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sexta-feira, 18 de julho de 2014

Semana 17 + Resultado da semana 16 e mês de julho + Atividade Extra de Agosto

Semana 17 do MONOBA

A nova rodada de 'novels" já está no ar! Começa mais um novo mês no MONOBA e com ele uma pequena contagem regressiva, já que agora faltam apenas 8 semanas (dois meses) para acabar o projeto! Acompanhem suas histórias favoritas clicando nos links abaixo, na aba de cada obra ou navegando pelo blog. Não se esqueça de que você já pode votar! A votação vai até às 23:59 do dia 23 de julho. A próxima rodada de "novels" estará no ar no dia 25 de julho. Boa leitura e divirta-se!


Pepper & Donuts: Capítulo 17 - Donuts 17: Perdão

Nave Fantasma: Por um fio.

Filho das Profundezas: Parte XVII - Anfitriã

Requiem: Doutor, Doutor - Parte 2

Wild Hunt: Capítulo 15: Garra de Jormag – parte II

Contos do Amante da Morte: Capítulo 15 – Dura Realidade.


Resultado da semana 16 e do mês de julho

Totalizando 22 votos, segue os vencedores da semana:

Em primeiro lugar, com 10 votos, a história "Conto do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 7 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (que disputou a colocação com "Requiem", de Natalie Bear, em uma votação interna de desempate).

Seguidos de "Requiem", de Natalie Bear (2 votos) e "Wild Hunt", de Marlon Kalango (1 voto). "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm não participou esta semana, então não receberá ponto. "Neocene II - nanoships", de Moonlance, está a oito semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá sete pontos negativos (-7).

E neste mês de julho, totalizando 69 votos, temos orgulho de apresentar seus vencedores:

Em primeiro lugar, com 27 pontos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer (que disputou a colocação com "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama em um critério interno de desempate - participou de todas as semanas deste mês).
Em segundo lugar, com 27 pontos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em terceiro lugar, com 8 pontos, a história. "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (que também disputou colocação com "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm no mesmo critério interno de desempate da situação acima).

Seguidos de "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (8 pontos); "Requiem", de Natalie Bear (6 pontos); "Wild Hunt", de Marlon Kalango (4 pontos); e "Neocene II - nanoships", de Moonlance (-22 pontos).

Parabéns aos vencedores da semana e do mês de julho!
Confira mais detalhes em "Ranking".


Atividade Extra de Agosto

Gostaria de ajudar o seu escritor favorito a receber mais pontos? Basta enviar uma homenagem que pode ser em forma de ilustração ou fanfic (texto feitos por fã, inspirado em uma obra existente). Cada homenagem vale 1 ponto extra para o escritor homenageado. Você pode fazer quantas homenagens quiser para quantos escritores desejar. Além desses pontos, o seu escritor favorito tem a chance de ganhar ainda mais pontos com a escolha das melhores homenagens pela nossa página do Facebook: www.facebook.com/mobilenovelbattle. As regras de envio são bem simples! Confira em "Atividade Extra". O tema deste mês é livre, então sinta-se à vontade para usar a criatividade! O prazo de envio é até dia 6 de agosto. Esperamos por você!

Neocene II – nanoships [Semana 17]

Autor: Moonlance

- Sem capítulo esta semana -

Pepper & Donuts [Semana 17]

Autora: Adriana Yumi
Capítulo 17 - Donuts 17: Perdão

Misaki ouve um barulho de fechadura, em seguida a porta do quarto se abre. Depois disso, a garota só sentiu um vulto de cabelos vermelhos indo em sua direção, abraçando-a. A dona dos cabelos vermelhos, Aiko, não conseguia mais conter suas lágrimas naquele momento.

- Prima!! Eu...o-obrigada....
- Aiko!! Me...me desculpe....por todos esses anos...

Misaki não conseguiu conter a emoção, e lágrimas começaram a sair. As duas ficaram abraçadas no meio do corredor, porém sem perceber que havia uma terceira pessoa ali, que estava observando toda a cena. Era Masaki. O rapaz sorriu e voltou para seu quarto, ele sabia que agora era hora das duas garotas conversarem e resolver o problema de uma vez por todas. E foi isso que aconteceu. Misaki e Aiko passaram um bom tempo da noite conversando e resgatando a antiga amizade da infância. A noite passou, e a tensão que abrigava aquela casa também.
Masaki ficou responsável por preparar o café da manhã no dia seguinte. Enquanto fritava uma omelete, ouviu barulhos de passos constantes e um grito que pertencia à Misaki.

-Ah, essa não! Vou me atrasar!!
- Ué, acordando tarde, Miki? Ainda bem que o pai já foi pra faculdade, senão ia ser mais um sermão pra sua lista.
- Fiquei conversando com a Aiko até uma da manhã e depois lembrei que tinha que fazer uma tarefa pra hoje...vou indo! Como qualquer coisa no intervalo!
- Mas você vai aguentar ficar sem comer nada até as 10? Aqui, leva uns pacotes de bolacha pra ir comendo no meio do caminho.
- Ok...obrigada!! Fui!

Misaki saiu que nem um relâmpago em direção à estação de metrô, correndo apressada para pegar o primeiro trem que parasse na estação. Lá, encontrou além da multidão que normalmente ia pro trabalho ou escola naquele horário, Nathan, que estava esperando pelo próximo trem para embarcar.

- E aí. Vejo que pelo menos tá aprendendo a lição e comendo algo pra não desmaiar depois.
- Aff, você de novo?! O que é agora, perseguição?
- Não. Eu só moro aqui perto, nada de mais.
- Hunf, não vou deixar você estragar meu ótimo bom humor hoje!
- Pelo visto, você conseguiu resolver o problema que estava te perturbando, não?
- Hum? Ah, aquilo...
- Não é bom quando a gente tira esse peso nas costas? Resolver um problema parece que te dá mais motivação.

Misaki pensou que por um momento estava vendo coisas porque não havia dormido bem a noite anterior, mas logo percebeu que era real. Nathan lhe deu um sorriso.

- Ah, o metrô está vindo. Vamos entrar?
- S-sim!! Vamos.

Por uma questão de segundos, Misaki pensou que Nathan poderia ser uma boa pessoa, até ele começar a caçoar de seu enorme apetite ao comentar que aquele era o seu segundo pacote de bolachas.


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Nave Fantasma [Semana 17]

Autor: Lucas Suwgamm
Por um fio.

A duvida dominava Foster, não acreditava nas novas informações recebidas do seu inimigo, no entanto,  ele sempre estranhou os aspectos dessa missão e não poderia ignorar o fato dessa nave ser da mesma época e classe da Aurora 3, pouco a pouco Foster tentava compilar todas as informações históricas que ele conhecia desta fadiga nave.

Há mais de 100 anos, ela fazia parte da frota estrelar que partiu em direção ao sistema estelar Icarus, com o objetivo de conciliação com as colônias rebeldes, que queria sua independência do recém-formado Governo da União Terrana, ou seja, somente era uma missão pacifica.

Contudo algo deu extremamente errado aquele dia. Seguindo o protocolo exigido pelas colônias, somente a Aurora 3 pode seguir rumo ao planeta Nova Midgard, pois transportava todo o comitê que participaria dessa missão diplomática.

No entanto, quando estava se aproximando de uma das luas deste planeta, foi totalmente destruída por um repulsivo ataque surpresa das colônias rebeldes, que futuramente formariam o governo dos Renegados.

O restante da tropa, percebendo a situação começou a revidar, mas já era tarde, estavam cercados e foram rapidamente destruídos, o Marechal Edward conseguiu escapar com a sua nave junto com algumas outras menores, fazendo uma dobra arriscada de último momento.

Essa era a história que Foster e todos só outros sabiam e viram nas filmagens documentadas na época. Não fazia sentido o que aquele homem na sua frente dissera há instantes atrás, Aurora 3 foi totalmente destruída pelos renegados e como aquele sujeito ousava dizer que essa nave inteira era a Aurora 3.

O capitão queria muito se comunicar com a Yukina, não só para tranquilizar ela, mas pedir a ela sobrevoasse a nave, com a Alvorada, para procurar mais uma vez o nome dela. Entretanto, amaldiçoou o mal funcionamento dos comunicadores. E quando olhou para cima, com o intuito de resmungar algo, seu corpo foi violentamente arremessado para trás, por Carlos. Foster só conseguiu visualizar a lâmina de um Nêcroneo passando a centímetros do seu pescoço.

O Velho renegado, mostrando uma agilidade além da sua idade, no mesmo momento que empurrou Foster, atirou na cabeça do  Nêcroneo, eliminando o primeiro inimigo.

Apesar da força aplicada pelo Carlos, o soldado da união conseguiu permanecer de pé, com isso teve tempo de girar o seu tronco e atirar no inimigo que se encontrava a um metro na sua esquerda.

Outras três criaturas se aproximavam dos dois, no entanto, não estavam tão perto quanto as outras duas anteriores e foram rapidamente eliminadas coma alguns disparos da dupla.

— Sua mula espacial! Onde estava com a cabeça? — Carlos olhava seriamente para Foster – Não posso vigiar a minha frente, minha retaguarda e você ao mesmo tempo. — Socou o estômago do capitão e virou as costas para ele.

Foster ficou de joelho, mas dessa vez não teve raiva de Carlos, sabia que tinha colocado a vida dos dois em perigo e ele tinha o salvado mesmo assim além do mais, já estava acostumado a sempre “perder” para o Carlos.


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Filho das Profundezas [Semana 17]

Autor: Marco Fischer
Parte XVII - Anfitriã

-A Ordem do Peixe Diabo? – murmurou Pesha, buscando em sua mente o que sabia sobre esse nome. Não lembrava mais do que breves anotações, sobre um grupo do Império Ming que afirmava derivar da Ordem Esotérica de Dagon, um culto místico espalhado por todo o mundo que não era levado a sério como doutrina, mas possuía em suas fileiras criaturas e fórmulas mágicas dignas de curiosidade e espanto científico.

Eles usarem aquela ilha isolada como base não era uma grande surpresa na verdade, considerando que Ula-Yhloa ficava entre as Ilhas Kupuna e as Nações do Oriente. Mas era sem dúvida algo desagradável de se descobrir, afinal se tratava de gente lunática e perigosa. Receoso, Pesha recuou se protegendo atrás da capitã. Ele queria uma tranquila pesquisa de campo naquele lugar, não uma aventura contra cultistas insanos.

Violka, por sua vez, permanecia em posição de guarda, estudando a bizarra anfitriã com o olhar. Ela já parecia preparada para aquele encontro, e quando falou não havia nenhuma comoção em sua voz.

-Então é aqui que fica a toca onde estavam se escondendo. Se tivessem me avisado eu poderia ter mandado uma carta antes, se bem que duvido que o serviço postal chegue até aqui... – a capitã sorria enquanto provocava, fazendo com que a oriental ficasse séria e cruzasse os braços, encarando Violka com descrença.

-Pelo visto a nossa presença nos últimos portos em que esteve não passou despercebida. Admiro sua perspicácia, principalmente por ter decifrado o “mapa” que a trouxe até aqui, mas seu papel nessa história é pequeno como um grão de mostarda, capitã. Apenas devolva o que é nosso e iremos poupar sua tripulação.

Pesha arrumou os óculos em seu rosto confuso. Desde quando a Ordem os estava vigiando? Desde o início da busca de Violka pelo Maleko e por Ula-Yhloa, talvez? Há quanto tempo? Meses? E era o Maleko que queriam de volta? Por isso ele estava fugindo? Não teve tempo para outras perguntas antes que a capitã puxasse a espada e algo viesse em sua direção, agarrando seu pescoço.

Uma dor lancinante e ardida percorreu seu corpo como um choque elétrico. Era como várias finas agulhas penetrando sua carne de uma só vez e fazendo seus músculos convulsionarem. Lutando para respirar, ele viu que aquilo que o estava segurando era um tentáculo azulado e transparente, saído de uma das mangas do vestido da mulher. Por reflexo, ele agarrou o apêndice gelatinoso e a mesma sensação dolorosa percorreu seus dedos. Pesha gritou e caiu de lado, mas quando se debateu o tentáculo afrouxou, e ele facilmente se libertou do aperto.

Ainda deitado e estremecendo com a queimadura venenosa, ele viu que o tentáculo jazia no chão decepado, cortado pela fina espada de Violka. Outro apêndice, que provavelmente havia sido lançado contra a capitã, também havia sido arrancado de sua dona. Sem parecer se incomodar com os braços que havia perdido, a oriental lançou uma saraivada de novos tentáculos, enquanto a capitã investia contra ela com os olhos em brasa.


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Requiem [Semana 17]

Autora: Natalie Bear
Doutor, Doutor - Parte 2

- Oh! - Rebeca arregalou os olhos - Anotações de meu pai…! - olhou para a expressão inconformada de Lawrence por um momento e então voltou-se a Levine - Isso é ótimo. Talvez eu possa ajudar sim! - respondeu com entusiasmo, aproximando-se do senhor.

- Tem alguma familiaridade com as anotações? - Levine questionou de forma serena, como se a situação não fosse um tanto caótica.

- Rebeca… - Lawrence manifestou-se em um tom repreensivo de voz.
A jovem voltou o olhar para o companheiro:

- Sinto muito me intrometer entre vocês dois, mas acredito que este homem já esteja impondo-se demais em sua vida. - o senhor de meia idade continuou -  Se não fosse por ele nos interrompendo naquele dia, poderíamos ter resolvido o pequeno contratempo com as anotações codificadas.

Lawrence nada disse. Refreou-se a apenas observar o que a moça decidiria, não tinha mais nada para lhe dizer além de tudo o que já fora falado durante os dias de viagem.

Rebeca franziu o cenho e botou-se a pensar sobre o assunto. Não tinha mais opções e o senhor Levine era o único que lhe apresentava uma alternativa naquele momento. Não tinha como saber se era realmente uma pista para o paradeiro de seu pai se não fosse com aquele sujeito.

- Perdoe-me Lawrence, Xerife, mas não tenho outra opção senão aceitar a ajuda do Senhor Levine. - lamentava, dizendo as tristes palavras sentindo o peito apertado.

O companheiro da moça meneou a cabeça positivamente, mantendo o olhar sobre o cachorro preto e branco sentado ao seu lado, observando.

- Excelente escolha, senhorita. -Levine esboçou um sorriso para a moça - Me acompanhe. É melhor levar seus pertences, pois demorará algum tempo para decifrarmos as anotações. Irei alugar um quarto para a senhorita.

- Eu tenho antes um pedido para fazer. - Rebeca o encarou de forma séria e decidida.

- Pode pedir, minha cara.

- Diga para seus homens não ferirem o senhor Lawrence nem Xerife.

- Os senhores ouviram a moça. - Levine dirigiu-se a seus subordinados, que permaneciam quase imóveis às costas de Lawrence, esperando por um comando, exatamente como Xerife.

- Vamos buscar seus pertences. - o senhor de meia idade se adiantou, dando alguns passos para longe do grupo.

Antes de segui-lo, Rebeca voltou-se uma última vez para aquele que lhe ajudara até então:

- Adeus, senhor Lawrence. E obrigada por me acompanhar.

Mais uma vez ele não respondeu e nada fez ate que a dupla virasse a esquina na rua de paralelepipedos e casas rústicas. Lawrence então virou-se para os homens que continuavam com ele, lhe apontando pistolas:

- Atirarão agora? - ele perguntou de modo irônico.

- Bem que eu gostaria. - o homem, que Lawrence imediatamente reconheceu como aquele que lhe ameaçara naquele dia em que botaram os pés no Peru.

O dono do cão ia retrucar quando algo cortou o ar zunindo próximo de seu ouvido, passando por ele e atingindo o homem com quem conversava no peito.

Wild Hunt [Semana 17]

Autor: Marlon Kalango
Capítulo 16: Garra de Jormag – parte II

Aquela figura gigantesca estava sobre mim, sua sombra cobrindo o sol. Aquele frio absurdo que chegava a machucar a pele não era da nevasca, mas do terrível dragão de gelo do qual ela se originava. Senti medo, como nunca em toda minha vida. Eu levantei minha arma, e atirei contra ele (no sonho, era um rifle). As balas simplesmente não penetravam a couraça dura de gelo corrompido de sua pele. Comecei a correr, e notei que haviam outras pessoas ao meu redor, várias delas, de várias raças: humanos, asura, norn, sylvari. Havia uma sylvari em específico, de tom lilás. Agarrei sua mão, e corremos pelas montanhas gélidas, o dragão impiedoso facilmente nos alcançando, e matando-nos um a um. Estava brincando. Chegamos à beira de um penhasco e o lago congelado lá embaixo. Fim da linha.

-Oh, pela Mãe Árvore. - A sylvari chorou ao me abraçar. Nos beijamos. - Blader, eu te amo. Sempre vou amar. Que Grenth tenha piedade de nós.

-Eu também te amo, minha linda Lyla, minha bela flor. Que os Espíritos sejam bondosos conosco.Eu...

Não pude terminar a sentença. Uma rajada de gelo nos atingiu em cheio; sopro de dragão. Consegui desviar mas muito mal. Meu braço direitose fora, e com ele minha companheira, congelados para sempre pelo sopro da besta. Gritei quando a dor escruciante se fez sentir segundos depois. Apenas eu havia restado. A besta me encarava, mortal, preparando seu ultimo e mortal ataque. Eu peguei algo na bolsa que carregava, meu ultimo recurso. Um explosivo.

-Um dia, você e seu mestre irão cair, Garra!! - gritei a plenos pulmões, ficando de pé, e então respirei fundo. Pude sentir a corrupção do dragão começando a se espalhar do que sobrou do meu braço para o resto do meu corpo. - Não vou dar a Jormag o gosto de me ter com servo. Arawn...meu irmão querido...acho que não vou poder voltar pra casa para o jantar, afinal...

Encarei o monstro, e fui em direção a ele. Meu ultimo brado, foi com uma explosão. E então, tudo ficou branco.

-ARAWN!! - Acordei. Era eu novamente. Eu estava nos braços de Arawn, e ele abraçava forte. Perto, meu cão gania baixinho, assustado.

-Tudo bem, Ether. Eu estou aqui, foi só um pesadelo.

-... - Não, não foi. Mas ao menos, havia descoberto em parte, o significado daquele sonho. Era realmente uma memória, a última, de Blader, irmão de Arawn. Talvez isso seja parte da memória da sylvari a qual ele amava? Não, a memória era dele...então...?

Senti os lábios de Arawn em minha testa, num consolo cuidadoso, e o abracei. Era estranho, sentir aquele afeto tão forte por alguém que mal conhecia, e aquilo me deixava confuso. Mas nosso momento não durou muito. Ao longe, pude ouvir o barulho dos soldados se agitando no lado de fora da barraca. Foi quando ouvimos ao longe aquele mesmo rugido abismal do meu sonho. O Garra de Jormag estava aqui.Respeirei fundo e olhei para Arawn.

-Vamos.Chegou a hora.


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Contos do Amante da Morte [Semana 17]

Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 15 – Dura Realidade.

O cheiro de cinzas ainda pairava no ar do posto de Súlinm, tomado por Eadgar. Dentro do salão principal, apenas dois homens sentavam juntos à uma mesa farta de: carne, pão, frutas e vinho. Gernot coçava a barba enquanto observava o jovem Blackwood saciar sua fome:

– Blackwood… ter um sobrenome é algo bem incomum entre cavaleiros e espadachins, quem dirá para um camponês.

– Como tem certeza… – Marcos tomava água para ajudar a engolir a comida – que sou um camponês?

– Não tinha. – o maior empertigou-se na cadeira. – Achou que o nome soaria bem, por isso o inventou?

– Não inventei senhor, apenas… – Marcos ponderou se deveria dizer a verdade sobre seu pai, que, sendo quem era, poderia lhe dar um sobrenome, mas Gernot não acreditaria. – Recebi este nome do meu pai, antes dele deixar nossa família.

– Ele morreu? Ou simplesmente os abandonou?

– Abandonou e depois morreu para a praga… – Marcos, diferente de seu irmão mais novo, ainda mantinha respeito pela memória do pai.

– Você não é de Súlinm, é? Nossos registros não constam o seu sobrenome para este cerco.

– Não, eu vim de Haldris, do extremo sul.

– Haldris!? – Gernot voltava a coçar sua barba como quem tinha ouvido algo interessante – 2/3 de Haldris foi devastado pela praga, deve ter sido um lugar horrível no inverno passado. – o olhar afiado não fugia das expressões de Marcos.

– Certamente não foi dos melhores... – o jovem Blackwood ainda amargava a morte dos irmãos, seu rosto entristeceu – por isso, quando Súlinm fez a convocação, todos tiveram de sair de suas casas.

– Você ainda tem família lá? – o tom de voz era neutro, apesar de ainda manter a tranquilidade.

– Sim! Meu irmão caçula… é o que me sobrou de família.

– Então ainda não é casado, mas um irmão ainda é uma família. – Gernot se levantou e aproximou-se da Janela que dava visão ao pátio principal. – Você com certeza deve saber quem é Dastan Audhild.

– Filho primogênito do Senhor de Haldris.

– Vincent Audhild estava na Cidadela Aaron quando o Clã dos Regentes Crimswood caiu. – Gernot voltou o olhar para Marcos. – Dizem que: “O Senhor de Haldris caiu junto ao seu Regente”, isso faz do jovem Dastan, o novo Senhor de Haldris.

– “Caiu” junto!? – Marcos não entendia, sabia que seu pai tinha morrido pela peste, mas não fazia ideia sobre o senhor de Haldris.

– Agora me diga, Marcos… o verdadeiro Senhor de Haldris morreu, o cerco está à mercê de um líder jovem e inexperiente, 2/3 de seu povo morreu pela doença, as lavouras foram perdidas para a estiagem, que é a pior em 10 anos, seu único aliado que era Súlinm, caiu perante Eadgar. – fez-se uma curta pausa. – Quais as expectativas pra Haldris nessa guerra e depois dela?
Marcos gelou. Até ali tinha apenas agradecido por estar vivo, mas naquele momento pode perceber como prometer viver, era algo muito difícil de cumprir:

– Nenhuma. – foi apenas o que conseguiu responder.

“Tudo pode parecer muito bom ou muito ruim, depende apenas de quem está mentindo melhor.”


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