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sexta-feira, 25 de julho de 2014

Semana 18 + Resultado da semana 17 + Homenagem de Agosto

Semana 18 do MONOBA

A semana 18 já está no ar! Para ler as histórias basta clicar nos links abaixo, na aba de cada obra ou simplesmente navegando pelo blog. Infelizmente, esta semana não temos "Neocene II - nanoships", "Pepper & Donuts" e "Requiem". A votação ficará disponível até às 23:59 do dia 30 de julho, então não deixe de votar na sua história favorita! E fique de olho: a semana 19 estará no ar em 1º de agosto! Boa leitura e divirtam-se.


Nave Fantasma: Tubos.

Filho das Profundezas: Parte XVIII - Água-Viva

Wild Hunt: Capítulo 17: Começa o confronto.

Contos do Amante da Morte: Capítulo 16: Ter ou não ter.


Resultado da semana 17

Com um total de 17 votos, o MONOBA apresenta os ganhadores da semana:

Em primeiro lugar, com 8 votos, a história "Conto do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 5 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi.

Seguidos de "Requiem", de Natalie Bear (1 votos); "Wild Hunt", de Marlon Kalango (1 voto) e "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (sem voto). "Neocene II - nanoships", de Moonlance, está a nove semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá oito pontos negativos (-8).

Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes em "Ranking".


Homenagem de agosto

Não deixe de enviar sua homenagem para seu escritor favorito. Além do presente que ele estará recebendo, também o ajuda a conquistar mais pontos! Cada homenagem vale 1 ponto e você pode fazer quantas homenagens quiser. As homenagens podem ser ilustração ou fanfic (texto escrito por fã, inspirado em uma obra existente). E o escritor ainda tem mais chances de ganhar pontos com a votação da melhor homenagem que é feita pela nossa página no Facebook: www.facebook.com/mobilenovelbattle. Saiba como enviar sua homenagem em "Atividade Extra". Você tem até o dia 6 de agosto para entregar e o tema deste mês é livre. Esperamos por você!

Neocene II – nanoships [Semana 18]

Autor: Moonlance

- Sem capítulo esta semana -

Pepper & Donuts [Semana 18]

Autora: Adriana Yumi

- Sem capítulo esta semana -

Nave Fantasma [Semana 18]

Autor: Lucas Suwgamm
Tubos.

Já fazia alguns instantes que o sujeito de trajes negros estava parado de frente a entrada de uma sala penumbrada, seus companheiros já estavam muito a frente dele quando perceberam sua ausência. Voltaram por todo caminho percorrido, preocupados, pois não sabiam o que havia acontecido com o seu colega.

Alguns metros para trás, no corredor, encontraram a estátua de Edgar, com olhar fixo para uma câmara, escura, por um breve momento ficaram confusos com tal atitude, chamaram o seu nome, mas ó mesmo não respondia e aos poucos, Samara tomou a dianteira do grupo e foi se aproximando de Edgar, quando chegou perto soltou um grito, ao visualizar a sala.

Milene rapidamente correu na direção da companheira, seguida pela corrida desajeitada de Michael.

— O que houve?! — Exclamou a gigante para a menor.

— O...Olh.... — a moça miúda estava apavorada não conseguia falar, no entanto conseguiu apontar o dedo para a sala negra.

Seus outros dois companheiros miraram sala adentro e imediatamente fizeram caretas de espanto, pois avistaram não uma sala, mas um salão, cheio de tubos enormes que continham silhuetas familiares para eles.

— Nêcromos?! — Os olhos redondos de Michael se arregalaram.

Edgar finalmente se mexeu e correu para dentro do salão, ao entrar, as fileiras separadas de luzes foram acedendo, uma por uma.

 — Mas o que é isso? — Indagou o ser de cavanhaque delimitado, ao confirmar que eram realmente Nêcromos dentro dos tubos gigantes, quando o último conjunto de luzes ascendeu.

— Um laboratório cheio de Nêcromos?! — Disse o homem loiro ao se aproximar do moreno – Em uma nave da União?

— Estão produzindo essas criaturas? — A enorme ruiva perguntou a Michael.

— Quem está produzindo eles Milene? — o rechonchudo virou-se para Milene.

— Quem mais? Os Renegados! — Milene apontou aleatoriamente para uma direção. — Agora está tudo claro, quando entramos dentro dessa nave, devemos ter acionado um alarme, momentos depois uma nave Renegada veio aqui para matar os intrusos, que violaram o laboratório secreto deles!- Milene agora pontava para os tubos na sua frente.

— Não sei...eles pareciam tão surpresos quanto a gente, quando …. isto atacou todo mundo – Samara interrompeu as deduções de Milene.

— O governo deles não deve ter informado isso para eles. — Milene ficou um pouco emburrada após a constatação de sua amiga — De qualquer modo, vamos destruir todo esse laboratório, antes que mais saim de dentro destes tubos.

— Ainda não – Interrompeu Michael – Samara tem um computador enorme ali, invada ele e tenta descobrir algo.

— Que coisa inútil — a musculosa mulher murmurou para o homem de grande cabelo negro.
— Enquanto isso Milene e Edgar vão cuidando dos preparativos para a destruição desse local – Michael olhou severamente para Milene.

Os três começaram a se mover, cada uma para fazer as suas respectivas tarefas ordenadas, enquanto isso Micahel tentava achar alguma resposta para isso, ninguém sabia como e o porque os Nêcromos foram criados. Esse laboratório era um achado único, poderia ter algumas respostas para tais perguntas, no entanto ele também tinha receio delas, afinal essa era uma antiga nave da União.


Ir para o próximo capítulo de "Nave Fantasma"

Filho das Profundezas [Semana 18]

Autor: Marco Fischer
Parte XVIII - Água-Viva

-Como conseguiu cortar meus braços com esse alfinete? – sibilou a oriental da Ordem do Peixe Diabo enquanto novos tentáculos cresciam através das largas mangas de seu vestido. Violka desviava com graciosidade da floresta de cipós venenosos que tentava agarrar seu corpo, enquanto Pesha apenas observava com lágrimas nos olhos, tremendo com a dor das queimaduras de água-viva.

-Antes de te responder, é bom que pense em uma maneira de me dar satisfação por ter machucado um membro de minha tripulação, monstrenga. Ou vou cortar bem mais do que seus braços. – Violka não estava só provocando dessa vez. Ela estava séria sobre isso. Sua tripulação era como sua família, e machucar aqueles que compartilhavam de seu caminho era uma ofensa difícil de perdoar.

-Vocês estão de posse de uma criatura que nos pertence! – gritou a mulher dos tentáculos enquanto os girava e sacudia tentando acertar a capitã, de forma parecida com a de alguns artistas marciais quando usavam longos chicotes ou fitas.

-Ele não é posse de ninguém! – rebateu Violka após esquivar dos golpes com uma veloz acrobacia, dardejando como um colibri até conseguir se aproximar mais e cortar os dois feixes de tentáculos quase rentes às mangas da outra mulher. – Seu veneno pode ser potente, bruxa do mar. Mas seus braços são tão frágeis que se desmancham até mesmo com a batida de asas de um passarinho.

-Patético! Então acha que pode nos enfrentar e adotá-lo como um órfão qualquer das docas? Porque você acha que pode fazer isso? Capricho? Ignorância? Ou você acha que é algum tipo de heroína o salvando de um destino que nem mesmo compreende?

Violka apenas ergueu a cabeça e colocou a ponta da espada sobre o pescoço da bruxa do mar, sorrindo enquanto respondia.

-Nenhuma dessas coisas. Para mim, ver a expressão de frustração no rosto de alguém que julga poder controlar outra vida é o suficiente.

Violka sentiu algo se mover sob a ponta de sua lâmina, e conseguiu recuar bem a tempo de se proteger do jato de gosma ácida que a oriental cuspiu em sua direção. Aproveitando a distração, a mulher fugiu para o interior da construção na ilha, desaparecendo na escuridão.

-Pesha. Você deve voltar ao navio. – disse a capitã embainhando a arma e olhando com preocupação para o rapaz ferido. – Eu vou segui-la e descobrir o que afinal está acontecendo aqui.

O naturalista assentiu com a cabeça, terminando de abrir sua bolsa e derramando vinagre sobre as queimaduras para neutralizar o veneno. Cada movimento era uma careta de dor, e ele definitivamente só atrasaria Violka se resolvesse ir com ela.

-Só espero que sobre algo que eu possa apresentar para a academia. Já foi muito arriscado vir até aqui. Sair com as mãos abanando seria uma catástrofe científica.

Violka apenas sorriu e balançou a cabeça enquanto ele descia a trilha de volta para a praia. Então respirou fundo e adentrou as ruínas de Ula-Yhloa, preparada para lidar por si mesma com o que quer que estivesse esperando lá dentro.


Ir para o próximo capítulo de "Filho das Profundezas"

Requiem [Semana 18]

Autora: Natalie Bear

- Sem capítulo esta semana -

Wild Hunt [Semana 18]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 17: Começa o confronto.

Era uma visão impressionante. Centenas e centenas de soldados, todos marchando na mesma direção, munidos de artilharia pesada e montarias de batalha. Mais à frente, próximo à parte mais elevada de um dos picos, três enormes canhões de guerra atiravam para cima, tentando derrubar o dragão que sobrevoava e eventualmente lançava ataques para baixo. Eu e Arawn iamos em um dos pelotões adiante, onde alguns dos soldados distribuiam lança foguetes para alguns outros, e vieram até onde estavamos.

-Não precisamos disso, - Arawn falou. - temos nossas próprias armas.

-Oh, tenho certeza disto. – o soldado disse, entregando os lança foguetes mesmo assim. - Mas se o Garra cair, vocês vão precisar destes aqui. Armas comuns não surtem efeito na couraça da besta, e dizem os rumores que ele é capaz de conjurar gigantescas paredes de gelo que o protejem de ataques mais poderosos enquanto ele ataca em segurança.

-Vamos ficar com as armas. - disse, me lembrando imediatamente do sonho. - Desta vez, Arawn. Este não é um inimigo comum, como os Svanir.

-...- Ele respirou fundo, mas aceitou a arma. Não podiamos baixar nossas guardas aqui. - Tudo bem, meu amigo. Vamos enfentar esta besta.

Logo alcançamos o lugar onde estavam os canhões. Um comandante dava ordens aos canhoneiros, e vários soldados mechiam constantemente em suas engrenagens enquanto outros atiravam. O dragão desviava dos tiros em evasivas aereas, outros disparos as vezes o acertavam de raspão. O comandante veio mais afrente em determinado momento.

-Os canhões foram ajustados. Mesmers, magia de aceleração temporal em todas as três unidades! - Os mesmers começaram seus encantamentos, e os canhões ganharam uma leve aura lilás. O comandante mantinha os olhos no céu. - Mirrar na altura dos picos... esperem. - O dragão se aproximava, a tensão palpável no ar. - Esperem... DISPARAR!

Os três canhões dispararam ao mesmo tempo, suas balas ainda envoltas na magia de aceleração temporal. O dragão se preparava para mais um rasante, quando os projeteis aceleraram a uma velocidade incrivel, o acertando em cheio. Um rugido surpreso ecoou pelas montanhas enquanto a fera caia, e a terra tremeu com seu impacto. O Garra estava no chão!

-TODAS AS UNIDADES DE TERRA, AVANÇAR!! - O comandante bradou, enquanto o exercito marchava em direção à besta ainda desnorteada. - Todos os soldados estejam com suas charrzokas para poder ferir o dragão! Elementalistas da brigada medica, estejam a postos para tratar feridos! Necromantes peparem servos para distrair os icebrood. Rangers mantenham seus animais afastados em posição defensiva. Mesmers, magia temporal e campo de reflexão nas tropas. Avancem!

Era a hora da luta, enfim. Desta vez, lutaria com o Garra mas não em sonho. Dei a ordem ao meu cão que ficasse em guarda. Avançamos colina acima. O dragão se erguia novamente, e deu um grito ensurdecedor. Uma onda de vento tão gelado que cortava a pele nos atingiu, parando-nos um breve momento. Continuamos a avançar. Desta vez, nada iria nos deter. Desta vez, seria uma real luta até a morte.


Ir para o próximo capítulo de "Wild Hunt"

Contos do Amante da Morte [Semana 18]

Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 16: Ter ou não ter.

O céu estava límpido de nuvens e o calor era intenso, embora dentro do forte do posto de Súlinm as rochas mantivessem o interior frio e escuro. Gernot abria um sorriso em resposta à expressão aflita do jovem Blackwood:

– “Nenhuma” é exagero, mas também não restam tantas alternativas.

– Não entendo aonde quer chegar – Marcos observava confuso, sem conseguir imaginar até onde aquela conversa o levaria.

– Você sabe quais são os dois tipos de homens que vão à guerra?

– Dois tipos? – A expressão se contorceu em um aceno negativo.

– Isso mesmo. – o capitão fez caminho em torno da mesa de carvalho. – Podemos separá-los em: homens com honra e os sem honra.

Marcos não retrucou, mas em seu âmago admitia que fosse possivelmente um “homem sem honra”.

– Os homens com honra são como seu falecido capitão: Solomon, que apesar de saber que a melhor opção na noite passada era a rendição, não o fez. Consegue imaginar por quê?

Marcos se ateve apenas a acenar negativamente, afinal não conseguia imaginar Solomon errando na estratégia da noite passada. Tinha admitido a vitória do inimigo pelo simples fato de acreditar que Eadgar era mais forte desde o começo.

– Para homens com honra, a rendição é pior que a morte, jovem Blackwood. – a suavidade escapou de sua fala, tornando-se mais séria à medida que a conversa prosseguia. – Cada homem segue apenas a um Senhor, então: “Antes morrer com honra, do que viver sem ela”.

Embora ouvisse perfeitamente as palavras do capitão de Eadgar, o conceito parecia difícil de digerir.

– Já para os homens sem honra, mesmo que estes também tenham um Senhor, sua prioridade não é a servidão e sim a sobrevivência. – lançou um olhar atento, como se finalmente tivesse chegado onde queria. – Mesmo sendo obrigados a guerrear, o objetivo é: voltar vivo.

Marcos baixou a cabeça, engolindo em seco, será mesmo que além de covarde, ainda era um homem sem honra?

– Então Blackwood, eu tenho uma proposta e uma pergunta. – Gernot sentou-se novamente. – Eu quero que você convença Dastan a se render a Eadgar. – fez-se uma breve pausa, enquanto o Capitão de Eadgar lia as expressões de Marcos. – Saindo hoje, você chegará a Haldris no equinócio de Outono. E terá até o festival do início de inverno para fazer Dastan se pronunciar publicamente sobre. Mas… antes de fazer qualquer escolha, me diga: que tipo de homem você é?

Marcos engoliu em seco e ponderou, não sabia o que responder, mas era sua chance de voltar vivo e cumprir sua promessa:

– Não sou nenhum desses homens, pois se disser que tenho honra, é o mesmo que negar sua proposta, então eu seria morto, mas… dizer que não tenho honra, é o mesmo que confirmar que não pode confiar que cumprirei nosso acordo, logo eu seria morto também. – Marcos levantou a cabeça para encará-lo. – Sou um covarde senhor, mas amo minha família, e farei o possível para voltar. Então, eu aceito sua proposta.

“Você é aquilo que é? Ou aquilo que dizem que você é?”