em meio a sangue, ervas e garrafas quebradas, junto ao corpo estava uma silhueta feminina usando um manto cinza prateado com capuz que lhe cobria o rosto:

– Como é bisbilhoteiro, jovem Blackwood – uma voz melodiosa com a mesma intensidade em que era penetrante. – isso é um mal de família, afinal.

Marcos saltou para dentro do cômodo e se aproximou do corpo do irmão, o pegando pelos ombros e sacudindo com força:

– MATHEUS! ACORDE MATHEUS! – o desespero era nítido em sua fala.

– Ele não está morto Marcos… não ainda, pelo menos.

– Por que você fez isso, Apony?  – virou-se para encará-la – Foi você que matou Lirou também!?

Os olhos da mulher cintilavam como peças de ouro, mas seus cabelos eram de um loiro quase branco e caíam sobre os ombros.

– Eu!? – o sorriso desenhado no rosto – que doce desilusão a sua… – sibilou uma risada venenosa.


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