Semana 5 do MONOBA
A quinta rodada de "novels" está no ar. Um novo mês começa no MONOBA. Será que com o novo mês virá uma reviravolta no ranking? Confira as histórias clicando nos links a seguir, nas abas de cada obra ou simplesmente navegando pelo blog.
Pepper & Donuts: Capítulo 05 - Donuts 05: silêncio
Nave Fantasma: Fim de papo.
Filho das Profundezas: Parte V - Aperto
Requiem: O Fugitivo
Wild Hunt: Capítulo 5: O erro.
"SentiMente" [Semana 05]
Contos do Amante da Morte: Capítulo 04 - Mau presságio.
Infelizmente não teremos "Neocene II - nanoships" nesta semana. O texto não foi entregue no prazo, então ele ficará de fora na quinta rodada.
Lembrando que você já pode votar na melhor história da semana pela enquete que fica na lateral do blog ou pela aba de "Votação". As votações vão até às 23:59 do dia 30 de abril (quarta-feira). Então não deixe de participar e apoiar o seu escritor favorito. A nova rodada de "novels" estará no ar no dia 2 de maio (sexta-feira).
Boa leitura e divirtam-se!
Resultado da votação da semana 4 e do mês de abril
Em um total de 38 votos, a quarta semana de MONOBA trouxe as seguintes classificações:
Em primeiro lugar, com 16 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 7 votos, a história "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm.
Em terceiro lugar, com 5 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer (que disputou a colocação com "Requiem", de Natalie Bear, em uma votação interna de desempate).
Em seguida temos "Requiem", de Natalie Bear (5 votos); "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (3 votos); "Wild Hunt", de Marlon Kalango (2 votos); "Neocene II - nanoships", de Moonlance (sem voto) e "SentiMente", de Silvia Verlene (sem voto).
Depois de 4 semanas - e um total de 126 votos -, o MONOBA tem orgulho em apresentar os vencedores do mês de abril!
Em primeiro lugar, com 38 pontos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 27 pontos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 14 pontos, a história "Requiem", de Natalie Bear.
Seguidos de "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (11 pontos); "Neocene II - nanoships", de Moonlance (4 pontos); "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (4 pontos); "Wild Hunt", de Marlon Kalango e "SentiMente", de Silvia Verlene.
Parabéns aos vencedores da semana e do mês!
Confira mais detalhes da pontuação na aba "Ranking".
Atividade Extra do mês de maio
Teve pouco tempo para pensar em uma homenagem para sua história favorita? Não se preocupe. O leitor terá a partir de hoje até o dia 21 de maio (quarta-feira) para preparar quantas homenagens desejar! Cada homenagem valerá um ponto extra para a obra referida. A homenagem pode ser em forma de ilustração ou fanfic (texto criado por fã, baseado em alguma história existente).
Um pouco diferente da atividade anterior, este mês ela será temática. As homenagens devem estar em torno do tema "lembrança". Pode ser uma lembrança que você acha que os personagens viveram ou pode ter ligação a algum objeto que traga lembranças para os personagens, ou mesmo, dos personagens. Use sua criatividade!
Descubra mais como participar dessa atividade na aba "Atividade Extra" e transforme o destino dessa batalha! Todas as homenagens serão postadas na nossa página do Facebook (www.facebook.com/mobilenovelbattle). Faça como a leitora Lil, que nos presenteou com diversas homenagens! Faça a diferença!
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 05]
Autor: Moonlance
- Sem capítulo nesta semana -
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Pepper & Donuts [Semana 05]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 05 - Donuts 5: silêncio
Capítulo 05 - Donuts 5: silêncio
Misaki permaneceu trancada no quarto desde o horário que voltou da escola até perto da noite. A TV, que estava ligada no momento, transmitia a imagem de um homem mascarado vestindo um chapéu e roupas de mosqueteiro, totalmente cor-de-rosa, incluindo seus longos cabelos. O homem falava junto de um repórter, com uma voz que denotava confiança e determinação, enquanto acenava para os fãs segurando uma rosa vermelha.
“Com certeza, a luta de hoje não será nada fácil. Mas como sempre, irei dar o melhor de mim! Muito obrigado, meus queridos fãs, pelo apoio! ”
“Obrigado pela entrevista, Mosqueteiro Rosa! E agora, vamos ver o que o público espera da luta de hoje a noite! Em quem você vai apostar suas fichas nessa incrível luta, na incrível tenacidade e resistência do Homem-Bexiga ou no galante lutador e defensor da etiqueta, o Mosqueteiro Rosa?”
Enquanto a TV narrava, com vozes vibrantes e empolgadas os bastidores da luta livre, Misaki estava na sua cama comendo donuts. Ela não havia falado nada desde que havia encontrado sua prima Aiko, seus pensamentos estavam todos voltados para o porquê daquela garota aparecer repentinamente em sua vida. Cenas do passado vieram uma a uma em sua cabeça.
Um parque, crianças correndo e brincando, e uma garota de cabelos azul-escuros sozinha num balanço, seu corpo sendo empurrado somente com o auxílio do vento. As crianças presentes no parque pareciam não notar a presença da garota, solitária; a não ser por uma menininha de cabelos enrolados que se aproximou dela e lhe deu um sorriso.
“Miki, até quando você vai fazer essa cara? Vamos brincar!!”
Ao se lembrar da primeira vez que sua prima a ajudou, Misaki sorriu, com um quê de nostalgia brilhando em seus olhos. O sentimento foi cortado abruptamente por algumas batidas em sua porta.
TOC TOC TOC
- Miki! Até quando você vai ficar trancada aí no quarto?! Pare com essa criancice e saia logo, antes que o pai chegue em casa!
A voz de Masaki era alta e clara, e denotava um certo tom de autoridade e preocupação com a irmã. Porém, Misaki retrucou sem pensar duas vezes.
- Me deixa em paz, Masaki! Tô nem aí pra aquele velho!
- Pelo menos deixe a sua prima entrar, ela quer conversar com você.
- Não tenho nada pra falar com ela!!
- Misaki! Você está deixando a mãe preocupada também!
Uma senhora de cabelos azul-escuros e curtos segura a mão de Masaki, que até o momento estava tentando arranjar algum jeito de abrir a porta do quarto.
- Filho, deixe ela sozinha mais um pouco...
- Mas Mãe...se o pai ver que ela está fazendo isso, ele...
- Eu vou conversar com o seu pai depois. Vamos preparar o jantar.
- Okay....
- Mais tarde eu tento conversar com a Miki. Afinal, a Aiko vai vir morar com a gente, não é mesmo?
Enquanto isso, Aiko estava assistindo a um filme na TV. Seus olhos estavam vermelhos e sem brilho.
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“Com certeza, a luta de hoje não será nada fácil. Mas como sempre, irei dar o melhor de mim! Muito obrigado, meus queridos fãs, pelo apoio! ”
“Obrigado pela entrevista, Mosqueteiro Rosa! E agora, vamos ver o que o público espera da luta de hoje a noite! Em quem você vai apostar suas fichas nessa incrível luta, na incrível tenacidade e resistência do Homem-Bexiga ou no galante lutador e defensor da etiqueta, o Mosqueteiro Rosa?”
Enquanto a TV narrava, com vozes vibrantes e empolgadas os bastidores da luta livre, Misaki estava na sua cama comendo donuts. Ela não havia falado nada desde que havia encontrado sua prima Aiko, seus pensamentos estavam todos voltados para o porquê daquela garota aparecer repentinamente em sua vida. Cenas do passado vieram uma a uma em sua cabeça.
Um parque, crianças correndo e brincando, e uma garota de cabelos azul-escuros sozinha num balanço, seu corpo sendo empurrado somente com o auxílio do vento. As crianças presentes no parque pareciam não notar a presença da garota, solitária; a não ser por uma menininha de cabelos enrolados que se aproximou dela e lhe deu um sorriso.
“Miki, até quando você vai fazer essa cara? Vamos brincar!!”
Ao se lembrar da primeira vez que sua prima a ajudou, Misaki sorriu, com um quê de nostalgia brilhando em seus olhos. O sentimento foi cortado abruptamente por algumas batidas em sua porta.
TOC TOC TOC
- Miki! Até quando você vai ficar trancada aí no quarto?! Pare com essa criancice e saia logo, antes que o pai chegue em casa!
A voz de Masaki era alta e clara, e denotava um certo tom de autoridade e preocupação com a irmã. Porém, Misaki retrucou sem pensar duas vezes.
- Me deixa em paz, Masaki! Tô nem aí pra aquele velho!
- Pelo menos deixe a sua prima entrar, ela quer conversar com você.
- Não tenho nada pra falar com ela!!
- Misaki! Você está deixando a mãe preocupada também!
Uma senhora de cabelos azul-escuros e curtos segura a mão de Masaki, que até o momento estava tentando arranjar algum jeito de abrir a porta do quarto.
- Filho, deixe ela sozinha mais um pouco...
- Mas Mãe...se o pai ver que ela está fazendo isso, ele...
- Eu vou conversar com o seu pai depois. Vamos preparar o jantar.
- Okay....
- Mais tarde eu tento conversar com a Miki. Afinal, a Aiko vai vir morar com a gente, não é mesmo?
Enquanto isso, Aiko estava assistindo a um filme na TV. Seus olhos estavam vermelhos e sem brilho.
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semana 05
Nave Fantasma [Semana 05]
Autor: Lucas Suwgamm
Fim de papo.
Michael encheu com ar os seus pulmões, jogando a cabeça para trás, fazendo com que os seus cachos loiros balançassem, fez uma pausa esticando os seus braços. Logo após o alongamento, abriu os seus olhos azuis, olhando para o teto. — Como é bom poder respirar fora de uma cumbuca— tentava puxar assunto com o sujeito alto cujo o cabelo era negro e comprido, da mesma cor do cavanhaque muito bem delimitado em seu rosto alongado, que caminhava a sua direita.
No entanto Edgar permanecia calado, e o pior, não olhou para o sujeito rechonchudo que lhe puxava conversa, o que irritava mais ainda o homem de cabelo algodão. — caramba, nem para dizer uma palavra? — insistia o indivíduo de rosto redondo.
— Hum?! Falou algo? — Virou o rosto, como estivesse saindo de algum transe mental e encarou Michael.
— Mas que car... no que você estava pensando? — Indagou enquanto respirava fundo para controlar seus nervos.
— Eu? Nada. — Deu um sorriso para Michael – Só estava falando mentalmente o quanto não gosto de andar, prefiro ficar flutuando por ai. — coçava a sua longa cabeleira, com a sua mão. – Mudando de assunto aqueles três estão conversando a um bom tempo. — apontava para o grupo de pessoas mais a frente.
— Você não tem jeito mesmo, mas é bom no que faz. — tentava disfarçar seu desapontamento, com uma expressão amigável — Bom, enquanto a eles... Foster deve estar planejando algo com a Milene e Samara, possivelmente teremos convidados indesejados aqui. Então precisaremos das suas habilidades.
—Porquê não é uma missão simples? — Não escondia seu desapontamento, enquanto ajeitava o seu traje na região do punho esquerdo.
Com passos vagaroso, entretanto firme, Foster caminhava no meio de duas garotas, uma menor com cabelo curto e castanhos e outra, maior que o próprio capitão, com cabelos longos e ruivos. —Preciso daqueles dados mais rápido possível, quando chegarmos na cabine da nave. — Dirigia a palavra par a mais baixa – Isso é tudo, por enquanto.
— Pode deixar capitão, vai sair tudo bem! — as íris castanha clara de Samara expressavam confiança e calma, enquanto falava. — Não se esqueça que temos a Milene, ela não vai deixar ninguém nos atrapalhar, não há uma pessoa capaz de derrotar ela... digo... exceto o senhor.— a moça delicada fazia uma careta de desconforto.
— Não tem problema – Foster abriu um sorriso – Faz eras que não venço ela em uma simulação.- Olhou para a Milene, que o encarava de volta com um sorriso maroto.
Mas os alegres olhos verdes da mulher gigante, logo ficaram sérios e com um movimento veloz, demonstrando toda a capacidade que somente um corpo modificado pelo exercito da União possui, se jogou sobre a Samara, agarrando-a e levando a duas para o chão. Logo após a queda, ocorreu uma explosão na parede perto da dupla caída.
Foster também reagiu rápido e se jogou para o sentido contrário, enquanto gritava para os dois sujeitos que vinham logo atrás.
- Emboscada!!!
Não precisava do aviso, pois o traje no pulso esquerdo de Edgar brilhava e transformava-se em algo.
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Fim de papo.
Michael encheu com ar os seus pulmões, jogando a cabeça para trás, fazendo com que os seus cachos loiros balançassem, fez uma pausa esticando os seus braços. Logo após o alongamento, abriu os seus olhos azuis, olhando para o teto. — Como é bom poder respirar fora de uma cumbuca— tentava puxar assunto com o sujeito alto cujo o cabelo era negro e comprido, da mesma cor do cavanhaque muito bem delimitado em seu rosto alongado, que caminhava a sua direita.
No entanto Edgar permanecia calado, e o pior, não olhou para o sujeito rechonchudo que lhe puxava conversa, o que irritava mais ainda o homem de cabelo algodão. — caramba, nem para dizer uma palavra? — insistia o indivíduo de rosto redondo.
— Hum?! Falou algo? — Virou o rosto, como estivesse saindo de algum transe mental e encarou Michael.
— Mas que car... no que você estava pensando? — Indagou enquanto respirava fundo para controlar seus nervos.
— Eu? Nada. — Deu um sorriso para Michael – Só estava falando mentalmente o quanto não gosto de andar, prefiro ficar flutuando por ai. — coçava a sua longa cabeleira, com a sua mão. – Mudando de assunto aqueles três estão conversando a um bom tempo. — apontava para o grupo de pessoas mais a frente.
— Você não tem jeito mesmo, mas é bom no que faz. — tentava disfarçar seu desapontamento, com uma expressão amigável — Bom, enquanto a eles... Foster deve estar planejando algo com a Milene e Samara, possivelmente teremos convidados indesejados aqui. Então precisaremos das suas habilidades.
—Porquê não é uma missão simples? — Não escondia seu desapontamento, enquanto ajeitava o seu traje na região do punho esquerdo.
Com passos vagaroso, entretanto firme, Foster caminhava no meio de duas garotas, uma menor com cabelo curto e castanhos e outra, maior que o próprio capitão, com cabelos longos e ruivos. —Preciso daqueles dados mais rápido possível, quando chegarmos na cabine da nave. — Dirigia a palavra par a mais baixa – Isso é tudo, por enquanto.
— Pode deixar capitão, vai sair tudo bem! — as íris castanha clara de Samara expressavam confiança e calma, enquanto falava. — Não se esqueça que temos a Milene, ela não vai deixar ninguém nos atrapalhar, não há uma pessoa capaz de derrotar ela... digo... exceto o senhor.— a moça delicada fazia uma careta de desconforto.
— Não tem problema – Foster abriu um sorriso – Faz eras que não venço ela em uma simulação.- Olhou para a Milene, que o encarava de volta com um sorriso maroto.
Mas os alegres olhos verdes da mulher gigante, logo ficaram sérios e com um movimento veloz, demonstrando toda a capacidade que somente um corpo modificado pelo exercito da União possui, se jogou sobre a Samara, agarrando-a e levando a duas para o chão. Logo após a queda, ocorreu uma explosão na parede perto da dupla caída.
Foster também reagiu rápido e se jogou para o sentido contrário, enquanto gritava para os dois sujeitos que vinham logo atrás.
- Emboscada!!!
Não precisava do aviso, pois o traje no pulso esquerdo de Edgar brilhava e transformava-se em algo.
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semana 05
Filho das Profundezas [Semana 05]
Autor: Marco Fischer
Parte V - Aperto
Um cardume de pequenos peixes amarelos se espalhava ao redor de Violka enquanto a capitã nadava pelo fundo do lago, seguindo o Maleko que rapidamente se afastava entre as rochas porosas da extinta cratera de vulcão que havia formado aquela ilha. Um tapete de corais se estendia como um jardim pelo caminho, seguindo até a entrada escura de uma caverna submersa.
Algo agarrou o pé da cigana enquanto ela se preparava para nadar até a passagem. Se virando, ela viu o corpulento mergulhador segurando seu tornozelo com suas mãos robustas, começando a puxá-la enquanto observava impassível por trás do vidro do capacete. Mervyn era um homem que levava seu trabalho a sério, e não hesitaria em afogar a capitã se necessário fosse para impedi-la de atrapalhar na captura do garoto-peixe.
Violka girou o corpo em um movimento ágil antes que o brutamontes a agarrasse de costas, apoiando o joelho sobre o peito de Mervyn como em uma dança sincronizada. O mergulhador respondeu apertando o pescoço da capitã com firmeza, fazendo uma bolha de ar escapar entre seus lábios. Ela tentou chutar com a perna que estava livre, mas o corpo do marinheiro era rígido como as pedras ao redor.
A capitã fazia agora um esforço enorme para não se deixar levar pelo desespero, o que poderia ser fatal. Lutando para se libertar, ela alcançou o cabo de sua arma, uma rapieira de ponta comprida, como o bico fino de um beija-flor. A espada quase escapou de seus dedos quando ela a puxou, mas a cigana havia herdado a habilidade de seu povo e estava acostumada a manusear objetos com desembaraço.
A rapieira girou na mão de Violka em um movimento ligeiro que terminou em uma estocada. A ponta da arma passou a poucos centímetros da cabeça de Mervyn, que largou a perna da capitã para finalizá-la com as duas mãos.
O mergulhador parou antes de terminar o movimento, se contorcendo enquanto seu escafandro se enchia de água. Violka se libertou do aperto em seu pescoço que enfraquecia e com os dois pés usou o corpo de Mervyn para se impulsionar. Se a situação não fosse tão urgente naquele momento, teria dado um sorriso ao ver que havia acertado em cheio a mangueira de ar que abastecia o capacete.
Ela não tinha tempo a perder. Não era mais apenas uma questão de ser passada para trás pelos Arautos do Vapor. Violka não podia deixar que aquela criatura jovem e assustada fosse capturada para servir de troféu ao Império. Mesmo sendo uma aliada da Coroa, havia coisas com as quais simplesmente não concordava, e tirar de alguém sua liberdade era uma delas.
A capitã se deixou levar pela corrente do túnel, desviando de um canteiro de esponjas fosforescentes. Segurando ao máximo o fôlego que restava, ela se apressou para alcançar o Maleko antes do navio de Faulkner, mas ao chegar do outro lado percebeu que era tarde demais. Diante de seus olhos, o garoto-peixe era agarrado por uma monstruosa garra de metal.
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Parte V - Aperto
Um cardume de pequenos peixes amarelos se espalhava ao redor de Violka enquanto a capitã nadava pelo fundo do lago, seguindo o Maleko que rapidamente se afastava entre as rochas porosas da extinta cratera de vulcão que havia formado aquela ilha. Um tapete de corais se estendia como um jardim pelo caminho, seguindo até a entrada escura de uma caverna submersa.
Algo agarrou o pé da cigana enquanto ela se preparava para nadar até a passagem. Se virando, ela viu o corpulento mergulhador segurando seu tornozelo com suas mãos robustas, começando a puxá-la enquanto observava impassível por trás do vidro do capacete. Mervyn era um homem que levava seu trabalho a sério, e não hesitaria em afogar a capitã se necessário fosse para impedi-la de atrapalhar na captura do garoto-peixe.
Violka girou o corpo em um movimento ágil antes que o brutamontes a agarrasse de costas, apoiando o joelho sobre o peito de Mervyn como em uma dança sincronizada. O mergulhador respondeu apertando o pescoço da capitã com firmeza, fazendo uma bolha de ar escapar entre seus lábios. Ela tentou chutar com a perna que estava livre, mas o corpo do marinheiro era rígido como as pedras ao redor.
A capitã fazia agora um esforço enorme para não se deixar levar pelo desespero, o que poderia ser fatal. Lutando para se libertar, ela alcançou o cabo de sua arma, uma rapieira de ponta comprida, como o bico fino de um beija-flor. A espada quase escapou de seus dedos quando ela a puxou, mas a cigana havia herdado a habilidade de seu povo e estava acostumada a manusear objetos com desembaraço.
A rapieira girou na mão de Violka em um movimento ligeiro que terminou em uma estocada. A ponta da arma passou a poucos centímetros da cabeça de Mervyn, que largou a perna da capitã para finalizá-la com as duas mãos.
O mergulhador parou antes de terminar o movimento, se contorcendo enquanto seu escafandro se enchia de água. Violka se libertou do aperto em seu pescoço que enfraquecia e com os dois pés usou o corpo de Mervyn para se impulsionar. Se a situação não fosse tão urgente naquele momento, teria dado um sorriso ao ver que havia acertado em cheio a mangueira de ar que abastecia o capacete.
Ela não tinha tempo a perder. Não era mais apenas uma questão de ser passada para trás pelos Arautos do Vapor. Violka não podia deixar que aquela criatura jovem e assustada fosse capturada para servir de troféu ao Império. Mesmo sendo uma aliada da Coroa, havia coisas com as quais simplesmente não concordava, e tirar de alguém sua liberdade era uma delas.
A capitã se deixou levar pela corrente do túnel, desviando de um canteiro de esponjas fosforescentes. Segurando ao máximo o fôlego que restava, ela se apressou para alcançar o Maleko antes do navio de Faulkner, mas ao chegar do outro lado percebeu que era tarde demais. Diante de seus olhos, o garoto-peixe era agarrado por uma monstruosa garra de metal.
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semana 05
Requiem [Semana 05]
Autora: Natalie Bear
O Fugitivo
- Por que estão parados? - a mocinha esbravejou, incrédula, confusa, arrasada, como se o céu ruísse sobre sua cabeça - Minha bolsa…! - apontava desesperadamente na direção que o menino que tinha lhe roubado tomara.
- Lhe ajudei no navio, mas não sou seu empregado. - Lawrence a encarou com aqueles olhos sempre cansados e distantes, como se vislumbrassem algo além dos olhares comuns.
- M-ma-mas…! Sem a bolsa estou…! - Rebeca desesperou-se, apoiando as mãos sobre a cabeça, desolada.
O sujeito bufou e fitou seu cão, que sentava-se ao lado dele e abanava a cauda peluda freneticamente.
- O que tem na bolsa? - inquiriu seca e diretamente.
- N-na bol…. - a moça respirou fundo, sentindo seus membros se estremecerem - Um… Objeto importante….
- Boa sorte recuperando. - lhe deu as costas, virando-se à movimentada rua do porto.
- Espere…! - Rebeca o segurou pelo casaco cinzento - É um… … Pertence ao meu pai. Ele me entregou… Preciso… N-nunca mais verei papai se…. Se eu não estiver mais com o objeto… - explicava relutante enquanto seus olhos enchiam-se de lágrimas.
O sujeito voltou-se a moça, que encolhera os ombros e baixara a cabeça, cobrindo o rosto com as mãos e soluçando.
- Que objeto?
- Um… Espelho…
- Tenha mais cuidado com a bagagem. - apontou para a mala da jovem e dirigiu-se pelo caminho que o moleque fizera, embora não parecesse ter muita pressa - Xerife, junto. - comandou ao animal que foi alegremente atrás do dono.
Os três começaram a perambular pelas ruelas confusas da região, enquanto Lawrence fazia perguntas em espanhol para os locais, que para Rebeca eram meio parecidos, sul-americanos de pele parda que raramente eram avistados em sua terra natal. Ela os analisava intrigada e até mesmo fascinada. Pouco a pouco deslumbrava-se com a cultura que percebia em cada canto da cidade, o que começava a aquietar seu coração, mesmo que ainda sofresse muito com a possibilidade de falhar em seu derradeiro objetivo. Á medida que avançavam, a mocinha ficava mais cansada de carregar sua mala aqui e acolá, atrás de pistas que Lawrence conseguia com as pessoas com quem conversava. Seus joelhos e ombros estavam desgastados e tornavam mais complexa a tarefa de arrastar a pesada bagagem.
- Precisamos subir por aqui. - apontou para a subida à sua frente, ajeitou a sacola, que era sua bagagem, nas costas e seguiu caminho, acompanhado animadamente por Xerife.
- Já vou! - esbaforia-se, arrastando sua mala ladeira acima, ficando para trás.
Lawrence demorou dez minutos até chegar ao topo da subida, um local abarrotado de pequenos casebres disformes de madeira. Lá avistou um grupo de crianças que gritavam e brincavam. Dentre elas conseguiu ver o menino que procurava, ainda segurando a bolsa daquela senhorita.
- Lá está o moleque. - o sujeito voltou-se para a descida, para reportar à moça, no entanto Rebeca não estava lá e nem em lugar nenhum nas proximidades. A bolsa fora encontrada, entretanto sua dona sumira.
Ir para o próximo capítulo de "Requiem"
O Fugitivo
- Por que estão parados? - a mocinha esbravejou, incrédula, confusa, arrasada, como se o céu ruísse sobre sua cabeça - Minha bolsa…! - apontava desesperadamente na direção que o menino que tinha lhe roubado tomara.
- Lhe ajudei no navio, mas não sou seu empregado. - Lawrence a encarou com aqueles olhos sempre cansados e distantes, como se vislumbrassem algo além dos olhares comuns.
- M-ma-mas…! Sem a bolsa estou…! - Rebeca desesperou-se, apoiando as mãos sobre a cabeça, desolada.
O sujeito bufou e fitou seu cão, que sentava-se ao lado dele e abanava a cauda peluda freneticamente.
- O que tem na bolsa? - inquiriu seca e diretamente.
- N-na bol…. - a moça respirou fundo, sentindo seus membros se estremecerem - Um… Objeto importante….
- Boa sorte recuperando. - lhe deu as costas, virando-se à movimentada rua do porto.
- Espere…! - Rebeca o segurou pelo casaco cinzento - É um… … Pertence ao meu pai. Ele me entregou… Preciso… N-nunca mais verei papai se…. Se eu não estiver mais com o objeto… - explicava relutante enquanto seus olhos enchiam-se de lágrimas.
O sujeito voltou-se a moça, que encolhera os ombros e baixara a cabeça, cobrindo o rosto com as mãos e soluçando.
- Que objeto?
- Um… Espelho…
- Tenha mais cuidado com a bagagem. - apontou para a mala da jovem e dirigiu-se pelo caminho que o moleque fizera, embora não parecesse ter muita pressa - Xerife, junto. - comandou ao animal que foi alegremente atrás do dono.
Os três começaram a perambular pelas ruelas confusas da região, enquanto Lawrence fazia perguntas em espanhol para os locais, que para Rebeca eram meio parecidos, sul-americanos de pele parda que raramente eram avistados em sua terra natal. Ela os analisava intrigada e até mesmo fascinada. Pouco a pouco deslumbrava-se com a cultura que percebia em cada canto da cidade, o que começava a aquietar seu coração, mesmo que ainda sofresse muito com a possibilidade de falhar em seu derradeiro objetivo. Á medida que avançavam, a mocinha ficava mais cansada de carregar sua mala aqui e acolá, atrás de pistas que Lawrence conseguia com as pessoas com quem conversava. Seus joelhos e ombros estavam desgastados e tornavam mais complexa a tarefa de arrastar a pesada bagagem.
- Precisamos subir por aqui. - apontou para a subida à sua frente, ajeitou a sacola, que era sua bagagem, nas costas e seguiu caminho, acompanhado animadamente por Xerife.
- Já vou! - esbaforia-se, arrastando sua mala ladeira acima, ficando para trás.
Lawrence demorou dez minutos até chegar ao topo da subida, um local abarrotado de pequenos casebres disformes de madeira. Lá avistou um grupo de crianças que gritavam e brincavam. Dentre elas conseguiu ver o menino que procurava, ainda segurando a bolsa daquela senhorita.
- Lá está o moleque. - o sujeito voltou-se para a descida, para reportar à moça, no entanto Rebeca não estava lá e nem em lugar nenhum nas proximidades. A bolsa fora encontrada, entretanto sua dona sumira.
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Wild Hunt [Semana 05]
Autor: Marlon Kalango
Capítulo 5: O erro.
Capítulo 5: O erro.
Com o Cervo nas garras da Corte do Pesadelo, eu precisava pensar rápido em um plano de ação. Eu poderia tentar derrubar os dois cortesãos de longe com minhas flexas. Apesar de ser de noite, a luminosidade do Cervo poderia me auxiliar nisso. Mas era arriscado. Diferente dos Krait, que eram praticamente barbaros em combate, os cortesãos eram sagazes, maliciosos e exelentes estrategistas. Um movimento em falso, e eu estaria em apuros. Eu tinha que agir.
Fui o mais sorrateiramente possível por dentro da caverna. Com poucas pedras onde me esconder, era cutucar onça com vara curta. Peguei uma pedrinha no chão, e lancei o mais forte possivel na direção onde a jaula e os inimigos estavam. Ela caiu batendo e fazendo barulho e chamou atenção deles.
-O que foi isso? -um deles indagou, puxando um arco.
-Não sei, mas aqui há muitas possibilidades. -o outro disse, pegando um cajado do chão, e aquilo me preocupou. Dos usuários de cajado em Tyria, havia pelo menos quatro possibilidades de profissão ali. E todas as quatro me dariam uma grande dor de cabeça. - Vá verificar, eu fico de guarda.
O com arco começou a se afastar. Era apenas o que eu precisava, separá-los para talvez ter alguma vantagem. Preparei meu arco para o disparo e mirei. Estava puxando a corda quando ouço um uivo agudo, seguido de rosnados e latidos. Vajra tinha entrado em combate com algo. Virei minha atenção no momento em que ele apareceu rolando caverna adentro, lutando com outro cão de caça maior, negro, e sua folhagem coberta por espinhos. Cometi um serio erro de julgamento aqui. O inimigo armado de arco, assim como eu era um caçador. E ele também tinha um companheiro. Ele preparou o arco para o disparo, mas agi primeiro. Minha flexa voou em seu braço, o ferindo e derrubando seu arco. Puxei a próxima flexa para ajudar meu cão, mas ele e seu adversário de moviam muito, um tiro em falso seria arriscado. Ele teria que lidar com essa batalha por hora.
O sylvari o qual atingi se recuperava do susto inicial, mas não lhe dei tempo de agir e atirei a segunda flexa o atingindo no peito desta vez. Ele caiu inconciente. Me virei para o outro inimigo, e ele não estava lá. Saltei de onde estava e comecei a olhar ao meu redor. De repente, fui atingido com força pelas costas, por uma força. Meu inimigo estava atrás de mim, e virei-me disparando minha flexa o atingindo. Foi quando um segundo golpe veio, dessa vez pela direita. Ele novamente. Puxei meu arco, e um terceiro golpe me acertou me tirando o equilíbrio. Havia três deles agora e ao longe, um quarto mais atrás, rindo maliciosamente, debochando de mim. Uma classe de cajado me daria trabalho. Eu sabia exatamente o que ele era agora. Um Mesmer, mestre das ilusões, senhor dos truques mentais. Eu estava totalmente em desvantagem. Calculei mal meu plano e, agora, estava para pagar o preço por isto.
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Fui o mais sorrateiramente possível por dentro da caverna. Com poucas pedras onde me esconder, era cutucar onça com vara curta. Peguei uma pedrinha no chão, e lancei o mais forte possivel na direção onde a jaula e os inimigos estavam. Ela caiu batendo e fazendo barulho e chamou atenção deles.
-O que foi isso? -um deles indagou, puxando um arco.
-Não sei, mas aqui há muitas possibilidades. -o outro disse, pegando um cajado do chão, e aquilo me preocupou. Dos usuários de cajado em Tyria, havia pelo menos quatro possibilidades de profissão ali. E todas as quatro me dariam uma grande dor de cabeça. - Vá verificar, eu fico de guarda.
O com arco começou a se afastar. Era apenas o que eu precisava, separá-los para talvez ter alguma vantagem. Preparei meu arco para o disparo e mirei. Estava puxando a corda quando ouço um uivo agudo, seguido de rosnados e latidos. Vajra tinha entrado em combate com algo. Virei minha atenção no momento em que ele apareceu rolando caverna adentro, lutando com outro cão de caça maior, negro, e sua folhagem coberta por espinhos. Cometi um serio erro de julgamento aqui. O inimigo armado de arco, assim como eu era um caçador. E ele também tinha um companheiro. Ele preparou o arco para o disparo, mas agi primeiro. Minha flexa voou em seu braço, o ferindo e derrubando seu arco. Puxei a próxima flexa para ajudar meu cão, mas ele e seu adversário de moviam muito, um tiro em falso seria arriscado. Ele teria que lidar com essa batalha por hora.
O sylvari o qual atingi se recuperava do susto inicial, mas não lhe dei tempo de agir e atirei a segunda flexa o atingindo no peito desta vez. Ele caiu inconciente. Me virei para o outro inimigo, e ele não estava lá. Saltei de onde estava e comecei a olhar ao meu redor. De repente, fui atingido com força pelas costas, por uma força. Meu inimigo estava atrás de mim, e virei-me disparando minha flexa o atingindo. Foi quando um segundo golpe veio, dessa vez pela direita. Ele novamente. Puxei meu arco, e um terceiro golpe me acertou me tirando o equilíbrio. Havia três deles agora e ao longe, um quarto mais atrás, rindo maliciosamente, debochando de mim. Uma classe de cajado me daria trabalho. Eu sabia exatamente o que ele era agora. Um Mesmer, mestre das ilusões, senhor dos truques mentais. Eu estava totalmente em desvantagem. Calculei mal meu plano e, agora, estava para pagar o preço por isto.
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“SentiMente” [Semana 05]
Autora: Silvia Verlene
Perdido...
Olho preocupado para RS-3, enquanto tento me sair de seu aperto para fazer algo por ele, que sempre me protege. Estou com a náusea ainda presente e parece ainda pior com a situação de ser um inútil nesta hora de tensão intensa e quase insuportável. “Tudo errado, está tudo dando errado... Por quê?...” E, em ter consciência de tudo, não consigo segurar a forte êmese que me acomete...
Em meio à minha reação, percebo a movimentação de RS-3 se levantando à minha frente, postando-se entre mim e nosso algoz remanescente, com um líquido amarelado escorrendo por seu tronco de titânio, exalando um odor que eu definiria como pútrido, apesar de suave e não se tratar de um ser humano, mas que me deixa ainda mais enjoado, piorando o vômito. O ciborgan não demonstra intimidação mesmo com a preparação de meu protetor em posição de embate corporal, seu único recurso no momento. Nesse instante, nosso inimigo prepara outra rajada de energia em seu brilho avermelhado se intensificando na saída da arma de feixes ao passo que mantém-se em nossa direção, firmemente. RS-3 não demora em se lançar sobre ele, com grande velocidade e precisão, deixando respingar seu fluido em mim, mantendo um rastro deste entre nós. A ação é muito fulgaz: RS-3 alcançando o ciborgan, este disparando um feixe que atravessa o corpo de meu parceiro passando por cima de mim com um zunido agudo rápido e iluminando tudo ao redor. Ouço um barulho metálico às minhas costas, no que, ainda nauseado, busco verificar e vejo quando o corpo do outro ciborgan cai perto a mim, sem a cabeça e mostrando uma estrutura complexa de metais, fibras, fios e uma espécie de gel azulado luminescente que escorre pelo chão espelhado do beco.
Estranho, por que um Ciborgan Governamental haveria de atingir seu próprio suposto parceiro apenas para nos capturar? Até seria explicável, afinal, como a falta de pudor na destruição citadina, tal fato poderia ser uma mera consequência da perseguição. Mas, nesse caso, entra uma outra questão: qual a minha real importância para os Implantários se eu, como um reles Matriz Zero não possuo poder para ser uma ameaça ao mundo criado por eles e sua existência vil – ao menos em minha concepção... Tudo o que desejo é viver, mesmo que afastado do que chamam de Alta-Civilização.
Ao virar-me retornando meu foco para meus parceiro e algoz, este já arrasta RS-3 pela cabeça e não demora em me agarrar, com o mesmo braço que segura sua a arma em posição de gancho, suspendendo-me colado ao seu corpo gélido.
“Eu disse para irmos, não foi?” Ele lança um pequeno cubo ao chão que se desmonta, literalmente, em pixels que formam um portal de luz branca.
“Você pensa alto demais; quero uma viagem tranquila.” Sinto minha cabeça pesar e meu corpo desfalecer quando ele arranca o curativo epitelial de minha cabeça com a boca, lançando-me nova dor fina e insuportável antes de entrarmos completamente no portal.
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Perdido...
Olho preocupado para RS-3, enquanto tento me sair de seu aperto para fazer algo por ele, que sempre me protege. Estou com a náusea ainda presente e parece ainda pior com a situação de ser um inútil nesta hora de tensão intensa e quase insuportável. “Tudo errado, está tudo dando errado... Por quê?...” E, em ter consciência de tudo, não consigo segurar a forte êmese que me acomete...
Em meio à minha reação, percebo a movimentação de RS-3 se levantando à minha frente, postando-se entre mim e nosso algoz remanescente, com um líquido amarelado escorrendo por seu tronco de titânio, exalando um odor que eu definiria como pútrido, apesar de suave e não se tratar de um ser humano, mas que me deixa ainda mais enjoado, piorando o vômito. O ciborgan não demonstra intimidação mesmo com a preparação de meu protetor em posição de embate corporal, seu único recurso no momento. Nesse instante, nosso inimigo prepara outra rajada de energia em seu brilho avermelhado se intensificando na saída da arma de feixes ao passo que mantém-se em nossa direção, firmemente. RS-3 não demora em se lançar sobre ele, com grande velocidade e precisão, deixando respingar seu fluido em mim, mantendo um rastro deste entre nós. A ação é muito fulgaz: RS-3 alcançando o ciborgan, este disparando um feixe que atravessa o corpo de meu parceiro passando por cima de mim com um zunido agudo rápido e iluminando tudo ao redor. Ouço um barulho metálico às minhas costas, no que, ainda nauseado, busco verificar e vejo quando o corpo do outro ciborgan cai perto a mim, sem a cabeça e mostrando uma estrutura complexa de metais, fibras, fios e uma espécie de gel azulado luminescente que escorre pelo chão espelhado do beco.
Estranho, por que um Ciborgan Governamental haveria de atingir seu próprio suposto parceiro apenas para nos capturar? Até seria explicável, afinal, como a falta de pudor na destruição citadina, tal fato poderia ser uma mera consequência da perseguição. Mas, nesse caso, entra uma outra questão: qual a minha real importância para os Implantários se eu, como um reles Matriz Zero não possuo poder para ser uma ameaça ao mundo criado por eles e sua existência vil – ao menos em minha concepção... Tudo o que desejo é viver, mesmo que afastado do que chamam de Alta-Civilização.
Ao virar-me retornando meu foco para meus parceiro e algoz, este já arrasta RS-3 pela cabeça e não demora em me agarrar, com o mesmo braço que segura sua a arma em posição de gancho, suspendendo-me colado ao seu corpo gélido.
“Eu disse para irmos, não foi?” Ele lança um pequeno cubo ao chão que se desmonta, literalmente, em pixels que formam um portal de luz branca.
“Você pensa alto demais; quero uma viagem tranquila.” Sinto minha cabeça pesar e meu corpo desfalecer quando ele arranca o curativo epitelial de minha cabeça com a boca, lançando-me nova dor fina e insuportável antes de entrarmos completamente no portal.
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Contos do Amante da Morte [Semana 05]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 04 – Mau presságio.
O inverno chegava, trazendo consigo o frio e a neve que se acumulava nos morros e telhados dos vilarejos. Os ventos gélidos mantinham as pessoas próximas às lareiras de suas casas.
Miguel, o caçula dos Blackwood, depois do súbito desmaio dias atrás, aparentava estar gripado. Como Marcos não podia deixar de trabalhar, os cuidados ficaram para a irmã. Matheus se ofereceu para ajudar, mas como noviço do templo da região, ele tinha obrigações que não poderia ignorar.
Quase uma semana tinha se passado desde então. Ao chegar ao casebre que viviam, Marcos logo avistou sua irmã dormindo sentada na cadeira próxima ao leito do irmão, Lirou se espreguiçava próximo ao calor do fogo, não dando muita atenção a chegada do maior. Marcos logo se livrou das mantas de neve e foi averiguar o estado do caçula que ardia em febre:
– Marcela acorde. Vá pegar água, por favor.
– S-sim! – a menina se levantou, ainda letárgica – Estou indo… – esfregando os olhos no caminho a cozinha.
– Miguel! Sou eu, o Marcos, já estou em casa.
– M-mano!? – entreabriu os olhos e tentou focar o rosto do maior.
– Como está se sentindo? O corpo ainda dói? – tentava disfarçar a preocupação na voz.
– Tá… faz parar, mano! – os olhos do menor marejavam.
Quando Miguel moveu a cabeça, era possível ver em seu pescoço manchas escurecidas e quando teve as cobertas retiradas, notou-se que havia mais edemas espalhados. O menor se inclinou para tossir e parecia engasgado com algo, Marcos o ajudou, notando como o irmão já tinha emagrecido dos poucos dias enfermo.
Passava uma das mãos nas costas do caçula que tremia todo o pequeno corpo com o esforço de tossir. Um mau pressentimento assombrava o mais velho que detestava aquela sensação de impotência:
– Marcela, onde está o que eu pedi?
– Já vou! Espere um pouco… – a voz era relutante.
– O que houve?
– N-nada… – o som era abafado.
– Precisa de ajuda?
Quando fez menção de se levantar, ouviu o som da porta de madeira se abrir. Matheus chegava coberto por uma fina camada de neve, trazendo consigo um cesto cheio frascos, o som do tilintar dos vidros chamou a atenção de Lirou que ergueu as orelhas.
– Como ele está? Alguma melhora? – Matheus se livrava do seu manto e botas.
– Ele ainda tem muita febre – com preocupação evidente na voz – mas… notei algumas manchas escuras na pele dele.
– Manchas? – a expressão do noviço mudou de imediato e ao ver o corpo enfermo do menor, virou-se sussurrando como se conversasse consigo mesmo – vinagre, isso mesmo. Acho que trouxe um pouco. – logo se aproximou do cesto que havia trazido remexendo nos vidros.
– Pra quê o vinagre, Matheus?
– Deixe que eu cuido disso, Marcos.
Marcela finalmente voltava, mas deixou cair o que trazia ao começar a tossir fortemente, Marcos se levantou para ajudá-la e quando se aproximou, notou manchas escuras no pescoço da menor. Um calafrio percorreu sua espinha.
“Ela chegou? Deixe-a entrar, afinal será sua primeira e última visita.”
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Capítulo 04 – Mau presságio.
O inverno chegava, trazendo consigo o frio e a neve que se acumulava nos morros e telhados dos vilarejos. Os ventos gélidos mantinham as pessoas próximas às lareiras de suas casas.
Miguel, o caçula dos Blackwood, depois do súbito desmaio dias atrás, aparentava estar gripado. Como Marcos não podia deixar de trabalhar, os cuidados ficaram para a irmã. Matheus se ofereceu para ajudar, mas como noviço do templo da região, ele tinha obrigações que não poderia ignorar.
Quase uma semana tinha se passado desde então. Ao chegar ao casebre que viviam, Marcos logo avistou sua irmã dormindo sentada na cadeira próxima ao leito do irmão, Lirou se espreguiçava próximo ao calor do fogo, não dando muita atenção a chegada do maior. Marcos logo se livrou das mantas de neve e foi averiguar o estado do caçula que ardia em febre:
– Marcela acorde. Vá pegar água, por favor.
– S-sim! – a menina se levantou, ainda letárgica – Estou indo… – esfregando os olhos no caminho a cozinha.
– Miguel! Sou eu, o Marcos, já estou em casa.
– M-mano!? – entreabriu os olhos e tentou focar o rosto do maior.
– Como está se sentindo? O corpo ainda dói? – tentava disfarçar a preocupação na voz.
– Tá… faz parar, mano! – os olhos do menor marejavam.
Quando Miguel moveu a cabeça, era possível ver em seu pescoço manchas escurecidas e quando teve as cobertas retiradas, notou-se que havia mais edemas espalhados. O menor se inclinou para tossir e parecia engasgado com algo, Marcos o ajudou, notando como o irmão já tinha emagrecido dos poucos dias enfermo.
Passava uma das mãos nas costas do caçula que tremia todo o pequeno corpo com o esforço de tossir. Um mau pressentimento assombrava o mais velho que detestava aquela sensação de impotência:
– Marcela, onde está o que eu pedi?
– Já vou! Espere um pouco… – a voz era relutante.
– O que houve?
– N-nada… – o som era abafado.
– Precisa de ajuda?
Quando fez menção de se levantar, ouviu o som da porta de madeira se abrir. Matheus chegava coberto por uma fina camada de neve, trazendo consigo um cesto cheio frascos, o som do tilintar dos vidros chamou a atenção de Lirou que ergueu as orelhas.
– Como ele está? Alguma melhora? – Matheus se livrava do seu manto e botas.
– Ele ainda tem muita febre – com preocupação evidente na voz – mas… notei algumas manchas escuras na pele dele.
– Manchas? – a expressão do noviço mudou de imediato e ao ver o corpo enfermo do menor, virou-se sussurrando como se conversasse consigo mesmo – vinagre, isso mesmo. Acho que trouxe um pouco. – logo se aproximou do cesto que havia trazido remexendo nos vidros.
– Pra quê o vinagre, Matheus?
– Deixe que eu cuido disso, Marcos.
Marcela finalmente voltava, mas deixou cair o que trazia ao começar a tossir fortemente, Marcos se levantou para ajudá-la e quando se aproximou, notou manchas escuras no pescoço da menor. Um calafrio percorreu sua espinha.
“Ela chegou? Deixe-a entrar, afinal será sua primeira e última visita.”
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