Semana 20 do MONOBA
A semana de número 20 já está no ar! Nesta semana não teremos "Neocene II - nanoships" novamente. Não deixe de acompanhar as histórias! Elas já estão chegando perto da linha final! Confira-as clicando no link abaixo, nas abas de cada obra ou navegado pelo blog. As votações já estão abertas e irão até as 23:59 do dia 13 de agosto (quarta-feira). A nova rodada de "novels" estará no ar no dia 15 de agosto (sexta-feira). Boa leitura e divirta-se!
Pepper & Donuts: Capítulo 19 - Donuts 19: Dupla problemática
Nave Fantasma: Ponte de Comando.
Filho das Profundezas: Parte XX - Espiral
Wild Hunt: Capitulo 19: O preço da batalha.
Contos do Amante da Morte: Capítulo 17: Nostalgia e Remorso
Resultado da semana 19
Tivemos um pequeno problema com a votação dessa semana. O site em que crio as enquetes entrou em manutenção e, quando voltou ao ar, simplesmente sumiu com a enquete do MONOBA. Então, através de um consenso interno (entre do que nos lembrávamos da enquete e votação interna para definir o segundo e terceiro lugar), segue a classificação da semana 19:
Em primeiro lugar, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em segundo lugar, a história "Wild Hunt", de Marlon Kalango.
Em terceiro lugar, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi.
"Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm e "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama não participaram essa semana, então não receberão pontos. "Neocene II - nanoships", de Moonlance está a onze semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá dez pontos negativos (-10).
Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes em "Ranking".
Última Atividade Extra
Esta é a última chance de ajudar os escritores a ganhar pontos extras e mudar o destino dessa batalha! Crie uma ilustração ou fanfic (texto criado por fã, baseado em alguma história existente) do que você gostaria de ver nestes momentos finais da sua história favorita no MONOBA. Por ser a última atividade extra - e também de uma dificuldade maior - cada homenagem valerá 3 pontos extras no lugar de apenas 1. A pontuação da melhor homenagem também vai aumentar. Para o primeiro, segundo e terceiro lugar consecutivamente: 9, 6 e 3 dos 3, 2 e 1 pontos das atividades anteriores. Então o que você está esperando? Você tem até dia 10 de setembro para enviar sua homenagem! Todas as homenagens serão postadas na nossa página do Facebook (www.facebook.com/mobilenovelbattle) no dia 12 de setembro, juntamente com a semana 25 do MONOBA, o mesmo dia que serão lançados os capítulos finais, para que os escritores não se influenciem. Para saber mais como mandar sua homenagem, confira "Atividade Extra". As regras são bem simples. Esperamos por você!
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sexta-feira, 8 de agosto de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 20]
Autor: Moonlance
- Sem capítulo esta semana -
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Pepper & Donuts [Semana 20]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 19 - Donuts 19: Dupla problemática
Capítulo 19 - Donuts 19: Dupla problemática
- Misaki e Nathan! - disse o professor.
- O quê?! Droga, caí justo com aquele chato!
- Eu estou ouvindo tudo, ô aspirador de bolachas.
Nathan aparece logo atrás de Misaki. O rapaz era a última pessoa com quem gostaria de realizar uma atividade de laboratório.
- E eu não retiro o que disse. Parece que seu passatempo é pegar no meu pé.
- Impressão sua. Pra não dar problema, que tal fingirmos ser bons colegas enquanto fazemos a atividade, aí depois você pode me xingar de tudo quanto é nome. Acertado?
Nathan oferece sua mão para Misaki. A garota parece recusar no início mas logo depois aperta a mão do rapaz.
- Hunf...por mim, tudo bem. Até porque preciso continuar com as boas notas em química mesmo...
- Bom saber disso, assim não tenho que pegar muito no seu pé então. Acho que só com as bolachas.
- Hey, e o tal acordo? Nada de provocações, seu metido!!
- Okay, já parei. Vamos começar o experimento?
Os alunos começaram a realizar a atividade proposta por Akihiko. Cada dupla ficou responsável por preparar os reagentes e pegar os equipamentos de vidraria necessários, e nesse meio-tempo, Misaki se impressionou com a habilidade de Nathan no manuseio e preparo dos reagentes.
- Hey, preste atenção!
- Ah! D-desculpe! Mas é que...bem....você tem bastante facilidade pra mexer com essas coisas, hein?
- Eu gosto de química desde criança e de vez em quando fazia alguns experimentos em casa. Nada muito perigoso e sofisticado também, mas me ajudou a saber como mexer com essas coisas.
- Entendi...então quer ser químico?
- Sim. Vou prestar vestibular pra química no final do ano. Bom, já estou no terceiro ano e meus pais já estão cobrando pra que curso, faculdade vou prestar...essas coisas.
Misaki percebeu que apesar das brincadeiras e deboches de Nathan, o rapaz possuía um lado maduro. Ele já estava a alguns passos na frente, pensando no futuro. A garota se sentiu um pouco deprimida por não saber que carreira seguir, ela gostava de números mas não sabia se fazer Engenharia ou Matemática seria a melhor opção. Seus pensamentos foram interrompidos por um grito, que veio do outro lado da bancada.
- Ahh!! Professor!! O Abel cortou o dedo!!
Todos os olhares da sala se voltaram para a dona da voz. A parceira de Abel não sabia o que fazer ao ver o dedo de Abel sangrando.
- Calma, o que aconteceu aqui?
- Professor, o béquer* escorregou da minha mão enquanto fui lavar e acho que um dos cacos pegou e cortou meu dedo.
- Deixe-me ver...por sorte o corte não foi muito profundo. Vou pedir que um dos alunos te leve até a enfermaria. Misaki, você pode acompanhar o Abel?
- Certo tio- digo, professor.
Misaki não soube explicar porque, mas sentiu faíscas de ódio saindo dos olhos de várias garotas enquanto saía do laboratório com Abel.
* béquer = vidraria de laboratório
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- O quê?! Droga, caí justo com aquele chato!
- Eu estou ouvindo tudo, ô aspirador de bolachas.
Nathan aparece logo atrás de Misaki. O rapaz era a última pessoa com quem gostaria de realizar uma atividade de laboratório.
- E eu não retiro o que disse. Parece que seu passatempo é pegar no meu pé.
- Impressão sua. Pra não dar problema, que tal fingirmos ser bons colegas enquanto fazemos a atividade, aí depois você pode me xingar de tudo quanto é nome. Acertado?
Nathan oferece sua mão para Misaki. A garota parece recusar no início mas logo depois aperta a mão do rapaz.
- Hunf...por mim, tudo bem. Até porque preciso continuar com as boas notas em química mesmo...
- Bom saber disso, assim não tenho que pegar muito no seu pé então. Acho que só com as bolachas.
- Hey, e o tal acordo? Nada de provocações, seu metido!!
- Okay, já parei. Vamos começar o experimento?
Os alunos começaram a realizar a atividade proposta por Akihiko. Cada dupla ficou responsável por preparar os reagentes e pegar os equipamentos de vidraria necessários, e nesse meio-tempo, Misaki se impressionou com a habilidade de Nathan no manuseio e preparo dos reagentes.
- Hey, preste atenção!
- Ah! D-desculpe! Mas é que...bem....você tem bastante facilidade pra mexer com essas coisas, hein?
- Eu gosto de química desde criança e de vez em quando fazia alguns experimentos em casa. Nada muito perigoso e sofisticado também, mas me ajudou a saber como mexer com essas coisas.
- Entendi...então quer ser químico?
- Sim. Vou prestar vestibular pra química no final do ano. Bom, já estou no terceiro ano e meus pais já estão cobrando pra que curso, faculdade vou prestar...essas coisas.
Misaki percebeu que apesar das brincadeiras e deboches de Nathan, o rapaz possuía um lado maduro. Ele já estava a alguns passos na frente, pensando no futuro. A garota se sentiu um pouco deprimida por não saber que carreira seguir, ela gostava de números mas não sabia se fazer Engenharia ou Matemática seria a melhor opção. Seus pensamentos foram interrompidos por um grito, que veio do outro lado da bancada.
- Ahh!! Professor!! O Abel cortou o dedo!!
Todos os olhares da sala se voltaram para a dona da voz. A parceira de Abel não sabia o que fazer ao ver o dedo de Abel sangrando.
- Calma, o que aconteceu aqui?
- Professor, o béquer* escorregou da minha mão enquanto fui lavar e acho que um dos cacos pegou e cortou meu dedo.
- Deixe-me ver...por sorte o corte não foi muito profundo. Vou pedir que um dos alunos te leve até a enfermaria. Misaki, você pode acompanhar o Abel?
- Certo tio- digo, professor.
Misaki não soube explicar porque, mas sentiu faíscas de ódio saindo dos olhos de várias garotas enquanto saía do laboratório com Abel.
* béquer = vidraria de laboratório
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Nave Fantasma [Semana 20]
Autor: Lucas Suwgamm
Ponte de Comando.
—Vamos!! Seus molengas! Aqueles ratos dos renegados, já devem estar nos esperando na ponte de comando!
—Esbravejava Michael tentando animar seus companheiros.
—Vamos Edgar, não tem vergonha de ficar para trás de alguém gordo? —A jovem, moça cochichou par aos eu companheiro.
— Quem você está chamando de gordo? — Michael bufava – E trate logo de descriptografar os dados que você pegou naquela sala misteriosa, pois explodimos ela e não vamos ter outra chance de pegá-los.
- Si..sim senhor! —Se não fosse por Milene, Samara tinha caído ao bater continência enquanto corria.
Os passos começaram a diminuir o ritmo, pois se aproximavam do seu objetivo final, a sala de comando. Milene foi na frente, fez uma ligeira força e abriu a porta da ponte, seus olhos não viam sinais dos inimigos e nem seus sensores de movimento acusavam algo, no entanto, na emboscada de outrora também não.
Levantou o seu braço esquerdo, com os dedos indicadores e do meio desdobrados, fez um movimento com eles, de como se tivesse chamando alguém e imediatamente Edgar entrou na sala, vagarosamente. A moça ruiva abriu os 5 dedos, deixando a palma da mão estendida e o jovem de cabelos negros respondeu parando o seu movimento.
A giganta olhou para o preguiço, apontou com a cabeça para frente enquanto deu uma piscada, o homem de traje negro atirou na direção que a mulher apontou e um corpo foi ao chão, outros dois renegados desligaram a camuflagem. Milene correu agilmente na direção deles, matou o primeiro com uma de suas lâminas, mas percebendo que havia algo de estranho parou o movimento ao tentar matar o segundo e olhou em direção a porta.
Sua expressão ficou seria, pois viu que Samara e Michael haviam sido pegos pelo inimigo, eles estavam esperando pelo lado de fora dessa vez e os poucos que estavam na ponte de comando eram só um chamariz.
— Rendam-se ou estes dois morrem – disse um dos renegados apontando a arma para a cabeça de Samara.
— Seus tolos, como vocês deixaram serem pegos tão facilmente...- Milene falou tristemente, pois se culpava por ter caído em uma estratégia tão simplória.
O Renegado que ela quase abateu, lhe deu uma joelhada em seu estômago, fazendo com que a Milene se curvasse. Depois aplicou um soco em seu rosto e a grande mulher desabou no chão.
— Fique de joelhos mulher! E ponha as mãos atrás da cabeça! – O homem que a derrubou vangloriava do seu feito.
— E você também... Atirador – Falou apontando o dedo para Edgar.
Edgar se dirigiu para onde estava Milene e se ajoelhou ao lado dela, no mesmo instante que os outros dois se aproximavam deles, com as armas apontada para suas cabeças.
— Não tentem nenhuma gracinha seus moribundos da União – Disse o renegado que a pouco tempo tinha rendido a Samara – O nosso capitão decidirá o destino de vocês quando ele chegar.
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Ponte de Comando.
—Vamos!! Seus molengas! Aqueles ratos dos renegados, já devem estar nos esperando na ponte de comando!
—Esbravejava Michael tentando animar seus companheiros.
—Vamos Edgar, não tem vergonha de ficar para trás de alguém gordo? —A jovem, moça cochichou par aos eu companheiro.
— Quem você está chamando de gordo? — Michael bufava – E trate logo de descriptografar os dados que você pegou naquela sala misteriosa, pois explodimos ela e não vamos ter outra chance de pegá-los.
- Si..sim senhor! —Se não fosse por Milene, Samara tinha caído ao bater continência enquanto corria.
Os passos começaram a diminuir o ritmo, pois se aproximavam do seu objetivo final, a sala de comando. Milene foi na frente, fez uma ligeira força e abriu a porta da ponte, seus olhos não viam sinais dos inimigos e nem seus sensores de movimento acusavam algo, no entanto, na emboscada de outrora também não.
Levantou o seu braço esquerdo, com os dedos indicadores e do meio desdobrados, fez um movimento com eles, de como se tivesse chamando alguém e imediatamente Edgar entrou na sala, vagarosamente. A moça ruiva abriu os 5 dedos, deixando a palma da mão estendida e o jovem de cabelos negros respondeu parando o seu movimento.
A giganta olhou para o preguiço, apontou com a cabeça para frente enquanto deu uma piscada, o homem de traje negro atirou na direção que a mulher apontou e um corpo foi ao chão, outros dois renegados desligaram a camuflagem. Milene correu agilmente na direção deles, matou o primeiro com uma de suas lâminas, mas percebendo que havia algo de estranho parou o movimento ao tentar matar o segundo e olhou em direção a porta.
Sua expressão ficou seria, pois viu que Samara e Michael haviam sido pegos pelo inimigo, eles estavam esperando pelo lado de fora dessa vez e os poucos que estavam na ponte de comando eram só um chamariz.
— Rendam-se ou estes dois morrem – disse um dos renegados apontando a arma para a cabeça de Samara.
— Seus tolos, como vocês deixaram serem pegos tão facilmente...- Milene falou tristemente, pois se culpava por ter caído em uma estratégia tão simplória.
O Renegado que ela quase abateu, lhe deu uma joelhada em seu estômago, fazendo com que a Milene se curvasse. Depois aplicou um soco em seu rosto e a grande mulher desabou no chão.
— Fique de joelhos mulher! E ponha as mãos atrás da cabeça! – O homem que a derrubou vangloriava do seu feito.
— E você também... Atirador – Falou apontando o dedo para Edgar.
Edgar se dirigiu para onde estava Milene e se ajoelhou ao lado dela, no mesmo instante que os outros dois se aproximavam deles, com as armas apontada para suas cabeças.
— Não tentem nenhuma gracinha seus moribundos da União – Disse o renegado que a pouco tempo tinha rendido a Samara – O nosso capitão decidirá o destino de vocês quando ele chegar.
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semana 20
Filho das Profundezas [Semana 20]
Autor: Marco Fischer
Parte XX - Espiral
Um numeroso cardume de tubarões circundava o alto da fenda submarina, como em uma lenta ciranda ritual. Parado no meio do círculo, o Kahuna estava sentado com as pernas cruzadas sobre o dorso do tubarão-baleia sagrado, aguardando pacientemente enquanto respirava na água com a ajuda de um de seus feitiços. Demorou algum tempo até que a volumosa figura do Arauto de Kanaloa surgisse na beira do abismo, agitando seus tentáculos entre as cascatas de areia branca.
O séquito do imenso polvo o acompanhava, brilhando nas profundezas como fogo-fátuo. Trazia consigo suas lanças, mas não havia sinal de ameaça por nenhum dos lados. Se aproximando devagar no dorso do grande peixe, o Kahuna falou diretamente na mente do Arauto, com o olhar firme e sereno de um homem sábio.
-Tentou abocanhar mais do que podia dessa vez, Guardião das Fontes Ocultas.
“Eu tinha um acordo com a criança.” - respondeu o polvo com sua voz ressoando na água - “Mas como uma enguia traiçoeira ele me atacou. A mente dele é como um turbilhão infindável, algo com que nem mesmo eu já havia me deparado antes.”
-Se ele tivesse controle sobre seus poderes, teria subjugado a todos nós – concordou o velho sábio fechando os olhos – Eu senti a mente dele apenas por um instante, mas por pouco não foi o suficiente para que eu também fosse sugado através dela.
“E ainda assim você permitiu que ele fosse levado por aquela mulher”.
-Eu sabia que o Império estava ciente da existência do Maleko, e logo viria atrás dele, como de fato aconteceu. Foi melhor deixa-lo com alguém de confiança do meu povo do que entrega-lo para aqueles que o transformariam em mais uma arma para nos ameaçar.
“Ele não precisa de algo tão pequeno como o Império para ser uma ameaça. Há coisas que você desconhece, Sacerdote das Ondas. A fonte do poder dele é algo tão antigo quanto os nossos próprios deuses. E ao retornar para ela, o Maleko irá reerguer horrores que nem os primeiros de seu povo sonhavam existir”
Muito longe dali, Violka descia por grandes degraus de pedra nas entranhas de Ula-Yhloa. Sua lamparina a óleo iluminava uma série de salões abaixo que pareciam dispostos como o interior de uma concha. No centro da espiral estava um salão circular, com um poço profundo em seu centro. Inúmeras figuras de criaturas marinhas em alto relevo preenchiam as paredes ao redor da capitã enquanto ela descia, as maiores delas retratando lagostas antropomórficas de pé como sentinelas.
Atravessando os salões da espiral um a um, a capitã notava que cada um deles tinha uma pequena alcova com um santuário, onde podia ver estrelas do mar secas com muitas pernas e outras curiosas oferendas retiradas do oceano. O padrão permanecia até o salão central, onde Violka teve que prender a respiração ao revelar com sua luz uma enorme estátua de cristal azul na forma de um homem com cauda de peixe, trazendo em suas mãos um cetro do reino perdido de Lemuria.
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Parte XX - Espiral
Um numeroso cardume de tubarões circundava o alto da fenda submarina, como em uma lenta ciranda ritual. Parado no meio do círculo, o Kahuna estava sentado com as pernas cruzadas sobre o dorso do tubarão-baleia sagrado, aguardando pacientemente enquanto respirava na água com a ajuda de um de seus feitiços. Demorou algum tempo até que a volumosa figura do Arauto de Kanaloa surgisse na beira do abismo, agitando seus tentáculos entre as cascatas de areia branca.
O séquito do imenso polvo o acompanhava, brilhando nas profundezas como fogo-fátuo. Trazia consigo suas lanças, mas não havia sinal de ameaça por nenhum dos lados. Se aproximando devagar no dorso do grande peixe, o Kahuna falou diretamente na mente do Arauto, com o olhar firme e sereno de um homem sábio.
-Tentou abocanhar mais do que podia dessa vez, Guardião das Fontes Ocultas.
“Eu tinha um acordo com a criança.” - respondeu o polvo com sua voz ressoando na água - “Mas como uma enguia traiçoeira ele me atacou. A mente dele é como um turbilhão infindável, algo com que nem mesmo eu já havia me deparado antes.”
-Se ele tivesse controle sobre seus poderes, teria subjugado a todos nós – concordou o velho sábio fechando os olhos – Eu senti a mente dele apenas por um instante, mas por pouco não foi o suficiente para que eu também fosse sugado através dela.
“E ainda assim você permitiu que ele fosse levado por aquela mulher”.
-Eu sabia que o Império estava ciente da existência do Maleko, e logo viria atrás dele, como de fato aconteceu. Foi melhor deixa-lo com alguém de confiança do meu povo do que entrega-lo para aqueles que o transformariam em mais uma arma para nos ameaçar.
“Ele não precisa de algo tão pequeno como o Império para ser uma ameaça. Há coisas que você desconhece, Sacerdote das Ondas. A fonte do poder dele é algo tão antigo quanto os nossos próprios deuses. E ao retornar para ela, o Maleko irá reerguer horrores que nem os primeiros de seu povo sonhavam existir”
Muito longe dali, Violka descia por grandes degraus de pedra nas entranhas de Ula-Yhloa. Sua lamparina a óleo iluminava uma série de salões abaixo que pareciam dispostos como o interior de uma concha. No centro da espiral estava um salão circular, com um poço profundo em seu centro. Inúmeras figuras de criaturas marinhas em alto relevo preenchiam as paredes ao redor da capitã enquanto ela descia, as maiores delas retratando lagostas antropomórficas de pé como sentinelas.
Atravessando os salões da espiral um a um, a capitã notava que cada um deles tinha uma pequena alcova com um santuário, onde podia ver estrelas do mar secas com muitas pernas e outras curiosas oferendas retiradas do oceano. O padrão permanecia até o salão central, onde Violka teve que prender a respiração ao revelar com sua luz uma enorme estátua de cristal azul na forma de um homem com cauda de peixe, trazendo em suas mãos um cetro do reino perdido de Lemuria.
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semana 20
Wild Hunt [Semana 20]
Autor: Marlon Kalango
Capitulo 19: O preço da batalha.
Capitulo 19: O preço da batalha.
Continuavamos nossa batalha violenta contra o dragão naquelas montanhas. A besta, enfraquecida, agora mantinha uma aura de vento gelado que machucava os soldados, nos fazendo ter de lutar à distancia. Enormes estacas de gelo surgiam do chão, e ordas de icebrood eram invocadas por ele para nos deter. Minutos tornaram-se horas, nosso exercito já havia diminuido consideravelmente de tamanho, mas não desistiriamos. Eu e outros rangers atacavamos o mais longe que podiamos com nossos arcos, e em determinado momento, invocamos o auxilio da deusa da natureza, Melandru. Pela segunda vez na minha jornada, disparei meu ataque de barragem, agora junto de outros companheiros. Uma chuva de flechas começou a cair do céu, incapacitando e derrubando nossos inimigos, e até mesmo chegando a atingir o Garra. Nossos aliados se afastaram brevemente em segurança, e ao fiz do ataque, apenas o dragão restava... e ele estava se afastando cada vez mais. Percebi naquele momento, que o vento havia cessado.
-O vento parou - gritei o mais alto que pude- O VENTO PAROU! É NOSSA CHANCE DE ATACAR DE PERTO AGORA!!
Isso logo se espalhou como fogo selvagem, e o que restou do nosso exercido investiu em direção à fera moribunda. Uma onda impiedosa de ataques de espadas, armas de fogo, flechas e magia caiu sobre o Garra de Jormag, e sem mais forças para lutar e sem ter como fugir, ele caiu no lago congelado, soltando um ultimo grito de revolta. Foi escrito na história que naquela tarde, que no ano de 1325 AE, no 27 dia do ciclo de Scion, nas montanhas gélidas dos Shiverpeaks, um pequeno exercito lutou com tudo que tinha, e derrotou o Garra de Jormag, o campeão do dragão de gelo. Tyria estava livre de uma de suas maiores ameaças naquela região. Companheiros de juntavam e comemoravam, e a notícia foi enviada à Hoelbrak.
Nossa comemoração foi breve, apesar de tudo. Após a batalha, era hora de ver quem havia sobrevivido, e encontrar nossos mortos (que não foram poucos). Estavamos cansados, muitos feridos, mas eu e Arawn nos juntamos às equipes de busca. Meu cão recebia cuidados para suas feridas junto com outros animais dos rangers que lutaram conosco. Procuravamos próximo à beira do penhasco, onde o dragão caiu, por eventuais soldados que foram pegos no caminho. Ajudavamos os feridos, e carregavamos os valentes que sucumbiram até onde pudessem ser pegos pelos soldados responsáveis e devidamente cuidados quando tudo terminasse.
Um soldado nos avistou e pediu nossa ajuda. Aparentemente havia um norn que tinha caido do penhasco numa pedra e estava lá. Fomos até ele, e ao chegar lá, ambos paramos.
-Oh, pelos espíritos... - Arawn exclamou, caindo de joelhos.
-Eu...sinto muito...-o soldado disse, e se retirou com pesar, assim que notou a diferença entre o corpo congelado e Arawn. Ele não havia morrido naquela baralha, mas muito tempo antes. Era o irmão de Arawn.
-Oh, meu amigo... -Toquei o ombro de meu amigo, o consolando... e pela ultima vez em minha jornada, minha consciência apagou.
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-O vento parou - gritei o mais alto que pude- O VENTO PAROU! É NOSSA CHANCE DE ATACAR DE PERTO AGORA!!
Isso logo se espalhou como fogo selvagem, e o que restou do nosso exercido investiu em direção à fera moribunda. Uma onda impiedosa de ataques de espadas, armas de fogo, flechas e magia caiu sobre o Garra de Jormag, e sem mais forças para lutar e sem ter como fugir, ele caiu no lago congelado, soltando um ultimo grito de revolta. Foi escrito na história que naquela tarde, que no ano de 1325 AE, no 27 dia do ciclo de Scion, nas montanhas gélidas dos Shiverpeaks, um pequeno exercito lutou com tudo que tinha, e derrotou o Garra de Jormag, o campeão do dragão de gelo. Tyria estava livre de uma de suas maiores ameaças naquela região. Companheiros de juntavam e comemoravam, e a notícia foi enviada à Hoelbrak.
Nossa comemoração foi breve, apesar de tudo. Após a batalha, era hora de ver quem havia sobrevivido, e encontrar nossos mortos (que não foram poucos). Estavamos cansados, muitos feridos, mas eu e Arawn nos juntamos às equipes de busca. Meu cão recebia cuidados para suas feridas junto com outros animais dos rangers que lutaram conosco. Procuravamos próximo à beira do penhasco, onde o dragão caiu, por eventuais soldados que foram pegos no caminho. Ajudavamos os feridos, e carregavamos os valentes que sucumbiram até onde pudessem ser pegos pelos soldados responsáveis e devidamente cuidados quando tudo terminasse.
Um soldado nos avistou e pediu nossa ajuda. Aparentemente havia um norn que tinha caido do penhasco numa pedra e estava lá. Fomos até ele, e ao chegar lá, ambos paramos.
-Oh, pelos espíritos... - Arawn exclamou, caindo de joelhos.
-Eu...sinto muito...-o soldado disse, e se retirou com pesar, assim que notou a diferença entre o corpo congelado e Arawn. Ele não havia morrido naquela baralha, mas muito tempo antes. Era o irmão de Arawn.
-Oh, meu amigo... -Toquei o ombro de meu amigo, o consolando... e pela ultima vez em minha jornada, minha consciência apagou.
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Contos do Amante da Morte [Semana 20]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 17: Nostalgia e Remorso
As planícies rubras retornavam àqueles tons conhecidos que as nomeavam e de volta ao cerco regional de Haldris, Marcos enxergava a paisagem com outros olhos em um misto de nostalgia e remorso.
Seguia sozinho a cavalo com um manto escuro e empoeirado de terra vermelha, tinha sido acompanhado por uma escolta de dois soldados de Gernot até as fronteiras, e dali por diante, o jovem Blackwood seguiu apenas na companhia de seus pensamentos.
Ao refazer as trilhas conhecidas, algumas agora tomadas pelos ramos que cresceram na primavera e secaram no verão, sentia como se o peso do mundo estivesse em suas costas, embora não fossem mais que os poucos sobreviventes daquela região. Em sua mente, não sabia como chegaria ao novo Infante, que provavelmente teria muitas outras ocupações do que receber um soldado desertor: como ele provavelmente seria compreendido naquela situação.
A única pessoa que poderia servir de interlocutor seria Matheus, por ser um clérigo, e era de conhecimento de todos que Dastan, filho de Vincent Audhild, era incrivelmente devoto de Manda, a deusa do Oculto. Mas pedir esse favor a Matheus significava colocá-lo em uma posição perigosa naquela guerra.
– Será que deveria conversar com “ela”? – os pensamentos de Marcos parafraseavam até onde alguém como Apony poderia estar envolvida em um conflito como este, ou sequer, se ela se importaria com tudo isso. Tinha prometido encontrá-la quando voltasse, mas imaginava isso acontecendo quando a guerra de fato tivesse acabado e não em meio a uma manobra política.
Sem dar-se conta, o jovem Blackwood guiou as rédeas de seu cavalo para o interior de um denso bosque com amendoeiras desfolhando, fez caminho até uma clareira onde uma figueira destacava-se na paisagem.
Desmontou e se aproximou da árvore retorcida que mantinha alguns entalhes inscritos em seu tronco:
– Não sei o que fazer – admitiu em tom cansado, como se confidenciasse para a árvore – voltei vivo, cumpri o que prometi, mas se não fizer como Gernot me disse, por quanto tempo mais viverei? Por que alguém como eu tinha de ser escolhido para algo tão importante? Será que conseguirei… – acariciou os desníveis no tronco relendo as inscrições – me diga mãe… o que tenho de fazer? O que posso fazer? – sussurrou esperando uma resposta ou ao menos uma inspiração.
Mas diferente do esperado, um outro som conhecido chegou aos seus ouvidos. Marcos virou-se de súbito ao reconhecer aquele miado rouco, deparando-se com a figura de um lince, já adulto em meio às folhas, observando-o curioso:
– Lirou!? – o tom de surpresa era perceptível em sua voz e expressão, mas o animal correu mata adentro. O jovem Blackwood seguiu, deixando para trás seu cavalo, afinal se fosse realmente Lirou, isso indicava que talvez Matheus estivesse nas imediações.
Mas não teve tempo de alcançar o felino, após desvencilhar-se das raízes bosque adentro, uma silhueta feminina de manto em meio às sombras chamou atenção de Marcos, que imediatamente parou:
– Apony!?
“Quando pensamos que temos alguma importância, é quando somos mais insignificantes”
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Capítulo 17: Nostalgia e Remorso
As planícies rubras retornavam àqueles tons conhecidos que as nomeavam e de volta ao cerco regional de Haldris, Marcos enxergava a paisagem com outros olhos em um misto de nostalgia e remorso.
Seguia sozinho a cavalo com um manto escuro e empoeirado de terra vermelha, tinha sido acompanhado por uma escolta de dois soldados de Gernot até as fronteiras, e dali por diante, o jovem Blackwood seguiu apenas na companhia de seus pensamentos.
Ao refazer as trilhas conhecidas, algumas agora tomadas pelos ramos que cresceram na primavera e secaram no verão, sentia como se o peso do mundo estivesse em suas costas, embora não fossem mais que os poucos sobreviventes daquela região. Em sua mente, não sabia como chegaria ao novo Infante, que provavelmente teria muitas outras ocupações do que receber um soldado desertor: como ele provavelmente seria compreendido naquela situação.
A única pessoa que poderia servir de interlocutor seria Matheus, por ser um clérigo, e era de conhecimento de todos que Dastan, filho de Vincent Audhild, era incrivelmente devoto de Manda, a deusa do Oculto. Mas pedir esse favor a Matheus significava colocá-lo em uma posição perigosa naquela guerra.
– Será que deveria conversar com “ela”? – os pensamentos de Marcos parafraseavam até onde alguém como Apony poderia estar envolvida em um conflito como este, ou sequer, se ela se importaria com tudo isso. Tinha prometido encontrá-la quando voltasse, mas imaginava isso acontecendo quando a guerra de fato tivesse acabado e não em meio a uma manobra política.
Sem dar-se conta, o jovem Blackwood guiou as rédeas de seu cavalo para o interior de um denso bosque com amendoeiras desfolhando, fez caminho até uma clareira onde uma figueira destacava-se na paisagem.
Desmontou e se aproximou da árvore retorcida que mantinha alguns entalhes inscritos em seu tronco:
– Não sei o que fazer – admitiu em tom cansado, como se confidenciasse para a árvore – voltei vivo, cumpri o que prometi, mas se não fizer como Gernot me disse, por quanto tempo mais viverei? Por que alguém como eu tinha de ser escolhido para algo tão importante? Será que conseguirei… – acariciou os desníveis no tronco relendo as inscrições – me diga mãe… o que tenho de fazer? O que posso fazer? – sussurrou esperando uma resposta ou ao menos uma inspiração.
Mas diferente do esperado, um outro som conhecido chegou aos seus ouvidos. Marcos virou-se de súbito ao reconhecer aquele miado rouco, deparando-se com a figura de um lince, já adulto em meio às folhas, observando-o curioso:
– Lirou!? – o tom de surpresa era perceptível em sua voz e expressão, mas o animal correu mata adentro. O jovem Blackwood seguiu, deixando para trás seu cavalo, afinal se fosse realmente Lirou, isso indicava que talvez Matheus estivesse nas imediações.
Mas não teve tempo de alcançar o felino, após desvencilhar-se das raízes bosque adentro, uma silhueta feminina de manto em meio às sombras chamou atenção de Marcos, que imediatamente parou:
– Apony!?
“Quando pensamos que temos alguma importância, é quando somos mais insignificantes”
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