Semana 6 do MONOBA
A sexta rodada de "novels" já está no ar e completa! Todas as oito histórias estão prontas para a batalha! Você pode conferi-las clicando nos links a seguir, nas abas de cada obra ou simplesmente navegando pelo blog.
Neocene II - nanoships: Capítulo 05: Dentro de um sistema
Pepper & Donuts: Capítulo 06 - Donuts 6: Dia seguinte
Nave Fantasma: Encurralados.
Filho das Profundezas: Parte VI - Auxílio
Requiem: O Dia Mais Longo
Wild Hunt: Capitulo 6: Escuridão.
"SentiMente" [Semana 06]
Contos do Amante da Morte: Capítulo 05 – Ervas e Vinagre.
Boa leitura, divirta-se e não deixe de votar no melhor capítulo da semana! Você pode votar na aba lateral do blog ou pela aba "Votação". As votações encerram-se às 23:59 do dia 7 de maio (quarta-feira). Cada voto pode mudar o destino dessa batalha! E fiquem de olho: a sétima rodada de "novels" estará no ar no dia 9 de maio (sexta-feira).
Resultado da votação da semana 5
Começamos o novo mês do MONOBA com um total de 32 votos e a seguinte classificação:
Em primeiro lugar, com 9 votos, a história "Requiem", de Natalie Bear.
Em segundo lugar, com 7 votos, a história "Contos do Amante da Morte", de Mari-Youko-Sama.
Em terceiro lugar, com 6 votos, a história "Pepper & Donuts", de Adriana Yumi.
Seguidos de "Filho das Profundezas", de Marco Fischer (5 votos); "Nave Fantasma", de Lucas Suwgamm (3 votos); "Wild Hunt", de Marlon Kalango (1 voto) e "SentiMente", de Silvia Verlene (1 voto). "Neocene II - nanoships", de Moonlance, não participou essa semana, então não receberá ponto.
Parabéns aos vencedores da semana!
Confira mais detalhes da pontuação em "Ranking".
Homenagem do mês de maio
Você pode garantir pontos extras para o seu escritor favorito neste mês de maio. Quer saber como? Confira as regras na aba "Atividade Extra" e depois é só colocar a mão na massa! Lembrando que, neste mês, as homenagens devem ser em volta do tema "lembrança". A leitora Lil, 24 anos, já mandou duas homenagens de "Contos do Amante da Morte", garantindo 2 pontos extras para a escritora Mari-Youko-Sama. E tem mais! As três melhores homenagens entram em votação e garantem mais pontos para o escritor homenageado. Então... o que está esperando? Envie sua homenagem até o dia 21 de maio (quarta-feira).
Mas não são apenas os leitores que podem fazer as homenagens. Os escritores também poderão homenagear seus colegas em troca de pontos extras! Confira todas as homenagens enviadas e também as novidades do MONOBA na nossa página do Facebook: www.facebook.com/mobilenovelbattle.
sexta-feira, 2 de maio de 2014
Neocene II – nanoships [Semana 06]
Autor: Moonlance
Capítulo 05: Dentro de um sistema
Dentro da cápsula de transporte da Neocene II, a Almirante Polly Kennathon e 3 outras tripulantes dirigiam-se a 'Nova', a cidade-asteroide. Polly era acompanhada da segunda pessoa no comando da falsa hierarquia: a Commodore, Lucy Alghieri (a estruturalista indicada por Kirsken ainda em Platkus, e que era uma boa diplomata), bem como a Admin Sasha Kacey (já sabida especialista em sistemas computacionais e em sorvência de grafteína) e, inesperadamente, a Adjunto Miho (isto é, a própria avatar da nano-nave).
Não era ideal a avatar (Miho) deixar a Neocene II, mas as circunstâncias derivaram nisso: tinha-se aprendido que Jessika Nova, responsável de operações da cidade-asteroide, já havia resgatado a espaço-nave perdida no perigoso setor; e que aquele objeto estava agora sendo mantido em segurança dentro do próprio e imenso hangar da cidade-asteroide.
Depois da aterrissagem no gigantesco hangar, Polly Kennathon é recebida e cumprimenta sua ex-colega intra-galáctica (não se viam há décadas): Jessika Nova, que era uma moça de rosto e hábitos serenos, e de longa cabeleira branca acetinada e espetada. Jessika falava pouco, mas parecia tão generosa quanto incisiva; ela e Polly tinham boas recordações do passado que conviveram juntas. Jessika Nova leva a comitiva da Neocene II até uma instalação provisória construída no próprio hangar, onde poderiam sentar-se e discutir sobre aquela grande e misteriosa descoberta de tecnologia perdida e recuperada estacionada não muitas centenas de metros dali. Evidentemente, o hangar da cidade-asteoride andava bastante tumultuado havia semanas desde o início daquela grande missão, e inúmeras instalações haviam sido estabelecidas naquele local; circulavam pelo hangar indivíduos e grupos especializados de vários sistemas estelares aliados da Confederação Galáctica, inclusive seres de outros táxons que não os Pxychomotakkae cziplaton: havia por exemplo um táxon de humanoides azuis, esguios e de grande poder intuitivo e psíquico; havia também diversos membros Pakats, o qual era um estimável táxon de grandes bípedes-feras relativamente pacíficos e comunitariamente colaborativos, e que possuíam um código genético natural extremamente resiliente a praticamente tudo e qualquer coisa; eventualmente, até mesmo alguns Trobotz poderiam ser encontrados por lá. Enfim, o hangar da cidade-asteroide Nova gozava de grande movimentação naquele período.
Na reunião com os 4 representantes da Neocene II, Jessika Nova declarou:
– Temos a carapaça da espaço-nave estabilizada e selada. Resolvemos não abri-la sem a ajuda de especialistas como vocês. Não sabemos a quem pertence ou pertenceu. Não ousaríamos investigar sem as devidas precauções metodológicas; estávamos dispostos a esperar por décadas, Polly querida, mas vocês chegaram incrivelmente rápido.
Lucy Alghieri então indagou, com argúcia – uma das características marcantes da personalidade da estruturalista:
– Foi o medo do desconhecido que a levou a tal inteligente decisão? –
– Lucy...! – gritou Polly, visivelmente incoformada com aquela fala 'atrevida'.
– Está tudo bem. – disse Jessika, calmamente – Lucy Alghieri tem razão em questionar meus propósitos. Pois bem: apesar do medo, resolvi conservar o registro fóssil, da melhor forma que me foi possível. – E Jessika Nova não lançava um olhar competidor sobre Lucy Alghieri.
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Capítulo 05: Dentro de um sistema
Dentro da cápsula de transporte da Neocene II, a Almirante Polly Kennathon e 3 outras tripulantes dirigiam-se a 'Nova', a cidade-asteroide. Polly era acompanhada da segunda pessoa no comando da falsa hierarquia: a Commodore, Lucy Alghieri (a estruturalista indicada por Kirsken ainda em Platkus, e que era uma boa diplomata), bem como a Admin Sasha Kacey (já sabida especialista em sistemas computacionais e em sorvência de grafteína) e, inesperadamente, a Adjunto Miho (isto é, a própria avatar da nano-nave).
Não era ideal a avatar (Miho) deixar a Neocene II, mas as circunstâncias derivaram nisso: tinha-se aprendido que Jessika Nova, responsável de operações da cidade-asteroide, já havia resgatado a espaço-nave perdida no perigoso setor; e que aquele objeto estava agora sendo mantido em segurança dentro do próprio e imenso hangar da cidade-asteroide.
Depois da aterrissagem no gigantesco hangar, Polly Kennathon é recebida e cumprimenta sua ex-colega intra-galáctica (não se viam há décadas): Jessika Nova, que era uma moça de rosto e hábitos serenos, e de longa cabeleira branca acetinada e espetada. Jessika falava pouco, mas parecia tão generosa quanto incisiva; ela e Polly tinham boas recordações do passado que conviveram juntas. Jessika Nova leva a comitiva da Neocene II até uma instalação provisória construída no próprio hangar, onde poderiam sentar-se e discutir sobre aquela grande e misteriosa descoberta de tecnologia perdida e recuperada estacionada não muitas centenas de metros dali. Evidentemente, o hangar da cidade-asteoride andava bastante tumultuado havia semanas desde o início daquela grande missão, e inúmeras instalações haviam sido estabelecidas naquele local; circulavam pelo hangar indivíduos e grupos especializados de vários sistemas estelares aliados da Confederação Galáctica, inclusive seres de outros táxons que não os Pxychomotakkae cziplaton: havia por exemplo um táxon de humanoides azuis, esguios e de grande poder intuitivo e psíquico; havia também diversos membros Pakats, o qual era um estimável táxon de grandes bípedes-feras relativamente pacíficos e comunitariamente colaborativos, e que possuíam um código genético natural extremamente resiliente a praticamente tudo e qualquer coisa; eventualmente, até mesmo alguns Trobotz poderiam ser encontrados por lá. Enfim, o hangar da cidade-asteroide Nova gozava de grande movimentação naquele período.
Na reunião com os 4 representantes da Neocene II, Jessika Nova declarou:
– Temos a carapaça da espaço-nave estabilizada e selada. Resolvemos não abri-la sem a ajuda de especialistas como vocês. Não sabemos a quem pertence ou pertenceu. Não ousaríamos investigar sem as devidas precauções metodológicas; estávamos dispostos a esperar por décadas, Polly querida, mas vocês chegaram incrivelmente rápido.
Lucy Alghieri então indagou, com argúcia – uma das características marcantes da personalidade da estruturalista:
– Foi o medo do desconhecido que a levou a tal inteligente decisão? –
– Lucy...! – gritou Polly, visivelmente incoformada com aquela fala 'atrevida'.
– Está tudo bem. – disse Jessika, calmamente – Lucy Alghieri tem razão em questionar meus propósitos. Pois bem: apesar do medo, resolvi conservar o registro fóssil, da melhor forma que me foi possível. – E Jessika Nova não lançava um olhar competidor sobre Lucy Alghieri.
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semana 06
Pepper & Donuts [Semana 06]
Autora: Adriana Yumi
Capítulo 06 - Donuts 6: Dia seguinte
Capítulo 06 - Donuts 6: Dia seguinte
- Ai que fome....
- Miki! Que cara depressiva é essa?!
Kelly cutucou a amiga, que estava com os braços em cima do caderno, com uma expressão de quem não dormiu bem a noite anterior. Já era dia seguinte e as aulas iam começar.
- Eu não jantei ontem e o chato do Masaki não quis me dar café da manhã.
- Aconteceu algo na sua casa? Você não me parece bem.
- Ah, problemas...depois eu te conto, acho que a professora chegou.
Um barulho de porta havia ecoado na sala, que naquele momento estava cheio de burburinhos e conversas entre os alunos. A professora de Literatura, uma senhora de meia idade, acabara de entrar. Junto dela, havia um aluno de estatura média, com cabelos loiros e arrepiados. O que mais chamava a atenção não era o cabelo em si, mas seu olhar um pouco ameaçador, que à primeira vista, intimidou boa parte dos colegas.
- Será que é aluno novo? - perguntou Kelly, baixinho.
- Bom dia classe! Hoje vocês tem mais um companheiro de sala! Este é o Nathan, espero que todos se dêem bem com ele, certo? Hum...vejamos, que tal você sentar ali perto da Misaki?
A professora apontou pra uma carteira vazia do lado de Misaki. Nathan andou em direção à carteira, até que parou em frente à mesa de Misaki, onde começou a encará-la friamente. Em seguida, retirou algo de dentro da mochila.
- …..que foi?
- Coma isso.
Nathan colocou um pedaço de pão francês em cima da carteira de Misaki. Sem falar nada, sentou-se em sua mesa.
- Ei, ei, ei, o que é isso?! - exclamou a garota, indignada.
- Ué, você parecia que tava quase desmaiando de fome no meio do caminho pra escola. Pode ficar com esse pão, só espero que goste de molho apimentado.
- Hã? O que está acontecendo aí atrás? Misaki?
Todos os olhares da sala se voltaram para Misaki e Nathan. Alguns alunos começaram a rir e comentar o fato em voz alta, fazendo com que a professora chamasse a atenção. Misaki ficou tão vermelha que não sabia onde enfiar a cara de tanto vexame. Sem pensar duas vezes, a garota se levantou bruscamente.
- Professora!! Preciso ir no banheiro!!
Misaki saiu da sala o mais rápido que pôde, com um misto de vergonha e raiva.
- Mas que diacho!! O que aquele garoto acha que eu sou?! Tá bom que eu tô com fome porque não comi nada mas não precisava jogar isso na minha cara! Vou ficar um pouco aqui fora até me acalmar e aí eu volto...
- Miki! Fora da sala de novo?!
Akihiko aparece na frente da garota. Misaki se espanta ao se deparar com o tio, e ao mesmo tempo tenta arranjar uma desculpa.
- Ah, eu tava indo no banheiro, tio...hehehe.
- O banheiro das meninas fica do outro lado. Eu conheço quando você mente, Misaki. Na hora do intervalo quero conversar com você. Entendido?
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- Miki! Que cara depressiva é essa?!
Kelly cutucou a amiga, que estava com os braços em cima do caderno, com uma expressão de quem não dormiu bem a noite anterior. Já era dia seguinte e as aulas iam começar.
- Eu não jantei ontem e o chato do Masaki não quis me dar café da manhã.
- Aconteceu algo na sua casa? Você não me parece bem.
- Ah, problemas...depois eu te conto, acho que a professora chegou.
Um barulho de porta havia ecoado na sala, que naquele momento estava cheio de burburinhos e conversas entre os alunos. A professora de Literatura, uma senhora de meia idade, acabara de entrar. Junto dela, havia um aluno de estatura média, com cabelos loiros e arrepiados. O que mais chamava a atenção não era o cabelo em si, mas seu olhar um pouco ameaçador, que à primeira vista, intimidou boa parte dos colegas.
- Será que é aluno novo? - perguntou Kelly, baixinho.
- Bom dia classe! Hoje vocês tem mais um companheiro de sala! Este é o Nathan, espero que todos se dêem bem com ele, certo? Hum...vejamos, que tal você sentar ali perto da Misaki?
A professora apontou pra uma carteira vazia do lado de Misaki. Nathan andou em direção à carteira, até que parou em frente à mesa de Misaki, onde começou a encará-la friamente. Em seguida, retirou algo de dentro da mochila.
- …..que foi?
- Coma isso.
Nathan colocou um pedaço de pão francês em cima da carteira de Misaki. Sem falar nada, sentou-se em sua mesa.
- Ei, ei, ei, o que é isso?! - exclamou a garota, indignada.
- Ué, você parecia que tava quase desmaiando de fome no meio do caminho pra escola. Pode ficar com esse pão, só espero que goste de molho apimentado.
- Hã? O que está acontecendo aí atrás? Misaki?
Todos os olhares da sala se voltaram para Misaki e Nathan. Alguns alunos começaram a rir e comentar o fato em voz alta, fazendo com que a professora chamasse a atenção. Misaki ficou tão vermelha que não sabia onde enfiar a cara de tanto vexame. Sem pensar duas vezes, a garota se levantou bruscamente.
- Professora!! Preciso ir no banheiro!!
Misaki saiu da sala o mais rápido que pôde, com um misto de vergonha e raiva.
- Mas que diacho!! O que aquele garoto acha que eu sou?! Tá bom que eu tô com fome porque não comi nada mas não precisava jogar isso na minha cara! Vou ficar um pouco aqui fora até me acalmar e aí eu volto...
- Miki! Fora da sala de novo?!
Akihiko aparece na frente da garota. Misaki se espanta ao se deparar com o tio, e ao mesmo tempo tenta arranjar uma desculpa.
- Ah, eu tava indo no banheiro, tio...hehehe.
- O banheiro das meninas fica do outro lado. Eu conheço quando você mente, Misaki. Na hora do intervalo quero conversar com você. Entendido?
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semana 06
Nave Fantasma [Semana 06]
Autor: Lucas Suwgamm
Encurralados.
— Muito bom garota, ótimos reflexo e agilidade! — uma voz grave e ligeiramente roca, ecoava por todo corredor, no entanto não era possível ver a fonte. — um combate direto com você deve ser fatal. — aos poucos, da esquina do corredor, uma imagem surgia caminhando – No entanto... estão em desvantagem tática. — agora era possível ver nitidamente a figura de um homem com cabelos ondulados de médio tamanho e grisalhos, assim como a sua barba volumosa, adentrando no corredor no qual estava localizado a equipe de Foster.
— Desgraçado... — Milene esticou os seus braços apoiados no chão, levantando um pouco o seu tronco, contudo, sua longa cabeleira vermelha ainda tocava o chão e parte do rosto de Samara. —Está bem? — olhava fixamente para a sua companheira deitada logo a baixo do seu corpo.
— Sim... acho – Punha as palmas das mãos sobre o chão e começava a fazer força para erguer-se junto com a companheira. — Oque houve? Quem é que está falando?
No entanto a indagação da delicada moça não era respondida por sua amiga, pois a mesma estava olhando fixamente, com uma careta raivosa, para o ser misterioso no fim do corredor, sobressaltou e se preparou para o combate, mas um grito ao seu lado interrompeu sua ação.
— Fique parada!! tem algo errado nele! — Foster aparecia novamente em cena, alardando a sua parceira – Sei que parece um pedido estranho em uma situação como essa, mas queria observar mais. — contudo não houve tempo para o que pretendia, porque uma rajada cintilante atravessava o sujeito que aparecera apouco.
Edgar já havia atirado, estava muito longe do capitão para ter ouvido aquele pedido do capitão.
— Edgar?! — perplexo, Foster olhava para trás visualizando o homem precipitado, ajoelhado com o braço esquerdo apontado para a direção do tiro, com uma saliência no traje na região do pulso e um buraco no meio desta área, no entanto, o olhar de Edgar mostrava espanto, o que fez com que o capitão voltasse o seu rosto para a direção do sujeito que havia sido atingido pelo disparo.
O homem barbado ainda estava inteiro, o tiro havia atravessado e nada lhe aconteceu.
— Holograma! — Exclamou Foster, quando notou a integridade do alvo.
Aos poucos a imagem holográfica desvanecia no meio do corredor mal iluminado, junto com varias risadas que emanavam de todos os lados.
— Eu avisei que estavam em desvantagem! — começava a surgir novas pessoas apontando suas armas, na direção de cada membro do grupo, formando um cerco.
— Maldita camuflagem. — murmurou Milene, enquanto o último ser brotava na sua frente, totalizando quinze novos seres.
— Muito bom, muito bom. — O homem barbudo caminhava na direção de Foster. — O quê fazemos agora capitão? — parou de perfil na frente do capitão, e o analisava pelo canto do olho, enquanto coçava a sua barba. — Redenção ou morte? — deu um leve sorriso, saboreando a provável vitória.
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Encurralados.
— Muito bom garota, ótimos reflexo e agilidade! — uma voz grave e ligeiramente roca, ecoava por todo corredor, no entanto não era possível ver a fonte. — um combate direto com você deve ser fatal. — aos poucos, da esquina do corredor, uma imagem surgia caminhando – No entanto... estão em desvantagem tática. — agora era possível ver nitidamente a figura de um homem com cabelos ondulados de médio tamanho e grisalhos, assim como a sua barba volumosa, adentrando no corredor no qual estava localizado a equipe de Foster.
— Desgraçado... — Milene esticou os seus braços apoiados no chão, levantando um pouco o seu tronco, contudo, sua longa cabeleira vermelha ainda tocava o chão e parte do rosto de Samara. —Está bem? — olhava fixamente para a sua companheira deitada logo a baixo do seu corpo.
— Sim... acho – Punha as palmas das mãos sobre o chão e começava a fazer força para erguer-se junto com a companheira. — Oque houve? Quem é que está falando?
No entanto a indagação da delicada moça não era respondida por sua amiga, pois a mesma estava olhando fixamente, com uma careta raivosa, para o ser misterioso no fim do corredor, sobressaltou e se preparou para o combate, mas um grito ao seu lado interrompeu sua ação.
— Fique parada!! tem algo errado nele! — Foster aparecia novamente em cena, alardando a sua parceira – Sei que parece um pedido estranho em uma situação como essa, mas queria observar mais. — contudo não houve tempo para o que pretendia, porque uma rajada cintilante atravessava o sujeito que aparecera apouco.
Edgar já havia atirado, estava muito longe do capitão para ter ouvido aquele pedido do capitão.
— Edgar?! — perplexo, Foster olhava para trás visualizando o homem precipitado, ajoelhado com o braço esquerdo apontado para a direção do tiro, com uma saliência no traje na região do pulso e um buraco no meio desta área, no entanto, o olhar de Edgar mostrava espanto, o que fez com que o capitão voltasse o seu rosto para a direção do sujeito que havia sido atingido pelo disparo.
O homem barbado ainda estava inteiro, o tiro havia atravessado e nada lhe aconteceu.
— Holograma! — Exclamou Foster, quando notou a integridade do alvo.
Aos poucos a imagem holográfica desvanecia no meio do corredor mal iluminado, junto com varias risadas que emanavam de todos os lados.
— Eu avisei que estavam em desvantagem! — começava a surgir novas pessoas apontando suas armas, na direção de cada membro do grupo, formando um cerco.
— Maldita camuflagem. — murmurou Milene, enquanto o último ser brotava na sua frente, totalizando quinze novos seres.
— Muito bom, muito bom. — O homem barbudo caminhava na direção de Foster. — O quê fazemos agora capitão? — parou de perfil na frente do capitão, e o analisava pelo canto do olho, enquanto coçava a sua barba. — Redenção ou morte? — deu um leve sorriso, saboreando a provável vitória.
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semana 06
Filho das Profundezas [Semana 06]
Autor: Marco Fischer
Parte VI - Auxílio
O monstro de metal caminhava vagarosamente no entorno da ilha, levando em uma de suas garras o Maleko, que já começava a ficar sem forças para se debater. A coisa tinha a forma de um imenso cilindro cor de cobre, seu topo desaparecendo acima das ondas. As garras e pernas de sustentação eram como as de um crustáceo, e suas janelas iluminavam o solo marinho com uma tênue luz âmbar.
O Império ainda não possuía a tecnologia necessária para desenvolver veículos que tivessem autonomia completa debaixo da água, mas era capaz de criar máquinas como aquela, capazes de se locomover em baixas profundidades por curtos períodos com o apoio de uma embarcação. Para Violka seria impossível lutar contra aquele colosso de ferro, com seu fôlego já se esvaindo a cada segundo.
Após a luta e o longo mergulho pela passagem, a capitã não tinha escolha senão retornar até a superfície para pensar em uma maneira de resgatar o garoto. Foi então que percebeu que, enquanto se distraía com a máquina, estava sendo puxada para o fundo por uma forte correnteza, a conduzindo até algo que parecia uma extensa cachoeira submersa de areia branca, despencando em um profundo abismo azul.
Hipnotizada pela imagem ao mesmo tempo em que tentava se libertar e chegar à superfície, ela sentia seu corpo sendo arrastado pelo fundo até as margens da fenda. A areia agitada açoitava seus pés e tornava o nado ainda mais difícil. Ela procurava em vão por algo onde pudesse se agarrar para escapar de ser puxada até o fundo do abismo, onde a pressão da água a mataria antes mesmo dela se afogar.
Foi então que uma sombra escura surgiu nas águas cristalinas, aproximando seu enorme corpo rapidamente enquanto nadava até a capitã. Era um tubarão-baleia, um dos maiores que Violka já havia visto, e sobre suas costas agarrado na nadadeira dorsal estava o velho Kahuna com seu bastão de madeira em riste.
Sem pensar duas vezes, a capitã se segurou em uma das nadadeiras peitorais do massivo animal, percebendo então que a pele deste no lugar das manchas costumeiras estava recoberta por desenhos e padrões tribais como os dos nativos do arquipélago. Aquela era uma criatura sagrada, um servo dos deuses-tubarão do povo Hui. E se o sábio havia pedido o auxílio dela, é porque não estava nada feliz com os invasores.
O tubarão emergiu para que Violka pudesse respirar, a conduzindo até águas mais calmas, já próximas da ilha. O Kahuna olhou então para ela com uma expressão séria, os longos cabelos grisalhos colados sobre o rosto.
-Pegue seu navio e deixe nossa ilha em paz! – ele disse em um tom de aviso – Vamos ensinar uma lição ao outro capitão antes de expulsá-lo!
Ofegante demais para responder, Violka nadou até a praia e se sentou na areia, exausta. Seu peito arfava e doía e os olhos ardiam com o sal, mas sua maior aflição era nada poder fazer em relação ao garoto, que estava agora nas mãos dos Hui.
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Parte VI - Auxílio
O monstro de metal caminhava vagarosamente no entorno da ilha, levando em uma de suas garras o Maleko, que já começava a ficar sem forças para se debater. A coisa tinha a forma de um imenso cilindro cor de cobre, seu topo desaparecendo acima das ondas. As garras e pernas de sustentação eram como as de um crustáceo, e suas janelas iluminavam o solo marinho com uma tênue luz âmbar.
O Império ainda não possuía a tecnologia necessária para desenvolver veículos que tivessem autonomia completa debaixo da água, mas era capaz de criar máquinas como aquela, capazes de se locomover em baixas profundidades por curtos períodos com o apoio de uma embarcação. Para Violka seria impossível lutar contra aquele colosso de ferro, com seu fôlego já se esvaindo a cada segundo.
Após a luta e o longo mergulho pela passagem, a capitã não tinha escolha senão retornar até a superfície para pensar em uma maneira de resgatar o garoto. Foi então que percebeu que, enquanto se distraía com a máquina, estava sendo puxada para o fundo por uma forte correnteza, a conduzindo até algo que parecia uma extensa cachoeira submersa de areia branca, despencando em um profundo abismo azul.
Hipnotizada pela imagem ao mesmo tempo em que tentava se libertar e chegar à superfície, ela sentia seu corpo sendo arrastado pelo fundo até as margens da fenda. A areia agitada açoitava seus pés e tornava o nado ainda mais difícil. Ela procurava em vão por algo onde pudesse se agarrar para escapar de ser puxada até o fundo do abismo, onde a pressão da água a mataria antes mesmo dela se afogar.
Foi então que uma sombra escura surgiu nas águas cristalinas, aproximando seu enorme corpo rapidamente enquanto nadava até a capitã. Era um tubarão-baleia, um dos maiores que Violka já havia visto, e sobre suas costas agarrado na nadadeira dorsal estava o velho Kahuna com seu bastão de madeira em riste.
Sem pensar duas vezes, a capitã se segurou em uma das nadadeiras peitorais do massivo animal, percebendo então que a pele deste no lugar das manchas costumeiras estava recoberta por desenhos e padrões tribais como os dos nativos do arquipélago. Aquela era uma criatura sagrada, um servo dos deuses-tubarão do povo Hui. E se o sábio havia pedido o auxílio dela, é porque não estava nada feliz com os invasores.
O tubarão emergiu para que Violka pudesse respirar, a conduzindo até águas mais calmas, já próximas da ilha. O Kahuna olhou então para ela com uma expressão séria, os longos cabelos grisalhos colados sobre o rosto.
-Pegue seu navio e deixe nossa ilha em paz! – ele disse em um tom de aviso – Vamos ensinar uma lição ao outro capitão antes de expulsá-lo!
Ofegante demais para responder, Violka nadou até a praia e se sentou na areia, exausta. Seu peito arfava e doía e os olhos ardiam com o sal, mas sua maior aflição era nada poder fazer em relação ao garoto, que estava agora nas mãos dos Hui.
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Requiem [Semana 06]
Autora: Natalie Bear
O Dia Mais Longo
Lawrence recuperou as duas bagagens da mocinha que o acompanhava, a menor resgatou do menino que lhe roubara sem muita dificuldade. O garoto ficara intimidado pelo olhar devorador de almas e aquele cachorro barulhento, que repentinamente aparentava ser um animal muito irritado e perigoso. A maleta maior estava jogada no meio do caminho, sobre a grama que ladeava a rua de paralelepípedos, mas nenhum sinal dela. O sujeito poderia não conhecer nem saber nada sobre a moça, mas tinha certeza que sumir sem levar a bagagem não era um fato corriqueiro na vida de Rebeca.
- Temos que resolver isso, Xerife. - dono e cão sentaram-se lado a lado, Xerife no gramado e Lawrence sobre a mala reforçada da jovem desaparecida. As pessoas que passavam por eles os olhavam com curiosidade e confusão.
Após suspirar, abriu a bolsa que acabara de salvar, encontrando à primeira vista, papéis, um livro, uma bolsinha e dois tecidos, um escuro e maior e outro branco e pequeno. Ao pegar o que era azul escuro, percebeu que algo circular estava escondido em seu interior. Tirou aquilo ainda enrolado no tecido do interior da bolsa e lembrou-se sobre o objeto que a moça lhe avisara estar ali, um espelho que aparentemente pertencia ao pai dela. Por alguns instantes ficou encarando o tecido escuro, ponderando se deveria dar uma espiada naquilo sem o consentimento de Rebeca, porém logo desistiu e o recolocou na bolsa, puxando de dentro o lenço branco.
- Vamos encontrar a garota. - colocou a alça da bolsa sobre o ombro e aproximou o lenço ao nariz do cão - Encontre. - levantou-se, dando a ordem com firmeza e pousando a mão na cabeça do animal.
Xerife, que ficou ainda mais animado ao cheirar o item e receber o comando, ergueu-se prontamente e começou a farejar o chão, procurando pelo rastro da moça que desaparecera. Não demorou muito até reerguer a cabeça, assumindo posição de alerta e abanando o rabo freneticamente. Tinha encontrado o caminho que deveria seguir.
Estava tudo escuro. Algo cobria a cabeça de Rebeca e lhe impedia de enxergar. Ela fora conduzida até um lugar com o ar meio úmido e frio por pessoas desconhecidas que tinham lhe prendido os pulsos com cordas firmes que lhe machucavam. Estava sentada em uma cadeira de madeira muito simples em um lugar estranho e fechado.
- Será que podem tirar isso do meu rosto pelo menos? Eu não gosto de ficar no escuro… - pedia com um tom assustado, sem saber se alguém realmente estava lhe ouvindo.
Logo após seu requerimento a mocinha pôde ouvir passos ecoando pelo ambiente e se aproximando dela. Sentiu aquele tecido sufocante finalmente lhe ser removido do rosto. Demorou um pouco para que a jovem se situasse e percebesse que estava provavelmente um porão de alguma fábrica, pelas peças de maquinários que enxergava à sua volta e as pequenas janelas horizontais próximas ao teto.
O homem ao seu lado pronunciou-se:
- Bem vinda ao Peru, senhorita Rebeca Williams.
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O Dia Mais Longo
Lawrence recuperou as duas bagagens da mocinha que o acompanhava, a menor resgatou do menino que lhe roubara sem muita dificuldade. O garoto ficara intimidado pelo olhar devorador de almas e aquele cachorro barulhento, que repentinamente aparentava ser um animal muito irritado e perigoso. A maleta maior estava jogada no meio do caminho, sobre a grama que ladeava a rua de paralelepípedos, mas nenhum sinal dela. O sujeito poderia não conhecer nem saber nada sobre a moça, mas tinha certeza que sumir sem levar a bagagem não era um fato corriqueiro na vida de Rebeca.
- Temos que resolver isso, Xerife. - dono e cão sentaram-se lado a lado, Xerife no gramado e Lawrence sobre a mala reforçada da jovem desaparecida. As pessoas que passavam por eles os olhavam com curiosidade e confusão.
Após suspirar, abriu a bolsa que acabara de salvar, encontrando à primeira vista, papéis, um livro, uma bolsinha e dois tecidos, um escuro e maior e outro branco e pequeno. Ao pegar o que era azul escuro, percebeu que algo circular estava escondido em seu interior. Tirou aquilo ainda enrolado no tecido do interior da bolsa e lembrou-se sobre o objeto que a moça lhe avisara estar ali, um espelho que aparentemente pertencia ao pai dela. Por alguns instantes ficou encarando o tecido escuro, ponderando se deveria dar uma espiada naquilo sem o consentimento de Rebeca, porém logo desistiu e o recolocou na bolsa, puxando de dentro o lenço branco.
- Vamos encontrar a garota. - colocou a alça da bolsa sobre o ombro e aproximou o lenço ao nariz do cão - Encontre. - levantou-se, dando a ordem com firmeza e pousando a mão na cabeça do animal.
Xerife, que ficou ainda mais animado ao cheirar o item e receber o comando, ergueu-se prontamente e começou a farejar o chão, procurando pelo rastro da moça que desaparecera. Não demorou muito até reerguer a cabeça, assumindo posição de alerta e abanando o rabo freneticamente. Tinha encontrado o caminho que deveria seguir.
***
Estava tudo escuro. Algo cobria a cabeça de Rebeca e lhe impedia de enxergar. Ela fora conduzida até um lugar com o ar meio úmido e frio por pessoas desconhecidas que tinham lhe prendido os pulsos com cordas firmes que lhe machucavam. Estava sentada em uma cadeira de madeira muito simples em um lugar estranho e fechado.
- Será que podem tirar isso do meu rosto pelo menos? Eu não gosto de ficar no escuro… - pedia com um tom assustado, sem saber se alguém realmente estava lhe ouvindo.
Logo após seu requerimento a mocinha pôde ouvir passos ecoando pelo ambiente e se aproximando dela. Sentiu aquele tecido sufocante finalmente lhe ser removido do rosto. Demorou um pouco para que a jovem se situasse e percebesse que estava provavelmente um porão de alguma fábrica, pelas peças de maquinários que enxergava à sua volta e as pequenas janelas horizontais próximas ao teto.
O homem ao seu lado pronunciou-se:
- Bem vinda ao Peru, senhorita Rebeca Williams.
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Wild Hunt [Semana 06]
Autor: Marlon Kalango
Capitulo 6: Escuridão.
Capitulo 6: Escuridão.
Eu disparava minhas flechas com precisão, destruindo uma ilusão após a outra. Mas para cada uma que se desfazia, outra surgia em seu lugar. Estava ficando sem tempo. Logo mais cortesãos poderiam chegar, e no calor do combate, minha ferida acabou abrindo novamente, e estava sangrando e com dor. Precisava acabar com aquilo em um único golpe.
-Desista, filho do Sonho. - Meu inimigo disse, cruel. - Você apenas se cansa. Eu por outro lado, estou inteiro. Renda-se.
-Jamais, vil irmão. -retruquei disparando nele. E mais uma vez, um teleporte.
-Uma pena...alguém com tanto espírito de luta seria um ótimo cortesão. Mas isso acaba agora. Adeus, “irmão”
As ilusões vinham para cima de mim, todas ao mesmo tempo agora. Era o fim. Ou assim pensei, quando ouvi um grito confuso. Meu Cão de caça havia vencido seu combate. Ele conseguiu, coms eu faro aguçado, o que eu não pude; achar o verdadeiro. As cópias congelaram por meros segundos, e era só o que eu precisava. Movimento rápido. Mirar. Atirar. A flecha chega a seu destido, e meu inimigo cai enfim. Uma flecha na cabeça. As ilusões despedaçaram-se da realizade com um som bizarro e anti-natural.
Fui o mais rápido possível à jaula do Cervo. Ele estava assustado, e eu precisava de sua confiança. Abri a jaula gentimente, e mostrei as mãos nuas.
-Calma, amigo. Estav tudo bem agora – estendi minha mão, devagar e a deixei próximo à seu focinho. - Venha comigo.
Ele olhou fundo em meus olhos, em minha alma. E viu, que eu não era o inimigo. Saimos da cela, e da caverna. Com sua aura de luz, era tanto um alívio para me guiar na noite, quanto um perigo, que atrairia atenção de inimigos. Risco que tinha que correr. Fomos a passos apressados pântano afora, e de volta aos domínios da floresta. Não me sentia bem. A ferida doía muito, e sabia que estava perdendo muito sangue. Meus passos se tornaram pesados, assim como minhas palpebras... ainda estava muito longe de casa. Caí de joelhos.
-ugh – um grunhido de dor, e dificuldade pra respirar. - Ah...doce Melandru...por favor, ouça minha prece. Ajude-me
Tentei me por de pé, mas o esforço era por demais. Minhas forças se esvaiam. Era assim o final da minha jornada? Era isso? Ouvi algo, como uma voz me chamando. Busquei meu arco, mas estava fraco demais para qualquer coisa. Sentia o calor e a luz pura do Cervo ao meu lado, deitado. Ele estaria comigo em meu leito de morte então? Ao menos, estava livre novamente. Dever cumprido. Olhei as estrelas, sumindo. E a ultima coisa que lembro, foi uma figura gigante descendo sobre mim. E então, apenas escuridão. Escuridão absoluta.
-Você tá longe de casa, azulzinho. Heh, quando eu achava que minha noite ia ser tranquila. -Uma figura alta pega Etherdry em seus braços. - Para o Bosque, então...
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-Desista, filho do Sonho. - Meu inimigo disse, cruel. - Você apenas se cansa. Eu por outro lado, estou inteiro. Renda-se.
-Jamais, vil irmão. -retruquei disparando nele. E mais uma vez, um teleporte.
-Uma pena...alguém com tanto espírito de luta seria um ótimo cortesão. Mas isso acaba agora. Adeus, “irmão”
As ilusões vinham para cima de mim, todas ao mesmo tempo agora. Era o fim. Ou assim pensei, quando ouvi um grito confuso. Meu Cão de caça havia vencido seu combate. Ele conseguiu, coms eu faro aguçado, o que eu não pude; achar o verdadeiro. As cópias congelaram por meros segundos, e era só o que eu precisava. Movimento rápido. Mirar. Atirar. A flecha chega a seu destido, e meu inimigo cai enfim. Uma flecha na cabeça. As ilusões despedaçaram-se da realizade com um som bizarro e anti-natural.
Fui o mais rápido possível à jaula do Cervo. Ele estava assustado, e eu precisava de sua confiança. Abri a jaula gentimente, e mostrei as mãos nuas.
-Calma, amigo. Estav tudo bem agora – estendi minha mão, devagar e a deixei próximo à seu focinho. - Venha comigo.
Ele olhou fundo em meus olhos, em minha alma. E viu, que eu não era o inimigo. Saimos da cela, e da caverna. Com sua aura de luz, era tanto um alívio para me guiar na noite, quanto um perigo, que atrairia atenção de inimigos. Risco que tinha que correr. Fomos a passos apressados pântano afora, e de volta aos domínios da floresta. Não me sentia bem. A ferida doía muito, e sabia que estava perdendo muito sangue. Meus passos se tornaram pesados, assim como minhas palpebras... ainda estava muito longe de casa. Caí de joelhos.
-ugh – um grunhido de dor, e dificuldade pra respirar. - Ah...doce Melandru...por favor, ouça minha prece. Ajude-me
Tentei me por de pé, mas o esforço era por demais. Minhas forças se esvaiam. Era assim o final da minha jornada? Era isso? Ouvi algo, como uma voz me chamando. Busquei meu arco, mas estava fraco demais para qualquer coisa. Sentia o calor e a luz pura do Cervo ao meu lado, deitado. Ele estaria comigo em meu leito de morte então? Ao menos, estava livre novamente. Dever cumprido. Olhei as estrelas, sumindo. E a ultima coisa que lembro, foi uma figura gigante descendo sobre mim. E então, apenas escuridão. Escuridão absoluta.
-Você tá longe de casa, azulzinho. Heh, quando eu achava que minha noite ia ser tranquila. -Uma figura alta pega Etherdry em seus braços. - Para o Bosque, então...
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“SentiMente” [Semana 06]
Autora: Silvia Verlene
Reviravolta...
Luzes incandescentes de um meio insípido de energia aleatória disformemente colorida, em movimentos desconexos nauseantes. Era mesmo pra eu estar tendo toda esta sensação? Tudo o que me lembro acabou de ocorrer e não acredito realmente ter acontecido. Estava tudo certo, apesar do grande risco que corríamos, RS-3 e eu, desde o início, há 6 semanas atrás. A forma como ele me abordou naquele laboratório, apresentou-se e retirou-me de lá tão naturalmente, mesmo que isso parecesse impossível para um ciborgan... Porém, de todos os que já conheci em minha ínfima vida temporal, definitivamente ele foi o único que se mostrou realmente disposto a fazer algo diferente, ajudando a um incomum como eu. E até hoje me pergunto o porquê, uma vez que ele mal diz algo, até fazendo questão de ficar mais calado do que falante, exibindo-me sua voz serena e inacreditavelmente humanizada, apesar de levemente robótica.
"Tudo tem uma razão." - é a única frase que se repete de sua boca quase sempre estática, tanto que, se não fosse por essas poucas palavras, eu diria que ela nem existiria.
Desde o início ele foi um protetor cuidadoso, com objetividade em suas ações, mesmo que estas me machucassem física ou de outra forma qualquer. O fato é que me culpo por ele se encontrar no estado deplorável atual...
Aquela cena ao vê-lo no chão, levantando-se para me proteger e sendo atingido ainda mais gravemente não me sai da mente e este torpor iluminado da viagem pelo portal só me traz ainda mais desconforto e angústia. Será que ele está mesmo aqui também sendo carregado ao meu lado ou tudo foi só uma impressão antes de entrarmos no portal? Ou será que pode ter sido um engodo de nosso inimigo para me deixar ainda mais entregue à captura, na crença de que, com RS-3 ao meu lado, eu ficaria mais seguro e confiante? E por que eu sinto isso quando estou com ele, de verdade? Será que me sinto assim tão solitário?...
Tento definir uma visão de nossa situação, mas não consigo. É muita luz pra minha visão e cabeça ainda dolorida das últimas pancadas. Meu corpo também não consegue se mexer; aliás, neste exato momento, nem sinto que possuo um! A grande questão afora a preocupação com meu parceiro é nosso destino. Pra onde estamos sendo levados? Será que chegamos ao fim de nossa tentativa?
Sinto um forte impacto repentino, como se estivéssemos em alta velocidade e parássemos de uma vez. A luz se torna amena e uniformemente azulada enquanto sinto meu corpo, aos poucos, ainda envolto pelo braço de nosso algoz, percebendo, com alívio, que ele também ainda carrega RS-3 do outro lado. Pixels ainda flutuam às nossas costas quando ouço a voz do ciborgan inimigo:
"Pois bem, meus caros, chegamos!"
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Reviravolta...
Luzes incandescentes de um meio insípido de energia aleatória disformemente colorida, em movimentos desconexos nauseantes. Era mesmo pra eu estar tendo toda esta sensação? Tudo o que me lembro acabou de ocorrer e não acredito realmente ter acontecido. Estava tudo certo, apesar do grande risco que corríamos, RS-3 e eu, desde o início, há 6 semanas atrás. A forma como ele me abordou naquele laboratório, apresentou-se e retirou-me de lá tão naturalmente, mesmo que isso parecesse impossível para um ciborgan... Porém, de todos os que já conheci em minha ínfima vida temporal, definitivamente ele foi o único que se mostrou realmente disposto a fazer algo diferente, ajudando a um incomum como eu. E até hoje me pergunto o porquê, uma vez que ele mal diz algo, até fazendo questão de ficar mais calado do que falante, exibindo-me sua voz serena e inacreditavelmente humanizada, apesar de levemente robótica.
"Tudo tem uma razão." - é a única frase que se repete de sua boca quase sempre estática, tanto que, se não fosse por essas poucas palavras, eu diria que ela nem existiria.
Desde o início ele foi um protetor cuidadoso, com objetividade em suas ações, mesmo que estas me machucassem física ou de outra forma qualquer. O fato é que me culpo por ele se encontrar no estado deplorável atual...
Aquela cena ao vê-lo no chão, levantando-se para me proteger e sendo atingido ainda mais gravemente não me sai da mente e este torpor iluminado da viagem pelo portal só me traz ainda mais desconforto e angústia. Será que ele está mesmo aqui também sendo carregado ao meu lado ou tudo foi só uma impressão antes de entrarmos no portal? Ou será que pode ter sido um engodo de nosso inimigo para me deixar ainda mais entregue à captura, na crença de que, com RS-3 ao meu lado, eu ficaria mais seguro e confiante? E por que eu sinto isso quando estou com ele, de verdade? Será que me sinto assim tão solitário?...
Tento definir uma visão de nossa situação, mas não consigo. É muita luz pra minha visão e cabeça ainda dolorida das últimas pancadas. Meu corpo também não consegue se mexer; aliás, neste exato momento, nem sinto que possuo um! A grande questão afora a preocupação com meu parceiro é nosso destino. Pra onde estamos sendo levados? Será que chegamos ao fim de nossa tentativa?
Sinto um forte impacto repentino, como se estivéssemos em alta velocidade e parássemos de uma vez. A luz se torna amena e uniformemente azulada enquanto sinto meu corpo, aos poucos, ainda envolto pelo braço de nosso algoz, percebendo, com alívio, que ele também ainda carrega RS-3 do outro lado. Pixels ainda flutuam às nossas costas quando ouço a voz do ciborgan inimigo:
"Pois bem, meus caros, chegamos!"
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Contos do Amante da Morte [Semana 06]
Autora: Mari-Youko-Sama
Capítulo 05 – Ervas e Vinagre.
A neve branca cobria tudo até onde a vista alcançava em uma imensidão gélida e vazia. As fileiras de fumaça que saíam das lareiras das casas indicavam que ali ainda havia pessoas.
Com o ar pesado, o casebre onde os Blackwood viviam não tinha mais o aconchego de um lar. Marcos caminhou para o único quarto com porta da casa, onde os doentes ficavam, mas hesitou em bater. Fazia cinco dias que Matheus o proibiu de ter contato com os menores, espalhou vinagre por todo lugar e nem Lirou, nem os ratos ficavam por perto. Marcos tinha o rosto vermelho castigado do frio, a barba estava por fazer e os olhos escuros do cansaço; aparentava ter envelhecido alguns anos.
Subitamente, a porta foi aberta. Matheus, que usava uma máscara em forma de bico de ave, caminhou até a cozinha e foi seguido de perto por Marcos :
– E então? Quando poderei vê-los?
– Acredite... – a voz era abafada enquanto se livrava da máscara, deixando o aroma das ervas que usava no bico se espalhar – Não vai querer ver.
– Nem da porta do cômodo? – questionou com evidente preocupação na voz.
Matheus lavou o rosto e as mãos com vinagre e, após enxugar o rosto, os olhares se cruzaram e fez-se o silêncio, como se dialogassem sem dizer uma palavra. Após isso, Matheus simplesmente sentou-se pesadamente, escondendo o olhar atrás dos fios negros úmidos. Marcos o deixou na cozinha e se encaminhou para o quarto onde os menores estavam.
O ambiente estava fracamente iluminado; o odor da moléstia se misturava com o de vinagre. Ambas as crianças estavam deitadas na cama grande, uma de cada lado. Marcos fitou primeiramente o caçula, Miguel. Um fino tecido cobria seus olhos e testa, o corpo magro delineado pelas cobertas denotava apenas a movimentação do peitoral ao respirar:
– Miguel... sou eu, o Mar- – as palavras amargavam.
– M-mano... – a voz de Marcela era fraca. – Marcos, é você?
– S-sim. – tentou conter a aflição na voz – Matheus me deixou ver vocês.
A menor levantou a mão magra e ferida na direção do som, e Marcos a segurou com delicadeza:
– Mano, posso te pedir uma coisa? – mal conseguia apertar a mão do mais velho.
– Se eu puder, eu farei com certeza. – acariciou com o polegar a mão da menor.
– Diz pro mano Matheus que vai ficar tudo be- – tossiu fortemente. – Plantarei nabos pra ele fazer sopa. – um sorriso fraco se formou enquanto um filete de sangue escorria pelo canto da boca.
– Marc- – pausou a fala, engolindo qualquer lágrima que pensou em derramar – Direi sim. – acariciou o rosto da menor, limpando o sangue.
– Que bom! – Marcela, com a mão livre, segurou a do irmão caçula. – E não deixe Lirou brincar com os vidrinhos... o mano Matheus... fica br- ... – as palavras cessaram.
Não havia mais movimentação das cobertas e a pequena mão da menina deslizou por entre os dedos do maior.
“A única coisa que temos certeza nessa vida é também a única coisa que não temos certeza de como encarar.”
Ir para o próximo capítulo de "Contos do Amante da Morte"
Capítulo 05 – Ervas e Vinagre.
A neve branca cobria tudo até onde a vista alcançava em uma imensidão gélida e vazia. As fileiras de fumaça que saíam das lareiras das casas indicavam que ali ainda havia pessoas.
Com o ar pesado, o casebre onde os Blackwood viviam não tinha mais o aconchego de um lar. Marcos caminhou para o único quarto com porta da casa, onde os doentes ficavam, mas hesitou em bater. Fazia cinco dias que Matheus o proibiu de ter contato com os menores, espalhou vinagre por todo lugar e nem Lirou, nem os ratos ficavam por perto. Marcos tinha o rosto vermelho castigado do frio, a barba estava por fazer e os olhos escuros do cansaço; aparentava ter envelhecido alguns anos.
Subitamente, a porta foi aberta. Matheus, que usava uma máscara em forma de bico de ave, caminhou até a cozinha e foi seguido de perto por Marcos :
– E então? Quando poderei vê-los?
– Acredite... – a voz era abafada enquanto se livrava da máscara, deixando o aroma das ervas que usava no bico se espalhar – Não vai querer ver.
– Nem da porta do cômodo? – questionou com evidente preocupação na voz.
Matheus lavou o rosto e as mãos com vinagre e, após enxugar o rosto, os olhares se cruzaram e fez-se o silêncio, como se dialogassem sem dizer uma palavra. Após isso, Matheus simplesmente sentou-se pesadamente, escondendo o olhar atrás dos fios negros úmidos. Marcos o deixou na cozinha e se encaminhou para o quarto onde os menores estavam.
O ambiente estava fracamente iluminado; o odor da moléstia se misturava com o de vinagre. Ambas as crianças estavam deitadas na cama grande, uma de cada lado. Marcos fitou primeiramente o caçula, Miguel. Um fino tecido cobria seus olhos e testa, o corpo magro delineado pelas cobertas denotava apenas a movimentação do peitoral ao respirar:
– Miguel... sou eu, o Mar- – as palavras amargavam.
– M-mano... – a voz de Marcela era fraca. – Marcos, é você?
– S-sim. – tentou conter a aflição na voz – Matheus me deixou ver vocês.
A menor levantou a mão magra e ferida na direção do som, e Marcos a segurou com delicadeza:
– Mano, posso te pedir uma coisa? – mal conseguia apertar a mão do mais velho.
– Se eu puder, eu farei com certeza. – acariciou com o polegar a mão da menor.
– Diz pro mano Matheus que vai ficar tudo be- – tossiu fortemente. – Plantarei nabos pra ele fazer sopa. – um sorriso fraco se formou enquanto um filete de sangue escorria pelo canto da boca.
– Marc- – pausou a fala, engolindo qualquer lágrima que pensou em derramar – Direi sim. – acariciou o rosto da menor, limpando o sangue.
– Que bom! – Marcela, com a mão livre, segurou a do irmão caçula. – E não deixe Lirou brincar com os vidrinhos... o mano Matheus... fica br- ... – as palavras cessaram.
Não havia mais movimentação das cobertas e a pequena mão da menina deslizou por entre os dedos do maior.
“A única coisa que temos certeza nessa vida é também a única coisa que não temos certeza de como encarar.”
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