sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Neocene II – nanoships [Semana 22]

Autor: Moonlance

- Sem capítulo esta semana -

Pepper & Donuts [Semana 22]

Autora: Adriana Yumi

- Sem capítulo esta semana -

Nave Fantasma [Semana 22]

Autor: Lucas Suwgamm
Desespero.

Um estrondoso som explosivo fez com que Foster apertasse os seus passos, estava preocupado e inquieto, já era para sua comunicação com a equipe ter voltado, Carlos ainda estava a sua frente, correndo também, o que fez Foster deduzir que ele também não estava conseguindo comunicar.

— Anda seu molenga! Vai perder para um velho? — desta vez o velho lobo renegado não sorriu, sua cara era de imensa preocupação.

O capitão da união não respondeu e começou a correr mais rápido, estava tão concentrado que não notou a apreensão do seu algoz. Sem pensar, passou pro diversas áreas e salas, aquela explosão o deixara aflito, quando finalmente chegou próximo a entrada, olhou para trás e não visualizou Carlos, o que deixou aliviado, momentaneamente.

Se aproximou vagarosamente da entrada, pelo menos, ate ouviu gritos, não pensou duas vezes e adentrou velozmente na ponte de comando. Ficou parado, ou melhor, paralisado ao vislumbrar a caótica cena, o ambiente estava todo destruído, corpos espalhados e no meio de tudo estava Michael caído ao chão forrado por um liquido rubro e viscoso.

O restante do seu grupo estava se abrigando atrás de alguns escombros, enquanto trocava tiros com os renegados restantes, que agora não passavam de dez. Contudo só Samara participava do embate, Edgar tentava tratar um ferimento em seu braço e Milene parecia inconsciente.

Dois renegados saíram do ponto de cobertura e avançaram na direção do grupo, cada um de um lado, a pequena moça não era combatente, só tinha noções básicas de combate, não ia conseguir segurar o local por muito tempo.

Foster, ainda em choque pela provável morte do seu amigo, atirou em um dos inimigos que tentava “pincelar”  os seus companheiros, o derrubando, tal ação fez com que os outros olhassem para ele, imediatamente o tomaram como alvo.

— Foster! Aqui nos ajude! — gritava a delicada moça em desespero, por tudo aquilo que vivenciara ate o momento.

Capitão se atirou por detrás do primeiro escombro que viu, se protegendo dos tiros, esperou um pouco  e sobressaltou na direção de outro entulho, mas não antes, de acertar outro inimigo, estva se aproximando dos seus companheiros.

— Parem com isso! — um imponente grito veio da porta da ponte de comando, era Carlos que acabara de chegar no local. Um dos seus subordinados tentou aproveitar o momento para acertar Samara, contudo levou um tiro de raspão no braço oriundo do próprio Carlos.

— Que vocês pensam que estão fazendo? Ainda procuram mais sangue depois daquela carnificina causado pelos Nêcromos? — demonstrava irritação — Eram para estarmos unidos para enfrentarmos essas feras, além do que todo esse barulho devem ter chamado a atenção deles! – Olhou severamente para Foster e posteriormente para os seus seguidores.

— Mas senhor! Esses desgraçados da União matou muitos dos nossos! — retrucou o soldado renegado que levou tiro de Carlos.

— E isso é desculpa? Agora vocês retrucam, causam mais baixas para o nosso lado, além ...- um som de passos parou o discurso de Carlos.

— Nêcromos! — O venho renegado se jogou procurando proteção, para a última batalha.


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Filho das Profundezas [Semana 22]

Autor: Marco Fischer
Parte XXII - Lemuria

A flor de lótus mágica no interior da lanterna de Violka brilhou com mais intensidade quando a capitã se aproximou para examinar a estátua de cristal. Com sua postura imponente de um imperador da cintura para cima e a comprida cauda de peixe serpenteando abaixo, a figura não deixava dúvidas de ser uma representação de Dagon, o último Aeon da antiga Lemuria.

Incontáveis eras antes, o mundo em que Violka vivia abrigava reinos que ofuscariam com sombras monumentais o Império Windlês e a Liga Aurinesa, mesmo com a avançada tecnologia das novas civilizações. Pois as nações antigas contavam com os milagres dos Aeons, entidades divinas que concediam aos seus Reis Sacerdotes poderes capazes de desafiar até mesmo as ciências arcanas.

Entre esses reinos estava Lemuria. Assim como suas irmãs Atlântida e Mu, ela havia recebido as bênçãos dos Aeons que regiam os mares, se tornando soberana sobre as ondas. Mas quando o Crepúsculo dos Deuses se abateu sobre o mundo, levando com ele grande parte da magia divina, as águas deixaram de obedecê-la, deixando-a isolada e vulnerável no meio do oceano.

Isso era quase tudo que Violka sabia a partir dos livros ou das conversas com Pesha: Lemuria havia sido a nação que mais perdurara após o Crepúsculo, se mantendo próspera graças a Dagon, um Aeon que não havia sido afetado pelo catastrófico evento. Mesmo assim, ela acabou desaparecendo em algum momento, restando apenas escassas ruínas cobertas de algas que não revelavam nenhuma pista sobre seu fim.

O interesse do Capitão Roberts em Ula-Yhloa era mais compreensível agora, assim como o motivo de jamais ter revelado a localização da ilha. O navegador do lendário pirata, Ernest Crow, era um homem obcecado pela história das civilizações de antes do Crepúsculo dos Deuses, e pelos nebulosos segredos que ainda guardavam.

Claro, piratas jamais deixavam de ser piratas, e Violka não teve nenhuma surpresa ao verificar que a estátua tinha vários sulcos onde antes deviam estar pedras preciosas e outros engastes valiosos. Balançando a cabeça e rindo ao mesmo tempo em que sentia uma pontada de frustração, a capitã girou uma pequena peça na base da lanterna, liberando uma fina nuvem de pólen luminoso da lótus que servia como chama.

O pó flutuou por toda a câmara em um padrão aparentemente irregular, até começar a se assentar nas paredes e no chão e brilhar, revelando inscrições que estavam ocultas na pedra desgastada ou que jamais deveriam ser visíveis a olho nu. Ela conseguia reconhecer a rebuscada escrita lemuriana surgindo nos murais e altares, assim como a língua imortal dos seres das águas, que conhecia tão bem.

Outra escrita mais recente, porém, ela não conseguia identificar. Eram símbolos caóticos e estranhos, que lhe davam tontura apenas por olhar diretamente. Quando mal havia se recuperado da vertigem, o som de água espirrando fez com que entrasse em alerta e levasse a mão ao punho do sabre. Algo estava saindo do poço no centro da câmara, e ela tinha a sensação de que não era amigável.


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Wild Hunt [Semana 22]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 21: Sentimento.

Eu abri meus olhos lentamente. Ainda estava meio grogue do sonho, e estava em um lugar que não conhecia. Era um tipo de tenda, e havia uma fogueira próxima que iluminava, parecia que estava de noite. Havia outros ao meu redor, soldados, todos deitados em camas de palha e com bandagens. Era uma tenda médica, deduzi. Ao lado da minha cama, Arawn dormia apoiado, segurando minha mão esquerda com suas enormes mãos de Norn. Eu podia me lembrar de cada detalhe do sonho, ainda vivido na minha memória. Sorri. Meu fiel cão de caça logo apareceu e pulou na cama, me saudando com lambidas de felicidade, e acordando o necromante, que me olhou supreso e aliviado, e me abraçou.

-Oh, pelos espíritos!! - Ele sussurrou ao me abraçar, um pouco forte demais.- Que susto você me deu, meu amigo.

-Hey, hey... -lhe disse gentilmente abrindo um pouco de espaço, mas retribuindo o abraço. - apenas me deixe respirar, ou vou morrer sufocado, Arawn.

-Me desculpe. Mas estava preocupado que você não fosse mais acordar.

-Quanto tempo estive inconsciente?

-Quase dois dias. Você desmaiou e não deu sinais de resposta desde então.

Lembrei que tinhamos acabado de achar o corpo de Blader quando perdi os sentidos. Olhei Arawn em seus olhos violetas, tocando seu rosto.

-Seu irmão?

-...-Ele suspirou, tocando minha mão em seu rosto. - Resgatamos o corpo de Blader. Ele não tinha nenhum sinal de corrupção, mas perdeu um braço. Eu e alguns Norn do acampamento lhe demos uma cerimonia de enterro nos costumes do meu povo. Ele esta em paz agora. Está com os Espíritos.

-Entendo. -Suspirei. Ele parecia triste ao lembrar do fato. Mas ainda precisava falar com ele. Sobre Blader e sobre meu sonho. E tudo que o conectava à minha Wild Hunt.

Expliquei para Arawn tudo o que me ligava a ele. Desde antes do meu despertar no meu Sonho, e as experiencias que tinha em alguns sonhos posteriores. E de como desde que ele entrou em minha vida, tudo me levava mais e mais a ele, e ao misterio de seu irmão. E agora, após esse ultimo apagão de consciência, todas as peças finalmente se encaixaram. Contei a ele sobre como seu irmão lutou com bravura e foi honrado até o fim, contei seu amor por Lyla, e como os Espiritos estiveram com ele no fim. E acho, que até para a minha própria surpresa, contei a ele como meus sentimentos afloraram no tão pouco tempo em que estivemos juntos.

Eu nunca vou me esquecer a expressão em seus olhos naquela noite, ou as lagrimas que rolaram por meu rosto. Jamais me esquecerei como eu tremia, e não só pelo frio, mas também pela sensação estranha de nervosismo em minha barriga. E também, gravei para sempre a sensação dos lábios de Arawn sobre os meus pouco depois e quando ele sussurou suavemente, com meu rosto em suas mãos: “Eu também te amo, Etherdry.”


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Contos do Amante da Morte [Semana 22]

Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 18: Diga Adeus.

O poente assumia seu aspecto característico, banhando o bosque de folhas secas com uma luz intensa que distorcia as sombras tornando-as delgadas e sinuosas. Aquela figura feminina de manto escuro mantinha-se a espreita, distante de Marcos, embora este, ainda surpreso de ter reencontrado Apony mais cedo do que previa, voltasse sua atenção completamente na direção da moça:

– Não imaginei que já estivesse esperando meu retorno – caminhou, desvencilhando-se das raízes altas e arbustos secos – como sabia que eu chegaria hoje?

A mulher apenas acenou positivamente, virou-se e caminhou sem dificuldade pelo terreno acidentado deslocando-se rumo ao interior do bosque. A luz do dia despencava às costas dos dois, deixando Marcos para trás sem compreender o gesto da outra.

Este, por sua vez, teve o pé completamente enlaçado por arbustos, se desequilibrando e caindo. Para sua surpresa, tinha saído finalmente da parte mais densa do bosque, mas tinha perdido Apony de vista.

Quando a luz do dia deu lugar a noite, o jovem Blackwood pode delinear um ponto laranja luminoso adiante, que deixava uma pira de fumaça ascendente. Fosse quem fosse, era uma boa oportunidade de pedir fogo e depois retornar para seu cavalo, deixado ao lado da figueira seca. Logo ao se aproximar, o moreno pôde captar o aroma de ervas conhecidas, as mesmas que seu irmão normalmente usava. Chegando ao local, parecia ter havido algum tipo de ritual: manchas de ervas, vinho e sangue.

As sombras balançavam conforme as chamas se moviam e em meio aos objetos largados, Marcos percebeu a carcaça de um animal, a expressão se contorcendo em terror e angústia. O jovem reclinou-se e tocou com cuidado o corpo do animal que ainda se mantinha quente:

– Dê um oi para Marcela e Miguel por mim… – as palavras soaram doces e enquanto afagava o pelo amarelo escuro do animal, o jovem Blackwood percebeu que o lince tinha sido recém abatido, notando em seguida um fraco rastro de sangue.

Marcos não compreendia com exatidão o que estava acontecendo, o lince estava vivo antes do entardecer. Tinha certeza que aquele era Lirou, aquela mulher com certeza era Apony, quem mais seria? Agora o animal estava morto e ela tinha desaparecido.

E novamente parecia que a morte queria lhe pregar uma peça, brincando com aqueles que lhe eram preciosos. O jovem Blackwood puxou uma das madeiras em chama, improvisando uma tocha, e seguiu os rastros.

Havia muitos temores rondando seus pensamentos, mas o pior deles era não ter a certeza se poderia fazer algo para proteger seu irmão caçula, que em todo aquele circo, era o único que ainda não tinha aparecido.

“Os homens com certeza fazem coisas idiotas, todo o tempo, principalmente quando acreditam que têm a mínima capacidade de se opor a um fato. Mas tão certo como a chuva de verão, um homem nada mais é do que um simples expectador de sua vida, vendo como a morte brinca com tudo em que possa deteriorar até virar pó. Somos apenas coadjuvantes, de passagem pífia e insignificante.”


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“SentiMente” [Cancelado]

Autora: Silvia Verlene

- Desistência -

Requiem [Cancelado]

Autora: Natalie Bear

- Desistência -

sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Semana 21 + Resultado da semana 20 e mês de agosto + Pontuação e Regra Especial + Última Atividade Extra

Semana 21 do MONOBA

Já estamos na reta final! Faltam mais 4 semanas apenas para a conclusão dessa incrível batalha. Com este novo mês, também temos novidades sobre a pontuação, que poderá ser conferida mais a baixo. Essa semana temos a volta de "Neocene II - nanoships". Infelizmente não teremos "Pepper & Donuts" e "Contos do Amante da Morte". Confira as as histórias clicando nos links abaixo, nas abas de cada obra ou navegando pelo blog. Lembrando que a votação já está no ar e vai até às 23:59 do dia 20 de agosto. A próxima rodada de "novels" estará no ar dia 22 de agosto. Não percam!


Neocene II - nanoships: Capítulo 07: Um Fóssil do Espaço!

Nave Fantasma: Explosão.

Filho das Profundezas: Parte XXI - Chuva de Outono

Wild Hunt: Capitulo 20: Lembranças de outra vida.


Resultado da semana 20 e do mês de agosto

Com 21 votos no total, segue os vencedores da 20º semana do MONOBA:

Em primeiro lugar, com 10 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em segundo lugar, com 9 votos, a história "Conto do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi.

Seguidos de "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (sem voto) e "Wild Hunt", de Marlon Kalango (sem voto). "Neocene II - nanoships", de Moonlance está a doze semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá onze pontos negativos (-11).

Neste mês, infelizmente, por problemas com o site que nós utilizávamos para fazer as enquetes, não temos a quantidade de votos computados. Apresentamos os vencedores do mês:

Em primeiro lugar, com 30 pontos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em segundo lugar, com 24 pontos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em terceiro lugar, com 11 pontos, a história "Wild Hunt", de Marlon Kalango.

Seguidos de "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (9 pontos); "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (3 pontos) e "Neocene II - nanoships", de Moonlance (-38 pontos).

Parabéns aos vencedores da semana e do mês de abril.
Confira mais detalhes em "Ranking".


Pontuação e Regra Especial neste mês de finalização do MONOBA

Assim como uma história pode ter uma grande reviravolta, a nossa batalha também pode ter! O projeto exigiu bastante empenho dos escritores até agora e nos momentos finais exigirá ainda mais. Então a pontuação também acompanhará este empenho.

A pontuação seguirá às seguintes determinações:

Semana 21 - terá a pontuação normal (9 pontos para o 1º lugar, 6 para o 2º, 3 para o 3º e 1 ponto para os demais).

Semana 22 - 12 / 9 / 6 - demais: 2

Semana 23 - 15 / 12 / 9 - demais: 3

Semana 24 - 18 / 15 / 12 - demais: 4

Semana 25 - ?? / ?? / ?? - demais: 5

A pontuação da semana 25 só será revelada junto com a publicação das histórias dessa semana. Além disso, também temos uma pontuação secreta e simbólica de 5 pontos. O escritor premiado será revelado apenas no resultado final do projeto. O bônus de vencedor do mês irá para 9 / 6 / 3 dos anteriores 3 / 2 / 1. Caso haja algum empate entre as três primeiras colocações no ranking final, ocorrerá uma votação pública na quinta-feira, 18 de setembro, para desempate.

Como uma regra especial, na última semana (semana 25), os escritores terão o dobro de palavras para finalizar com chave de ouro suas histórias. De mínimo de 400 e máximo de 500, passará a ter mínimo de 800 e máximo de 1000 palavras neste último capítulo.

Boa sorte para todos os escritores nessa reta final!


Última Atividade Extra

Esta é a última chance de ajudar os escritores a ganhar pontos extras e mudar o destino dessa batalha! Crie uma ilustração ou fanfic (texto criado por fã, baseado em alguma história existente) do que você gostaria de ver nestes momentos finais da sua história favorita no MONOBA. Por ser a última atividade extra - e também de uma dificuldade maior - cada homenagem valerá 3 pontos extras no lugar de apenas 1. A pontuação da melhor homenagem também vai aumentar. Para o primeiro, segundo e terceiro lugar consecutivamente: 9, 6 e 3 dos 3, 2 e 1 pontos das atividades anteriores. Então o que você está esperando? Você tem até dia 10 de setembro para enviar sua homenagem! Todas as homenagens serão postadas na nossa página do Facebook (www.facebook.com/mobilenovelbattle) no dia 12 de setembro, juntamente com a semana 25 do MONOBA, o mesmo dia que serão lançados os capítulos finais, para que os escritores não se influenciem. Para saber mais como mandar sua homenagem, confira "Atividade Extra". As regras são bem simples. Esperamos por você!