Semana 12 do MONOBA
A nova rodada de "novels" está no ar. Estamos praticamente na metade do caminho! Confira as histórias clicando nos links abaixo, nas abas de cada obra ou simplesmente navegando pelo blog.
Pepper & Donuts: Capítulo 12 - Donuts 12: Adeus
Filho das Profundezas: Parte XII - Pesha
Requiem: Procurando a Verdade
Wild Hunt: Capítulo 11: Destino.
Contos do Amante da Morte: Capítulo 11: Hino de Guerra.
Lembrando que a votação já está aberta e você pode votar até às 23:59 do dia 18 de junho (quarta-feira). Essa votação não definirá somente o vencedor da semana, mas também o do mês! A nova rodada de "novels" estará no ar dia 20 de junho (sexta-feira). Boa leitura e divirta-se! E muito obrigada pelas mais de 6 mil visualizações!
Resultado da votação da semana 11
Totalizando 17 votos, o MONOBA apresenta a seguinte classificação:
Em primeiro lugar, com 8 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 5 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi.
Em seguida temos "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (1 voto) e "Requiem", de Natalie Bear (1 voto). "Wild Hunt", de Marlon Kalango e "SentiMente", de Silvia Verlene não participaram essa semana, então não recebem pontos. "Neocene II - nanoships" está a três semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá dois pontos negativos (-2).
Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes da pontuação em "Ranking".
Atividade Extra de julho
Infelizmente no mês de junho não tivemos homenagens, mas se você perdeu a chance de ajudar o seu escritor favorito, agora você pode!
O que são essas "Homenagens"? As homenagens podem ser ilustração ou fanfic (texto feito por fãs, baseado em uma obra existente). Você pode fazer uma ou várias homenagens para quantos escritores quiser! Como recompensa, cada escritor recebe 1 ponto extra por homenagem e as 3 melhores homenagens entram em votação pública na nossa página do Facebook (www.facebook.com/mobilenovelbattle), onde o escritor tem a chance de receber ainda mais pontos. Mas, além dos pontos, sua participação dá força para os escritores se empenharem cada vez mais nessa batalha!
Para saber como enviar sua "homenagem", basta clicar na aba "Atividade Extra" e ler as regras, que são bem simples. O tema deste mês de julho é nada mais nada menos do que "inverno". Você pode enviar sua homenagem até dia 9 de julho (quarta-feira). Participe! Estamos esperando por você!
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sexta-feira, 13 de junho de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 12]
Autor: Moonlance
- Sem capítulo esta semana -
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Pepper & Donuts [Semana 12]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 12 - Donuts 12: Adeus
Capítulo 12 - Donuts 12: Adeus
Os pais de Aiko assustaram assim que viram a garota parada, de pé, com uma expressão confusa.
- Ah...na verdade ainda não é certeza, querida...Por que não vai dormir?
- Isso mesmo! Nós também já vamos dormir.
- Mas...eu não quero ficar longe da Miki.
Aiko mudou a sua expressão de confusa para triste e seus pais não sabiam o que falar pra garota. A mãe apenas colocou sua mão no ombro da filha e a levou para seu quarto, em silêncio. Alguns dias se passaram e os pais de Aiko evitaram comentar sobre qualquer coisa relacionada ao que a garota ouviu naquela noite.
Após quatro meses vivendo com as economias da poupança e com um dinheiro emprestado dos pais de Misaki, os pais de Aiko resolveram recorrer ao último recurso: tentar a vida no outro lado do mundo, no “país do sol nascente”. Misaki iria morar com os avós e com seu tio Akihiko, já que o pai ainda achava a garota uma distração para seu filho mais velho. A notícia sobre a mudança repentina dos tios e da prima para o Japão chocou a garota. Desde aquela noite em que ouviu parte da conversa dos pais, Aiko não comentou nada com a prima, pois achava que os pais não iriam tomar uma decisão tão drástica assim.
- Japão?! Mas por quê?
- O pai e a mãe disseram que não tem jeito...que as contas estão aumentando e nenhum emprego aceita meu pai por causa da idade dele.
- E se você ficar aqui? Você pode ficar na casa dos avós, não pode, Aiko?!
- N-não sei...escuta, Miki...
- Huh?
- E-eu não queria esconder isso de você, mas...eu meio que...já sabia desse negócio de ir pro Japão...
- ...como?
- Quando meu pai foi demitido, eu ouvi ele e a minha mãe falando de ir pro Japão e tal, mas não achei que eles fossem levar isso a sério...
- O que? Você já sabia disso e não me contou?!
- Eu achei que não era nada...essa notícia deles me pegou de surpresa também...
- Nós prometemos não esconder nada uma da outra, não é? Sua mentirosa!!
- Espera, Miki!
- É melhor que você vá embora mesmo!
- Miki!!
Depois da discussão, Misaki juntou todas as suas roupas e pertences e pediu aos tios que a levassem pra casa dos avós. Sim, era um gesto mesquinho e precipitado mas a garota não ligava, por dentro sentiu como se tivesse levado uma apunhalada no coração. Promessa era algo que a garota valorizava e levava a sério. Aiko tentou conversar com Misaki várias vezes, mas a garota não respondia as ligações e não queria conversar com a prima. Uma semana depois, ela e os pais foram pro Japão.
As memórias de Misaki a respeito de Aiko pararam ali.
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- Ah...na verdade ainda não é certeza, querida...Por que não vai dormir?
- Isso mesmo! Nós também já vamos dormir.
- Mas...eu não quero ficar longe da Miki.
Aiko mudou a sua expressão de confusa para triste e seus pais não sabiam o que falar pra garota. A mãe apenas colocou sua mão no ombro da filha e a levou para seu quarto, em silêncio. Alguns dias se passaram e os pais de Aiko evitaram comentar sobre qualquer coisa relacionada ao que a garota ouviu naquela noite.
Após quatro meses vivendo com as economias da poupança e com um dinheiro emprestado dos pais de Misaki, os pais de Aiko resolveram recorrer ao último recurso: tentar a vida no outro lado do mundo, no “país do sol nascente”. Misaki iria morar com os avós e com seu tio Akihiko, já que o pai ainda achava a garota uma distração para seu filho mais velho. A notícia sobre a mudança repentina dos tios e da prima para o Japão chocou a garota. Desde aquela noite em que ouviu parte da conversa dos pais, Aiko não comentou nada com a prima, pois achava que os pais não iriam tomar uma decisão tão drástica assim.
- Japão?! Mas por quê?
- O pai e a mãe disseram que não tem jeito...que as contas estão aumentando e nenhum emprego aceita meu pai por causa da idade dele.
- E se você ficar aqui? Você pode ficar na casa dos avós, não pode, Aiko?!
- N-não sei...escuta, Miki...
- Huh?
- E-eu não queria esconder isso de você, mas...eu meio que...já sabia desse negócio de ir pro Japão...
- ...como?
- Quando meu pai foi demitido, eu ouvi ele e a minha mãe falando de ir pro Japão e tal, mas não achei que eles fossem levar isso a sério...
- O que? Você já sabia disso e não me contou?!
- Eu achei que não era nada...essa notícia deles me pegou de surpresa também...
- Nós prometemos não esconder nada uma da outra, não é? Sua mentirosa!!
- Espera, Miki!
- É melhor que você vá embora mesmo!
- Miki!!
Depois da discussão, Misaki juntou todas as suas roupas e pertences e pediu aos tios que a levassem pra casa dos avós. Sim, era um gesto mesquinho e precipitado mas a garota não ligava, por dentro sentiu como se tivesse levado uma apunhalada no coração. Promessa era algo que a garota valorizava e levava a sério. Aiko tentou conversar com Misaki várias vezes, mas a garota não respondia as ligações e não queria conversar com a prima. Uma semana depois, ela e os pais foram pro Japão.
As memórias de Misaki a respeito de Aiko pararam ali.
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Nave Fantasma [Semana 12]
Autor: Lucas Suwgamm
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Filho das Profundezas [Semana 12]
Autor: Marco Fischer
Parte XII - Pesha
Já era noite, e o navio de Violka voava entre as nuvens iluminadas pelo brilhante luar das Ilhas Kupuna. O mar abaixo cintilava refletindo o céu noturno e ocasionalmente era tingido pela luz intensa e azul das algas bioluminescentes agitadas pelas ondas. Um cardume de baleias surgiu como um esquadrão de manchas escuras à frente, lançando esguichos tão altos que quase alcançavam o convés do Hummingbird.
Em sua cabine, a capitã relaxava diante da grande vidraça, deitada em uma grande e confortável rede de tecido vermelho enquanto bebia de um coco partido ao meio. O parapeito da vidraça estava totalmente ocupado por cestos e tigelas de barro contendo abacaxis, romãs, ameixas e todo tipo de fruta que havia negociado com os nativos, além de uma jarra contendo um doce e delicado vinho rosé.
Quando alguém bateu à porta, ela se levantou calmamente já sabendo de quem se tratava. Ali estavam sua navegadora Chuva de Outono, seu contramestre Stevo, o homem grande de rabo-de-cavalo que a havia acompanhado para alimentar o Maleko no porão, e um jovem com óculos de aro grosso e barba rala, chamado Pesha.
Diferente do que muitos no Império Windlês insistiam em acreditar, o povo cigano de Violka não era formado por ladrões de estrada e artistas itinerantes. Eles eram um povo nômade que preferia viver de forma honesta sem comprometer a própria liberdade, mas cujos costumes diferentes acabavam gerando desconfiança e superstição entre os habitantes das cidades por onde passavam.
Pesha era um dos infelizmente comuns exemplos de oportunidade negada por esse preconceito. O rapaz tímido e estudioso sonhava em se tornar um acadêmico em uma das Reais Sociedades de Windlan, mas os inúmeros entraves burocráticos e as impressões erradas sobre seus antecedentes acabaram fazendo com que ele se visse obrigado a se tornar um ‘agente de campo’ naquela tripulação.
O jovem não tinha muito a reclamar do tratamento da capitã, mas diferente do que seus colegas mais ‘civilizados’ acreditavam, ele não era um ‘ladrão aventureiro’ e temia por sua vida nas viagens perigosas do Hummingbird, principalmente quando não tinha noção das reais intenções da capitã, como daquela vez. Ele só desejava fazer logo alguma descoberta importante e ser reconhecido por seu esforço intelectual, não por alguma habilidade ‘ladina’ que lhe era falsamente atribuída.
Com um suspiro resignado, Pesha acompanhou a elfa e o grandalhão até a mesa de reuniões da cabine, onde Violka já se sentava diante deles com uma expressão de plena curiosidade, que mal podia ser contida quando ela falou.
-Fizeram o que pedi?
-Ele pareceu um pouco desconfiado no começo, mas acabou se comportando – respondeu Pesha com sua voz contida e educada, estendendo um papel amarelado para a capitã. – Stevo teve que prometer trazê-lo o dobro de peixes amanhã, se não se importar.
-De forma alguma! Até um cardume inteiro seria um preço pequeno a pagar pelo que temos aqui! – respondeu Violka segurando o papel com um brilho nos olhos. – Já estava na hora de vocês saberem o real motivo dessa viagem!
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Parte XII - Pesha
Já era noite, e o navio de Violka voava entre as nuvens iluminadas pelo brilhante luar das Ilhas Kupuna. O mar abaixo cintilava refletindo o céu noturno e ocasionalmente era tingido pela luz intensa e azul das algas bioluminescentes agitadas pelas ondas. Um cardume de baleias surgiu como um esquadrão de manchas escuras à frente, lançando esguichos tão altos que quase alcançavam o convés do Hummingbird.
Em sua cabine, a capitã relaxava diante da grande vidraça, deitada em uma grande e confortável rede de tecido vermelho enquanto bebia de um coco partido ao meio. O parapeito da vidraça estava totalmente ocupado por cestos e tigelas de barro contendo abacaxis, romãs, ameixas e todo tipo de fruta que havia negociado com os nativos, além de uma jarra contendo um doce e delicado vinho rosé.
Quando alguém bateu à porta, ela se levantou calmamente já sabendo de quem se tratava. Ali estavam sua navegadora Chuva de Outono, seu contramestre Stevo, o homem grande de rabo-de-cavalo que a havia acompanhado para alimentar o Maleko no porão, e um jovem com óculos de aro grosso e barba rala, chamado Pesha.
Diferente do que muitos no Império Windlês insistiam em acreditar, o povo cigano de Violka não era formado por ladrões de estrada e artistas itinerantes. Eles eram um povo nômade que preferia viver de forma honesta sem comprometer a própria liberdade, mas cujos costumes diferentes acabavam gerando desconfiança e superstição entre os habitantes das cidades por onde passavam.
Pesha era um dos infelizmente comuns exemplos de oportunidade negada por esse preconceito. O rapaz tímido e estudioso sonhava em se tornar um acadêmico em uma das Reais Sociedades de Windlan, mas os inúmeros entraves burocráticos e as impressões erradas sobre seus antecedentes acabaram fazendo com que ele se visse obrigado a se tornar um ‘agente de campo’ naquela tripulação.
O jovem não tinha muito a reclamar do tratamento da capitã, mas diferente do que seus colegas mais ‘civilizados’ acreditavam, ele não era um ‘ladrão aventureiro’ e temia por sua vida nas viagens perigosas do Hummingbird, principalmente quando não tinha noção das reais intenções da capitã, como daquela vez. Ele só desejava fazer logo alguma descoberta importante e ser reconhecido por seu esforço intelectual, não por alguma habilidade ‘ladina’ que lhe era falsamente atribuída.
Com um suspiro resignado, Pesha acompanhou a elfa e o grandalhão até a mesa de reuniões da cabine, onde Violka já se sentava diante deles com uma expressão de plena curiosidade, que mal podia ser contida quando ela falou.
-Fizeram o que pedi?
-Ele pareceu um pouco desconfiado no começo, mas acabou se comportando – respondeu Pesha com sua voz contida e educada, estendendo um papel amarelado para a capitã. – Stevo teve que prometer trazê-lo o dobro de peixes amanhã, se não se importar.
-De forma alguma! Até um cardume inteiro seria um preço pequeno a pagar pelo que temos aqui! – respondeu Violka segurando o papel com um brilho nos olhos. – Já estava na hora de vocês saberem o real motivo dessa viagem!
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semana 12
Requiem [Semana 12]
Autora: Natalie Bear
Procurando a Verdade
O local era amplo e muito claro. Várias colunas dispunham-se enfileiradamente e atravessavam toda a extensão do salão, como se formando um largo corredor. As paredes eram decoradas com motivos dourados e esculpidas com desenhos característicos.
Walter estava deslumbrado por todos os magníficos detalhes que encontrava no interior daquele templo tão antigo e misterioso. Seus olhos brilhavam a cada nova pequena descoberta que faziam ali.
- Este é templo de sol. - o homem baixinho que vestia um chapéu muito chamativo e feito de ouro explicou, abrindo os braços e apresentando o senhor WIlliams ao local.
- É muito bonito, senhor. - sua atenção estava mais a frente onde um altar iluminado por raios de sol que provinham de uma abertura circular no teto de pedra.
- Muito. - afirmou com um sorriso orgulhoso, que logo deu lugar a uma expressão séria - Mas ter assuntos importantes para falar com o senhor.
- Eu já sei do que se trata. - baixou a cabeça, como se intimidado pelas palavras daquele homem imponente, que vestia uma túnica longa e branca, contrastando com sua pele marrom.
- Primeiro preciso pedir desculpas de como eles trazem você aqui. Para a nossa cidade. Precisava manter o caminho um segredo. - o homem sentou-se em uma cadeira simples de madeira que estava ao seu lado.
- Eu… Entendo. - Walter esboçou um sorriso amarelo.
- Eu, Huamanpallpa, sou o Senhor desta terra. Eu requeri sua presença. - pousou a mão sobre o peito, logo abaixo do chamativo colar de ouro.
- O senhor desta terra? - Walter Williams alarmou-se e curvou brevemente o pessoço na direção do homem em um sinal de respeito.
- Sim. - meneou positivamente a cabeça e pigarreou, voltando ao que dizia - O senhor tem nosso Intiq P’uku. Ele esteve perdido por muitos anos e então o senhor achou. O senhor muito competente. Mas Intiq P’uku é um objeto muito perigoso fora de cultura Inca. - fez uma careta severa, enquanto isso ajeitava a capa escura que vestia sobre os ombros.
- Estou ciente disso, senhor Huamanpallpa. - se não houvesse conhecido este homem antes de saber que ele era o dono daquelas terras, talvez o senhor Williams não fosse capaz de pronunciar seu nome tão bem.
- Onde ele está?
- Eu sinto muito, mas eu também temia o que poderia acontecer se descobrissem o que encontrei naquela escavação em Vilcabamba, por isso mandei Intiq P’ukur para minha terra, além dos mares, na Inglaterra. - lamentou-se, baixando a cabeça, arrependendo-se ainda mais de ter tomado aquela decisão precipitada.
- Primeiro, senhor Williams, aquela não é Vilcabamba. Aqui, nossa terra, é Vilcabamba. - respondeu com um travesso sorriso, mesmo com um tom sério.
- A-aqui? Vilcabamba? - sobressaltou-se, deixando sua voz tornar-se alta o suficiente para ecoar pelas paredes do templo - Mas… Então… Que cidade era aquela na qual estávamos escavando e retirando todas aquelas relíquias?
- O povo de Peru a chama de Machu Picchu. A Velha Montanha.
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Procurando a Verdade
O local era amplo e muito claro. Várias colunas dispunham-se enfileiradamente e atravessavam toda a extensão do salão, como se formando um largo corredor. As paredes eram decoradas com motivos dourados e esculpidas com desenhos característicos.
Walter estava deslumbrado por todos os magníficos detalhes que encontrava no interior daquele templo tão antigo e misterioso. Seus olhos brilhavam a cada nova pequena descoberta que faziam ali.
- Este é templo de sol. - o homem baixinho que vestia um chapéu muito chamativo e feito de ouro explicou, abrindo os braços e apresentando o senhor WIlliams ao local.
- É muito bonito, senhor. - sua atenção estava mais a frente onde um altar iluminado por raios de sol que provinham de uma abertura circular no teto de pedra.
- Muito. - afirmou com um sorriso orgulhoso, que logo deu lugar a uma expressão séria - Mas ter assuntos importantes para falar com o senhor.
- Eu já sei do que se trata. - baixou a cabeça, como se intimidado pelas palavras daquele homem imponente, que vestia uma túnica longa e branca, contrastando com sua pele marrom.
- Primeiro preciso pedir desculpas de como eles trazem você aqui. Para a nossa cidade. Precisava manter o caminho um segredo. - o homem sentou-se em uma cadeira simples de madeira que estava ao seu lado.
- Eu… Entendo. - Walter esboçou um sorriso amarelo.
- Eu, Huamanpallpa, sou o Senhor desta terra. Eu requeri sua presença. - pousou a mão sobre o peito, logo abaixo do chamativo colar de ouro.
- O senhor desta terra? - Walter Williams alarmou-se e curvou brevemente o pessoço na direção do homem em um sinal de respeito.
- Sim. - meneou positivamente a cabeça e pigarreou, voltando ao que dizia - O senhor tem nosso Intiq P’uku. Ele esteve perdido por muitos anos e então o senhor achou. O senhor muito competente. Mas Intiq P’uku é um objeto muito perigoso fora de cultura Inca. - fez uma careta severa, enquanto isso ajeitava a capa escura que vestia sobre os ombros.
- Estou ciente disso, senhor Huamanpallpa. - se não houvesse conhecido este homem antes de saber que ele era o dono daquelas terras, talvez o senhor Williams não fosse capaz de pronunciar seu nome tão bem.
- Onde ele está?
- Eu sinto muito, mas eu também temia o que poderia acontecer se descobrissem o que encontrei naquela escavação em Vilcabamba, por isso mandei Intiq P’ukur para minha terra, além dos mares, na Inglaterra. - lamentou-se, baixando a cabeça, arrependendo-se ainda mais de ter tomado aquela decisão precipitada.
- Primeiro, senhor Williams, aquela não é Vilcabamba. Aqui, nossa terra, é Vilcabamba. - respondeu com um travesso sorriso, mesmo com um tom sério.
- A-aqui? Vilcabamba? - sobressaltou-se, deixando sua voz tornar-se alta o suficiente para ecoar pelas paredes do templo - Mas… Então… Que cidade era aquela na qual estávamos escavando e retirando todas aquelas relíquias?
- O povo de Peru a chama de Machu Picchu. A Velha Montanha.
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Wild Hunt [Semana 12]
Autor: Marlon Kalango
Capítulo 11: Destino.
Capítulo 11: Destino.
Meus pensamentos estavam confusos, sentia a cabeça começar a rodar. Meu Sonho talvez não fosse meu? Será? Mas se não, então porque eu via aquelas imagens? Porque sentia aquelas sensações de frio, desesperança, e desespero? Eram tantas dúvidas, uma mais perplexa que a outra, que senti que iria vomitar. Levantei-me de súbito, alarmando Arawn.
-Tudo bem, meu amigo? - perguntou, preocupado com meu gesto brusco.
-Sim, sim... -menti.- Apenas, acho que a comida talvez possa não ter me caido tão bem
-Oh, céus. Quer que eu o leve até minha casa pra tomar algo, ou...?
-Não! não precisa. olhe, vou dar uma volta por ai, pra espairecer. Só preciso de um tempo, e tudo ficará bem. Eu o encontro mais tarde em sua casa, tudo bem?
-Hum...tudo bem. - ele me olhou confuso. - Te vejo depois então. Tome cuidado por ai.
Deixei Arawn me sentindo culpado e com uma aflição me apertando o peito. Uma sensação de vazio me acometeu, e senti que minha cabeça iria explodir. Vaguei pela vasta cidade dos Norn, até chegar num alto pico congelado. Sentei-me, confuso, soltando um longo suspiro.
-Oh, doce Melandru. Que confusão em minha cabeça. Oh, Abençoada Mãe...preciso tanto de seu conselho. -Pensei na Mãe Árvore, e como gostaria de seu calor acolhedor, e sua voz serena para me guiar. Neste momento, ouvi um sussurro que era mais uma sensação. Ele foi aumentando mais e mais, até que palavras nítidas vinham em minha mente. Era a voz da Mãe Árvore.
-Não se aflija, filho meu. -Sua voz doce e serena, acalmando minha alma. - Sinto uma perturbação muito grande em seu espírito. Mas não estás só.
-Oh Mãe, minha cabeça dói. O que é toda está dúvida? será que meu sonho não é realmente meu?
-Etherdry, você diferente de outros sylvari, nasceu sob circunstancias muito especiais. Tem um grande futuro à sua frente. Mas para alcançá-lo, você terá que descobrir fundo em sí mesmo, o real significado do seu sonho, e passar por provações que apenas você pode superar.
-Mas...me sinto tão perdido, Mãe. - suspirei, cansado.
-Querido filho, sinto não poder tirar sua aflição por completo. Mas isto lhe digo: Seu lugar é ao lado do Norn. E assim como apenas você pode desvendar esse mistério, apenas ele pode lhe ajudar em sua jornada. Esteja em paz, Valente. Ventari o guie...
A sensação foi sumindo aos poucos, ate que quando percebi, estava em frente à porta de Arawn. Não fazia idéia de como havia chegado ali.A dúvida ainda estava lá, mas agora eu tinha uma pista. Aonde Arawn fosse, minha jornada estava ligada à ele. Entrei em sua casa e o encontrei dormindo, seu servo ao lado, e ele com o rosto sereno. Sorri, enfim. Quando o sol surgisse, eu sentia, tudo estaria melhor.
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-Tudo bem, meu amigo? - perguntou, preocupado com meu gesto brusco.
-Sim, sim... -menti.- Apenas, acho que a comida talvez possa não ter me caido tão bem
-Oh, céus. Quer que eu o leve até minha casa pra tomar algo, ou...?
-Não! não precisa. olhe, vou dar uma volta por ai, pra espairecer. Só preciso de um tempo, e tudo ficará bem. Eu o encontro mais tarde em sua casa, tudo bem?
-Hum...tudo bem. - ele me olhou confuso. - Te vejo depois então. Tome cuidado por ai.
Deixei Arawn me sentindo culpado e com uma aflição me apertando o peito. Uma sensação de vazio me acometeu, e senti que minha cabeça iria explodir. Vaguei pela vasta cidade dos Norn, até chegar num alto pico congelado. Sentei-me, confuso, soltando um longo suspiro.
-Oh, doce Melandru. Que confusão em minha cabeça. Oh, Abençoada Mãe...preciso tanto de seu conselho. -Pensei na Mãe Árvore, e como gostaria de seu calor acolhedor, e sua voz serena para me guiar. Neste momento, ouvi um sussurro que era mais uma sensação. Ele foi aumentando mais e mais, até que palavras nítidas vinham em minha mente. Era a voz da Mãe Árvore.
-Não se aflija, filho meu. -Sua voz doce e serena, acalmando minha alma. - Sinto uma perturbação muito grande em seu espírito. Mas não estás só.
-Oh Mãe, minha cabeça dói. O que é toda está dúvida? será que meu sonho não é realmente meu?
-Etherdry, você diferente de outros sylvari, nasceu sob circunstancias muito especiais. Tem um grande futuro à sua frente. Mas para alcançá-lo, você terá que descobrir fundo em sí mesmo, o real significado do seu sonho, e passar por provações que apenas você pode superar.
-Mas...me sinto tão perdido, Mãe. - suspirei, cansado.
-Querido filho, sinto não poder tirar sua aflição por completo. Mas isto lhe digo: Seu lugar é ao lado do Norn. E assim como apenas você pode desvendar esse mistério, apenas ele pode lhe ajudar em sua jornada. Esteja em paz, Valente. Ventari o guie...
A sensação foi sumindo aos poucos, ate que quando percebi, estava em frente à porta de Arawn. Não fazia idéia de como havia chegado ali.A dúvida ainda estava lá, mas agora eu tinha uma pista. Aonde Arawn fosse, minha jornada estava ligada à ele. Entrei em sua casa e o encontrei dormindo, seu servo ao lado, e ele com o rosto sereno. Sorri, enfim. Quando o sol surgisse, eu sentia, tudo estaria melhor.
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“SentiMente” [Semana 12]
Autora: Silvia Verlene
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Contos do Amante da Morte [Semana 12]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 11: Hino de Guerra.
O sol se punha em um céu vermelho, a sombra dos estandartes encobriu o posto e misturou-se às sombras da noite. A sensação de batalha iminente era algo que todos podiam perceber, dos menos hábeis aos mais experientes, todos tinham uma expressão escura guiada ao horizonte, onde pontos luminosos de fogueiras eram acesos.
Marcos não tinha muitos bens além de uma espada recebida do posto, um escudo de madeira e um machado. Era notória qual a função do jovem Blackwood: ficar ao final da fila de homens e ser mais um corpo na pilha de cadáveres. Novamente Marcos cerrava os dentes e contorcia o rosto em uma careta de desgosto, em seu âmago se agarrava à promessa que tinha feito:
– Não posso morrer! – comentou mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa.
– Ninguém quer morrer... – respondeu outro jovem de quatorze anos, com cabelos loiros arrepiados – você sabe o que dizem sobre Eadgar?
– Ouvi muitas coisas. – afirmou – Mas não sei onde termina o mito e começa a verdade... – o moreno concluiu, sem muita confiança.
– Esse é o problema, como saber? – o menor encarou Marcos com a expressão aterrorizada.
– Não sei responder – Marcos desviou o rosto e voltou seu olhar para o horizonte, o sol já tinha se posto e o inimigo ainda não tinha atacado. – O que eles estão esperando?
– O medo tomar conta de todos deste posto – a voz rouca de Solomon cortou o ambiente como uma navalha. – Eles são estrategistas, os melhores do continente Rubro, e sabem que as pessoas desse posto são em sua maioria camponeses que não têm espírito de combate… então esperam provavelmente nossa rendição sem combate.
– Nos render não é uma opção! – Marcos amargou a situação, sabia que a maioria seria decapitada e o resto posto como escravo.
– Verdade… – Solomon lançou um olhar analítico para o moreno – mas, se eles querem evitar combate, significa que não têm tantos homens, devem ter perdido uma boa leva no caminho até aqui. No entanto, nos também não podemos esperar, senão ficaremos sem alimento, o ataque acontecerá hoje.
Como um prenúncio do combate, logo se ouvia o som conhecido ecoando pelo vale, a comitiva de Eadgar começava a se alinhar novamente com seus cavalos e os homens batiam em seus escudos. Em resposta, Solomon fez sinal e todos os homens com escudos do posto repetiram o gesto, começando a bater e urrar.
A fila se movia em trote lento e alinhado, em seguida ergueram os escudos em uma parede, logo uma chuva de flechas partiu em direção a linha inimiga, mas isso não diminuiu e nem aumentou o ritmo da comitiva. Em resposta, uma chuva de flechas cortou o ar e acertou a barreira do posto. Então Marcos sentiu aquele aroma inconfundível, um calafrio percorreu-lhe a espinha, mas era muito tarde para qualquer aviso.
“O meu coração costumava acompanhar estes sons, do choque de corpos e gritos, fúria e desespero, ira e terror, vida e morte… o hino da guerra!”
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Capítulo 11: Hino de Guerra.
O sol se punha em um céu vermelho, a sombra dos estandartes encobriu o posto e misturou-se às sombras da noite. A sensação de batalha iminente era algo que todos podiam perceber, dos menos hábeis aos mais experientes, todos tinham uma expressão escura guiada ao horizonte, onde pontos luminosos de fogueiras eram acesos.
Marcos não tinha muitos bens além de uma espada recebida do posto, um escudo de madeira e um machado. Era notória qual a função do jovem Blackwood: ficar ao final da fila de homens e ser mais um corpo na pilha de cadáveres. Novamente Marcos cerrava os dentes e contorcia o rosto em uma careta de desgosto, em seu âmago se agarrava à promessa que tinha feito:
– Não posso morrer! – comentou mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa.
– Ninguém quer morrer... – respondeu outro jovem de quatorze anos, com cabelos loiros arrepiados – você sabe o que dizem sobre Eadgar?
– Ouvi muitas coisas. – afirmou – Mas não sei onde termina o mito e começa a verdade... – o moreno concluiu, sem muita confiança.
– Esse é o problema, como saber? – o menor encarou Marcos com a expressão aterrorizada.
– Não sei responder – Marcos desviou o rosto e voltou seu olhar para o horizonte, o sol já tinha se posto e o inimigo ainda não tinha atacado. – O que eles estão esperando?
– O medo tomar conta de todos deste posto – a voz rouca de Solomon cortou o ambiente como uma navalha. – Eles são estrategistas, os melhores do continente Rubro, e sabem que as pessoas desse posto são em sua maioria camponeses que não têm espírito de combate… então esperam provavelmente nossa rendição sem combate.
– Nos render não é uma opção! – Marcos amargou a situação, sabia que a maioria seria decapitada e o resto posto como escravo.
– Verdade… – Solomon lançou um olhar analítico para o moreno – mas, se eles querem evitar combate, significa que não têm tantos homens, devem ter perdido uma boa leva no caminho até aqui. No entanto, nos também não podemos esperar, senão ficaremos sem alimento, o ataque acontecerá hoje.
Como um prenúncio do combate, logo se ouvia o som conhecido ecoando pelo vale, a comitiva de Eadgar começava a se alinhar novamente com seus cavalos e os homens batiam em seus escudos. Em resposta, Solomon fez sinal e todos os homens com escudos do posto repetiram o gesto, começando a bater e urrar.
A fila se movia em trote lento e alinhado, em seguida ergueram os escudos em uma parede, logo uma chuva de flechas partiu em direção a linha inimiga, mas isso não diminuiu e nem aumentou o ritmo da comitiva. Em resposta, uma chuva de flechas cortou o ar e acertou a barreira do posto. Então Marcos sentiu aquele aroma inconfundível, um calafrio percorreu-lhe a espinha, mas era muito tarde para qualquer aviso.
“O meu coração costumava acompanhar estes sons, do choque de corpos e gritos, fúria e desespero, ira e terror, vida e morte… o hino da guerra!”
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