Semana 15 do MONOBA
A nova semana acaba de sair do forno! Esta semana não teremos "Neocene II - nanoships" novamente.Confira as histórias clicando no link abaixo, na aba de cada obra ou navegando pelo blog.
Pepper & Donuts: Capítulo 15 - Donuts 15: Proteção
Nave Fantasma: Aurora 3.
Filho das Profundezas: Parte XV - Ula-Yhloa
Requiem: Santuário
Wild Hunt: Capitulo 14: Elo
Contos do Amante da Morte: Capítulo 13: Lança e Espada
Boa leitura para todos! Divirta-se! A votação já está no ar e vai até às 23:59 do dia 9 de julho (quarta-feira). Participe! Vote na enquete que fica na lateral do blog ou na aba "Votação". E a próxima rodada de "novels" estará no ar dia 11 de julho (sexta-feira), então não perca!
Resultado da semana 14
Totalizando 15 votos, o MONOBA apresenta a seguinte classificação:
Em primeiro lugar, com 8 votos, a história "Conto do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 4 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 1 voto, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (que disputou a colocação com "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm, em uma votação interna de desempate).
Seguidos de "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (1 voto) e "Wild Hunt", de Marlon Kalango (1 voto)."Requiem", de Natalie Bear, não participou essa semana, então não receberá ponto."Neocene II - nanoships", de Moonlance, está a seis semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá cinco pontos negativos (-5).
Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes em "Ranking".
Homenagem de Julho
Esta é a sua última chance de ajudar os escritores neste mês de julho. Lembrando que uma homenagem, que pode ser tanto ilustração ou fanfic (baseado nas histórias do MONOBA), vale 1 ponto. Quanto mais homenagens, mais pontos o seu escritor - ou escritores - favorito ganha! O prazo de envio é até dia 9 de julho e o tema deste mês é "inverno". Saiba mais como enviar sua homenagem em "Atividade Extra". Todas as homenagens serão postadas na nossa página do Facebook: www.facebook.com/mobilenovelbattle. Esperamos por você!
sexta-feira, 4 de julho de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 15]
Autor: Moonlance
- Sem capítulo esta semana -
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Pepper & Donuts [Semana 15]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 15 - Donuts 15: Proteção
Capítulo 15 - Donuts 15: Proteção
Da cozinha onde Masaki e sua mãe estavam, dava-se pra ouvir os gritos de Misaki e do pai. A cada resposta que Misaki dava, vinha-se outra repreensão do pai. A discussão perdurou por mais alguns minutos, até que Masaki levantou-se abruptamente da cadeira.
- Não aguento mais!! Vou lá interferir!
- Filho!!
No mesmo momento, os gritos e toda a discussão pararam. Ouviu-se uma voz feminina, que não era de Misaki dessa vez. Era Aiko.
- Aiko!!
- Essa não, o que ela foi fazer lá...?
Masaki e a mãe correram para a sala, quando viram Aiko confrontando o pai de Misaki. Misaki estava logo atrás da garota, sem saber o que falar.
- Chega disso, tio!! Não percebe que a Miki está sofrendo? A culpa não foi dela, foi minha! Eu nunca devia ter voltado pra cá sem saber como a minha prima se sentia em relação a mim.
Aiko se virou e olhou para Miki.
- Miki, desculpa. Eu vou ver se fico na casa da vovó. Se eu soubesse que você ainda estava se sentindo mal por causa do que aconteceu quando eu fui embora, eu...nem teria aparecido.
Aiko dá um sorriso e sai da sala. Miki, que até o momento estava encarando a prima com uma expressão pálida, desabou no chão.
- Misaki, você vai ajudar sua mãe na cozinha e limpar a casa essa semana. Esse é seu castigo, entendido?
Misaki não respondeu. Estava muito abalada pelas palavras da prima para responder qualquer coisa. O pai virou-se e também saiu da sala, acompanhado pela mãe, que estava apreensiva. Masaki foi até a irmã e sentou-se perto dela.
- Miki, espero que tenha percebido o quanto a sua prima se importa com você. Mesmo depois de todo esse tempo, ela ainda consegue entender seus sentimentos. Isso já não é o bastante pra você voltar a conversar com ela?
Miki virou a cabeça para cima e o irmão lhe deu um sorriso. Em seguida, deu pequenos petelecos em sua cabeça.
- Ai!! Isso dói, Masaki!!
- Agora que você está melhor, que tal ir lá conversar com a Aiko, hein?
- ….não sei.
- Vamos lá, eu compro uns donuts pra você na padaria da esquina e depois você promete que vai resolver as coisas com ela?
- Okay. Masaki...
- O que foi?
- Obrigada. Eu fico sempre implicando com você mas no final é você que me salva das besteiras que faço...
- Bom, sou seu irmão. Sei que a gente ficou meio afastado durante um tempo, mas eu quero poder compensar aquele ano que você ficou morando com a vovó e o tio Akihiko. Além do mais, não fui quem te salvou hoje.
- Hã?
- Foi a Aiko. Que nem aquele dia lá no parque, não?
- Sim...verdade.
O coração de Misaki encheu-se de alegria ao lembrar-se do gesto da prima, há alguns minutos atrás. A turbulência havia cessado.
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- Não aguento mais!! Vou lá interferir!
- Filho!!
No mesmo momento, os gritos e toda a discussão pararam. Ouviu-se uma voz feminina, que não era de Misaki dessa vez. Era Aiko.
- Aiko!!
- Essa não, o que ela foi fazer lá...?
Masaki e a mãe correram para a sala, quando viram Aiko confrontando o pai de Misaki. Misaki estava logo atrás da garota, sem saber o que falar.
- Chega disso, tio!! Não percebe que a Miki está sofrendo? A culpa não foi dela, foi minha! Eu nunca devia ter voltado pra cá sem saber como a minha prima se sentia em relação a mim.
Aiko se virou e olhou para Miki.
- Miki, desculpa. Eu vou ver se fico na casa da vovó. Se eu soubesse que você ainda estava se sentindo mal por causa do que aconteceu quando eu fui embora, eu...nem teria aparecido.
Aiko dá um sorriso e sai da sala. Miki, que até o momento estava encarando a prima com uma expressão pálida, desabou no chão.
- Misaki, você vai ajudar sua mãe na cozinha e limpar a casa essa semana. Esse é seu castigo, entendido?
Misaki não respondeu. Estava muito abalada pelas palavras da prima para responder qualquer coisa. O pai virou-se e também saiu da sala, acompanhado pela mãe, que estava apreensiva. Masaki foi até a irmã e sentou-se perto dela.
- Miki, espero que tenha percebido o quanto a sua prima se importa com você. Mesmo depois de todo esse tempo, ela ainda consegue entender seus sentimentos. Isso já não é o bastante pra você voltar a conversar com ela?
Miki virou a cabeça para cima e o irmão lhe deu um sorriso. Em seguida, deu pequenos petelecos em sua cabeça.
- Ai!! Isso dói, Masaki!!
- Agora que você está melhor, que tal ir lá conversar com a Aiko, hein?
- ….não sei.
- Vamos lá, eu compro uns donuts pra você na padaria da esquina e depois você promete que vai resolver as coisas com ela?
- Okay. Masaki...
- O que foi?
- Obrigada. Eu fico sempre implicando com você mas no final é você que me salva das besteiras que faço...
- Bom, sou seu irmão. Sei que a gente ficou meio afastado durante um tempo, mas eu quero poder compensar aquele ano que você ficou morando com a vovó e o tio Akihiko. Além do mais, não fui quem te salvou hoje.
- Hã?
- Foi a Aiko. Que nem aquele dia lá no parque, não?
- Sim...verdade.
O coração de Misaki encheu-se de alegria ao lembrar-se do gesto da prima, há alguns minutos atrás. A turbulência havia cessado.
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Nave Fantasma [Semana 15]
Autor: Lucas Suwgamm
Aurora 3.
Algumas horas passaram, desde a queda de Carlos e Foster e os dois continuavam a andar, pelo compartimento mais baixo da nave.Não haviam se falado desde do último incidente, o experiente renegado ia na frente e não parava por um segundo e nem olhava para Foster, que vinha atrás, mantendo uma certa distancia.
O capitão da união estava inquieto e perdido em suas reflexões, não deixava de pensar sobre a “verdade” que aquele sujeito mencionara, entretanto evitava diálogos com o mesmo, ele realmente não gostava dessa companhia forçada.
— Não vai perguntar? — Carlos continuava a andar nem ao menos olhou para trás.
A pergunta do velho lobo do espaço pegou Foster desprevenido, o abalou internamente, não conseguia entender como ele sabia o que se passava na sua cabeça – Perguntar o que? — respondeu de forma calma, tentando esconder sua surpresa.
— Ora, ora, vai querer fazer joguinhos? Tudo bem. — Foster já podia imaginar o sorriso que ele tanto odiava na cara do renegado, após essa frase.
— O que essa nave supostamente esconde? — O capitão da união, se sentia novamente derrotado.
— Você qual o nome dessa nave? — parou para tentar abrir uma porta a sua frente. — Ou nem isso o Governo da União te falou?
— Não sei e eles também não sabem, esse é um dos motivos da minha missão. — Foster postou-se ao lado de Carlos e começava a examinar o painel de números da fechadura a sua frente.
— Huahuahua – Colocou a mão na testa enquanto balançava em negação – E você caiu que nem patinho nesse conto!
Foster ficou calado, tirou a tampa do painel de números e começou a mexer internamente na tranca, contudo, estava com raiva por não poder fazer nada contra esse sujeito, por enquanto, ou era isso que ele pensava.
— Muito bem, vou lhe dizer. — olhou com os cantos dos olhos para Foster — Essa é Aurora 3! Contemple-a garoto!
O homem de cabelo preto e curto parou os seus afazeres imediatamente – Mas ela foi destruída na batalha de Horus, exatamente por uma ataque traiçoeiro de vocês! – colocou o seu dedo indicador na cara de Carlos.
— E como uma nave que foi destruída por um suposto “ataque traiçoeiro”, aparece intacta depois de vários anos? — O renegado observava com atenção as reações de Foster.
— Simples, você está mentindo, tentando me enganar. — O capitão voltava a se concentrar em destrancar a porta, pensava que assim esqueceria essa besteira que Carlos falava.
— O que eu ganharia te enganando? Acreditando em mim ou não, sua vontade de me matar vai continuar a mesma.— coçava a sua barba.
Foster não tinha resposta para isso e temia que essa nave fosse realmente a Aurora 3, afinal por um ataque a ela que a União terrena começou uma guerra contra as colônias renegadas, mas acima disso, temia mais ainda esse sujeito, conseguia prever todos os seus pensamentos e sentimentos, sabia que tinha que fazer algo em relação a isso, antes que ele entre no jogo de Carlos, isso é, se já não entrou.
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Aurora 3.
Algumas horas passaram, desde a queda de Carlos e Foster e os dois continuavam a andar, pelo compartimento mais baixo da nave.Não haviam se falado desde do último incidente, o experiente renegado ia na frente e não parava por um segundo e nem olhava para Foster, que vinha atrás, mantendo uma certa distancia.
O capitão da união estava inquieto e perdido em suas reflexões, não deixava de pensar sobre a “verdade” que aquele sujeito mencionara, entretanto evitava diálogos com o mesmo, ele realmente não gostava dessa companhia forçada.
— Não vai perguntar? — Carlos continuava a andar nem ao menos olhou para trás.
A pergunta do velho lobo do espaço pegou Foster desprevenido, o abalou internamente, não conseguia entender como ele sabia o que se passava na sua cabeça – Perguntar o que? — respondeu de forma calma, tentando esconder sua surpresa.
— Ora, ora, vai querer fazer joguinhos? Tudo bem. — Foster já podia imaginar o sorriso que ele tanto odiava na cara do renegado, após essa frase.
— O que essa nave supostamente esconde? — O capitão da união, se sentia novamente derrotado.
— Você qual o nome dessa nave? — parou para tentar abrir uma porta a sua frente. — Ou nem isso o Governo da União te falou?
— Não sei e eles também não sabem, esse é um dos motivos da minha missão. — Foster postou-se ao lado de Carlos e começava a examinar o painel de números da fechadura a sua frente.
— Huahuahua – Colocou a mão na testa enquanto balançava em negação – E você caiu que nem patinho nesse conto!
Foster ficou calado, tirou a tampa do painel de números e começou a mexer internamente na tranca, contudo, estava com raiva por não poder fazer nada contra esse sujeito, por enquanto, ou era isso que ele pensava.
— Muito bem, vou lhe dizer. — olhou com os cantos dos olhos para Foster — Essa é Aurora 3! Contemple-a garoto!
O homem de cabelo preto e curto parou os seus afazeres imediatamente – Mas ela foi destruída na batalha de Horus, exatamente por uma ataque traiçoeiro de vocês! – colocou o seu dedo indicador na cara de Carlos.
— E como uma nave que foi destruída por um suposto “ataque traiçoeiro”, aparece intacta depois de vários anos? — O renegado observava com atenção as reações de Foster.
— Simples, você está mentindo, tentando me enganar. — O capitão voltava a se concentrar em destrancar a porta, pensava que assim esqueceria essa besteira que Carlos falava.
— O que eu ganharia te enganando? Acreditando em mim ou não, sua vontade de me matar vai continuar a mesma.— coçava a sua barba.
Foster não tinha resposta para isso e temia que essa nave fosse realmente a Aurora 3, afinal por um ataque a ela que a União terrena começou uma guerra contra as colônias renegadas, mas acima disso, temia mais ainda esse sujeito, conseguia prever todos os seus pensamentos e sentimentos, sabia que tinha que fazer algo em relação a isso, antes que ele entre no jogo de Carlos, isso é, se já não entrou.
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Filho das Profundezas [Semana 15]
Autor: Marco Fischer
Parte XV - Ula-Yhloa
Várias semanas haviam se passado desde que o Hummingbird havia partido das Ilhas Kupuna. Durante esse tempo, Violka e Pesha, os únicos capazes de conversar com o Maleko em seu idioma aquático, tentaram descobrir mais sobre sua origem, sem muito progresso. O garoto não se lembrava de sequer já ter visto alguém como ele, e pelo que Pesha verificara em seus livros, não havia qualquer indicação de qual poderia ser sua espécie, mesmo com tantas raças marítimas catalogadas pelos naturalistas do Império.
Todo o interesse dos Arautos do Vapor fazia mais sentido para ele agora, assim como o de sua capitã. Porém, ao contrário de Faulkner, Violka via o garoto-peixe como um indivíduo a ser ajudado, não uma simples cobaia a ser estudada. Pesha não podia deixar de admirar a nobreza de coração da mulher, embora seu bom tratamento estivesse dando muito resultado. De certo, Violka também estava interessada na ilha de Ula-Yhloa, para onde a misteriosa criatura parecia conduzir, e lá ele com certeza encontraria material digno para uma publicação científica. A tripulação iria protegê-lo de qualquer perigo, e quando retornasse para a Real Academia o Império teria que aceitar respeitá-lo como um estudioso de origem cigana.
Foi em uma manhã de Setembro que Chuva de Outono finalmente alcançou as coordenadas do mapa estelar e avistou a ilha na distância. A elfa estava empolgada em finalmente conhecer o que poderia ser a casa de seu novo amigo. Talvez houvesse outros como ele lá, escondidos do resto do mundo naquele lugar isolado. Eles eram espertos, ela pensou com um pouco de tristeza, lembrando-se da degradação e escravidão que seu povo havia sofrido nas mãos das nações humanas. Haviam pessoas que eram boas como Violka, mas apesar de ter coberto as marcas com os desenhos bonitos de suas tatuagens, as cicatrizes do que havia passado no cativeiro antes de ser resgatada ainda doíam na sua pele e na sua alma.
De longe, Ula-Yhloa já chamava atenção pela estranha formação rochosa que se destacava em seu centro. Era um bloco de pedra em forma de trapézio, desgastado pela ação do vento e coberto por algo que na distância parecia vegetação. Rochedos de aparência rugosa o cercavam na água, que tinha uma cor entre o esverdeado e o púrpura. Não havia nenhum sinal de aves marinhas fazendo seus ninhos ali, o que era estranho, mas ao entrarem em águas mais rasas os tripulantes avistaram cardumes inteiros de águas-vivas e arraias nadando entre corais de aspecto esbranquiçado.
Agora que o Hummingbird estava mais uma vez velejando pela água em busca de um lugar para aportar, Violka julgou perigoso avançar e decidiu baixar âncora ali mesmo, decidindo avançar com Pesha em um bote até a ilha para fazer um reconhecimento. A capitã preferiu não preocupar os demais com algo de que não estava certa, mas havia coisas em Ula-Yhloa que pareciam simplesmente erradas. Ela não sabia descrever o que era, mas o fato é que aquele lugar definitivamente não conseguia lhe passar uma boa impressão.
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Parte XV - Ula-Yhloa
Várias semanas haviam se passado desde que o Hummingbird havia partido das Ilhas Kupuna. Durante esse tempo, Violka e Pesha, os únicos capazes de conversar com o Maleko em seu idioma aquático, tentaram descobrir mais sobre sua origem, sem muito progresso. O garoto não se lembrava de sequer já ter visto alguém como ele, e pelo que Pesha verificara em seus livros, não havia qualquer indicação de qual poderia ser sua espécie, mesmo com tantas raças marítimas catalogadas pelos naturalistas do Império.
Todo o interesse dos Arautos do Vapor fazia mais sentido para ele agora, assim como o de sua capitã. Porém, ao contrário de Faulkner, Violka via o garoto-peixe como um indivíduo a ser ajudado, não uma simples cobaia a ser estudada. Pesha não podia deixar de admirar a nobreza de coração da mulher, embora seu bom tratamento estivesse dando muito resultado. De certo, Violka também estava interessada na ilha de Ula-Yhloa, para onde a misteriosa criatura parecia conduzir, e lá ele com certeza encontraria material digno para uma publicação científica. A tripulação iria protegê-lo de qualquer perigo, e quando retornasse para a Real Academia o Império teria que aceitar respeitá-lo como um estudioso de origem cigana.
Foi em uma manhã de Setembro que Chuva de Outono finalmente alcançou as coordenadas do mapa estelar e avistou a ilha na distância. A elfa estava empolgada em finalmente conhecer o que poderia ser a casa de seu novo amigo. Talvez houvesse outros como ele lá, escondidos do resto do mundo naquele lugar isolado. Eles eram espertos, ela pensou com um pouco de tristeza, lembrando-se da degradação e escravidão que seu povo havia sofrido nas mãos das nações humanas. Haviam pessoas que eram boas como Violka, mas apesar de ter coberto as marcas com os desenhos bonitos de suas tatuagens, as cicatrizes do que havia passado no cativeiro antes de ser resgatada ainda doíam na sua pele e na sua alma.
De longe, Ula-Yhloa já chamava atenção pela estranha formação rochosa que se destacava em seu centro. Era um bloco de pedra em forma de trapézio, desgastado pela ação do vento e coberto por algo que na distância parecia vegetação. Rochedos de aparência rugosa o cercavam na água, que tinha uma cor entre o esverdeado e o púrpura. Não havia nenhum sinal de aves marinhas fazendo seus ninhos ali, o que era estranho, mas ao entrarem em águas mais rasas os tripulantes avistaram cardumes inteiros de águas-vivas e arraias nadando entre corais de aspecto esbranquiçado.
Agora que o Hummingbird estava mais uma vez velejando pela água em busca de um lugar para aportar, Violka julgou perigoso avançar e decidiu baixar âncora ali mesmo, decidindo avançar com Pesha em um bote até a ilha para fazer um reconhecimento. A capitã preferiu não preocupar os demais com algo de que não estava certa, mas havia coisas em Ula-Yhloa que pareciam simplesmente erradas. Ela não sabia descrever o que era, mas o fato é que aquele lugar definitivamente não conseguia lhe passar uma boa impressão.
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Requiem [Semana 15]
Autora: Natalie Bear
Santuário
Foi uma longa viagem. Duas semanas na estrada trocando de carruagem para carro e trem, até que finalmente colocassem os pés em Cuzco, que ficava tão perto de parte das famosas cadeias de montanhas que formam a Cordilheira dos Andes. Rebeca finalmente tinha chegado na cidade que fora indicada na carta que, naquele frio e nublado dia de outono, atravessou a pequena portinhola de correio na porta de sua casa. Lá na tão distante Londres da qual a moça já sentia saudades, mas que não ousaria retornar sem antes encontrar seu pai e levá-lo junto. Com os pés naquela terra, tendo agora tempo para descansar da travessia que fizera em parte do país, Rebeca não sabia qual era o próximo passo que daria. O que deveria esperar, se é que deveria realmente esperar por algo. Encontrava-se em uma encruzilhada da qual desconhecia os caminhos disponíveis. À cada dia sua aflição aumentava e tornava-se difícil fechar os olhos e dormir à noite.
- Vai ficar aí fora? - Lawrence chamou a atenção da jovem, a tirando da profunda e hipnótica linha de pensamentos conturbados em sua mente.
- Eu… Só estou tomando um pouco de ar. - olhou para cima, para o céu estrelado. As estrelas que via nos últimos dias de viagem eram muito mais abundantes que aquelas que conseguia ver de sua terra. Era uma visão magnífica, encantadora.
- Estas pessoas podem não gostar de estarmos aqui fora quando eles estão nos dando um lugar para passar a noite. - apesar das palavras, o sujeito sentou-se no chão, ao lado do banco de madeira que Rebeca usava. Xerife veio logo atrás e colocou-se ao lado de seu dono lambendo-lhe o rosto e abanando a cauda, esperando por alguma ação.
- Então por que está sentando-se aí? - observava-o acariciar o volumoso pelo branco e preto do fiel companheiro.
- Gosto de ver as estrelas antes de dormir. Passava horas olhando para o céu logo antes de ir para a cama quando estava no rancho.
- O rancho… - baixou a cabeça, fitando suas botas pretas sobre o gramado do gentil casal de idosos que lhes oferecera abrigo e comida para aquela noite, após à eles contarem seus fantasmas - Você se recusou a me contar qualquer coisa depois daquele dia na carruagem. - avisou amargamente, voltando a indignar-se. Lawrence já sabia de todo o drama que Rebeca estava passando em sua vida, no entanto ela nada sabia daquele homem que, sem nenhum real bom motivo, continuava a lhe seguir e ajudar.
- Sinto muito. - respondeu… E foi apenas isso.
A moça suspirou, já sabendo que era inútil tentar.
- Agora me resta descobrir o que preciso fazer em Cuzco…
- Investigar.
- Por onde começar? É uma cidade inteira… Só poderei perguntar aleatoriamente as pessoas sobre as últimas expedições arqueológicas à Vilcabamba.
- Então faremos isso amanhã. - respondeu resoluto e deitou-se na grama.
Rebeca franziu o cenho, insegura. Tinha medo continuar e descobrir algo que não gostasse.
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Santuário
Foi uma longa viagem. Duas semanas na estrada trocando de carruagem para carro e trem, até que finalmente colocassem os pés em Cuzco, que ficava tão perto de parte das famosas cadeias de montanhas que formam a Cordilheira dos Andes. Rebeca finalmente tinha chegado na cidade que fora indicada na carta que, naquele frio e nublado dia de outono, atravessou a pequena portinhola de correio na porta de sua casa. Lá na tão distante Londres da qual a moça já sentia saudades, mas que não ousaria retornar sem antes encontrar seu pai e levá-lo junto. Com os pés naquela terra, tendo agora tempo para descansar da travessia que fizera em parte do país, Rebeca não sabia qual era o próximo passo que daria. O que deveria esperar, se é que deveria realmente esperar por algo. Encontrava-se em uma encruzilhada da qual desconhecia os caminhos disponíveis. À cada dia sua aflição aumentava e tornava-se difícil fechar os olhos e dormir à noite.
- Vai ficar aí fora? - Lawrence chamou a atenção da jovem, a tirando da profunda e hipnótica linha de pensamentos conturbados em sua mente.
- Eu… Só estou tomando um pouco de ar. - olhou para cima, para o céu estrelado. As estrelas que via nos últimos dias de viagem eram muito mais abundantes que aquelas que conseguia ver de sua terra. Era uma visão magnífica, encantadora.
- Estas pessoas podem não gostar de estarmos aqui fora quando eles estão nos dando um lugar para passar a noite. - apesar das palavras, o sujeito sentou-se no chão, ao lado do banco de madeira que Rebeca usava. Xerife veio logo atrás e colocou-se ao lado de seu dono lambendo-lhe o rosto e abanando a cauda, esperando por alguma ação.
- Então por que está sentando-se aí? - observava-o acariciar o volumoso pelo branco e preto do fiel companheiro.
- Gosto de ver as estrelas antes de dormir. Passava horas olhando para o céu logo antes de ir para a cama quando estava no rancho.
- O rancho… - baixou a cabeça, fitando suas botas pretas sobre o gramado do gentil casal de idosos que lhes oferecera abrigo e comida para aquela noite, após à eles contarem seus fantasmas - Você se recusou a me contar qualquer coisa depois daquele dia na carruagem. - avisou amargamente, voltando a indignar-se. Lawrence já sabia de todo o drama que Rebeca estava passando em sua vida, no entanto ela nada sabia daquele homem que, sem nenhum real bom motivo, continuava a lhe seguir e ajudar.
- Sinto muito. - respondeu… E foi apenas isso.
A moça suspirou, já sabendo que era inútil tentar.
- Agora me resta descobrir o que preciso fazer em Cuzco…
- Investigar.
- Por onde começar? É uma cidade inteira… Só poderei perguntar aleatoriamente as pessoas sobre as últimas expedições arqueológicas à Vilcabamba.
- Então faremos isso amanhã. - respondeu resoluto e deitou-se na grama.
Rebeca franziu o cenho, insegura. Tinha medo continuar e descobrir algo que não gostasse.
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Wild Hunt [Semana 15]
Autor: Marlon Kalango
Capitulo 14: Elo
Capitulo 14: Elo
Eu cuidava das feridas do gentil e assustado quaggan, enquanto Arawn entoava uma prece aos seus Espíritos Selvagens. Um canto tão lindo quanto triste. Acompanhei o pequeno morador das profundezas até o rio próximo, e dissemos nosso adeus, ele profundamente agradecido. Antes de mergulhar nas aguás gélidas, ele virou-se e me disse:
-Coo, Quaggan tem que dizer algo ao héroi salvador. - Ele me disse, no jeito peculiar de sua raça. - Quaggan viu um Norn, parecido com seu amigo, lá no outro lado do lago, no alto de um morro. Quaggan não podia ajudar tão alto, mas ele cantava a mesma melodia que seu amigo. Um dia ele sumiu.
-E você sabe se ele ainda está vivo? - Perguntei, mas dificilmente esperando alguma resposta positiva.
-Quaggan não sabe. Quaggan pede desculpas, mas é tudo que Quaggan sabe.
-Tudo bem. - sorri. Particularmente, eu tinha uma compaixão enorme pelos Quaggan. Uma raça tão doce e gentil, expulsa de seu lar pelos Krait, e tentando reconstruir suas cidades submersas nas aguas rasas de Tyria.- Muito obrigado por ter me dito isso, amigo. Vá em paz, e em segurança.
Ele sorriu e desapareceu nas aguas. Retornei a Arawn, em sua prece, e toquei-lhe o ombro. Ele não estava com sua marca necromantica no rosto, e pude ver seus olhos vermelhos pelas lágrimas. Senti uma urgência em mim, lágrimas vindo aos meus próprios olhos, e o abracei. A diferença de tamanho era absurda, e mesmo ele estando de joelhos e eu de pé, tive que me esticar um pouco para alcançar seu pescoço. Ele retribuiu o gesto, soltando um suspiro profundo e sentido.
-Se recomponha, Arawn! - Disse-lhe, o olhando nos olhos. - O Quaggan pode ter visto seu irmão no outro lado deste rio. Vamos encontrá-lo!
-Ainda com vida? - A pergunta foi mais pra ele mesmo que para mim.- Desculpe, meu amigo. Creio que é dificil para você entender o quão profundos são os laços familiares de nosso povo. Especialmente os nacidos wolfborn como eu. O mero pensamento de um ente querido morrer é como um golpe na alma. Familia é uma extensão do...
-...seu próprio ser, e abençoado pelos Espíritos Selvagens. -disse, me surpreendendo. Franzi as sobrancelhas em confusão e Arawn me olhou igualmente surpreso. - Arawn, creio que talvez um sylvari tenha viajado com seu irmão, e atravez do sonho, eu tenha recebido algumas de suas memórias. Por algum motivo, minha Wild Hunt me liga a você. Eu prometo, não vou descansar até que encontremos seu irmão.
Ele me olhou com ternura, e sorriu. A dor em seu peito pareceia ter aliviado um pouco.
-Obrigado, meu amigo.- Nem percebi, mas ainda estavamos abraçados. Nos soltamos, ele se pos de pé, cobrindo os olhos com sua marca novamente. O vento começava a soprar forte novamente. - Temos um bom caminho pela frente. Vamos ao outro lado deste lago!
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-Coo, Quaggan tem que dizer algo ao héroi salvador. - Ele me disse, no jeito peculiar de sua raça. - Quaggan viu um Norn, parecido com seu amigo, lá no outro lado do lago, no alto de um morro. Quaggan não podia ajudar tão alto, mas ele cantava a mesma melodia que seu amigo. Um dia ele sumiu.
-E você sabe se ele ainda está vivo? - Perguntei, mas dificilmente esperando alguma resposta positiva.
-Quaggan não sabe. Quaggan pede desculpas, mas é tudo que Quaggan sabe.
-Tudo bem. - sorri. Particularmente, eu tinha uma compaixão enorme pelos Quaggan. Uma raça tão doce e gentil, expulsa de seu lar pelos Krait, e tentando reconstruir suas cidades submersas nas aguas rasas de Tyria.- Muito obrigado por ter me dito isso, amigo. Vá em paz, e em segurança.
Ele sorriu e desapareceu nas aguas. Retornei a Arawn, em sua prece, e toquei-lhe o ombro. Ele não estava com sua marca necromantica no rosto, e pude ver seus olhos vermelhos pelas lágrimas. Senti uma urgência em mim, lágrimas vindo aos meus próprios olhos, e o abracei. A diferença de tamanho era absurda, e mesmo ele estando de joelhos e eu de pé, tive que me esticar um pouco para alcançar seu pescoço. Ele retribuiu o gesto, soltando um suspiro profundo e sentido.
-Se recomponha, Arawn! - Disse-lhe, o olhando nos olhos. - O Quaggan pode ter visto seu irmão no outro lado deste rio. Vamos encontrá-lo!
-Ainda com vida? - A pergunta foi mais pra ele mesmo que para mim.- Desculpe, meu amigo. Creio que é dificil para você entender o quão profundos são os laços familiares de nosso povo. Especialmente os nacidos wolfborn como eu. O mero pensamento de um ente querido morrer é como um golpe na alma. Familia é uma extensão do...
-...seu próprio ser, e abençoado pelos Espíritos Selvagens. -disse, me surpreendendo. Franzi as sobrancelhas em confusão e Arawn me olhou igualmente surpreso. - Arawn, creio que talvez um sylvari tenha viajado com seu irmão, e atravez do sonho, eu tenha recebido algumas de suas memórias. Por algum motivo, minha Wild Hunt me liga a você. Eu prometo, não vou descansar até que encontremos seu irmão.
Ele me olhou com ternura, e sorriu. A dor em seu peito pareceia ter aliviado um pouco.
-Obrigado, meu amigo.- Nem percebi, mas ainda estavamos abraçados. Nos soltamos, ele se pos de pé, cobrindo os olhos com sua marca novamente. O vento começava a soprar forte novamente. - Temos um bom caminho pela frente. Vamos ao outro lado deste lago!
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semana 15,
Wild Hunt
Contos do Amante da Morte [Semana 15]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 13: Lança e Espada
Naquela noite, o céu e a terra eram imersos em um mesmo tom de laranja fumegante e avassalador. O som das chamas crepitando, das estruturas de madeira ruindo, os gritos dos homens em seus pedidos de misericórdia. Marcos estava parado, paralisado pelo terror, suas pernas bambeavam, suas mãos tremiam e seus olhos não conseguiam fixar nenhuma saída:
– N-não… não posso… e-eu prometi! – as palavras eram sibiladas, e embora sua mente tentasse se convencer a todo custo, seu corpo não obedecia.
Logo uma voz conhecida lhe chamou com urgência. Solomon, montado em seu cavalo pardo preferido, parava brevemente ao lado do moreno:
– Se prometeu, cumpra! Se deu sua palavra, honre! Morra nas chamas como um verme, ou enfrente e sobreviva! – o rosto do ruivo estava mais sombrio e duro do que de costume, mas seu olhar nunca esteve tão intenso.
Dito isto, Solomon cavalgou, gritando ordens para alguns homens, organizando-os em uma linha de doze homens montados e mais seis a pé. Rumaram para frente junto ao portão escancarado do forte. Marcos observou aqueles homens excepcionais tão melhor preparados para enfrentar uma batalha de vida e morte, que só conseguia amaldiçoar sua própria incapacidade:
– Inferno! Eu quero ir, mas não quero morrer… – apertou o punho do machado com força o suficiente para seus tremores cessarem – Eu sou um covarde… um maldito covarde! MALDIÇÃO! – Suas pernas finalmente se moveram para frente, seu rosto vertia lágrimas misturadas ao suor e as cinzas, seu coração saltava em seu peito a cada passo dado adiante, sua mente num turbilhão de pensamentos, seus pais, seus irmãos, Apony, até tudo isso desaparecer e dar lugar apenas a uma forte convicção:
– VIVER!!! – Marcos soltava o ar de seus pulmões em um grito tão desesperado quanto seu ataque, alcançando a linha de frente, a tempo de ver Solomon ser atravessado por uma lança na axila do braço direito e em seguida, o homem que o atingira deslizava sua espada de lâmina fina e comprida para a garganta do outro, abrindo um vão que fez chover o sangue do ruivo.
Marcos não teve tempo para chorar a perda, apenas se lançou contra o maior com a espada e escudo, sendo rechaçado quando o outro moveu o cadáver de Solomon na direção do moreno que bloqueou com seu escudo. No instante seguinte, as lâminas das espadas dançaram e se enroscaram de forma que o jovem Blackwood foi desarmado. Agora, com a guarda aberta, a mesma lança que perfurou seu Capitão o perfurava no ombro direito, fazendo-o cerrar os dentes pela dor aguda da ponta afiada dilacerando a carne, abrindo espaço para o cabo da arma.
Não demorou para que a mesma lâmina que ceifou seus outros companheiros, fizesse caminho ágil até sua garganta e, por reflexo, Marcos sacou seu machado e arremessou na direção do outro, sem expectativa de acerto, sem esperanças. Seu último movimento não foi para se proteger, e sim para acertar seu inimigo custasse o que custasse.
“Mortos não contam histórias, é o que dizem!”
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Capítulo 13: Lança e Espada
Naquela noite, o céu e a terra eram imersos em um mesmo tom de laranja fumegante e avassalador. O som das chamas crepitando, das estruturas de madeira ruindo, os gritos dos homens em seus pedidos de misericórdia. Marcos estava parado, paralisado pelo terror, suas pernas bambeavam, suas mãos tremiam e seus olhos não conseguiam fixar nenhuma saída:
– N-não… não posso… e-eu prometi! – as palavras eram sibiladas, e embora sua mente tentasse se convencer a todo custo, seu corpo não obedecia.
Logo uma voz conhecida lhe chamou com urgência. Solomon, montado em seu cavalo pardo preferido, parava brevemente ao lado do moreno:
– Se prometeu, cumpra! Se deu sua palavra, honre! Morra nas chamas como um verme, ou enfrente e sobreviva! – o rosto do ruivo estava mais sombrio e duro do que de costume, mas seu olhar nunca esteve tão intenso.
Dito isto, Solomon cavalgou, gritando ordens para alguns homens, organizando-os em uma linha de doze homens montados e mais seis a pé. Rumaram para frente junto ao portão escancarado do forte. Marcos observou aqueles homens excepcionais tão melhor preparados para enfrentar uma batalha de vida e morte, que só conseguia amaldiçoar sua própria incapacidade:
– Inferno! Eu quero ir, mas não quero morrer… – apertou o punho do machado com força o suficiente para seus tremores cessarem – Eu sou um covarde… um maldito covarde! MALDIÇÃO! – Suas pernas finalmente se moveram para frente, seu rosto vertia lágrimas misturadas ao suor e as cinzas, seu coração saltava em seu peito a cada passo dado adiante, sua mente num turbilhão de pensamentos, seus pais, seus irmãos, Apony, até tudo isso desaparecer e dar lugar apenas a uma forte convicção:
– VIVER!!! – Marcos soltava o ar de seus pulmões em um grito tão desesperado quanto seu ataque, alcançando a linha de frente, a tempo de ver Solomon ser atravessado por uma lança na axila do braço direito e em seguida, o homem que o atingira deslizava sua espada de lâmina fina e comprida para a garganta do outro, abrindo um vão que fez chover o sangue do ruivo.
Marcos não teve tempo para chorar a perda, apenas se lançou contra o maior com a espada e escudo, sendo rechaçado quando o outro moveu o cadáver de Solomon na direção do moreno que bloqueou com seu escudo. No instante seguinte, as lâminas das espadas dançaram e se enroscaram de forma que o jovem Blackwood foi desarmado. Agora, com a guarda aberta, a mesma lança que perfurou seu Capitão o perfurava no ombro direito, fazendo-o cerrar os dentes pela dor aguda da ponta afiada dilacerando a carne, abrindo espaço para o cabo da arma.
Não demorou para que a mesma lâmina que ceifou seus outros companheiros, fizesse caminho ágil até sua garganta e, por reflexo, Marcos sacou seu machado e arremessou na direção do outro, sem expectativa de acerto, sem esperanças. Seu último movimento não foi para se proteger, e sim para acertar seu inimigo custasse o que custasse.
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“SentiMente” [Cancelado]
Autora: Silvia Verlene
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