Semana 10 do MONOBA
Mais uma rodada de "novels" acaba de ser lançada! Infelizmente, não teremos "Neocene II - nanoships" esta semana. Lembrando que a votação já está aberta. Não deixe de votar no melhor capítulo da semana! Confira as histórias clicando nos links abaixo, na aba de cada obra ou navegando pelo blog.
Pepper & Donuts: Capítulo 10 - Donuts 10: Um novo lar
Nave Fantasma: Surpresa.
Filho das Profundezas: Parte X - Impulso
Requiem: Aviso do Destino
Wild Hunt: Capítulo 10: Suspeita
"SentiMente" [Semana 10]
Contos do Amante da Morte: Capítulo 9 – Aposta ou Promessa?
A votação irá até às 23:59 do dia 4 de junho (quarta-feira). Você pode votar na aba lateral do blog ou na aba "Votação". E fique de olho! A nova rodada de "novels" estará no ar no dia 6 de junho (sexta-feira). Boa leitura e divirta-se! Muito obrigada pelas mais de 5500 visualizações!
Resultado da votação da semana 9
Totalizando 13 votos, o MONOBA traz as seguintes classificações:
Em primeiro lugar, com 4 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em segundo lugar, com 3 votos, a história "Requiem", de Natalie Bear.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (que disputou a colocação com "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama, em uma votação interna de desempate).
Em seguida temos "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama (2 votos); "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (1 voto); "SentiMente", de Silvia Verlene (1 voto) e "Wild Hunt", de Marlon Kalango (sem voto). "Neocene II - nanoships" não participou essa semana, então não receberá pontos.
Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes da pontuação em "Ranking".
Homenagem de junho (Atividade Extra)
Mais uma vez, você tem a chance de ajudar o seu escritor favorito a ganhar mais pontos! Basta fazer uma homenagem, que pode ser tanto uma ilustração, como uma fanfic (texto criado por fã, baseado em alguma história existente). Neste mês o tema da homenagem é "música"! A entrega das homenagens é até às 23:59 do dia 11 de junho. O que está esperando? Para saber mais como participar, visite a aba "Atividade Extra".
Faça como as leitoras Lil e Rafa. Participe! Todas as homenagens serão postadas na nossa página no Facebook: www.facebook.com/mobilenovelbattle. Curta e fique sempre por dentro das novidades do MONOBA, além de descobrir um pouco mais sobre o seu escritor favorito e suas inspirações!
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 10]
Autor: Moonlance
- Sem capítulo esta semana -
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Pepper & Donuts [Semana 10]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 10 - Donuts 10: Um novo lar
Capítulo 10 - Donuts 10: Um novo lar
- A partir de hoje, você vai ficar sob os cuidados da sua tia, Misaki.
O pai de Misaki era muito rígido com a educação do seu filho mais velho, Masaki. Ao perceber que suas notas estavam caindo, ele decidiu deixar Misaki sob os cuidados dos pais daquela que seria sua primeira amiga, Aiko. Misaki, que até o momento estava acostumada com o irmão, não recebeu a notícia muito bem.
- Buááááá´! Quero ir embora!! Quero ver meu irmão!
- Calma, Miki! Venha aqui, vamos ver TV, tá passando um desenho muito legal! E tem a sua priminha pra brincar também!
- Não quero! Eu quero o meu irmão!!
Os tios de Misaki tentavam a todo custo acostumar a sobrinha na sua nova rotina, mas ainda sofriam com a constante choradeira da garota e a falta que sentia do irmão mais velho. Outro fator que acabava dificultando era a própria filha, Aiko. A garota era bastante tímida e raramente saia do seu quarto. Durante as primeiras semanas, ela e Misaki quase não se falavam. Essa rotina persistiu por mais algumas semanas, até que Misaki começou a acostumar a conviver com os tios, e aos poucos os berros e a choradeira cessaram. Um dia, Misaki resolveu ir ao parquinho para brincar um pouco.
- Tios, vou sair pra brincar lá no parquinho.
- Ah, você vai ao parquinho, Miki? Leve a Aiko junto.
Aiko estava lendo um livro em seu quarto e não pareceu muito interessada em ir com a prima, mas após uma série de insistências dos pais, a garota foi junto. Misaki pensou em convidar a prima para brincar no balanço, mas ao notar que ela estava levando em sua mochila um livro, achou melhor ir brincar sozinha.
- Ahn...eu vou brincar lá no balanço...tá?
-...tá bom.
Naquele momento, Misaki sentiu um aperto no coração. Apesar de sempre brincar sozinha no parque, era a primeira vez que ela vinha com alguém que não fosse seu irmão. Ao pensar no irmão, a garota logo sentiu falta dele e começou a pensar no que ele estaria fazendo naquele momento. Porém, seus pensamentos foram interrompidos por um grupo de baderneiros que estavam falando alto perto do balanço.
- Hahaha! Aí eu falei pra aquele velho idiota o seguinte...
- Ih, tá vindo uma pirralha aí!
Misaki queria brincar no balanço. Ela andou em direção ao balanço mais afastado do grupo que estava falando alto e ficou ali quieta, balançando seu corpo levemente.
- Ô pirralha, cê não tem mais o que fazer, não?
- Ei, deixa ela brincar aí! Ela não tá fazendo nada mesmo.
- É que não tô gostando do jeito que ela tá me olhando...
Misaki não gostou da atitude daqueles homens, e começou a encará-los friamente, como se estivesse dizendo pra eles “caiam fora”. Um dos arruaceiros perdeu a paciência e foi em direção ao balanço onde estava a garota.
- Agora você vai ver, sua fedelha!!
Ir para o próximo capítulo de "Pepper & Donuts"
O pai de Misaki era muito rígido com a educação do seu filho mais velho, Masaki. Ao perceber que suas notas estavam caindo, ele decidiu deixar Misaki sob os cuidados dos pais daquela que seria sua primeira amiga, Aiko. Misaki, que até o momento estava acostumada com o irmão, não recebeu a notícia muito bem.
- Buááááá´! Quero ir embora!! Quero ver meu irmão!
- Calma, Miki! Venha aqui, vamos ver TV, tá passando um desenho muito legal! E tem a sua priminha pra brincar também!
- Não quero! Eu quero o meu irmão!!
Os tios de Misaki tentavam a todo custo acostumar a sobrinha na sua nova rotina, mas ainda sofriam com a constante choradeira da garota e a falta que sentia do irmão mais velho. Outro fator que acabava dificultando era a própria filha, Aiko. A garota era bastante tímida e raramente saia do seu quarto. Durante as primeiras semanas, ela e Misaki quase não se falavam. Essa rotina persistiu por mais algumas semanas, até que Misaki começou a acostumar a conviver com os tios, e aos poucos os berros e a choradeira cessaram. Um dia, Misaki resolveu ir ao parquinho para brincar um pouco.
- Tios, vou sair pra brincar lá no parquinho.
- Ah, você vai ao parquinho, Miki? Leve a Aiko junto.
Aiko estava lendo um livro em seu quarto e não pareceu muito interessada em ir com a prima, mas após uma série de insistências dos pais, a garota foi junto. Misaki pensou em convidar a prima para brincar no balanço, mas ao notar que ela estava levando em sua mochila um livro, achou melhor ir brincar sozinha.
- Ahn...eu vou brincar lá no balanço...tá?
-...tá bom.
Naquele momento, Misaki sentiu um aperto no coração. Apesar de sempre brincar sozinha no parque, era a primeira vez que ela vinha com alguém que não fosse seu irmão. Ao pensar no irmão, a garota logo sentiu falta dele e começou a pensar no que ele estaria fazendo naquele momento. Porém, seus pensamentos foram interrompidos por um grupo de baderneiros que estavam falando alto perto do balanço.
- Hahaha! Aí eu falei pra aquele velho idiota o seguinte...
- Ih, tá vindo uma pirralha aí!
Misaki queria brincar no balanço. Ela andou em direção ao balanço mais afastado do grupo que estava falando alto e ficou ali quieta, balançando seu corpo levemente.
- Ô pirralha, cê não tem mais o que fazer, não?
- Ei, deixa ela brincar aí! Ela não tá fazendo nada mesmo.
- É que não tô gostando do jeito que ela tá me olhando...
Misaki não gostou da atitude daqueles homens, e começou a encará-los friamente, como se estivesse dizendo pra eles “caiam fora”. Um dos arruaceiros perdeu a paciência e foi em direção ao balanço onde estava a garota.
- Agora você vai ver, sua fedelha!!
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semana 10
Nave Fantasma [Semana 10]
Autor: Lucas Suwgamm
Surpresa.
— Mal...ditos... — ofegantemente, Michael falava para si mesmo tampando com a mão esquerda a recém-ferida formada em seu braço direito. Tinha escapado por porco, se não fosse mais um disparo preciso de Edgar, contudo conseguiu cumprir o seu objeto, agrupou-se com Milene e Samara, apesar dos pesares.
Cinco inimigos cercavam o grupo, não tinha por ondem ir, e o pior, estavam longe de Foster. O homem de cavanhaque negro executou mais um tiro preciso e uma centelha atravessou o capacete metálico de mais um inimigo bizarro, enquanto o corpulento corpo da criatura ia ao chão, os quatro restantes locomoviam agilmente na direção dos homens de Foster.
— E agora Michael? — o rapaz de traje preto perguntava, enquanto se prepara para mais um tiro preciso – meu traje está sobrecarregando. — ele mantinha uma calma assustadora – E você não consegue mais atirar....
— Nunca... viu a nossa ...Ás em ação... né? — O homem roliço e loiro demonstrava um olhar confiante. — Milene... está na hora... do seu “show”.
A grande moça não esperou o moço de cabelo tigelinha terminar a sua fala, havia sobressaltado sobre ele e se jogou no primeiro inimigo da direita, uma forte luz roxa na forma de uma lâmina saiu do seu traje, na região do braço esquerdo, e cortou o inimigo em dois e com o braço direito, agora com uma luz verde, separou a cabeça do pescoço do segundo. Deu um salto para o lado e com um disparo a queima roupa matou o terceiro.
— Edgar, não é hora de ficar com queixo caído!! Ajude a Moça! — Michael reuniu suas ultimas forças e esbravejou suas ordem para o homens de cabelos comprido.
— Sim.. senhor – e, apesar de toda admiração e surpresa, com mais um tiro preciso matou outro inimigo que se aproximava rapidamente da retaguarda de Milene – Então esse é o poder de uma dançarina da morte.
— Corpo cibernético. — falava Samara, agora mais calma ao ver o último inimigo derrotado – Resultado de muitos implantes e um controle mental incrível. — Colocava sua mão sobre o ombro de Edgar, que ainda estava admirando as proezas da Milene. — Mas você não fica muito atrás, tem uma mira muito precisa. — Sorriu para o sujeito.
A batalha estava chegando ao fim, a trupe sobrevivente dos renegados estavam comemorando o fim da luta, enquanto, mais adiante, Carlos e Foster executavam a criatura remanescente. No entanto, quando tudo estava caminhando para um desfecho, um imenso buraco abriu sobre os pés dos dois capitães, desapareceram, caindo na escuridão da abertura.
Seus subordinados não puderam fazer nada, além de ficarem parados olhando, sem entender o que havia acontecido.
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Surpresa.
— Mal...ditos... — ofegantemente, Michael falava para si mesmo tampando com a mão esquerda a recém-ferida formada em seu braço direito. Tinha escapado por porco, se não fosse mais um disparo preciso de Edgar, contudo conseguiu cumprir o seu objeto, agrupou-se com Milene e Samara, apesar dos pesares.
Cinco inimigos cercavam o grupo, não tinha por ondem ir, e o pior, estavam longe de Foster. O homem de cavanhaque negro executou mais um tiro preciso e uma centelha atravessou o capacete metálico de mais um inimigo bizarro, enquanto o corpulento corpo da criatura ia ao chão, os quatro restantes locomoviam agilmente na direção dos homens de Foster.
— E agora Michael? — o rapaz de traje preto perguntava, enquanto se prepara para mais um tiro preciso – meu traje está sobrecarregando. — ele mantinha uma calma assustadora – E você não consegue mais atirar....
— Nunca... viu a nossa ...Ás em ação... né? — O homem roliço e loiro demonstrava um olhar confiante. — Milene... está na hora... do seu “show”.
A grande moça não esperou o moço de cabelo tigelinha terminar a sua fala, havia sobressaltado sobre ele e se jogou no primeiro inimigo da direita, uma forte luz roxa na forma de uma lâmina saiu do seu traje, na região do braço esquerdo, e cortou o inimigo em dois e com o braço direito, agora com uma luz verde, separou a cabeça do pescoço do segundo. Deu um salto para o lado e com um disparo a queima roupa matou o terceiro.
— Edgar, não é hora de ficar com queixo caído!! Ajude a Moça! — Michael reuniu suas ultimas forças e esbravejou suas ordem para o homens de cabelos comprido.
— Sim.. senhor – e, apesar de toda admiração e surpresa, com mais um tiro preciso matou outro inimigo que se aproximava rapidamente da retaguarda de Milene – Então esse é o poder de uma dançarina da morte.
— Corpo cibernético. — falava Samara, agora mais calma ao ver o último inimigo derrotado – Resultado de muitos implantes e um controle mental incrível. — Colocava sua mão sobre o ombro de Edgar, que ainda estava admirando as proezas da Milene. — Mas você não fica muito atrás, tem uma mira muito precisa. — Sorriu para o sujeito.
A batalha estava chegando ao fim, a trupe sobrevivente dos renegados estavam comemorando o fim da luta, enquanto, mais adiante, Carlos e Foster executavam a criatura remanescente. No entanto, quando tudo estava caminhando para um desfecho, um imenso buraco abriu sobre os pés dos dois capitães, desapareceram, caindo na escuridão da abertura.
Seus subordinados não puderam fazer nada, além de ficarem parados olhando, sem entender o que havia acontecido.
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Filho das Profundezas [Semana 10]
Autor: Marco Fischer
Parte X - Impulso
Uma estranha bioluminescência esverdeada iluminava o abismo submerso em clarões esparsos enquanto vozes vindas de lugar nenhum continuavam a ecoar pelas paredes de pedra como se proferidas por fantasmas invisíveis nadando em círculos. Por trás da parede de tinta exalada pelos súditos do Rei Polvo era impossível enxergar o Maleko, mas não havia dúvidas de que sua presença era o olho daquela tempestade de horror em formação.
Os soldados octópodes se preparavam para investir contra o garoto-peixe enquanto o Arauto de Kanaloa continuava em seu estado de torpor psíquico. Precisariam apenas de uma única carga usando a propulsão natural de seus corpos para perfurar o rapaz de todos os lados, acabando com a ameaça. Eles se colocaram em formação ao redor do Maleko, já com as armas em riste, quando algo subitamente os atingiu e fez com que se espalhassem confusos em todas as direções.
Era um anel de bolhas, formado por dois círculos que aumentavam e diminuíam à medida que um passava por dentro do outro, da mesma forma que aqueles expelidos naturalmente por baleias, golfinhos e vulcões submersos, porém muito maior. Enquanto o círculo que se ampliava atingiu os guerreiros polvo, o círculo que diminuía de tamanho se fechou ao redor do Maleko, o erguendo rapidamente pelo abismo na direção da superfície.
Ao chegar às águas mais rasas, ele se viu cercado por um cardume de tubarões de todos os tipos e tamanhos. Alguns o circundavam com curiosidade, outros desciam até a entrada do abismo e espantavam qualquer súdito do Rei Polvo que estivesse vindo ao seu encalço. O maior deles estava simplesmente parado em sua frente, e sobre seu dorso estava o velho sábio do clã que o acolhera.
Ainda com os olhos obscurecidos, o Maleko se libertou do anel de bolhas com um movimento brusco e avançou descontrolado para o velho nativo, espantando os tubarões com o forte clarão esmeralda que projetava na água. O Kahuna não se abalou e reagiu rapidamente com um movimento de seu cajado, criando um forte impulso que lançou o garoto-peixe para a superfície como um canhão.
Violka estava mancando na direção do navio apoiada em Chuva de Outono quando viu o Maleko sendo disparado do mar, voando em um arco vertiginoso até se chocar contra a areia perto de onde estava. Com uma expressão de surpresa, a capitã assentiu para a elfa e as duas desviaram o caminho na direção do garoto.
O Maleko estava completamente desorientado e confuso, sentindo como se estivesse dormindo antes de ser acordado pela queda. Seu corpo estava dolorido pelo impacto e ralado pela areia, mas o solo fofo da praia havia impedido um ferimento pior. Deitado de barriga para cima, ele sentiu seus olhos lentamente voltarem a sua forma original, expulsando lágrimas grossas e negras que escorreram como óleo por seu rosto.
Agora que estava fora do oceano, todas as vozes haviam silenciado. Todas com exceção de uma única, mas essa era a voz melodiosa e gentil daquela que iria se tornar sua capitã.
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Parte X - Impulso
Uma estranha bioluminescência esverdeada iluminava o abismo submerso em clarões esparsos enquanto vozes vindas de lugar nenhum continuavam a ecoar pelas paredes de pedra como se proferidas por fantasmas invisíveis nadando em círculos. Por trás da parede de tinta exalada pelos súditos do Rei Polvo era impossível enxergar o Maleko, mas não havia dúvidas de que sua presença era o olho daquela tempestade de horror em formação.
Os soldados octópodes se preparavam para investir contra o garoto-peixe enquanto o Arauto de Kanaloa continuava em seu estado de torpor psíquico. Precisariam apenas de uma única carga usando a propulsão natural de seus corpos para perfurar o rapaz de todos os lados, acabando com a ameaça. Eles se colocaram em formação ao redor do Maleko, já com as armas em riste, quando algo subitamente os atingiu e fez com que se espalhassem confusos em todas as direções.
Era um anel de bolhas, formado por dois círculos que aumentavam e diminuíam à medida que um passava por dentro do outro, da mesma forma que aqueles expelidos naturalmente por baleias, golfinhos e vulcões submersos, porém muito maior. Enquanto o círculo que se ampliava atingiu os guerreiros polvo, o círculo que diminuía de tamanho se fechou ao redor do Maleko, o erguendo rapidamente pelo abismo na direção da superfície.
Ao chegar às águas mais rasas, ele se viu cercado por um cardume de tubarões de todos os tipos e tamanhos. Alguns o circundavam com curiosidade, outros desciam até a entrada do abismo e espantavam qualquer súdito do Rei Polvo que estivesse vindo ao seu encalço. O maior deles estava simplesmente parado em sua frente, e sobre seu dorso estava o velho sábio do clã que o acolhera.
Ainda com os olhos obscurecidos, o Maleko se libertou do anel de bolhas com um movimento brusco e avançou descontrolado para o velho nativo, espantando os tubarões com o forte clarão esmeralda que projetava na água. O Kahuna não se abalou e reagiu rapidamente com um movimento de seu cajado, criando um forte impulso que lançou o garoto-peixe para a superfície como um canhão.
Violka estava mancando na direção do navio apoiada em Chuva de Outono quando viu o Maleko sendo disparado do mar, voando em um arco vertiginoso até se chocar contra a areia perto de onde estava. Com uma expressão de surpresa, a capitã assentiu para a elfa e as duas desviaram o caminho na direção do garoto.
O Maleko estava completamente desorientado e confuso, sentindo como se estivesse dormindo antes de ser acordado pela queda. Seu corpo estava dolorido pelo impacto e ralado pela areia, mas o solo fofo da praia havia impedido um ferimento pior. Deitado de barriga para cima, ele sentiu seus olhos lentamente voltarem a sua forma original, expulsando lágrimas grossas e negras que escorreram como óleo por seu rosto.
Agora que estava fora do oceano, todas as vozes haviam silenciado. Todas com exceção de uma única, mas essa era a voz melodiosa e gentil daquela que iria se tornar sua capitã.
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semana 10
Requiem [Semana 10]
Autora: Natalie Bear
Aviso do Destino
- Meus pulsos ficaram marcados. - Rebeca resmungou enquanto massageava seus pulsos agora libertos e sentava-se a uma mesa no canto do porão junto do senhor Levine.
- Precisamos esclarecer nossos problemas de uma vez por todas, Senhorita Williams. - sentou-se vagarosamente em sua cadeira e pousou as mãos sobre o tampo da mesa - Estou ciente de que sua bagagem, que contem o objeto em questão, está em posse de um estrangeiro. Um americano. A relíquia é muito importante para ficar nas mãos de um desconhecido.
- Como o senhor sabe a nacionalidade dele se nem eu, que conversei com Lawrence, sei? - debruçou-se sobre a mesa, fitando aquele senhor com desconfiança.
- Eu tomei a liberdade de conferir os passageiros do navio em que a senhorita embarcou. - devolveu um olhar sério à moça.
- Como sabe o navio que peguei? - Rebeca aumentou o tom de voz, começando a irritar-se com a prepotência de Levine - Por acaso aqueles sujeitos que me atacaram eram…? - não completou a frase, esperando que ele o fizesse.
- Eu não mandaria foras da lei atrás de uma jovem como a senhorita. - respondeu deixando seu incômodo com a questão levantada transparecer na voz - Eu tinha uma pessoa observando seus movimentos desde após o recebimento daquela carta.
- Então foi o senhor que mandou a carta?
- Não fui eu. Desconheço o autor dela, apenas sei o que nela é pedido. - suspirou.
- Como pode saber de algo assim sem conhecer o autor da carta? - a moça fez uma careta, ansiosa para saber mais sobre aquela história e, principalmente, descobrir onde seu pai estava - O senhor a interceptou?
- Sim. - fitou a moça impaciente com seu olhar cansado - Eu sou encarregado de supervisionar o que é despachado dos sítios arqueológicos e embarca nos navios. - pronunciava aquilo com orgulho - Cometi um erro ao não averiguar o que seu pai mandou para a senhorita e seu tio. - meneou negativamente a cabeça - Quem escreveu a carta quis despacha-la pelo navio que usamos para esse fim, portanto passou por mim e eu não cometi o mesmo erro de antes.
- Então o senhor sabe que eu preciso entregar o artefato à pessoa que escreveu aquela carta. Eu preciso ir para Cuzco para troca-lo por meu pai! - Rebeca agitou-se ao perceber que provavelmente estava perdendo tempo conversando com aquele sujeito, pois precisava viajar o mais rápido possível àquela cidade que ficava distante de onde estavam.
- Sim, eu sei e me sinto culpado pelo ocorrido, por isso ir- - de repente um homem muito alterado e de olhos cor de mel arregalados aproximou-se com muita pressa dos dois, balbuciando palavras inconstantes de forma nervosa:
- Senhor Levine…! - o sujeito de rosto rechonchudo parou para respirar.
- O que está acontecendo? Por que está assim, Louie? - Levine alarmou-se e ergueu-se de seu assento.
- Um homem…! Um homem está causando problemas na entrada…!
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Aviso do Destino
- Meus pulsos ficaram marcados. - Rebeca resmungou enquanto massageava seus pulsos agora libertos e sentava-se a uma mesa no canto do porão junto do senhor Levine.
- Precisamos esclarecer nossos problemas de uma vez por todas, Senhorita Williams. - sentou-se vagarosamente em sua cadeira e pousou as mãos sobre o tampo da mesa - Estou ciente de que sua bagagem, que contem o objeto em questão, está em posse de um estrangeiro. Um americano. A relíquia é muito importante para ficar nas mãos de um desconhecido.
- Como o senhor sabe a nacionalidade dele se nem eu, que conversei com Lawrence, sei? - debruçou-se sobre a mesa, fitando aquele senhor com desconfiança.
- Eu tomei a liberdade de conferir os passageiros do navio em que a senhorita embarcou. - devolveu um olhar sério à moça.
- Como sabe o navio que peguei? - Rebeca aumentou o tom de voz, começando a irritar-se com a prepotência de Levine - Por acaso aqueles sujeitos que me atacaram eram…? - não completou a frase, esperando que ele o fizesse.
- Eu não mandaria foras da lei atrás de uma jovem como a senhorita. - respondeu deixando seu incômodo com a questão levantada transparecer na voz - Eu tinha uma pessoa observando seus movimentos desde após o recebimento daquela carta.
- Então foi o senhor que mandou a carta?
- Não fui eu. Desconheço o autor dela, apenas sei o que nela é pedido. - suspirou.
- Como pode saber de algo assim sem conhecer o autor da carta? - a moça fez uma careta, ansiosa para saber mais sobre aquela história e, principalmente, descobrir onde seu pai estava - O senhor a interceptou?
- Sim. - fitou a moça impaciente com seu olhar cansado - Eu sou encarregado de supervisionar o que é despachado dos sítios arqueológicos e embarca nos navios. - pronunciava aquilo com orgulho - Cometi um erro ao não averiguar o que seu pai mandou para a senhorita e seu tio. - meneou negativamente a cabeça - Quem escreveu a carta quis despacha-la pelo navio que usamos para esse fim, portanto passou por mim e eu não cometi o mesmo erro de antes.
- Então o senhor sabe que eu preciso entregar o artefato à pessoa que escreveu aquela carta. Eu preciso ir para Cuzco para troca-lo por meu pai! - Rebeca agitou-se ao perceber que provavelmente estava perdendo tempo conversando com aquele sujeito, pois precisava viajar o mais rápido possível àquela cidade que ficava distante de onde estavam.
- Sim, eu sei e me sinto culpado pelo ocorrido, por isso ir- - de repente um homem muito alterado e de olhos cor de mel arregalados aproximou-se com muita pressa dos dois, balbuciando palavras inconstantes de forma nervosa:
- Senhor Levine…! - o sujeito de rosto rechonchudo parou para respirar.
- O que está acontecendo? Por que está assim, Louie? - Levine alarmou-se e ergueu-se de seu assento.
- Um homem…! Um homem está causando problemas na entrada…!
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Wild Hunt [Semana 10]
Autor: Marlon Kalango
Capítulo 10: Suspeita.
Capítulo 10: Suspeita.
Não pensei que poderia me sentir tão em casa fora do Bosque, como me senti em Hoelbrak. Seus cenários gélidos, a enormes fogueiras, escuturas gigantescas de gelo que não derretia há seculos. Era tudo tão novo, tão diferente, e ao mesmo tempo parecia-me tão familiar. Especialmente a casa de Arawn. Ao chegarmos a lareira estava acesa, e um calor aconchegante nos recebeu. Havia um servo lá, pouco maior do que o vi pela primeira vez quando acordei no hospital.
-Ah, estou de volta, Morten! - Arawn disse, e a criatura de jogou em seus braços, balançando a diminuta calda, como um cãozinho. - Este pequenino aqui foi meu primeiro servo, Ether. Não o destruo como os outros, e ele cuida da minha casa enquanto estou fora. Pequeno, mas não subestime o que ele pode fazer.
-Entendo -Disse, despindo-me do espesso casaco de couro que me protegeu do frio durante a viajem. Em verdade, estava começando a fica um pouco encomodado com 'roupa por cima da roupa'. - Então, aqui é seu lar.
-Sim. Ficaremos por algum tempo, pra relaxar e recobrar as forças antes de seguir adentro nas montanhas.
Ele respirou fundo, e com um gesto simples tocou o rosto. Creio ter ouvido algo sussurrado brevemente. Arawn tirou também seu casaco, e agora eu podia ver que a pintura e marcas em seu rosto haviam sumido. O esbranquiçado fúnebre em seus olhos deu lugar à um vivido e profundo violeta, com leves tons castanhos. Ele percebeu minha surpresa.
-Você não pensou que aquele era meu tom natural de olhos, não é? -Ele riu
-Bem...é dificil dizer.
-Haha. Não, aquela era a marca do espectro. Todo necromante tem uma marca com um dos espíritos da morte com quem tem mais afinidade. A minha é a do espectro.
Fiz um gesto de afirmação. Arawn parecia tão diferente assim,mais gentil, quase tímido. Algo que me atraía a sua personalidade já calma. A tarde foi indo embora dando lugar à noite, e saímos pela enorme cidade. Jantamos especiarías típicas do lugar, e era uma mais saborosa que a outra. Contemplamos as estrelas, sob arvores no grande lago congelado dos Norn.
-Arawn, o que você busca em sua jornada? -perguntei enfim, tanto por curiosidade como em busca de pistas da minha própria jornada ligada a ele.
Oh, meu amigo. - O Norn suspirou, e eu vi em verdade, o pesar em seus olhos. - Meu irmão, Blader. Há pouco mais de um ano, ele saiu em missão investigando os Icebrood, servos do dragao de gelo, Jormag. Foi a ultima vez que o ví. Todos desistiram de procurá-lo após cinco meses. Eu não.
Senti-me culpado, e ao mesmo tempo, senti compaixão. Perder alguém importante deve ser uma dor além do que conheço, só podia imaginar. E então, lembrei-me do meu sonho. A neve, como gritava por Arawn na tempestade, e como o frio congelava até minha alma. Arregalei os olhos subitamente, numa suspeita....Aquele não era eu no sonho.
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-Ah, estou de volta, Morten! - Arawn disse, e a criatura de jogou em seus braços, balançando a diminuta calda, como um cãozinho. - Este pequenino aqui foi meu primeiro servo, Ether. Não o destruo como os outros, e ele cuida da minha casa enquanto estou fora. Pequeno, mas não subestime o que ele pode fazer.
-Entendo -Disse, despindo-me do espesso casaco de couro que me protegeu do frio durante a viajem. Em verdade, estava começando a fica um pouco encomodado com 'roupa por cima da roupa'. - Então, aqui é seu lar.
-Sim. Ficaremos por algum tempo, pra relaxar e recobrar as forças antes de seguir adentro nas montanhas.
Ele respirou fundo, e com um gesto simples tocou o rosto. Creio ter ouvido algo sussurrado brevemente. Arawn tirou também seu casaco, e agora eu podia ver que a pintura e marcas em seu rosto haviam sumido. O esbranquiçado fúnebre em seus olhos deu lugar à um vivido e profundo violeta, com leves tons castanhos. Ele percebeu minha surpresa.
-Você não pensou que aquele era meu tom natural de olhos, não é? -Ele riu
-Bem...é dificil dizer.
-Haha. Não, aquela era a marca do espectro. Todo necromante tem uma marca com um dos espíritos da morte com quem tem mais afinidade. A minha é a do espectro.
Fiz um gesto de afirmação. Arawn parecia tão diferente assim,mais gentil, quase tímido. Algo que me atraía a sua personalidade já calma. A tarde foi indo embora dando lugar à noite, e saímos pela enorme cidade. Jantamos especiarías típicas do lugar, e era uma mais saborosa que a outra. Contemplamos as estrelas, sob arvores no grande lago congelado dos Norn.
-Arawn, o que você busca em sua jornada? -perguntei enfim, tanto por curiosidade como em busca de pistas da minha própria jornada ligada a ele.
Oh, meu amigo. - O Norn suspirou, e eu vi em verdade, o pesar em seus olhos. - Meu irmão, Blader. Há pouco mais de um ano, ele saiu em missão investigando os Icebrood, servos do dragao de gelo, Jormag. Foi a ultima vez que o ví. Todos desistiram de procurá-lo após cinco meses. Eu não.
Senti-me culpado, e ao mesmo tempo, senti compaixão. Perder alguém importante deve ser uma dor além do que conheço, só podia imaginar. E então, lembrei-me do meu sonho. A neve, como gritava por Arawn na tempestade, e como o frio congelava até minha alma. Arregalei os olhos subitamente, numa suspeita....Aquele não era eu no sonho.
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Marlon Kalango,
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Wild Hunt
“SentiMente” [Semana 10]
Autora: Silvia Verlene
Inquietude...
Em meio à declaração dos Implantários de que o mundo agora os pertence, só temo por nosso futuro. Uma caçada aos Humanos foi declarada e me questiono se este é mesmo o fim da Era Humana ou apenas mais um passo em sua história. Segundo o comunicado oficial dos Implantários, não haverá quem consiga escapar dos novos substitutos da humanidade, os Ciborgans. Onde, afinal, chegamos a permitir esse caos de nossa própria extinção? Tudo bem que muito do que criamos era mais para a destruição do que algo realmente criativo, mas chegar ao ponto de vivermos tudo o que assistíamos ou mesmo líamos em obras de ficção já é um grande pesadelo!
Corro para chegar o quanto antes em casa e unir-me à minha esposa para partirmos, nem sei ainda para aonde. Contudo, escondermos-nos agora é a única e mais racional opção; devemos pensar em nossa sobrevivência antes de começarmos a pensar em alguma solução pra essa loucura...
Espero que Lisa já esteja arrumando tudo. Com esse corte das comunicações é impossível sequer enviar uma mensagem de voz automática. E eu que nunca pensei em retrocedermos para um momento temporal em que nem ao menos tínhamos ideia do que era um telefone... Malditos Governantes!
Nas ruas um verdadeiro pandemônio: pessoas correndo de e para todos os lados, gritos desesperados e, pasmo, até pessoas se matando! Será que tudo isso foi apenas um reles golpe para se dizimar uma quantidade relativa de pessoas? E quando eu menos espero, eis que vejo algo incomum: um homem atacando uma criança, tendo sua jaqueta rasgada ao enganchá-la no ferro de um carro recém quebrado, tendo seu braço de metal à mostra: um Ciborgan! Sim, não há como NÃO saber quem são! É uma visão real bem mais assustadora do que minha vã imaginação possa sequer assimilar!
Em poucos segundos de pavor, caio na real e num súbito impulso, sigo correndo em direção ao garoto atacado na tentativa de ajudá-lo. Não entendo de onde me veio tal "coragem", mas alguma coisa naquele ato me instigou um instinto feroz de proteção e só penso que tenha sido pelo filho que Lisa e eu perdemos meses atrás. É como se eu o imaginasse sendo pego por um desses novos pseudo-humanos de metal frio e mortal.
Ao me aproximar, no entanto, nem mesmo tenho tempo de tocá-lo, pois sou impedido por punhos brilhosos que acertam meu peito, jogando-me contra o carro quebrado. Após o impacto, sinto-me sendo suspenso e vejo os mesmos punhos responsáveis por esta segunda ação. Ao levantar o olhar, encaro um rosto familiar, dono daquelas mãos de aço, acompanhados da voz tão conhecida de meu parceiro de empresa: "Sabia que você viria até nós, Karl".
Inquietude...
Em meio à declaração dos Implantários de que o mundo agora os pertence, só temo por nosso futuro. Uma caçada aos Humanos foi declarada e me questiono se este é mesmo o fim da Era Humana ou apenas mais um passo em sua história. Segundo o comunicado oficial dos Implantários, não haverá quem consiga escapar dos novos substitutos da humanidade, os Ciborgans. Onde, afinal, chegamos a permitir esse caos de nossa própria extinção? Tudo bem que muito do que criamos era mais para a destruição do que algo realmente criativo, mas chegar ao ponto de vivermos tudo o que assistíamos ou mesmo líamos em obras de ficção já é um grande pesadelo!
Corro para chegar o quanto antes em casa e unir-me à minha esposa para partirmos, nem sei ainda para aonde. Contudo, escondermos-nos agora é a única e mais racional opção; devemos pensar em nossa sobrevivência antes de começarmos a pensar em alguma solução pra essa loucura...
Espero que Lisa já esteja arrumando tudo. Com esse corte das comunicações é impossível sequer enviar uma mensagem de voz automática. E eu que nunca pensei em retrocedermos para um momento temporal em que nem ao menos tínhamos ideia do que era um telefone... Malditos Governantes!
Nas ruas um verdadeiro pandemônio: pessoas correndo de e para todos os lados, gritos desesperados e, pasmo, até pessoas se matando! Será que tudo isso foi apenas um reles golpe para se dizimar uma quantidade relativa de pessoas? E quando eu menos espero, eis que vejo algo incomum: um homem atacando uma criança, tendo sua jaqueta rasgada ao enganchá-la no ferro de um carro recém quebrado, tendo seu braço de metal à mostra: um Ciborgan! Sim, não há como NÃO saber quem são! É uma visão real bem mais assustadora do que minha vã imaginação possa sequer assimilar!
Em poucos segundos de pavor, caio na real e num súbito impulso, sigo correndo em direção ao garoto atacado na tentativa de ajudá-lo. Não entendo de onde me veio tal "coragem", mas alguma coisa naquele ato me instigou um instinto feroz de proteção e só penso que tenha sido pelo filho que Lisa e eu perdemos meses atrás. É como se eu o imaginasse sendo pego por um desses novos pseudo-humanos de metal frio e mortal.
Ao me aproximar, no entanto, nem mesmo tenho tempo de tocá-lo, pois sou impedido por punhos brilhosos que acertam meu peito, jogando-me contra o carro quebrado. Após o impacto, sinto-me sendo suspenso e vejo os mesmos punhos responsáveis por esta segunda ação. Ao levantar o olhar, encaro um rosto familiar, dono daquelas mãos de aço, acompanhados da voz tão conhecida de meu parceiro de empresa: "Sabia que você viria até nós, Karl".
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Contos do Amante da Morte [Semana 10]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 9 – Aposta ou Promessa?
O céu estava limpo e o sol já estava se pondo quando Marcos avistou o posto de guarnição depois de dias de caminhada para o norte. O local tinha sido construído aproveitando das ruínas de um velho forte de pedra, um estábulo e um pequeno moinho parcialmente tombado recoberto pela vegetação, formavam o que era aquele posto de recrutamento do Senhor de Súlinm. Marcos ouviu dos soldados que já tinham sido reunidos cerca de 500 homens: entre camponeses, espadachins errantes e ladrões naquele lugar.
Não havia uma ordem de onde dormir, Marcos conseguiu pão e carne seca na distribuição de alimento e buscou um lugar tranquilo para descansar, encontrando no moinho cheio de morcegos um bom abrigo. Lançou o manto sobre um dos blocos de pedra e ali repousou, cravando a tocha no encontro das pedras:
– Vai ficar quanto tempo ai em cima? – comentou em tom despreocupado.
Como se deslizasse das sombras do telhado para luz sem emitir praticamente nenhum som, uma silhueta feminina repousou o corpo sobre uma das vigas de madeira, o manto bege cobrindo-lhe o corpo:
– Como sabia que eu estava aqui, Marcos? – a voz de Apony parecia intrigada.
– Já disse pra mudar de perfume. – comentou, enquanto puxava uma garrafa de vinho. – Você bebe?
– Curioso… você não parece assustado. – os orbes dourados se estreitaram. – Não tem curiosidade de saber o que eu sou?
– Não acho que vou entender, mesmo explicando – deu de ombros, tomando alguns goles do vinho – mas eu acho que você não foi recrutada pra guerra.
– Você é tão divertido! – a mulher sorriu, enquanto deslizava da viga de madeira para próximo de Marcos – mas e você? Não tem obrigação de estar aqui. Por que veio?
– Eu tenho obrigação sim.
– Obrigação com quem? O antigo Regente já morreu e não lhe pediu nada.
– Não é pela memória do meu pai, mas… – olhou da garrafa para encarar os olhos misteriosos da outra – eu acho que me arrependeria se não viesse. – concluiu, um tanto incerto de suas palavras.
– As pessoas morrem nas guerras Marcos. – Apony estendeu o dedo ao gargalo da garrafa, causando um ruído fino com o movimento circular – E se você morrer, quem cuidará do seu irmãozinho?
– Eu não vou morrer, não vou perder pra ela de novo. – apertou a garrafa em sua mão.
– Está desafiando a própria morte, então? – Apony levou o dedo à boca lambendo a bebida – Que aposta ousada, jovem Blackwood.
– Não me importa se é ousada ou impossível. – tomou bons goles e seu rosto já se mostrava ruborizado pelo efeito do álcool. – Eu disse que não morreria, e não vou morrer nessa guerra!
– Então eu também vou apostar, Marcos – Apony enlaçou o pescoço do outro com os braços – Vou apostar em você e contra a morte, e se você voltar vivo… – a mulher aproximou o rosto do de Marcos – no aniversário de nosso primeiro encontro, no mesmo lugar, te direi o meu segredo. – selaram a promessa com um beijo.
Capítulo 9 – Aposta ou Promessa?
O céu estava limpo e o sol já estava se pondo quando Marcos avistou o posto de guarnição depois de dias de caminhada para o norte. O local tinha sido construído aproveitando das ruínas de um velho forte de pedra, um estábulo e um pequeno moinho parcialmente tombado recoberto pela vegetação, formavam o que era aquele posto de recrutamento do Senhor de Súlinm. Marcos ouviu dos soldados que já tinham sido reunidos cerca de 500 homens: entre camponeses, espadachins errantes e ladrões naquele lugar.
Não havia uma ordem de onde dormir, Marcos conseguiu pão e carne seca na distribuição de alimento e buscou um lugar tranquilo para descansar, encontrando no moinho cheio de morcegos um bom abrigo. Lançou o manto sobre um dos blocos de pedra e ali repousou, cravando a tocha no encontro das pedras:
– Vai ficar quanto tempo ai em cima? – comentou em tom despreocupado.
Como se deslizasse das sombras do telhado para luz sem emitir praticamente nenhum som, uma silhueta feminina repousou o corpo sobre uma das vigas de madeira, o manto bege cobrindo-lhe o corpo:
– Como sabia que eu estava aqui, Marcos? – a voz de Apony parecia intrigada.
– Já disse pra mudar de perfume. – comentou, enquanto puxava uma garrafa de vinho. – Você bebe?
– Curioso… você não parece assustado. – os orbes dourados se estreitaram. – Não tem curiosidade de saber o que eu sou?
– Não acho que vou entender, mesmo explicando – deu de ombros, tomando alguns goles do vinho – mas eu acho que você não foi recrutada pra guerra.
– Você é tão divertido! – a mulher sorriu, enquanto deslizava da viga de madeira para próximo de Marcos – mas e você? Não tem obrigação de estar aqui. Por que veio?
– Eu tenho obrigação sim.
– Obrigação com quem? O antigo Regente já morreu e não lhe pediu nada.
– Não é pela memória do meu pai, mas… – olhou da garrafa para encarar os olhos misteriosos da outra – eu acho que me arrependeria se não viesse. – concluiu, um tanto incerto de suas palavras.
– As pessoas morrem nas guerras Marcos. – Apony estendeu o dedo ao gargalo da garrafa, causando um ruído fino com o movimento circular – E se você morrer, quem cuidará do seu irmãozinho?
– Eu não vou morrer, não vou perder pra ela de novo. – apertou a garrafa em sua mão.
– Está desafiando a própria morte, então? – Apony levou o dedo à boca lambendo a bebida – Que aposta ousada, jovem Blackwood.
– Não me importa se é ousada ou impossível. – tomou bons goles e seu rosto já se mostrava ruborizado pelo efeito do álcool. – Eu disse que não morreria, e não vou morrer nessa guerra!
– Então eu também vou apostar, Marcos – Apony enlaçou o pescoço do outro com os braços – Vou apostar em você e contra a morte, e se você voltar vivo… – a mulher aproximou o rosto do de Marcos – no aniversário de nosso primeiro encontro, no mesmo lugar, te direi o meu segredo. – selaram a promessa com um beijo.
“Um homem não é o que promete, mas o que cumpre. Será?”
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