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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Semana 13 + Resultado da semana 12 e mês de junho + Homenagem de Julho

Semana 13 do MONOBA

Mais uma nova rodada de "novels" está no ar! O novo mês do MONOBA começa já com algumas notícias: a partir desta semana não teremos mais a história "SentiMente", de Silvia Verlene, por desistência da mesma devido a problemas em conciliar o trabalho com o projeto. Nós do MONOBA sentiremos a sua falta e desejamos sucesso em sua vida profissional! Mas não deixem de acompanhar os 7 escritores que ainda participam oficialmente do projeto. E esta semana não teremos o capítulo de "Neocene II - nanoships" e "Contos do Amante da Morte". Confira as histórias clicando nos links a baixo, na aba de cada obra ou navegando pelo blog.


Pepper & Donuts: Capítulo 13 - Donuts 13: Desabafo

Nave Fantasma: Verdade e Desafio.

Filho das Profundezas: Parte XIII - Constelação

Requiem: Fora das Sombras

Wild Hunt: Capitulo 12: Icebrood


Boa leitura e divirta-se. Lembrando que a votação já está aberta e irá até às 23:59 do dia 25 de junho (quarta-feira). Participe! Você pode votar na lateral do blog ou na aba "Votação". A nova rodada de "novels" está no ar dia 27 de junho (sexta-feira).


Resultado da votação da semana 12 e do mês de junho

Com um total de 15 votos, temos as seguintes classificações:

Em primeiro lugar, com 7 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 4 votos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 2 votos, a história "Requiem", de Natalie Bear.

Em seguida temos "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (1 voto) e "Wild Hunt", de Marlon Kalango (1 voto). "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm não participou esta semana, então não receberá ponto. "SentiMente" está a duas semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá um ponto negativo (-1). "Neconece II - nanoships", de Moonlance está a quatro semanas consecutivas sem participar do MONOBA, então receberá três pontos negativos (-3).

Depois de mais 4 semanas e totalizando 65 votos, o MONOBA tem orgulho de apresentar os vencedores do mês de junho!

Em primeiro lugar, com 28 pontos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em segundo lugar, com 22 pontos, a história "Filho das Profundezas", de Marco Fischer.
Em terceiro lugar, com 16 pontos, a história "Requiem", de Natalie Bear.

Seguidos de "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi (10 pontos); "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (3 pontos); "Wild Hunt", de Marlon Kalango (3 pontos); "SentiMente", de Silvia Verlene (1 ponto) e "Neocene II - nanoships", de Moonlance (-6 pontos).

"SentiMente", de Silvia Verlene, encerra sua participação no MONOBA totalizando 8 pontos na tabela geral. Obrigada pela participação, Silvia!

Parabéns aos vencedores da semana e do mês de junho!
Confira mais detalhes em "Ranking".


Homenagem de julho

Ajude seu escritor favorito a conquistar mais pontos! Você tem até às 23:59 do dia 9 de julho para fazer uma ilustração ou fanfic baseada na sua história favorita do MONOBA. Cada "homenagem" vale 1 ponto extra para obra homenageada e ainda a chance de dar mais pontos com as votações de melhor homenagem. Não se esqueça de que o tema desse mês é inverno! Quer saber como fazer para enviar sua homenagem? Basta ir na aba "Atividade Extra" e ler as regras para ver como é simples ajudar sua obra favorita! Esperamos por você!

Neocene II – nanoships [Semana 13]

Autor: Moonlance

- Sem capítulo esta semana -

Pepper & Donuts [Semana 13]

Autora: Adriana Yumi
Capítulo 13 - Donuts 13: Desabafo

Enquanto pensava, ainda sentada no banco do corredor, Misaki não pôde deixar de escorrer algumas lágrimas, principalmente ao se lembrar de todos os momentos felizes com que passara com a prima. Porém, seus pensamentos foram cortados por um grito que veio do final do corredor.

- Miki!! Aí está você!

Era Kelly. A amiga foi em direção ao banco aonde Miki sentou-se, e notando que a mesma enxugava rapidamente o rosto, perguntou com um quê de preocupação.

- A-aconteceu alguma coisa?
- Ah...não foi nada não...eu só lembrei de umas coisas meio chatas, haha...ah sim! Vamos comer alguma coisa antes que o intervalo acabe? Eu ia te contar sobre o problema lá em casa.
- Ahn...certo. Vamos!

Kelly acompanhou a amiga até a cantina do colégio. Ainda assim, ela continuava preocupada com Misaki, não era normal a garota demonstrar fraqueza em público. Desde que a conhecera, na sétima série, Misaki era daquele jeito: hiperativa, teimosa e sempre demonstrando uma personalidade forte e determinada para as pessoas. Mas no fundo, a amiga sabia que ela escondia uma outra face...a de uma menina frágil e sentimental. “Se a Misaki estava chorando no meio do corredor, em público é porque ela se lembrou de algo muito doloroso”, pensou Kelly. Neste momento, ela resolveu fazer o que sabia de melhor: animar a melhor amiga.

- Ei, Miki! Que tal irmos no shopping amanhã?
- Hum? Por que isso assim, de repente?
- Ué, não foi você que disse que tava querendo ir assistir um filme esses dias? E eu preciso comprar mais material. Aí vamos na loja de materiais de desenho e de lá pro shopping!
- Ah...ok, já entendi. Obrigada, Kelly! Desculpe se eu pareci meio depressiva essa manhã...
- Ora, todo mundo tem seus problemas, não é? Mas não é legal ficar depressiva sempre! Por isso, trate de contar o que aconteceu na sua casa ontem que desabafando você vai se sentir melhor!

Misaki contou à amiga sobre o ocorrido de ontem. Kelly apenas escutou e em seguida comentou algo parecido com o que o tio Akihiko havia conversado anteriormente: dar uma segunda chance à prima. A garota sabia que estava sendo teimosa, afinal era algo que aconteceu há tanto tempo, ela não tinha motivos pra não perdoar a prima. Porém, o que Misaki tinha de teimosa ela tinha de orgulhosa e por hora, preferiu se manter distante e ficar sem conversar com a prima, como fizera de manhã, antes de sair pro colégio. Sua maior preocupação naquele momento não era Aiko, e sim, seu pai. Ao chegar no apartamento, a mãe de Misaki estava esperando na sala.

- Filha, seu pai vai conversar com você assim que voltar do trabalho, lá pras sete da noite. Hoje ele não vai conseguir voltar pra almoçar, nem o Masaki. Ele vai ficar o dia todo na faculdade.
- Tudo bem, mãe.
- Vamos almoçar?

Misaki sentiu um alívio ao ver que o pai não estava.


Ir para o próximo capítulo de "Pepper & Donuts"

Nave Fantasma [Semana 13]

Autor: Lucas Suwgamm
Verdade e Desafio.

— Yukina...— Incontinentemente Foster chamava sua mada, enquanto seu traje terminava de curar seus ferimentos causado pela grande queda.Seus sentidos voltavam, assim como uma imensa dor de cabeça, que o fez abrir vagarosamente os seus olhos, entretanto, não conseguia enxergar nada.

— Urrgh.. — a dor de cabeça amenizava enquanto sua visão voltava aos poucos, o suficiente para ver um borrão a sua frente, que tinha o contorno de uma pessoa. Conforme O mesmo se aproximava,  a mancha tomava formas.

— Parece que você recobrou a consciência. — disse o borrão, aproximando o seu rosto ao de Foster.

— Quem? — Sua visão acabará de voltar, conseguindo visualizar perfeitamente o roso de Carlos — É você...— não escondeu o desânimo que sentia no mormento.

— Quem diria que você não estaria feliz em me ver! —  abriu um sorriso irônico, enquanto estendia a mão para ajudar o capitão a se levantar.

Foster afastou a mão de Carlos e ergue-se sozinho, deu alguns passos a frente e virou novamente para o renegado.

— Não preciso de sua ajuda. — olhou em volta e tentava entender onde estava, tentou usar o seu comunicador, mas não teve sucesso.

— Não adianta, já tentei isso, estamos na parte mais profunda dessa nave e deve haver várias coisas nessa nave que interfere nos nossos comunicadores, para a falar a verdade me espanta essa área ainda ter suporte a vida funcional — olhava em volta com um ar de admiração —  Mas... não se preocupe, se a sua unidade tiver sorte devem estar vivos, assim como essa tal de Yukina que você murmurava agora a pouco. — Piscou para o Capitão.

O mesmo se enfureceu e sobressaltou em direção ao velho renegado, lhe acertando um soco – Por culpa do seu pessoal isso tudo aconteceu!! se a anos atrás não tivessem criado estas criaturas!!- Aplicou um chute perfeito na direção do rosto de Carlos, no entanto, desviou e com uma investida corporal derrubou Foster no chão.

O Capitão da União tentou reagir, mas foi mobilizado pelo experiente inimigo, que o jogou em uma parede próxima e com o seu antebraço pressionou o pescoço de Foster contra a parede, com a outra mão puxou a arma que estava presa a sua cintura, apontando para testa de sua presa.

— Escuta aqui seu verme da União, só lhe permito viver pela sua utilidade contra estes monstros e também estou curioso para ver o rosto do famoso Foster quando descobrir toda a verdade contida nessa nave, entendeu? — abriu novamente um sorriso.

Foster ficou sério, sabia que precisava de ajuda caso mais Nêcroneos aparecessem enquanto procurasse sua tripulação e percebeu também, que não conseguiria vencer facilmente seu inimigo, isso se conseguisse vencê-lo.

— Você não disse que essa arma era só para valor sentimental? — também sorriu, fazendo o mesmo jogo de Carlos.

— Muito bem – afastou o seu braço do pescoço de Foster – Vamos seguir em frente — virou de costas e começou a caminhar.

Foster tentava imaginar o que poderia ser aquela tal “verdade” que Carlos mencionou outrora, conforme o mesmo ia se adentrando por dentro do corredor escuro.


Ir para o próximo capítulo de "Nave Fantasma"

Filho das Profundezas [Semana 13]

Autor: Marco Fischer
Parte XIII - Constelação

-Ainda não se perguntaram por que as estrelas do céu estariam nos olhos de alguém que surgiu de um lugar tão profundo e escuro? – perguntou Violka enquanto observava satisfeita o esboço que Pesha havia desenhado do rosto do Maleko.

Stevo e Pesha se entreolharam confusos. Chuva de Outono apenas moveu suas orelhas de leve, observando a capitã com uma expressão de curiosidade. O silêncio permaneceu por alguns instantes até que o contramestre coçou a cabeça sem graça e murmurou em sua voz grave e melodiosa.

-Isso foi poético, Capitã. Mas ainda não entendo o que tem a ver com nossa...

-Não estou sendo poética. – interrompeu Violka com um sorriso, estendendo o papel sobre a mesa e dando um olhar de cumplicidade para a elfa, que subitamente se alarmou como se tivesse sido pega sonhando acordada.

-Você não pode estar dizendo que... – falou rapidamente a navegadora, espantada com o pensamento que havia concluído ao mesmo tempo em que parecia estar tentando se desculpar.

-Sim, é isso que estou dizendo! Dê uma olhada mais de perto!

A elfa tocou o papel e lentamente passou o indicador pelos pontos brancos que representavam as estranhas marcas luminosas nos olhos do Maleko. Seus próprios olhos se arregalaram e ela rapidamente pegou na bolsa de cânhamo que trazia consigo um antigo pergaminho druídico em pele de bezerro e um compasso náutico prateado, moldado de forma graciosa como a cabeça de uma garça oriental.

-Os olhos dele... Isso não apenas se parece com estrelas... Eles copiam perfeitamente um pedaço das constelações do céu!

-Com licença, Senhorita Outono. – falou Pesha incrédulo – Mas se isso é mesmo uma representação específica da posição das estrelas no céu a partir de um determinado ponto, seria correto dizer que...

-Sim! É um mapa! – a elfa abriu um largo sorriso, olhando para Violka como uma criança que acabara de resolver um quebra-cabeça complicado.

-Exatamente! – afirmou a capitã com orgulho – Agora podemos finalmente parar com esse diálogo enrolado e dramático!

Os outros na cabine se permitiram um sorriso, mas ainda restavam dúvidas. Pesha foi o primeiro a não conseguir contê-las.

-Isso foi afortunado! Então temos um mapa bastante incomum em nossas mãos. Mas para onde você acredita que ele irá nos levar, capitã?

Violka assentiu para Chuva de Outono e a elfa rapidamente entendeu o recado, estendendo uma carta náutica das águas onde estavam sobre a mesa já bastante ocupada. A navegadora comparou então o desenho com o mapa estelar dos druidas no pergaminho de papel velino, que por sua vez lhe ajudou a encontrar uma área distante no meio do oceano ao oeste, uma região isolada e quase inexplorada.

-Se eu estiver correta, a rota apontada pelas estrelas nos olhos do Maleko nos levará diretamente para a cidade perdida de Ula-Yhloa! – anunciou a capitã com um brilho no olhar.

-Ula-Yhloa? – indagou Pesha com espanto. – Apenas o Lendário Capitão Roberts já afirmou ter estado lá!
-E nós não vamos deixar que ele seja o único a ter esse privilégio, hã? – concluiu Violka com audácia.


Ir para o próximo capítulo de "Filho das Profundezas"

Requiem [Semana 13]

Autora: Natalie Bear
Fora das Sombras

Demorou horas para que a dupla de estrangeiros conseguisse um bom transporte para Cuzco. Novamente Rebeca e Lawrence não trocaram nenhuma palavra desde que deixaram o porão de fábrica onde tinham encontrado o senhor Levine. Agora estavam em uma carruagem e atravessando locais despovoados onde apenas a grama e ambiente gelado reinavam soberanos. Atravessavam uma estrada de terra acidentada que lhes levariam para uma cidade mais próxima, pois já estava perto de anoitecer e precisavam parar para descansar.

Durante a maior parte do trajeto, Xerife ficou debruçado na janela e observando o caminho que faziam, sua calda quase não parava de se agitar. Já Rebeca estava dividida entre a gratidão que sentia por Lawrence ter a ajudado outra vez, quando não tinham conexão para que ele decidisse se meter, e também estava irritada, pois tinha se intrometido e lhe afastado de Levine, que ofereceu ajuda, que ela precisava, já que pouco sabia sobre o paradeiro do pai. Queria voltar a discutir o assunto, que estava entalado na garganta, mas também sentia receio de inicia-lo. Por isso observava o sujeito com aquele olhar que não conseguia disfarçar, remoendo internamente a discórdia com ele.

- O cocheiro disse que falta pouco para a próxima cidade. - Lawrence iniciou uma conversa após se cansar de ser a vítima do olhar amargurado dela.

- Queria continuar viajando, quanto mais tempo... - parou a frase e suspirou.

- É complicado fazer uma viagem durante a noite. Não estamos em um navio. - mantinha um tom distante assim como seu olhar que vislumbrava a paisagem, enquanto acariciava a cabeça do fiel companheiro, o qual tinha a língua pendendo da boca, como de costume.

- O senhor Levine tinha pessoas trabalhando para ele. Pessoas que poderiam nos ajudar a chegar mais rápido em Cuzco. - elevou o tom da voz, claramente incomodada - Ele tem recursos também e conhece o Peru, ao contrário de nós dois!

- Levine não estava querendo lhe ajudar. - respondeu iresoluto.

- E por que ele iria oferecer ajuda se não pretendia ajudar?

- Pois há algo que você tem… Algo que ele quer, ou que pode ajuda-lo a obter. Eles são sempre assim… Essas pessoas. - respondeu com certo pesar na voz, sem lançar seu olhar de cor celeste na moça contrariada.

- E como você pode ter certeza disso?

- Eu já vi o que pessoas como eles fazem para ter o que querem… Riquezas… Poder… Purificação. - desta vez parecia suas palavras não se dirigiam mais à Rebeca.

- Purificação?

- Eles matam por coisas tão tolas como isso…

- Não. Você está falando besteira, senhor!

- Eu queria estar… Assim Emily, Josh, Lisa e Ben estariam vivos agora… - mesmo com aquele olhar vazio e distante, sua voz demonstrava um pouco de dor e sofrimento e acabaram sendo captados pela jovem, que mudou totalmente de expressão, apreesiva e sentindo-se terrível, apesar de não saber direito o que Lawrence dizia e nem quem eram as pessoas donas daqueles nomes.


Ir para o próximo capítulo de "Requiem"

Wild Hunt [Semana 13]

Autor: Marlon Kalango
Capitulo 12: Icebrood

O dia raiou e com ele tomamos nosso rumo às partes mais longínquas das Montanhas Shiverpeaks. Despedimo-nos da calorosa e acolhedora cidade de Hoelbrak e seguimos pelas trilhas gélidas e cenários nevados. Havia beleza e morbidez ao mesmo tempo. A incrível vida selvagem, sobrevivendo ao frio implacável, e aqueles que não resistiam ao mesmo. Arawn viajava agora sem seus servos necromânticos, pois segundo ele 'Carne exposta congela fácil no gelo'. Logo, eles não durariam muito.

Mesmo vestindo um espesso casaco de couro, sentia um frio incomodo. Também não evitou que eu perdesse algumas folhas de meus longos cabelos vinhosos. Perto do meio dia, nos abrigamos em uma caverna próxima e fizemos uma fogueira para preparar o almoço. Ouvi vozes ao longe e Arawn se pôs em guarda. Ele parecia tenso, como se soubesse de algo perigoso ali que eu desconhecia. Olhei na direção onde ele observava e vi pessoas ao longe, aparentemente Norn. Mas ele parecia nada feliz em vê-los.

-Tudo bem, meu amigo? - arrisquei.

-Talvez. Eles não parecem estar vindo nessa direção, então podemos evitar um combate desnecessário.

-Eles? - levantei, aproximando-me. - Não são Norn?

-Eram. - Ele se aproximou da parece da caverna. Ao longe, o grupo sumia em meio à neve. - Eles se denominam Filhos de Svanir. Renderam-se à corrupção do dragão de gelo, Jormag. E agora fazem atrocidades em seu nome. Que os espíritos nos guiem por caminhos distantes deles, meu amigo.

Arawn comeu em silencio. Parecia chateado, indignado. Comi também em silencio, e então descansamos até a nevasca dar uma trégua em seus ventos impiedosos. Após um bom tempo descansando na caverna, seguimos em jornada novamente. Após algumas horas de caminhada, Vajra demonstrou sinais de inquietação: as orelhas em pé, cauda rija, folhas visivelmente eriçadas, mesmo sobre a proteção de couro macio que lhe dei para proteger do frio.

-O que foi garoto? - abaixei-me, tocando-lhe a cabeça - mostre-me.

Com um latido baixo, ele saiu em disparada pela neve. Arawn e eu trocamos um breve olhar e seguimos atrás. Corremos por alguns bons metros e começamos a ouvir vozes. Gritos. Dei ordem ao meu cão que ficasse em guarda e nos esgueiramos por cima de um morro. Lá em baixo, partes escassas de vegetação e um rio. O mesmo grupo de Norn que havia passado próximo a nos mais cedo. Ao centro, eles cutucavam com lanças e atormentavam um Quaggan. A doce e pacífica raça aquática de Tyria. Ele gritava e implorava por misericórdia, mas não lhe davam ouvidos.

-Temos que agir agora. - Arawn falou subitamente, apontando para baixo. - Aquelas pontas de lança que eles levam é gelo corrompido.

-O que isso quer dizer? - respondi, já tomando meu arco em mãos.

-Que se não salvarmos o Quaggan logo, todo esse tormento e as feridas daquele gelo irão contaminá-lo com a corrupção do dragão, tornando-o um de seus servos abomináveis. - Ele engoliu em seco, e sua revolta era quase palpável no ar. - Vai se tonar um Icebrood.


Ir para o próximo capítulo de "Wild Hunt"

Contos do Amante da Morte [Semana 13]

Autora: Mari-Youko-Sama

- Sem capítulo esta semana -